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  • O que fazer em Bangkok: atrações, gastronomia, compras e luxo

    O que fazer em Bangkok: atrações, gastronomia, compras e luxo

    Voltar a Bangkok pela terceira vez foi a chance de observar com mais atenção o quanto a cidade segue se transformando, sem abrir mão de sua identidade. A capital da Tailândia continua sendo uma das experiências urbanas mais intensas e sensoriais do Sudeste Asiático, onde tradição e modernidade convivem com naturalidade. Com mais de 11 milhões de habitantes, Bangkok pulsa em ritmo próprio. O trânsito pode parecer caótico à primeira vista, mas logo se revela parte da engrenagem de uma cidade multifacetada. Nesta nova visita, revisitei clássicos e conheci novas experiências — entre templos sagrados, rooftops modernos, mercados de rua e restaurantes premiados.

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    O que fazer em Bangkok: atrações

    Templos e espiritualidade

    Mesmo para quem já conhece Bangkok, visitar os templos é indispensável. Ao todo são 400 na capital tailandesa. Depois de um tempo, eles começam a ficar meio parecidos, então, é preciso ser objetivo e escolher quais visitar. O Grand Palace, certamente o mais importante, foi construído em 1782 e por 150 anos serviu como residência do rei e sede do governo. Com seus telhados dourados e mosaicos minuciosamente decorados, o complexo segue sendo símbolo máximo da monarquia tailandesa. A dica é chegar bem cedo, antes do lugar ficar lotado de turistas – chineses em sua maioria. A visita inclui o Wat Phra Kaew, o templo do Buda de Esmeralda, considerada a imagem religiosa mais sagrada do país. É essencial observar o dress code: ombros e joelhos devem estar cobertos, e roupas rasgadas ou decotadas não são permitidas.

    Outro templo imperdível em Bangkok é o Wat Pho, onde está o impressionante Buda Reclinado com 46 metros de comprimento, coberto de folhas de ouro. Além da imponência da escultura, o local abriga uma das mais tradicionais escolas de massagem da Tailândia. Quem quiser também pode fazer uma sessão no próprio templo, que reforça como espiritualidade e bem-estar caminham juntos na cultura tailandesa.

    Enquanto isso, o Wat Arun, às margens do rio Chao Phraya, completa o trio de visitas indispensáveis em Bangkok. Também conhecido como Templo do Amanhecer, tem torres decoradas com fragmentos de porcelana chinesa que refletem a luz do sol de maneira única. Aproveitei para usar um traje típico tailandês, alugado nos arredores do templo — o que tornou o momento ainda mais especial, além de render boas fotos, que você vê abaixo.

    Jim Thompson House: arte, arquitetura e seda tailandesa

    Outro passeio em Bangkok é a Jim Thompson House. A antiga residência do empresário americano que ajudou a revitalizar a indústria da seda tailandesa virou um museu elegante e bem estruturado. O tour é guiado e passa por vários ambientes decorados com mobiliário original, arte asiática e detalhes arquitetônicos em madeira de teca. Mais do que um museu, a casa é uma viagem ao tempo e uma ótima oportunidade para entender a conexão entre design, cultura tailandesa e história contemporânea. Ao final, vale visitar a loja, com belíssimos lenços e objetos em seda, e o café anexo, ideal para uma pausa antes de seguir o passeio pela cidade.

    Percorrer a cidade de barco, skytrain e tuk tuk

    A logística em Bangkok é parte da experiência. Uma das formas mais práticas e agradáveis de circular é navegando pelo Chao Phraya. Alguns dos melhores hotéis estão à beira dele, como, por exemplo, o Mandarin Oriental e o Shangri-La. Já fiz passeios de barco em diferentes ocasiões, combinando rotas com paradas estratégicas para visitar templos e mercados. Há opções para todos os perfis: barcos expressos, turísticos ou os longtail boats tradicionais.

    O Skytrain (BTS) continua sendo a melhor forma de se locomover por terra, conectando áreas como Sukhumvit, Silom e Siam. O sistema é moderno, limpo e eficiente, e se integra ao metrô (MRT) e a algumas estações de barco. Para trechos mais curtos ou experiências mais locais, o tuk tuk ainda é válido — desde que se negocie o valor antes. Mesmo não sendo o meio mais econômico, continua divertido e bastante típico.

    Compras, mercados e consumo contemporâneo em Bangkok

    Chatuchak Weekend Market

    O Chatuchak Weekend Market continua sendo um dos programas mais interessantes da cidade, principalmente para quem gosta de explorar com calma. São mais de 8.000 barracas vendendo roupas, artigos de decoração, lembranças e peças artesanais. Mesmo em visitas repetidas, sempre descubro algo novo — é o tipo de passeio que exige tempo e disposição. Para se ter uma ideia da sua popularidade, ele costuma receber 200 mil pessoas por dia, sendo 30% estrangeiros. Então, se prepare para bater perna e gaste no mínimo umas duas horas ali. Difícil sair de lá de mãos abanando. Ah, só acontece aos fins de semana!

    Pak Khlong Talat (Flower Market)

    Conhecido como o mercado das flores de Bangkok, é uma parada encantadora para quem deseja observar a cidade com outros olhos. Funcionando 24 horas por dia, o mercado ocupa ruas e galpões com milhares de espécies de flores frescas — como orquídeas, jasmim e lótus — usadas em rituais budistas, oferendas e decorações. É um passeio sensorial e autêntico, especialmente nas primeiras horas da manhã, quando os carregamentos chegam e a cidade ainda desperta. Caminhar entre as barracas é sentir a Bangkok tradicional, com aroma de flores no ar, vendedores preparando guirlandas e uma paleta de cores digna de cartão-postal.

    Siam Center e Siam Paragon

    Já na região de Siam, onde me hospedei mais recentemente, o clima é outro: mais moderno, cosmopolita e conectado. É ali que estão dois dos principais centros de compras da cidade: o Siam Center e o Siam Paragon. O Siam Center é voltado ao público jovem e antenado, com marcas locais e internacionais em um ambiente criativo e interativo. É um ótimo lugar para quem busca moda contemporânea, design tailandês e lojas-conceito que vão além das marcas mais conhecidas.

    Enquanto isso, o Siam Paragon é o principal endereço quando o assunto é shopping de luxo em Bangkok. Considerado o quarto maior centro comercial da Tailândia, reúne boutiques de grife, uma galeria de arte, uma sala de concertos e até mesmo a Ópera Siam. Além disso, abriga o Sea Life Bangkok Ocean World — o maior aquário do Sudeste Asiático. Tive a oportunidade de conferir também a Pop Land Bangkok, um evento pop-up imersivo da POP MART instalado no Siam Paragon e no Siam Center. Com bonecos gigantes, zonas interativas, piscina de bolinhas rosa e café temático, o evento traduz com humor e criatividade a paixão dos tailandeses por colecionáveis e cultura pop. Uma mostra vibrante de como consumo e entretenimento caminham juntos por aqui.

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    LV The Place Bangkok: conceito, moda e alta gastronomia

    Inaugurada em 2024, a LV The Place Bangkok é um espaço multifuncional que reúne moda, arte, gastronomia e experiência imersiva, tudo sob o selo da grife Louis Vuitton. Localizada no Gaysorn Amarin, em Ratchaprasong, a loja conceito impressiona já na entrada, com sua fachada iluminada inspirada no icônico monograma da marca francesa. No primeiro andar, o Le Café oferece bolos e biscoitos preparados pela confeitaria Blue by Alain Ducasse, com cafés servidos com o monograma LV — tudo belamente apresentado. Ainda no térreo, a exposição Visionary Journeys apresenta uma jornada interativa pela história da Louis Vuitton e suas colaborações criativas. A entrada é gratuita, mas exige reserva antecipada.

    No segundo andar, a boutique reúne itens exclusivos da marca, além do restaurante Gaggan at Louis Vuitton, comandado pelo chef Gaggan Anand. Uma experiência sofisticada e inovadora que une moda, design e alta gastronomia.

    Experiência tailandesa: massagens tradicionais

    Não dá para falar de Bangkok sem incluir as famosas massagens tailandesas — parte essencial da cultura local e uma experiência que recomendo vivamente. Ao longo das viagens, testei diferentes lugares, inclusive a tradicional escola de massagem do Wat Pho e uma unidade do Let’s Relax Spa, localizada próxima ao hotel Siam Kempinski. A massagem tailandesa é feita sem óleo, com pressão média a forte, em tatames ou macas baixas, e com o uso de roupas confortáveis fornecidas pelo próprio spa. Há opções que vão de 30 minutos a até uma hora e meia, com foco em áreas específicas como pés, costas e pescoço, ou o corpo inteiro. Relaxamento profundo e preços acessíveis fazem desse um verdadeiro ritual de bem-estar, que combina perfeitamente com o ritmo intenso da cidade.

    Sabores de Bangkok: da comida de rua à alta gastronomia

    A gastronomia tailandesa certamente é um dos maiores atrativos do país. Ao longo de todas minhas passagens pela cidade, explorei tanto a comida de rua quanto os restaurantes estrelados. Em Chinatown, provei pratos como noodles frescos, petiscos de frutos do mar e caldos apimentados, em bancas indicadas por chefs locais. Uma verdadeira imersão cultural — intensa, barata e saborosa.

    Já no Siam Paragon, a experiência gastronômica vai além de uma simples praça de alimentação. No primeiro andar, o Siam Paragon Food Hall oferece uma versão moderna da clássica praça de alimentação, com barracas de comida tailandesa que vão do curry ao pad thai. As refeições são feitas em uma área de mesas compartilhadas, com ambiente vibrante, limpo e eficiente. Me impressionei com a estrutura! Experimentei um pad thai tradicional por menos de R$30, além de um crepe de chocolate indicado no Bib Gourmand. Outro destaque foi o Nom Yen, bebida gelada e adocicada, muito popular entre os locais.

    Na área do Mercado Gourmet, é possível explorar um supermercado premium com iguarias locais, frutas frescas, petiscos internacionais, opções de lembrancinhas e uma curadoria de produtos tailandeses que tornam o espaço um destino em si. É o tipo de lugar onde é possível fazer compras e, ao mesmo tempo, experimentar sabores autênticos e pratos típicos num ambiente climatizado e sofisticado.

    Na alta gastronomia, tive a oportunidade de conhecer o restaurante número 1 da Ásia, o Gaggan, do chef Gaggan Annand, e ter uma experiência fora de série. Estive também no Sühring, com três estrelas Michelin, e no Potong, com uma estrela, ambos com propostas que combinam técnicas ocidentais e ingredientes asiáticos com muita criatividade. Aproveite para ler aqui nosso guia completo de Onde comer em Bangkok!

    Bares e rooftops com vista em Bangkok

    Os rooftops continuam sendo parte da identidade noturna da cidade. Conheci o badalado Le Du Kaan, com vistas estonteantes de Bangkok, e o Black Cabin Bar, mais intimista, com drinques bem elaborados e atmosfera agradável. Os clássicos como o Vertigo e o Sirocco seguem sendo boas opções.

    Hotelaria de luxo: hospedagem como experiência

    Em Bangkok, a hotelaria de luxo vai muito além do conforto — ela é parte da própria experiência de viagem. Mesmo que você não esteja hospedado em um cinco estrelas, vale a visita: para tomar um drinque no rooftop, jantar em um restaurante premiado ou simplesmente apreciar a arquitetura e o serviço impecável desses ícones da hospitalidade. Na minha última visita, me hospedei no Siam Kempinski Hotel Bangkok, um verdadeiro oásis urbano no coração da cidade. Com acesso direto ao Siam Paragon, o hotel oferece piscinas cercadas por jardins tropicais, três restaurantes (incluindo um estrelado), dois bares e um spa completo. É o tipo de hospedagem que marca a viagem, combinando sofisticação internacional e hospitalidade tailandesa.

    Outro clássico é o Mandarin Oriental Bangkok, eleito o 7º melhor hotel do mundo na lista do The World’s 50 Best Hotels. Inaugurado em 1879 como The Oriental, ele se uniu ao The Mandarin, de Hong Kong, há 50 anos — e assim nasceu a icônica rede asiática de luxo. Às margens do Chao Phraya, o hotel preserva sua aura histórica com serviço de excelência e uma das localizações mais encantadoras da cidade.

    Além disso, dois outros hotéis em Bangkok também se destacam no ranking mundial: o Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River, em 2º lugar na lista, e o Capella Bangkok, em 3º. Ambos oferecem experiências que vão além da hospedagem, com projetos arquitetônicos impressionantes, gastronomia refinada e vistas deslumbrantes do rio. Bangkok sabe, como poucas cidades, transformar seus hotéis em destinos por si só.

    Bangkok segue sendo um destino que convida à descoberta — mesmo para quem já voltou mais de uma vez. Uma cidade que fala com todos os sentidos e que encontra novas formas de surpreender a cada visita.

    Texto e fotos por Renata Araújo. Janeiro de 2026.

  • Chefs cariocas na Espanha: Rio de Janeiro é cidade convidada no Madrid Fusión, maior congresso de gastronomia do mundo

    Chefs cariocas na Espanha: Rio de Janeiro é cidade convidada no Madrid Fusión, maior congresso de gastronomia do mundo

    2026 começa com uma ótima notícia para a gastronomia brasileira, e especialmente para o Rio. De 26 a 28 de janeiro, a cidade será a grande homenageada do Madrid Fusión Alimentos de España, o mais prestigiado congresso de culinária contemporânea do mundo, no IFEMA Madrid. Na 24ª edição do evento, que reúne imprensa especializada e chefs cariocas na Espanha, o Rio será representado por nomes de peso como Claude Troisgros (Chez Claude e Madame Olympe), Rafa Costa e Silva (Lasai), João Paulo Frankenfeld (Casa 201), e Paula Prandini (Empório Jardim). A participação é fruto de uma iniciativa da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, e integra o plano estratégico de posicionar o Rio como destino de turismo gastronômico. Portanto, depois de sediar o Latin America’s 50 Best Restaurants e garantir presença no Guia Michelin até 2026, a cidade agora marca presença em um dos palcos mais importantes da gastronomia internacional.

    Como cariocas da gema e jornalistas especializada em turismo e gastronomia, é gratificante acompanhar esse momento. Ver o Rio ocupar esse espaço com consistência, conteúdo e originalidade é motivo de celebração! Lembrando que, em outubro de 2025, nossa editora-chefe Renata Araújo esteve presente na 27ª edição do San Sebastián Gastronomika, outro dos grandes congressos de gastronomia da Espanha, que também homenageou o Rio de Janeiro como cidade convidada. Ou seja, mais uma prova de que a gastronomia carioca conquistou seu espaço entre os grandes nomes do setor global.

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    De botequins a menus estrelados: o Rio em múltiplas versões

    No estande de 100 m², criado especialmente para o evento em Madri, o público poderá conhecer um pouco do cotidiano gastronômico carioca. Vai ter café da manhã típico, almoço e caipirinhas no happy hour, além de cooking shows diários com os chefs convidados. O ambiente, inspirado nos botequins da cidade, terá curadoria sofisticada para apresentar, com leveza e conteúdo, a cena atual da gastronomia do Rio.

    A programação contempla diferentes espaços do congresso, com palestras, degustações e experiências interativas. E o time que representa a cidade é robusto e diverso. Claude Troisgros, um dos grandes nomes da gastronomia franco-brasileira, se apresenta ao lado de Jéssica Trindade, sua parceira à frente do recém-inaugurado Madame Olympe. Rafa Costa e Silva, do premiado Lasai — com duas estrelas Michelin e uma das cozinhas mais técnicas e autorais do país — também sobe ao palco principal.

    João Paulo Frankenfeld, chef do Casa 201, restaurante com uma estrela Michelin no Jardim Botânico, participa da ala experiencial do evento com menu degustação. Paula Prandini, responsável pelo premiado Empório Jardim, leva sua confeitaria elegante e afetiva ao espaço Pastry. Já Gerônimo Athuel, à frente do Ocyá, restaurante localizado em uma ilha na Barra da Tijuca e referência em maturação de peixes e pesca artesanal, debate o futuro da gastronomia no espaço Dreams.

    Além disso, também marcam presença João Diamante, chef do Dois de Fevereiro e uma das vozes mais ativas da gastronomia com impacto social e Kátia Barbosa, ícone da gastronomia brasileira e responsável por levar o bolinho de feijoada aos holofotes com o Aconchego Carioca. Monique Gabiatti, chef do Polvo Bar e da Marisqueria, que vem se consolidando como especialista em peixes e frutos do mar, completa o time.

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    Um novo patamar para o Rio na gastronomia internacional

    Certamente a participação do Rio no Madrid Fusión 2026 vai além de uma homenagem simbólica. É o reconhecimento de uma cena gastronômica em plena maturidade. Com propostas autorais, forte ligação com o território, foco em ingredientes brasileiros e técnicas contemporâneas, os chefs cariocas mostram que a cidade vai muito além dos clichês — e tem, sim, lugar no circuito internacional da alta gastronomia.

    O Madrid Fusión, que acontece no IFEMA Madrid, é aberto ao público, e quem quiser pode comprar o ingresso pelo site oficial. Há o pacote para os 3 dias (250 euros) e o ingresso individual (100 euros). E se você não está na Espanha, mas quer acompanhar aqui do Brasil, por exemplo, online, tem também esta opção de ingresso, que dá acesso à transmissão ao vivo do evento.

    Janeiro de 2026.
    Fotos: Reginaldo Teixeira, Renata Araújo, Divulgação

  • AKA Central Park: hotel residência em Nova York para quem busca conforto, espaço e localização

    AKA Central Park: hotel residência em Nova York para quem busca conforto, espaço e localização

    Passei o fim do ano em Nova York e me hospedei no AKA Central Park, um refúgio elegante com estrutura de apartamento e serviços de hotel. Localizado na 58th Street, a poucos passos do Central Park e da Quinta Avenida, o conceito de hotel residência oferece uma experiência mais autêntica e funcional na cidade: mais espaço e autonomia, sem abrir mão do conforto e da sofisticação. Foi a minha teceira vez na propriedade, o que reforçou a consistência da experiência — suítes amplas, bem distribuídas, silenciosas e pensadas para quem quer viver Nova York com mais fluidez, especialmente em períodos movimentados como o fim do ano. O AKA é considerado uma das marcas mais sofisticadas de apartamentos mobiliados do mundo e funciona como uma alternativa elegante aos hotéis tradicionais — especialmente para quem fica mais tempo na cidade ou viaja em família.

    Portanto, para quem busca um hotel residência em Nova York, o AKA combina a liberdade de um apartamento completo com a comodidade dos bons hotéis: serviço eficiente, localização estratégica e atmosfera acolhedora.

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    Localização estratégica, no coração de Manhattan

    A localização é um dos grandes trunfos do AKA Central Park. Na West 58th Street, entre a Quinta e a Sexta Avenida, o hotel fica a poucos passos do Central Park e a apenas dez minutos a pé do Columbus Circle e do Rockefeller Center, áreas de muito interesse de quem visita a cidade. Além disso, também está ao lado da estação de metrô 59th Street–Columbus Circle, o que facilita ainda mais a mobilidade. Ou seja, estar ali significa poder explorar boa parte de Manhattan a pé, algo valioso especialmente no fim do ano, quando o trânsito da cidade pode ficar mais intenso. Nas redondezas, estão alguns dos principais ícones da cidade: o moderno MoMA (Museum of Modern Art) e a icônica Quinta Avenida, com suas vitrines históricas e boutiques de luxo. Entre os destaques estão a tradicional Bergdorf Goodman, que também abriga o elegante BG Restaurant no último andar, e a Louis Vuitton da 57th Street, que conta com um café/restaurante charmoso no segundo piso. Lugares perfeitos para uma pausa entre compras e passeios.

    A cena gastronômica também é privilegiada. A poucos minutos do hotel estão o premiado Marea, além do Quality Italian e Quality Meats, ideais para um jantar especial ou um almoço mais informal. Outros endereços desejados nas imediações incluem o mediterrâneo Acadia, e o clássico japonês Nobu 57. Portanto, na prática, hospedar-se no AKA Central Park significa ganhar tempo, conforto e liberdade: arte, verde, gastronomia e compras estão logo ali, sem necessidade de carro ou longos deslocamentos.

    Atmosfera discreta e serviço eficiente

    O lobby do AKA segue a proposta de uma residência, com decoração sóbria e elegante, muita madeira, sofás confortáveis e um ambiente silencioso. Ao lado, está o a.lounge, um espaço fechado e intimista, com lareiras, luz indireta e música ao vivo nas quintas-feiras. É um ambiente pensado para relaxar ou tomar um drinque. Já o a.café, também no térreo, é um espaço que atende com praticidade ao ritmo dos moradores e hóspedes, com opções agradáveis para um rápido café da manhã ou lanche.

    Apartamentos funcionais no hotel residência em NYC

    As unidades do AKA são divididas em diferentes categorias, desde estúdios mais compactos até suítes de um e dois quartos. Por seguir o modelo de hotel residência em Nova York, cada acomodação oferece cozinha totalmente equipada, com fogão, geladeira, micro-ondas, cafeteira, louça e utensílios. A proposta é justamente permitir uma rotina mais flexível, com possibilidade de preparar refeições, trabalhar e descansar em ambientes separados. Desta vez, fiquei em uma One Bedroom Suite, com aproximadamente 60 m², cozinha equipada, sala de estar e dormitório separado.

    O espaço é bem distribuído e ideal para quem busca uma experiência mais residencial na cidade. A cama era espaçosa e confortável, e a sala integrava bem os ambientes, com sofá, poltrona, mesa de jantar e TV’s. Na chegada, fui recebida com uma seleção gentil de mimos: vinho branco, refrigerantes artesanais, biscoitos decorados, chocolates, uma garrafa térmica, itens de papelaria e uma caixa da a.vod., a vodka exclusiva do hotel. De fato, pequenos gestos que tornam a experiência mais acolhedora.

    Um ponto de atenção fica para os banheiros, que são funcionais, mas compactos, especialmente quando comparados ao restante do apartamento. A falta de espaço para acomodar itens pessoais foi um incômodo, e após comentar com a equipe, o hotel prontamente disponibilizou uma estante de vidro discreta, que ajudou a resolver a questão de forma prática.

    Para quem viaja em família ou pretende passar mais dias na cidade, as suítes com sala são as mais confortáveis, oferecendo um bom equilíbrio entre privacidade e espaço de convivência. Além disso, o custo-benefício tende a ser mais vantajoso.

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    Estrutura para estadias prolongadas

    Por ser um hotel residência em Nova York, o AKA oferece serviços pensados para quem fica mais tempo: lavanderia self-service, academia com equipamentos Technogym, business center, salas de reunião, uma aconchegante sala de cinema e assistência do staff para reservas, ingressos e transfer de ida e volta do aeroporto em carro partircular.

    Outro diferencial são as parcerias com marcas vizinhas, como a Tiffany & Co. Durante minha primeira estadia, há alguns anos, fui convidada para uma visita exclusiva à loja, com acesso a áreas reservadas. Um privilégio para poucos e que mostra a integração do hotel com a vida local. Mais abaixo, você pode ler com mais detalhes esta minha experiência.

    Outras unidades em Manhattan (e fora dela)

    Além do Central Park, o AKA está presente em outras regiões de Manhattan, como NoMad, Sutton Place, e Times Square, onde já tive a oportunidade de me hospedar em outras passagens pela cidade. Cada uma tem características próprias, mas mantém o mesmo padrão de conforto, praticidade e atmosfera discreta.
    Portanto, como você pode ver, nossa parceria com o AKA é de longa data, inclusive já me hospedei também em Tribeca, ótima região de Nova York, no antigo AKA, que atualmente é o Smyth Tribeca, e não opera mais com a bandeira da marca. Além disso, o AKA também conta com unidades em Los Angeles, Philadelphia, Washington D.C. e Londres. Ou seja, é o tipo de rede que você conhece uma vez e passa a considerar em outras cidades.

    Conclusão

    Para quem busca um hotel residência em Nova York que una espaço, sofisticação e excelente localização, o AKA Central Park é uma escolha certeira. Ideal para quem viaja com família, vai passar mais tempo na cidade ou simplesmente quer se sentir em casa, com conforto e privacidade. Ou seja, mais do que uma hospedagem, uma forma de viver Nova York de maneira mais autêntica e fluida. Especialmente no fim do ano, quando tudo o que queremos é esse acolhimento silencioso, mas elegante, que o AKA sabe oferecer.

    Texto e fotos por Renata Araújo. Janeiro de 2026.

    Abaixo, você pode ler com mais detalhes minha primeira hospedagem no AKA Central Park, em 2017

    Foi minha primeira experiência em um hotel residência em NY e adorei! Os apartamentos são bem espaçosos e tem clima aconchegante, com decoração de bom gosto e móveis de design. Havia duas TVs de plasma (uma na sala e outra no quarto), com direito a DVD e sistema de som. A Cama king size era bem confortável e tinham várias tomadas no apartamento, algo imprescindível nos dias de hoje. A cozinha é super bem equipada, com geladeira, fogão, micro ondas, máquina de café, armários repletos de louças, etc. Você pode até avisar ao hotel antes da sua chegada o que você quer comer que eles fazem as compras pra você.

    Minha suíte contava ainda com uma simpática varanda de onde eu tinha uma vista típica novaiorquina e para onde ia sempre ao acordar. O banheiro conta com amenities da Bvlgari e roupões super confortáveis que dão até vontade de levar pra casa, rs. O importante é que era um ambiente bem confortável e que nos dava a impressão de estar mesmo em casa.

    A penthouse

    Visitei a suíte no último andar do hotel residência, que era um espetáculo. Um verdadeiro apartamento com vista deslumbrante de Nova Iorque. Por pouco não me mudei pra lá (olha que ofereceram, hein).

    As parcerias

    O AKA tem parcerias interessantes com lojas que estão perto dele. Através do hotel fui convidada para fazer uma visita super exclusiva na joalheria Tiffany e passei uma manhã incrível! Fui recebida na sala onde só entram os clientes que gastam um valor exorbitante. Veja que maravilha minha hospedagem no hotel residência em NY.

    É lá que são apresentadas as novidades ou que as noivas podem experimentar as joias já vestidas, por exemplo. Há peças que podem ser encomendadas e também há eventos exclusivos pra os clientes VIPs. Foram dias de princesa em que pude brincar um pouco com as lindas joias que esta icônica loja oferece.

    Por Renata Araújo, em Julho de 2017

    Fotos: Renata Araújo e Divulgação

    Julho de 2017

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  • Mandarin Oriental Ritz: hotel cinco estrelas em Madri

    Mandarin Oriental Ritz: hotel cinco estrelas em Madri

    Se você busca um hotel cinco estrelas em Madri, com história, sofisticação e localização imbatível, o Mandarin Oriental Ritz é a escolha perfeita. O centenário Ritz sempre foi considerado o hotel mais emblemático da capital espanhola — e após uma reforma milionária ressurge ainda mais elegante sob a bandeira da luxuosa rede Mandarin Oriental. Inaugurado em 1910, o palácio Belle Époque que já recebeu reis, chefes de Estado e celebridades mantém sua estrutura original, mas ganhou interiores mais leves, sofisticados e bem iluminados. O projeto preservou o espírito idealizado por César Ritz, combinando tradição com um visual contemporâneo e acolhedor. Os restaurantes são fora de série, o spa é de alto nível e o serviço leva o reconhecido selo de excelência da rede MO. Sem falar na localização privilegiada: bem em frente ao Museu do Prado, em uma das áreas mais valorizadas e culturais da cidade.

    Já tive a oportunidade de me hospedar mais de uma vez neste clássico reinventado — e é sempre um prazer. Um hotel que me conquistou desde a primeira visita e que consegue, a cada nova estadia, reafirmar seu lugar especial entre as experiências mais marcantes que já vivi.

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    O projeto do hotel cinco estrelas em Madri

    A mega reforma de 99 milhões de euros durou três anos, e leva assinatura do arquiteto espanhol Rafael de La-Hoz e do escritório francês de design Gilles & Bossier. Quem conhecia o palácio da Belle Epoque vai precisar buscar referências na memória para tentar lembrar como ele era antes, tamanha a mudança. A icônica propriedade tem um lobby bem mais iluminado por conta da centenária clarabóia com vidros, por onde entra luz natural. A recepção segue em um cantinho exclusivo para que o hóspede possa fazer seu check-in e check-out com toda tranquilidade. 

    As acomodações do Mandarin Oriental Ritz

    Já me hospedei mais de uma vez no Mandarin Oriental Ritz e posso afirmar: independentemente da categoria, todas as acomodações são extremamente confortáveis, silenciosas e bem equipadas. Ao todo são 100 quartos e 53 suítes espaçosas, que variam entre 29 e 288 metros quadrados, com decoração no estilo clássico contemporâneo e uso de materiais nobres. Eles dialogam perfeitamente com o perfil arquitetônico do hotel, unindo charme histórico e funcionalidade contemporânea.

    Desta vez, fiquei hospedada na Mandarin Room — e a experiência reafirmou o padrão de excelência do hotel. O quarto é acolhedor, luminoso e elegantemente decorado. Os detalhes fazem a diferença: da cabeceira estofada ao enxoval macio, passando pela escrivaninha funcional e pela charmosa poltrona de leitura. A cama king size garante noites de sono impecáveis, enquanto o banheiro em mármore, com banheira, box amplo e amenities sofisticados, convida a um momento de relaxamento.

    Suíte no hotel de luxo em Madri

    Já em outra ocasião, tive a chance de me hospedar na Park Suite, uma experiência que ficou gravada na memória com afeto e precisão. A começar pela decoração: o estilo clássico-contemporâneo dos quartos, com materiais nobres e acabamentos impecáveis, conversa perfeitamente com a arquitetura Belle Époque do hotel. A varanda com vista para os jardins do Prado me conquistou logo de cara. Ficar ali, observando o movimento suave da cidade, era quase hipnótico — difícil sair. Mas quando saía, era para o banho mais demorado dos últimos tempos: um banheiro espaçoso, todo em mármore, com duas pias com detalhes em dourado, box generoso e uma banheira irresistível.

    O quarto em si também impressionava. A ante sala elegante me recebeu com frutinhas frescas, uma garrafa de espumante e um toque carinhoso: um porta-retrato com a minha foto e uma garrafa de água personalizada com a marca do You Must Go!. A cama king size, os armários amplos, a luz natural… Ou seja, tudo projetado para que o conforto não fosse apenas físico, mas emocional. Foi exatamente isso que tornou essa suíte inesquecível: o cuidado com os detalhes, a generosidade do espaço, o silêncio, a luz e a sensação de ser acolhida com elegância e carinho.

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    A gastronomia deste hotel cinco estrelas em Madri

    O Mandarin Oriental Ritz Madrid oferece uma experiência gastronômica completa, com espaços elegantes que se adaptam a diferentes momentos do dia. No lobby do hotel, o restaurante Palm Court funciona o dia inteiro e é perfeito para quem busca uma refeição leve, um café rápido ou até mesmo um almoço ou jantar informal à la carte. Com atmosfera sofisticada e serviço atencioso, ele também é o cenário ideal para o tradicional chá da tarde, servido com elegância britânica. Um charmoso champanhe bar ao fundo completa a experiência.

    Outro destaque é o El Jardín del Ritz, restaurante ao ar livre, ideal para os dias de temperatura amena. Tanto o happy hour — ao som de DJ nos fins de semana — quanto o jantar são extremamente agradáveis, rodeados pelas grandes árvores. Last but not least, o bar Pictura segue como um dos meus favoritos em Madri. Com atmosfera sofisticada e carta de drinques autorais, é uma parada certeira para começar a noite com elegância.

    O estrelado restaurante Deessa

    O Deessa, restaurante estrelado do Mandarin Oriental Ritz Madrid, é uma verdadeira experiência sensorial. Comandado pelo renomado chef Quique Dacosta — que também ostenta três estrelas Michelin em seu restaurante homônimo em Dénia —, o Deessa é sua estreia na capital espanhola. Localizado no elegante salão Alfonso XIII, com vista para os jardins do hotel, o restaurante oferece dois menus degustação: o Histórico e o Contemporâneo, além do menu Cronos, mais flexível, que permite ao comensal montar sua própria jornada gastronômica. Tudo isso em um ambiente sofisticado, que mistura arte, tradição e vanguarda.

    Durante meu jantar no Deessa, tive a chance de experimentar a criatividade e o refinamento que fazem do chef Dacosta uma referência internacional. Pratos belíssimos, com ingredientes locais tratados com precisão técnica e beleza estética. É o caso, por exemplo, do Crème brûlée com cebolas assadas, papada tostada e cogumelos da estação e o Curry verde mediterrâneo grelhado na brasa com Camarões Vinaroz. Ambos destaques do Menu Histórico do estrelado Deessa. A experiência é ao mesmo tempo surpreendente e acolhedora — da apresentação das louças à fluidez do serviço, passando pelos sabores que revelam uma narrativa clara entre mar e terra. Um jantar memorável, que traduz perfeitamente o espírito da alta gastronomia espanhola contemporânea.

    Aliás, o café da manhã em estilo buffet também é servido no próprio salão do Deessa. Ou seja, você pode começar o dia sentindo o glamour de um restaurante com duas estrelas Michelin — uma combinação rara entre informalidade matinal e excelência gastronômica. Desde a seleção de queijos e pães até os pratos quentes feitos na hora, tudo é pensado para oferecer uma experiência memorável logo nas primeiras horas do dia.

    O spa

    Certamente o spa é um dos destaques do hotel de luxo em Madri! No subsolo, com chão e paredes de mármore, ele conta com uma piscina aquecida espetacular, saunas, academia espaçosa e completa, assim como salas de tratamento. 

    O serviço do hotel cinco estrelas em Madri

    Por fim, é notável o esforço de todo o staff em servir bem e estar atento aos mínimos detalhes. A marca Mandarin Oriental é conhecida por seu serviço de excelência e em Madri não é diferente. Os funcionários costumam rodar outros hotéis pelo mundo e assim, falam vários idiomas e conhecem culturas diversas. Portanto, uma maneira bem inteligente da empresa treinar seu staff.

    Em resumo, um hotel completo, onde o hóspede é tratado como rei. Difícil não querer voltar. Aliás, certamente voltarei. Um verdadeiro espetáculo de hospedagem!

    Texto e fotos por Renata Araújo. Novembro 2022. Atualizado em Janeiro de 2026

  • Onde comer em Bangkok: do street food aos melhores restaurantes da Ásia

    Onde comer em Bangkok: do street food aos melhores restaurantes da Ásia

    Bangkok é uma cidade que se revela pelos sentidos, e a gastronomia talvez seja sua linguagem mais autêntica. Na capital tailandesa, tradição e modernidade se encontram tanto nos templos dourados quanto nos pratos que chegam à mesa. Durante minha viagem, fui convidada pelo chef Gaggan Anand para conhecer o seu restaurante, que lidera a lista dos melhores da Ásia, mas também explorei outros sabores marcantes da culinária local. Da comida de rua feita na hora, diante dos olhos, a restaurantes estrelados e contemporâneos que reinterpretam ingredientes tailandeses com criatividade e precisão. Neste roteiro, compartilho os lugares que mais me marcaram — e que ajudam a entender por que Bangkok é, também, um destino gastronômico de excelência.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    Onde comer em Bangkok

    Gaggan

    A experiência no restaurante do chef Gaggan Anand é uma performance: 22 etapas divididas em cinco blocos inspirados em países que marcaram a vida do chef. Com uma estrela Michelin e eleito o melhor restaurante da Ásia pelo The World’s 50 Best Restaurants, o Gaggan orquestra uma experiência provocativa para que os sentidos estejam presentes, o que reflete a fase atual do chef como artista da gastronomia. O jantar acontece no balcão, de frente para a cozinha aberta, com narrativa, emoção e música. Vale destacar também a seleção de vinhos, drinques e saquês que harmonizam com cada prato e se conectam aos sabores. Um dos jantares mais marcantes da minha vida, sendo um fine dining em formato sensorial.

    End: 68 Sukhumvit 31, Khlong Tan Nuea, Watthana, Bangkok 10110

    Le Du

    No top 30 do The World’s 50 Best Restaurants e entre os 20 melhores restaurantes da Ásia, o Le Du apresenta a visão criativa do chef Ton em menus sazonais que destacam pratos como khao chae e khao khluk kapi. Além disso, eles oferecem menus degustação com quatro pratos, que destacam a extraordinária riqueza agrícola da Tailândia e as culturas culinárias seculares que ali se enraizaram. De fato o salão, com teto formado por milhares de tubos de ensaio, e o serviço preciso tornam a experiência ainda mais marcante. Por fim, depois do jantar, vale a pena aproveitar o fantástico Rooftop Lu Du Kaan com visitas de tirar o fôlego de Bangcoc.

    End: 399/3 Silom 7 Alley, Si Lom, Bang Rak, Bangkok 10500

    LV The Place Bangkok – Gaggan at Louis Vuitton

    Localizado no segundo andar do LV The Place Bangkok, a colaboração entre Gaggan e a maison francesa reúne alta gastronomia e estética de luxo. O menu degustativo de 8 a 17 etapas reflete as influências globais do chef — com técnica, provocação e apresentação impecável — em um espaço que traduz a assinatura visual da Louis Vuitton. A ideia é fundir o universo da viagem — essencial tanto à marca quanto ao chef — em pratos que contam histórias de deslocamento e identidade cultural. Uma experiência que une moda e gastronomia em nível excepcional.

    End: 1st Floor, Gaysorn Amarin, Unit 2F-S01-B, Second Floor, 502 Phloen Chit Rd, Lumphini, Pathum Wan, Bangkok 10330

    Ms. Maria & Mr. Singh

    No mesmo endereço do Gaggan, este restaurante é a união da Índia com o México. Em um menu batizado de Culinária Fantástica, os tacos, curries, quesadillas e chicken tikka masala ganham destaque e fazem uma deliciosa brincadeira de contrastes. O ambiente segue a mesma linha: cool, vibrante, divertido e com uma cozinha cheia de personalidade. Portanto, uma das mesas mais disputadas da capital.

    End: 68/2 Soi Sukhumvit 31, Khlong Tan Nuea, Watthana, Bangkok 10110

    Nusara

    Um dos restaurantes tailandeses mais exclusivos de Bangcoc, o Nusara esteve em 6º lugar no Asia’s 50 Best Restaurants e 35º lugar do mundo pelo The World’s 50 Best, além de ter uma estrela Michelin. Comandado pelo celebrado chef Ton e seu irmão, bem em frente ao icônico templo Wat Pho, o menu degustação presta homenagem ás receitas ancestrais do país. Sendo assim, os sabores são reinterpretados com técnicas contemporâneas e muita precisão. A proposta é uma ”Culinária Tailandesa Colorida”, com pratos que representam a personalidade da avó do chef e a região de Ta Tien, onde a modernidade e a história se encontram.

    End: 336 Maha Rat Rd, Phra Borom Maha Ratchawang, Khet Phra Nakhon, Bangkok 10200

    Aliás, aproveite para ler também:

    Potong

    Instalado em um prédio histórico na Chinatown de Bangcoc, o Potong combina memória, pesquisa e sabores intensos. Eleito o 13º melhor restaurante do mundo e da Ásia pelo The World’s 50 Best Restaurants, o Potong segue a filosofia dos 5 elementos: sal, acidez, especiarias, textura e reação de Maillard. A chef Pam (primeira chef asiática a receber o prêmio de “Melhor Chef Feminina do Mundo” pelo The World’s 50 Best Restaurants) executa um menu degustação profundo, com influências chinesa e tailandesa, em um ambiente minimalista e elegante.

    End: 422 Vanich 1 Rd, Samphanthawong, Bangkok 10100

    Sra Bua by Kiin Kiin

    Inspirado em seu restaurante irmão, o Kiin Kiin, em Copenhague, o Sra Bua é um dos primeiros fornecedores de cozinha tailandesa moderna e inovadora em Bangcoc. Dentro do elegante hotel Siam Kempinksi, cada prato destaca ingredientes locais e técnicas contemporâneas — indo além do teatral para se concentrar em uma narrativa honesta e elegante. Além disso, oferece menus à la carte e degustação que percorrem da street food às sobremesas, sempre criativos e fiéis aos sabores tailandeses.

    End: 991/9, Siam Kempinski Hotel, Rama I Rd, Khwaeng Pathum Wan, Pathum Wan, Bangkok 10330

    Sühring

    Gastronomia alemã em sua forma mais refinada, com três estrelas Michelin e em 22º lugar no The World’s 50 Best Restaurants, a experiência no Sühring é irretocável. Comandado pelos irmãos Matthias e Thomas Sühring, o serviço e a apresentação dos pratos impressiona do começo ao fim. De fato o ambiente chama atenção com seus cinco salões e de extrema elegância. Enquanto isso, o menu leva igredientes sazonais habilmente preparados com técnicas tradicionais alemãs como fermentação, conservação em vinagre e cura; ideal para quem aprecia técnica.

    End: 10 Soi Yen Akat 3, Chong Nonsi, Yan Nawa, Bangkok 10120

    Street Food: as famosas comidas de rua em Bangkok

    Bangcoc não entrega apenas restaurantes estrelados – a street food segue viva e essencial. As comidas de rua possuem um não só um preço mais acessível, mas também entregam um sabor maravilhoso. Entre as inúmeras opções, destacam-se, por exemplo: o agridoce Pad Thai, curries, saladas de papaia (Som Tum), sopas (Tom Kha Gai) e o arroz frito. Logo, é uma opção ideal para quem não quer perder tempo e continuar aproveitando as movimentadas ruas de Bangcoc. Me rendi ao Noodles durante o passeio e me senti muito local! Nem só de restaurantes premiados essa jornalista que vos fala vive, viu?

    Texto e fotos por Renata Araújo. Dezembro de 2025.

  • Melhor restaurante de Curitiba: a alta gastronomia da premiada chef Manu Buffara

    Melhor restaurante de Curitiba: a alta gastronomia da premiada chef Manu Buffara

    Curitiba já é reconhecida como um destino gastronômico em ascensão — e muito disso se deve ao trabalho da chef Manu Buffara, à frente do Restaurante Manu. À convite da própria chef, estive na cidade para conhecer de perto o melhor restaurante de Curitiba, que colocou o Paraná no mapa da alta gastronomia internacional. Manu foi eleita Melhor Chef Feminina da América Latina em 2022 pelo The World’s 50 Best Restaurants e é hoje uma das vozes mais relevantes da cozinha brasileira contemporânea, com um trabalho que une sofisticação técnica, responsabilidade ambiental e uma forte conexão com o território. Seu restaurante está no número 80 na lista estendida dos 50 melhores da América Latina.

    Ele também ficou em terceiro lugar na lista da Exame dos 10 melhores restaurantes do Brasil em 2025 – subindo sete posições, aliás, (premiação da qual sou jurada, inclusive) e oferece uma experiência que vai além do paladar. É uma narrativa com identidade própria, construída com ingredientes locais e uma sensibilidade rara!

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    O ambiente do melhor restaurante de Curitiba

    Desde a chegada, o restaurante impressiona pela delicadeza. Em um ambiente silencioso e acolhedor, tudo parece conspirar para que o foco seja a comida, e o que ela representa. O espaço, no bairro Batel, é discreto, intimista e preciso: poucos lugares, luz natural suave e louças artesanais que dialogam com os pratos. A cozinha, ali, acontece com naturalidade, sem pressa, respeitando o tempo dos ingredientes e de quem os prepara. Vale lembrar que ele só abre para o jantar, oferece menu degustação e que reservas são imprescindíveis.

    A filosofia de Manu Buffara

    Durante nossa conversa, Manu comentou sobre o processo de entender suas raízes. “O Brasil é um país de muitos imigrantes. Nos últimos dois anos, mergulhei em pesquisas para entender quem sou eu, o que é Curitiba, o que é o Sul”, explicou. Certamente essa imersão pessoal e cultural se reflete em cada etapa do menu. Mais de 60% dos ingredientes são vegetais e 80% por cento dos fornecedores estão em um raio de 300 quilômetros do restaurante. Portanto, insumos vindos de produtores locais com quem Manu estabelece vínculos reais.

    Menu degustação: precisão técnica e memória afetiva

    O menu muda constantemente de acordo com a sazonalidade, mas sempre mantendo a lógica de proporções que é marca registrada da chef: vegetais como protagonistas, frutos do mar em destaque e um único prato de carne, que desde 2019 não é bovina. Entre as criações da chef está o pirogue, receita que traduz a herança ucraniana e polonesa presente na formação de Curitiba. “Ele representa muito a cidade”, disse Manu. Outro prato do menu é a Alcachofra, Canja e Emulsão de Pimenta de Cheiro, uma releitura delicada de um preparo com raízes asiáticas, que chegou ao Brasil pelos portugueses e aqui ganhou novos significados com ingredientes locais.

    Além disso, outro destaque do melhor restaurante de Curitiba foi o encerramento com um vegetal de sabor intenso, no lugar da sobremesa tradicional. Uma cenoura tenra, acompanhada de Levain e Mandioca. “O molho tem potência. Acredito que a mulher tem um toque sensível, e isso aparece na cozinha”, comentou a chef. As técnicas envolvem fermentações longas, cocções lentas e assadas no momento certo. Tudo feito com precisão e naturalidade. Enquanto isso, a harmonização, opcional, pode incluir vinhos ou bebidas não alcoólicas, sempre pensada para acompanhar o prato sem se impor a ele.

    Aproveite para ler também:

    Um dos melhores restaurantes do Brasil

    A cada etapa, fica evidente por que o Manu é considerado o melhor restaurante de Curitiba e um dos melhores do país. O reconhecimento internacional veio com naturalidade, como consequência de um trabalho autoral, coerente e sem concessões. O restaurante já figurou diversas vezes na lista dos 50 Melhores da América Latina, e Manu segue como uma das vozes mais interessantes da gastronomia brasileira atual, combinando técnica, afeto e um olhar atento para o mundo.

    Manu Buffara além do restaurante: prêmios, livros e impacto social

    Eleita Melhor Chef Feminina da América Latina em 2022 pela Academia 50Best, Manu reúne uma coleção de prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais. Está entre as 50 melhores do mundo no The Best Chef Awards, onde também recebeu o Prêmio de Ética e Sustentabilidade em 2022. Além disso, desde 2019, é jurada fixa do Basque Culinary Center e participou das últimas quatro edições do coletivo internacional de chefs Gelinaz. Em 2022, lançou o livro “Manu: Recipes and Stories from My Brazil”, que reúne receitas, histórias e reflexões sobre sua trajetória e sobre a culinária brasileira — com prefácio assinado por Alex Atala.

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    Manu Buffara, eleita Melhor Chef Feminina da América Latina em 2022

    Além da cozinha, seu trabalho também se destaca no campo social. Manu lidera o Instituto Manu Buffara, criado em 2020, que promove ações como o projeto Alimenta Curitiba, voltado à educação alimentar e distribuição de alimentos em comunidades de baixa renda. Ela também é uma das fundadoras do Mulheres do Bem, grupo que serve semanalmente cerca de 400 almoços a pessoas em situação de rua.

    A dedicação da chef que vai além da cozinha

    Essa visita a Curitiba foi um convite pessoal da própria Manu Buffara para conhecer não só seu restaurante, mas também a cena gastronômica da cidade — e o orgulho que ela tem por esse território é algo inspirador. Durante os dias em que estive lá, Manu preparou um verdadeiro roteiro gastronômico (que você lê em detalhes aqui), nos acompanhou pessoalmente e apresentou endereços que ela mesma ajudou a formar. Entre eles, por exemplo, o restaurante Igor, do chef Igor Marquesini, e o ASU, do chef Danilo Takigawa — ambos talentos que passaram pela cozinha do Manu e hoje assinam casas autorais em Curitiba. Ver essa generosidade e o cuidado com que ela conduz tudo, mesmo sendo uma chef tão premiada, foi emocionante.

    Além disso, sua disponibilidade com o seleto grupo de jornalistas que ela escolheu para visitar não só os restaurantes, mas também conhecer a fundo a capital paranaense foi de uma nobreza rara. Ou seja, um gesto que revela não apenas a líder premiada, mas a mulher engajada que enxerga na gastronomia uma ponte entre cultura, afeto e transformação social.

    O Restaurante Manu vale a viagem

    Curitiba está a pouco mais de uma hora de voo do Rio ou de São Paulo, e conhecer o Restaurante Manu é motivo suficiente para marcar essa passagem. A experiência vai muito além do prato: é um encontro com um Brasil possível, sensível, contemporâneo e profundamente conectado às suas raízes. Manu Buffara conseguiu não só transformar o cenário gastronômico da cidade, como também reposicionar o Paraná no mapa internacional da alta gastronomia. Hoje, muitos estrangeiros vêm a Curitiba especialmente para conhecer seu restaurante — um feito que impacta a cultura, o turismo e a autoestima de toda uma região. Portanto, vale a pena incluir a cidade no seu radar!

    Por Renata Araújo. Janeiro de 2026.
    Fotos: Renata Araújo e Divulgação

  • Roteiro gastronômico de Nova York

    Roteiro gastronômico de Nova York

    Uma das cidades mais vibrantes do mundo, Nova York oferece um repertório gastronômico praticamente infinito. Reflexo direto de sua história marcada por ondas de imigração, a Big Apple reúne cozinhas de todas as partes do planeta — dos endereços mais clássicos aos hotspots contemporâneos que ditam tendências. Para nós, comer bem é mais do que um detalhe da viagem: é uma das principais motivações para escolher um destino. Viajar para comer faz parte da nossa essência. Por isso, reunimos aqui nosso roteiro gastronômico de Nova York, com restaurantes que já visitamos, aprovamos e recomendamos. Aproveite para deixar sua opinião nos comentários.

    Para facilitar o planejamento, organizamos a seleção bairro a bairro, destacando endereços imperdíveis para quem quer explorar NYC através da mesa. Confira nossa curadoria:

    Aliás, se você tem planos de viajar para Nova York, não esqueça de conferir aqui nossa seleção dos melhores hotéis e de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você consegue nos ajudar a monetizar nosso trabalho.

    Roteiro gastronômico de Nova York

    Brooklyn

    Peter Luger Steak House – Clássico absoluto da cena nova-iorquina, o Peter Luger permanece fiel a si mesmo desde 1887 — e talvez seja exatamente por isso que segue tão relevante. Nada aqui é sobre tendências: é tradição na forma mais direta e saborosa. Com salões de madeira escura e um cardápio enxuto, a estrela da casa continua sendo o Porterhouse maturado a seco, servido no ponto certo e com aquele molho amanteigado inconfundível. Comece com a bratwurst artesanal ou a salada iceberg com bacon espesso, siga com os acompanhamentos à moda antiga — como batatas alemãs e espinafre cremoso — e finalize com cheesecake e schlag.

    End: 178 Broadway, Brooklyn

    Theodora – Com ambiente intimista, menu autoral e foco nos sabores do fogo, o Theodora é um dos destaques mais recentes do Brooklyn quando o assunto é gastronomia contemporânea. Localizado no bairro de Fort Greene, no Brooklyn, o restaurante em Nova York com chef brasileiro é comandado por Victor Mendes. O chef une técnicas refinadas a ingredientes frescos e um olhar criativo, com forte influência mediterrânea e sul-americana. Peixes, frutos do mar e vegetais ganham protagonismo nas grelhas, que resultam em pratos cheios de personalidade.

    End:  7 Greene Ave, Brooklyn, NY 11238

    East Village

    Penny – Uma das casas mais comentadas do momento — e com razão. Em 40º lugar na lista do North America’s 50 Best Restaurants, o Penny propõe uma experiência que une técnica refinada, ingredientes fresquíssimos e um serviço informal. Instalado no East Village, o restaurante tem foco em frutos do mar e privilegia a vivência no balcão: duas bancadas de mármore percorrem o espaço, ladeadas por montes de gelo com ostras, vinhos brancos e garrafas de champagne. O menu é enxuto, afiado e direto ao ponto: lulas recheadas com harissa, vagens com katsuobushi e uma delicada solha ao molho bordelaise são exemplos da cozinha precisa e criativa que se pratica ali. Para fechar, o sanduíche de sorvete de baunilha e maracujá mantém o frescor até o fim.

    End: 90 E 10th St, New York, NY

    Hudson Yards

    BONDST – Aberto em setembro de 2023, o BONDST Hudson Yards marca a nova fase de um clássico nova-iorquino, que há mais de 25 anos faz sucesso em NoHo. Com vista para o rio e ambientes elegantes — incluindo bar de sushi, salão omakase e pátio com bambus —, o restaurante combina sofisticação e leveza em um menu de inspiração japonesa contemporânea. Sashimis delicados, tempurás clássicos e pratos autorais com influências globais são preparados com técnica e respeito à sazonalidade.

    End: 20 Hudson Yards level 5, New York

    Upper East Side

    Armani Ristoranti – alta gastronomia italiana, do chef Ivano Lauretti, dentro da sofisticada loja na Quinta Avenida.

    End: 760 Madison Ave

    Daniel – Sob comando do chef Daniel Boulud, com três estrelas Michelin, um dos melhores restaurantes de Nova York.

    End: 60 E 65th St

    JoJo by Jean-Georges – Primeiro restaurante do chef Jean-Georges, o JoJo leva o apelido de infância que sua mãe usava e permanece fiel à proposta de ser um elegante restaurante de bairro. Instalado em um sobrado no Upper East Side, o ambiente é discreto e acolhedor, com menu baseado em ingredientes locais, orgânicos e sazonais. A cozinha é leve, contemporânea e bem executada, em linha com o estilo do chef — ideal para um almoço tranquilo ou jantar intimista, com sofisticação sutil e atmosfera convidativa.

    End: 160 E 64th St, New York

    Kappo Masa – O lendário chef Masayoshi Takayama, conhecido como Masa, oferece uma experiência gastronômica sofisticada com uma perspectiva contemporânea sobre ingredientes japoneses tradicionais. Dentro da galeria Gagosian, o restaurante tem um ambiente requintado e apresenta alta gastronomia japonesa.

    End: 976 Madison Avenue, entre as ruas 76 e 77

    Maison Barnes & Cafe Boulud – Uma das novidades mais elegantes do Upper East Side, a união entre o Café Boulud e a Maison Barnes representa o encontro da alta gastronomia com a sofisticação discreta da hotelaria de luxo. Instalado na 63rd Street, o espaço oferece dois formatos de experiência: o Café Boulud, uma brasserie contemporânea com menu versátil e criativo, e a Maison Barnes, mais tradicional e refinada, ideal para jantares exclusivos ou celebrações em salas privativas. Sob o comando do chef Daniel Boulud, o serviço é preciso, o ambiente é elegante sem excessos, e a proposta traduz bem o estilo francês de viver — com calma, sabor e atenção aos detalhes. Uma descoberta recente que merece atenção.

    End: 5 E 70th St, New York

    Ci Siamo – O Ci Siamo é um restaurante para lá de charmoso, comandado pela Chef Hillary Sterling. O menu traz o melhor da Itália para os pratos, com uma culinária simples e deliciosa, sempre usando ingredientes sazonais.

    End: 440 W 33rd St Suite #100

    Orsay – Bistrô francês que mistura a cozinha moderna com os clássicos das brasseries. No menu, opções que vão desde a tradicional sopa de cebola até moules frites e steak au poivre. Oferece brunch aos fins de semana. Além disso, tem uma carta de vinhos premiada que inclui 225 variedades de rótulos, em sua maioria franceses e americanos.

    End: 1057 Lexington Avenue

    Sushi of Gari – japonês descontraído de excelente qualidade.

    End:  402 E 78th St

    Upper West Side

    Bar Masa – Versão mais descontraída e descomplicada do icônico Masa, o Bar Masa ocupa um espaço ao lado do restaurante original, no Columbus Circle, e oferece uma experiência japonesa autoral com menu à la carte. Assinado pelo chef Masa Takayama, o cardápio valoriza ingredientes frescos, cortes precisos e apresentações elegantes, mas em um ambiente mais leve e acessível. O salão combina sofisticação e minimalismo, com balcão de madeira bubinga maciça e paredes de pedra japonesa Oya — cenário ideal para uma refeição de alto nível sem formalidade. Uma ótima pedida antes ou depois de um programa cultural em Midtown.

    End: 10 Columbus Cir, 4th Floor, New York, NY 10019

    Jean Georges – dentro do Trump Tower, certamente um dos mais bonitos e melhores restaurantes de Nova York.

    End: 1 Central Park West

    Restaurantes em Nova York
    Ambiente do Jean Georges

    Cafe Fiorello – o restaurante serve café da manhã, almoço, jantar e brunch nos finais de semana. Aberto até tarde todas as noites, o restaurante também é perfeito para um jantar pós-teatro, um lanche leve no bar de antepasto ou coquetéis e sobremesas.

    End: 1900 Broadway

    Marea – um clássico em frente ao Central Park, considerado um dos melhores restaurantes italianos de Nova York.

    End: 240 Central Park S

    Nougatine At Jean-Georges – O Nougatine é a versão mais casual e animada do restaurante Jean‑Georges, com vistas lindas do Central Park e uma atmosfera que transita entre o almoço elegante e o jantar vibrante no bar. O menu, mais descontraído que o da casa principal mas ainda bem executado, oferece pratos contemporâneos com ingredientes frescos, passando por massas sazonais e sobremesas. Há opções para todas as refeições do dia, perfeito para um almoço com vista ou um jantar antes de um passeio pelo parque.

    End: 1 Central Prk W, New York

    Per Se – no The Shops at Columbus Circle, restaurante estrelado do chef Thomas Keller, que só oferece menu degustação. Além disso, sempre consta em listas de melhores restaurantes de NYC.

    End: 10 Columbus Cir

    PJ Clarke’s – famosa cadeia com saboroso hambúrguer como carro chefe, com vários endereços na cidade.

    End: 44 W 63rd St.

    Tatiana by Kwame Onwuachi – Instalado no Lincoln Center, o Tatiana combina memória afetiva, elegância contemporânea e um menu cheio de identidade. Inspirado na irmã do chef Kwame e nas raízes afro-caribenhas do Bronx, o restaurante celebra sabores familiares com técnica refinada, como os bolinhos de egusi com caranguejo e robalo ou o rabo de boi servido em panela, com molho encorpado e guarnições sazonais. Um ótimo endereço para jantar antes ou depois de um concerto, ou simplesmente para quem busca uma experiência autoral no coração cultural de Manhattan.

    End: 10 Lincoln Center Plaza, New York

    The Smith – casual, mistura de bar e restaurante com boa comida.

    End: 1900 Broadway

    The Milling Room – No coração do Upper West Side, este restaurante de culinária americana contemporânea também fica perto do Beacon Theatre, onde fui assistir o hilário Seinfeld. Ele ocupa o espaço que foi originalmente construído em 1890 como o luxuoso Endicott Hotel, então o ambiente é lindíssimo e há também um bar no estilo taverna. A última reserva pode ser feita 22h30 sextas e sábados.

    End: 446 Columbus Avenue

    Meatpacking District

    Buddakan – asiático clássico e badalado, com comida deliciosa e bem frequentado. Já apareceu várias vezes em séries, como, por exemplo, Gossip Girl Sex and the City. No menu, pratos típicos como noodles, dim suns e especialidades da casa, como o pato à Pequim.

    End: 75 9th Ave, New York

    Aproveite para ler também mais dicas de Nova York:

    Catch – com ambiente descontraído, oferece pratos especializados nas preparações clássicas de frutos do mar com toques contemporâneos.

    End: 21 9th Ave

    Pastis – aberto em 1999 (esteve fechado de 2014 a 2019), restaurante francês comandado pelo chef executivo Pascal Le Seac’h , que combina pratos provençais com receitas de bistrô.

    End: 52 Gansevoort St

    pastis restaurante em nova york
    Fachada do Pastis, em NYC

    RH Rooftop – a Restoration Hardware, uma linda loja de decoração, tem um restaurante descolado e charmoso no rooftop. O cardápio variado conta com opções de almoço, brunch e jantar.

    End: 9 9th Ave, New York

    Rh Rooftop

    Saishin – excelente restaurante japonês do Hotel Gansevoort, comandado pelo chef Kissaki! O ambiente conta com pouco mais de 20 lugares, e oferece um legítimo menu omakase, com pratos delicados e peixes fresquíssimos.

    End: 18 9th Ave

    Midtown

    Acadia – Inspirado na diversidade do Mediterrâneo Oriental, o Acadia combina sabores de Jerusalém, Beirute e além em pratos contemporâneos que valorizam ingredientes frescos e memórias afetivas. Sob comando do chef Ari Bokovza, o restaurante propõe uma cozinha israelense moderna em ambiente animado, com localização estratégica a poucos passos do Central Park e do Columbus Circle. Ideal para um brunch com drinques no fim de semana, happy hour no bar ou um jantar leve e saboroso no coração de Midtown.

    End: 101 W 57th St, New York

    Blue Box – Uma experiência digna de Bonequinha de Luxo, o Blue Box combina elegância e nostalgia em um ambiente que remete ao filme. Os clientes podem escolher tanto pratos à la carte, como o café da manhã ou o chá da tarde, que inclui opções como, por exemplo, Avocado Toast e o Breakfast at Tiffany’s especial – minha escolha.

    End: 6th Floor, 727 5th Ave, New York, NY 10022

    Four Twenty Five, a Jean-Georges Restaurant – Mais recente aposta de Jean-Georges em Manhattan, o Four Twenty Five impressiona tanto pela arquitetura quanto pela proposta culinária. Instalado em um edifício icônico da Park Avenue, projetado por Norman Foster, o restaurante ocupa dois andares com ambientes distintos: um bar grandioso no térreo e um salão intimista no mezanino, com vista para a cidade e cozinha aberta. O menu, servido do café da manhã ao jantar, reflete o estilo do chef: elegante, preciso e acessível. Há uma seção dedicada a crudos, além de massas, carnes e frutos do mar preparados com ingredientes frescos e apresentações refinadas.

    End: 425 Park Ave, New York

    Le Bernardin – certamente um dos melhores restaurantes de Nova York, sob comando do renomado chef Eric Rippert, com três estrelas Michelin e foco em frutos do mar.

    End: 155 W 51st St

    Le Café Louis Vuitton NYC – No quarto andar da loja da Louis Vuitton, o Le Café é um elegante refúgio gastronômico em Midtown. Com curadoria dos chefs Arnaud Donckele e Maxime Frederic, o menu mistura charme francês e influências nova-iorquinas em pratos criativos e bem apresentados — como o ravioli de lagosta e o Croque “Louis Paris”. A atmosfera acolhedora, cercada por livros e design refinado, faz do café um ótimo ponto para uma pausa entre compras ou um almoço leve com sofisticação.

    End: 6 E 57th St, New York

    Burger Joint – famosa hamburgueria dentro do Thompson Central Park New York – part of Hyatt, totalmente casual.

    End: 119 W 56th St

    BG Restaurant – restaurante da luxuosa loja de grife Bergdorf and Goodman, com ambiente elegante e vista para o Central Park.

    End: 754 5th Ave Seventh Floor

    Clement – restaurante sofisticado do Hotel The Peninsula, de cozinha americana contemporânea.

    Leia aqui nossa experiência completa no hotel.

    End: 700 5th Ave 2nd Floor

    Hutong – chinês refinado com lindo ambiente e famoso por seus dim sums artesanais, com endereços em Londres, Dubai, Miami e Hong Kong.

    End: 731 Lexington Avenue, Inside Beacon Courtyard

    Nobu 57 – na rua de mesmo nome, tem uma decoração linda. Além disso, tem um bom custo benefício para quem quer ter uma experiência Nobu.

    End: 40 W 57th St

    Peacock Alley – Ícone absoluto da hotelaria nova-iorquina, o Peacock Alley fica dentro do histórico Waldorf Astoria New York e voltou a brilhar após sua reabertura em 2025. Mais do que um bar de coquetéis, o Peacock Alley funciona hoje como um espaço gastronômico completo, com menu que vai além dos snacks, reunindo pequenos pratos, clássicos reinterpretados e opções mais fartas, ideais tanto para beliscar quanto para uma refeição informal. A carta de bebidas leva a assinatura do premiado mixologista Jeff Bell, vencedor do James Beard Award, que assina os coquetéis autorais e clássicos impecáveis servidos em um ambiente que mistura tradição, sofisticação e um toque contemporâneo — exatamente como manda a história do Waldorf.

    End: 301 Park Ave, New York

    Quality Meats – Com ambiente rústico e aconchegante, o restaurante especializado em carnes traz no menu interpretações modernas de pratos clássicos. Entre os cortes, por exemplo, há o NY Strip Steak, 28 Dry-Aged Prime Porterhouse, entre outros. Além disso, há também uma seleção de embutidos e pratos com frutos do mar. A última reserva pode ser feita 23h30. 

    End: 57 W 58th St

    Renata Araújo no Quality Meats

    Santi – Novo restaurante do mesmo chef do Marea (um clássico de Nova York), no burburinho de Midtown. O ambiente conta com pé direito alto, decoração contemporanea, ambiente elegante. O Santi, tem um belo bar na entrada, com bastante luminosidade. O restaurante Pan-italiano tem influências da França e do sul da Itália, por isso, se destaca nas massas artesanais com 8 a 9 preparações diferentes, cada uma com farinha específica.

    End: 11 E 53rd St, New York, NY 10022

    The Garden at Four Seasons Hotel New York – Após quatro anos fechado, o renovado The Garden é o refúgio sereno do Four Seasons Hotel em pleno Midtown. Instalado sob imponentes acácias africanas e banhado por luz natural, o restaurante combina o estilo Art Déco do lobby com uma atmosfera que remete a uma floresta urbana. Ideal para café da manhã ou almoço de negócios durante a semana, e brunchs mais longos aos fins de semana, o cardápio tem inspiração italiana e aposta em pratos leves, bem apresentados e com ingredientes sazonais.

    End: 57 E 57th St, New York

    The Grill – Dentro do elegante Seagram Building, o The Grill recria com precisão e personalidade o espírito das grandes casas nova-iorquinas da metade do século XX. O salão, tombado como patrimônio histórico, tem atmosfera imponente e serviço à altura: garçons atentos, pratos apresentados com cuidado e uma carta de vinhos de respeito. O cardápio equilibra tradição e técnica, desde ostras frescas servidas no raw bar até clássicos como o Prime Rib finalizado à mesa. Na minha visita, provei uma milanesa delicada, acompanhada de salada crocante, molho bem temperado e batatas no ponto — combinação que reforça o que o restaurante entrega.

    End: The Seagram Building, 99 East 52nd Street

    The Living Room – Localizado no sofisticado Park Hyatt New York, o The Living Room é um restaurante elegante e acolhedor, aberto do café da manhã ao jantar e também aberto a não-hóspedes. O ambiente remete à atmosfera de uma residência contemporânea em Manhattan, com decoração refinada e clima intimista. A proposta gastronômica acompanha essa sofisticação: cafés da manhã caprichados, almoços bem executados, jantares elegantes e uma seleção de tapas ideais para compartilhar. O bar é outro destaque, com coquetéis autorais preparados por mixologistas experientes, além de uma curadoria especial de champanhes e vinhos.

    End: 153 W 57th St, New York

    The Modern – Com duas estrelas Michelin e dentro do MoMA, o restaurante une alta gastronomia à pulsação artística de um dos museus mais icônicos do mundo. A cozinha contemporânea é precisa, elegante e consistente. Gosto especialmente do almoço, que oferece um menu reduzido — uma raridade nesse nível em Nova York — com pratos que equilibram técnica e leveza. Da apresentação impecável ao serviço que parece coreografado, tudo ali contribui para uma experiência que é tanto sensorial quanto cultural.

    End: 9 W 53rd St, New York

    Tonchin – Um dos melhores lugares para comer ramen em Nova York, o Tonchin combina profundidade de sabor com consistência exemplar. Indicado no Guia Michelin na categoria Bib Gourmand, o restaurante nasceu em Tóquio e conquistou Manhattan com caldos bem estruturados e noodles feitos na casa. O tonkotsu é o favorito da casa, mas o dashi defumado também merece atenção. Entre as entradas, o gyoza crocante servido em frigideira de ferro chega fumegando. Para fechar, a raspadinha de manga com creme de mel é leve, delicada e surpreendente. Um daqueles lugares que mostram como a simplicidade pode ser sofisticada quando feita com alma.

    End: 13 W 36th St, New York

    NoMad

    Atoboy – Do mesmo grupo do premiado Atomix, eleito o melhor restaurante da América do Norte pelo North America’s 50 Best Restaurants, o Atoboy é sua porta de entrada para a cozinha coreana contemporânea com mais leveza e informalidade. Instalado em Gramercy desde 2016, o restaurante apresenta um menu degustação de quatro pratos inspirado nos tradicionais banchan — acompanhamentos coreanos —, mas reinterpretado com criatividade, técnica e frescor. Entre os destaques, o frango frito marinado em suco de abacaxi, empanado em tempurá e servido com molho de gengibre e manteiga de amendoim é um clássico local, ao lado de combinações inusitadas como camarão em beurre blanc de kimchi. A atmosfera é moderna e acolhedora, com estética industrial e serviço que combina precisão e gentileza.

    End: 43 E 28th St, New York, NY

    L’Adresse NoMad – Com ambiente acolhedor e menu versátil, o restaurante combina receitas de inspiração europeia com a criatividade da cozinha americana contemporânea. Ideal para um brunch descontraído, um almoço com drinques ou um jantar mais tranquilo, a casa aposta em pratos bem apresentados e sabor marcante — de hambúrgueres elaborados a opções com frutos do mar e vegetais sazonais.

    End: 1184 Broadway, New York

    Soho

    Altro Paradiso – restaurante italiano, sob o comando do conceituado chef Ignacio Mattos. A inspiração do menu são diversas regiões da Itália, e o ambiente é elegante e espaçoso.

    End:  234 Spring St

    Balthazar – um clássico na cidade, sempre muito disputado, principalmente na hora do almoço e brunch.

    End: 80 Spring St

    restaurantes nova york
    Fachada do Balthazar

    Estela – com uma estrela Michelin, tem ambiente descontraído e fica em uma portinha discreta. É comandado pelo chef Ignacio Mattos, que aposta em uma gastronomia moderna e traz um cardápio enxuto, também com alguns clássicos.

    End: 47 E Houston St 1st floor

    Le Coucou – restaurante francês com uma estrela Michelin, do jovem e talentoso chef Daniel Rose. No menu, pratos da cozinha clássica francesa mas com toques contemporâneos.

    End: 138 Lafayette St

    Pasquale Jones – italiano descontraído, com ótimas pizzas NY style no menu, além de pratos no forno à lenha. Além disso, há também uma sofisticada carta de vinhos. Ao lado, há o Pasquale Bar.

    End: 187 Mulberry St

    The Dutch – moderninho e descontraído, tem culinária americana contemporânea e vive cheio.

    End: 131 Sullivan St

    restaurantes no soho
    Fachada do The Dutch

    Times Square

    Becco – Um clássico italiano em NYC, desde 1993. O chef executivo William Gallagher é conhecido por suas massas, principalmente pela Sinfonia Di Paste, um menu degustação na mesa com três preparações diárias. Fica aberto até 23h00 na sexta-feira e no sábado.

    End: 355 W 46th St, New York

    Fachada do Becco

    La Masseria – Inspirado nas antigas casas de fazenda do sul da Itália, o La Masseria traz para Manhattan um recorte autêntico da culinária da Puglia, com pratos que valorizam ingredientes frescos da terra e do mar. O ambiente rústico e elegante foi pensado para evocar o charme das masserias italianas, com detalhes em pedra, madeira e ferro forjado. No cardápio, receitas clássicas executadas com simplicidade e sabor, como massas artesanais, frutos do mar e legumes sazonais. Uma experiência que une acolhimento, tradição e bons ingredientes — no coração de Nova York.

    End: 235 W 48th St, New York

    Fushimi Times Square – Depois de conquistar bairros como Staten Island e Williamsburg, o Fushimi chegou a Times Square com sua proposta de cozinha japonesa fusion, que combina técnicas francesas e ingredientes frescos em pratos criativos e bem apresentados. O ambiente é moderno, vibrante e aposta em uma experiência visual e sensorial, sem abrir mão do rigor técnico. O cardápio reúne sushis elaborados, peixes nobres e pratos quentes com personalidade, sempre com um toque autoral.

    End: 311 W 43rd St, New York

    Financial District

    Maison Passerelle – Instalado dentro da luxuosa loja de departamentos francesa Printemps e sob o comando do chef Gregory Gourdet, a casa une a elegância da culinária francesa clássica com técnicas modernas e ingredientes que remetem à diáspora francesa — das Antilhas ao Vietnã. O ambiente também impressiona, com afrescos, vitrais e um décor marcante que reforça a experiência como um todo. Alta gastronomia com olhar contemporâneo e muita identidade.

    End: 1 Wall St, New York

    Manhatta – Manhatta é um restaurante moderno de Nova York que combina tradição com criatividade contemporânea. O restaurante oferece um jantar com vários pratos e almoço à la carte acompanhado por uma carta de vinhos premiada.

    End: 28 Liberty St 60th floor

    Flatiron

    Aqua New York – Localizado no Flatiron District, próximo à Union Square, o Aqua New York oferece um conceito inovador: dois restaurantes em um. O Aqua Roma serve cozinha italiana contemporânea, enquanto o Aqua Kyoto oferece culinária japonesa moderna. Ambos compartilham um menu que começa com pratos italianos e termina com opções japonesas, utilizando ingredientes sazonais frescos. O bar oval impressiona com seu design, esculturas de rope art e DJs, sendo ideal para drinks e happy hour. O ambiente é um pouco barulhento.

    End:  902 Broadway, New York, NY 10010

    La Tête D’Or – A nova steakhouse do chef Daniel Boulud no Flatiron, une a elegância das brasseries francesas à tradição americana do churrasco. Inspirado nas brasseries de Lyon, sua cidade natal, o restaurante destaca-se pelo bar convidativo e pelo design sofisticado e acolhedor de David Rockwell e Rockwell Group. Além das carnes, o cardápio oferece frutos do mar de sabores delicados, preparados no “fire deck”, um forno que intensifica o sabor dos ingredientes. A variedade impressiona, com opções como, por exemplo, ostras frescas, lagosta e peixe do dia, sempre preparados com sua assinatura refinada. Aliás, o menu de sobremesas da steakhouse aposta em sabores que despertam memórias afetivas, como cookies recém-saídos do forno e um generoso sundae.

    Rezdôra – Com uma estrela Michelin e referência em massas artesanais, o Rezdôra celebra a culinária da Emilia-Romagna com respeito absoluto às tradições italianas. O restaurante do chef Stefano Secchi apresenta pratos que encantam pela simplicidade aparente e execução impecável. A degustação de massas regionais é o destaque do menu, do tortellini em caldo de galinha ao penne com pomodoro. Entradas como o gnocco frito com mortadela e o cheesecake de parmesão com toque cítrico reforçam a proposta: sofisticação sem ostentação, acolhimento sem informalidade excessiva.

    End: 27 E 20th St, New York, NY

    West Village

    Don Angie – Um dos restaurantes mais disputados de Nova York, o Don Angie propõe uma releitura moderna da culinária italiana clássica — e vale o esforço para conseguir uma mesa. Com reservas que se esgotam em minutos, especialmente para os almoços de fim de semana, o restaurante dos chefs Angie Rito e Scott Tacinelli conquistou fama com pratos criativos e saborosos, que equilibram técnica e identidade. A icônica Lasagna for Two, desconstruída, leve e cremosa, é um dos destaques do menu, ao lado de antipasti como o crocante flatbread e o Vitello Tonnato, servido com fatias finíssimas de atum em apresentação elegante. Se não conseguir reservar, vale tentar passar por lá e deixar o nome — a espera compensa.

    End: 103 Greenwich Ave, New York

    Via Carota – Dos famosos chefs, Rita Sodi e Jody Williams, o badalado restaurante é conhecido pelo seu menu simples e sazonal. Assim, o Via Carota serve comida italiana, em um espírito descontraído e caloroso. Do lado de fora, o terraço oferece um lugar para aproveitar o bom tempo. Seja um prato de polvo grelhado, coelho frito ou salada verde, a comida italiana é como uma coleção de histórias que chegam à mesa.

    End: 51 Grove St

    Village

    Il Buco Alimentari – mediterrâneo descolado que prioriza produtos artesanais e locais.

    End: 53 Great Jones St

    Carbone – italiano descontraído, porém de excelente qualidade e tinha que constar no nosso roteiro gastronômico de Nova York.

    End: 181 Thompson St

    Momofuku Noodle Bar- um dos endereços mais emblemáticos de Nova York quando o assunto é comida asiática contemporânea. Criado em 2004 pelo chef David Chang, o restaurante ajudou a popularizar o ramen na cidade com uma abordagem autoral, informal e cheia de personalidade.

    End: 171 1st Ave

    Nakazawa – estrelado, certamente é um dos melhores restaurantes japonês de Nova York. Portanto, uma experiência imperdível, só com menu degustação.

    End: 23 Commerce St

    Eleven Madison Park –  

    Um dos restaurantes mais prestigiados do mundo, tem três estrelas Michelin por sua cozinha excepcional. Após um período em que serviu apenas um menu 100% plant-based (vegano), o restaurante voltou a incluir pratos com carne e peixe no seu cardápio, mantendo ainda forte presença de criações baseadas em vegetais. É reconhecido pela técnica, criatividade e experiência gastronômica única que oferece em Nova York.

    End: 11 Madison Ave

    Então, gostou do nosso Roteiro gastronômico de Nova York? Não deixe de pôr em prática na sua próxima ida à Big Apple!

    Texto e fotos por Renata Araújo

    Setembro de 2018. Atualizado em Janeiro de 2026.

  • Cervejaria do Iron Maiden em Curitiba: minha visita à Bodebrown, rótulos, história e experiência real

    Cervejaria do Iron Maiden em Curitiba: minha visita à Bodebrown, rótulos, história e experiência real

    Receber um convite da chef Manu Buffara, um dos nomes mais autorais da gastronomia brasileira, já era um motivo e tanto para voltar a Curitiba. Mas descobrir que visitaria a cervejaria do Iron Maiden em Curitiba — um lugar onde música e cerveja artesanal se encontram com autenticidade — certamente transformou a viagem em uma experiência marcante. Os irmãos Samuel e Paulo Cavalcanti fundaram a Bodebrown, no bairro Hauer, em 2009. Logo ela tornou‑se referência nacional em inovação cervejeira. E não por acaso foi escolhida por Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden e entusiasta confesso de cervejas artesanais, para desenvolver uma linha colaborativa de rótulos pensada tanto para o público brasileiro quanto para fãs de rock pelo mundo afora.

    Ou seja, além de entregar uma gastronomia variada e refinada, Curitiba tem o plus de ser endereço da Bodebrown – a única cervejaria da América Latina autorizada a produzir as cervejas oficiais do Iron Maiden fora da Inglaterra. Portanto, um feito inédito na história da banda.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    Por que Bruce Dickinson escolheu a Bodebrown

    Bruce visitou a fábrica em ocasiões distintas e foi muito amável, segundo relatos locais. Aliás, é visível a presença de um dos maiores astros do heavy metal ali: nos rótulos, nas conversas da equipe e na forma como a Bodebrown abraçou o projeto. O que o vocalista buscou foram parceiros capazes de traduzir duas linguagens aparentemente distantes — rock britânico e cerveja artesanal brasileira — com respeito técnico e criatividade. Sendo assim, a Bodebrown combina rigor de produção e ousadia na criação, algo que alinhou perfeitamente com a visão de Bruce para suas cervejas. Ou seja, não são apenas rótulos licenciados, mas criações com identidade própria.

    As marcas e rótulos da parceria da Cervejaria do Iron Maiden em Curitiba

    Durante a visita à cervejaria do Iron Maiden em Curitiba, pude conhecer de perto as principais marcas da linha Trooper no Brasil:

    • Trooper Brasil IPA: adaptada ao paladar brasileiro, com corpo médio, notas cítricas e amargor elegante.
    • Aces High Hoppy Ale: leve, aromática e refrescante, com protagonismo do lúpulo.
    • Mandrake Jambu Ale: criação inusitada que leva jambu na receita — planta amazônica que provoca leve formigamento na boca.
    • Série Future Past (edições especiais): latas temáticas inspiradas nas turnês do Iron Maiden, com design colecionável e tiragens limitadas.

    Todas as receitas foram desenvolvidas com envolvimento direto de Bruce Dickinson, sempre em colaboração com os mestres cervejeiros da Bodebrown.

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    A estrutura da Bodebrown e o clima da visita

    A cervejaria do Iron Maiden em Curitiba vai muito além da produção. No espaço, há uma lojinha com produtos exclusivos — rótulos especiais, copos personalizados, camisetas e caixas temáticas. Há também um bar próprio e simpático, um belo beer garden e um calendário constante de degustações e eventos.

    No dia da minha visita, participei de uma degustação no balcão principal, provei alguns rótulos, além de frios locais e conversei com a equipe que conduz os tours pela fábrica. A atmosfera é informal, mas certamente com profissionalismo evidente. Enquanto isso, o público é diverso: fãs de rock, cervejeiros experientes e visitantes curiosos.

    A fábrica também realiza eventos como tap takeovers, lançamentos de novas safras e festas com música ao vivo, reforçando a ideia de que a Bodebrown é mais que uma cervejaria — é um espaço de cultura e encontro.

    Curitiba entre a alta gastronomia e a cultura cervejeira

    Ter sido convidada pela chef Manu Buffara para essa visita reforçou o quanto Curitiba está vivendo um momento criativo interessante: há espaço tanto para a gastronomia autoral quanto para iniciativas como a Bodebrown, que unem técnica, identidade local e diálogos globais.

    Portanto, você está planejando conhecer a cidade, vale incluir no roteiro uma parada na cervejaria do Iron Maiden em Curitiba. Seja para degustar os rótulos, entender a história da parceria ou simplesmente brindar com uma boa IPA ao som de um clássico do rock.


    Texto e fotos por Renata Araújo. Janeiro de 2026.

  • Tradicional doceria Colher de Pau reabre no Leblon sob comando de Carol Troisgros

    Tradicional doceria Colher de Pau reabre no Leblon sob comando de Carol Troisgros

    Aquele cheirinho inconfundível de brigadeiro voltou a perfumar as ruas do Leblon. Após um ano de portas fechadas, a tradicional Colher de Pau, doceria com cinco décadas de história, renasce em seu endereço original, agora sob a curadoria da chef pâtissière Carol Troisgros, filha caçula de Claude Troisgros, que imprime seu olhar contemporâneo e afetivo ao espaço. Claro que como carioca da gema e moradora do Leblon, fui pessoalmente conferir essa nova fase da Colher de Pau, a convite da própria Carola, que me recebeu para uma conversa entre doces lembranças e novidades.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    Colher de Pau reabre no Leblon: Uma história carioca que atravessa gerações

    Fundada em 1974 por Dona Gimol, a Colher de Pau marcou época com seu icônico bolo negro, toalha felpuda e brigadeiros premiados. “O cheirinho da calda de chocolate era uma espécie de farol olfativo para quem passava pela rua”, lembra Carol. O endereço permaneceu inalterado por décadas, e alguns dos confeiteiros originais, como Geraldo e William, seguem na equipe até hoje. Quando surgiu a notícia de que a loja fecharia, Carol e seus sócios decidiram preservar esse pedaço da memória carioca: “Nós precisamos continuar contando essa história. Foi aí que compramos a marca e começamos esse trabalho, que durou quase um ano”, conta ela.

    Bar de doces com alma nova-iorquina e muita brasilidade

    A proposta de Carol para a nova Colher de Pau no Leblon é simples, porém deliciosa. Criar um verdadeiro “bar de doces”, onde o cliente escolhe sua sobremesa preferida no balcão, coloca na caixinha e segue com ela pela rua. “Gosto muito dessa ideia do grab and go, que vem da minha vivência em Nova York”, explica. Ou seja, o resultado é um ambiente acolhedor, com ar cosmopolita e prateleiras que misturam tradição e inovação.

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    O que encontrar na nova Colher de Pau no Leblon

    O cardápio preserva os clássicos que marcaram época, como, por exemplo, a Charlotte (uma espécie de pavê com biscoito champanhe), o bolo de marshmallow, o crocante de chocolate e, claro, os brigadeiros. Mas agora recebe o reforço das criações autorais de Carol. Entre os destaques estão o bolo de goiabada com brigadeiro de queijo, o cookie nova-iorquino, o brownie, e o sorvete soft serve na casquinha, feito na própria loja. Além disso, há também doces brasileiros com um toque de sofisticação, como o quindim, o pudim de leite com caramelo salgado e a mousse de chocolate da família Troisgros.

    E para quem prefere algo salgado, o cardápio inclui ainda pão de queijo com queijo meia cura e grana padano. Além de um croissant que pode virar misto quente ou até o famoso bacon, egg and cheese nova-iorquino.

    Doçura com identidade própria

    Apesar da herança familiar, Carol tem voz e paladar próprios. “Sou brasileira, amo leite condensado, doce de leite… gosto de bolo com gostinho de casa de avó”, resume. Ao unir a delicadeza técnica da confeitaria francesa com o afeto da doçaria brasileira, ela traz frescor à marca sem perder suas raízes.

    colher de pau reabre no leblon
    Carol Troisgros e Renata Araújo

    Portanto, a Colher de Pau no Leblon, agora renovada, segue sendo um ponto de encontro entre gerações, histórias e sabores. Uma experiência que vai além da vitrine e que confirma: tradição e inovação podem, sim, andar de mãos dadas.

    End: Rua Rita Ludolf, 90 – Leblon

    Por Renata Araújo. Dezembro 2025.
    Fotos: Renata Araújo e Divulgação

  • O que fazer em Curitiba: um roteiro completo com cultura, gastronomia e hospedagem

    O que fazer em Curitiba: um roteiro completo com cultura, gastronomia e hospedagem

    Curitiba tem uma maneira única de equilibrar modernidade e memória — e é justamente essa identidade que sempre me atraiu na capital paranaense. Depois de 20 anos sem ir ao Paraná, minha visita teve um motivo ainda mais especial: fui convidada pela chef Manu Buffara, referência absoluta na gastronomia brasileira e eleita Melhor Chef Mulher da América Latina, para conhecer alguns dos seus endereços favoritos na cidade.

    Entre passeios culturais, restaurantes autorais e hospedagens com charme local, construí um roteiro que revela o que fazer em Curitiba com curadoria e autenticidade, conectando tradição e novidades que vêm movimentando a cena criativa da cidade.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    O que fazer em Curitiba: Passeios e Cultura

    Centro Histórico: Largo da Ordem, Paço da Liberdade, Teatro Guaíra e Catedral de Curitiba

    Comecei meu roteiro pelo Centro Histórico de Curitiba, onde fica o tradicional Largo da Ordem, ponto de encontro aos domingos por conta da feirinha de arte, artesanato e gastronomia. A região preserva parte importante da memória urbana, com casarões coloridos, igrejas centenárias e o Paço da Liberdade, antigo prédio da prefeitura que hoje abriga um centro cultural. É ali também que está o Teatro Guaíra, símbolo da cena artística local, e que me trouxe boas lembranças dos tempos em que cobria festivais e estreias como repórter de entretenimento no Multishow!

    Entre uma caminhada e outra, vale observar com calma os murais de Poty Lazzarotto, artista paranaense que eternizou cenas da vida cotidiana em painéis de azulejo espalhados pela cidade. Um dos mais emblemáticos está justamente no Largo da Ordem, retratando a história de Curitiba com traços inconfundíveis. E não dá para falar do centro sem mencionar a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz, ou simplesmente Catedral de Curitiba. Com estilo neogótico e localização privilegiada, ela domina a Praça Tiradentes e é ponto de referência para moradores e visitantes. Seja pela arquitetura ou pela atmosfera, é sempre um bom lugar para começar — ou encerrar — o passeio pelo coração da cidade.

    Ruínas de São Francisco

    Pertinho dali, as Ruínas de São Francisco chamam atenção pela arquitetura incompleta e pelo contraste entre o antigo e o novo. Cercadas por araucárias, um dos ícones do Paraná, formam um cenário que mistura charme histórico e paisagem urbana. Uma parada rápida e curiosa para quem gosta de fotografia e história.

    Rua das Flores

    A Rua XV de Novembro, conhecida como Rua das Flores, é um dos cartões-postais mais tradicionais de Curitiba. Foi o primeiro calçadão exclusivo para pedestres do Brasil e até hoje segue como espaço de convivência, com cafés, apresentações culturais e prédios históricos ao redor. Portanto, um passeio despretensioso, mas que revela o cotidiano elegante da cidade.

    Memorial de Curitiba

    Outro ponto famoso é o Memorial de Curitiba, espaço cultural moderno, mas em diálogo com a paisagem colonial do entorno. Além das exposições e da arquitetura arrojada, o Memorial destaca a diversidade de influências que formam a identidade curitibana, e funciona também como mirante discreto da cidade.

    Mercado Municipal de Curitiba

    Inaugurado em 1958, o Mercado Municipal de Curitiba é um dos endereços mais tradicionais da cidade, frequentado tanto por moradores quanto por visitantes. Com boa variedade de bancas, que vão de frutas e queijos a especiarias e produtos importados, o espaço também abriga cafeterias e pequenos restaurantes. Portanto, vale reservar um tempo para circular com calma — especialmente para quem gosta de mercados com identidade e história.

    Jardim Botânico de Curitiba

    Cartão-postal absoluto da cidade, o Jardim Botânico de Curitiba impressiona tanto pela estufa em estrutura metálica quanto pelos jardins geométricos que remetem aos de Versailles. Além das trilhas e áreas verdes muito bem cuidadas, o espaço abriga o Museu Botânico, referência em pesquisa científica e biodiversidade. É o tipo de lugar obrigatório para quem visita Curitiba, e inesquecível para quem fotografa. E o melhor: um programa gratuito imprescindível para quem quer saber o que fazer em Curitiba.

    Museu Oscar Niemeyer (MON)

    Encerrando o circuito cultural em Curitiba, o Museu Oscar Niemeyer, conhecido como Museu do Olho, é um dos maiores e mais importantes da América Latina. Assinado por Niemeyer, o prédio escultural abriga exposições de arte contemporânea, arquitetura e design. Além do acervo consistente, o MON impressiona pela integração entre forma e função — e é sempre uma boa pedida, esteja você indo pela primeira ou décima vez.

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    Gastronomia em Curitiba: restaurantes com identidade e autoria

    A convite da chef Manu Buffara, mergulhei na cena gastronômica de Curitiba com uma curadoria que privilegia ingredientes locais, técnicas apuradas e narrativas que partem da própria vivência dos chefs. Ou seja, a cidade tem uma cena autoral pulsante, e foi esse lado que busco experimentar e compartilhar neste roteiro.

    Restaurantes autorais em Curitiba

    Restaurante Manu

    Começo pelo restaurante que deu o tom da viagem: o Manu, comandado pela chef que colocou Curitiba no mapa da alta gastronomia internacional. Com uma proposta baseada em ingredientes sazonais e vínculos reais com pequenos produtores da região, o menu degustação reflete o compromisso de Manu com ética, sustentabilidade e sabor. O restaurante já foi listado entre os melhores da América Latina e sua chef, eleita Melhor Chef Mulher da América Latina pelo The World’s 50 Best Restaurants.

    O menu — que muda constantemente de acordo com a sazonalidade — destaca o uso de vegetais em diferentes texturas, peixes e frutos do mar cuidadosamente preparados, além de um único prato de carne, que desde 2019 não é bovina. As técnicas aplicadas vão de fermentações longas a cocções lentas e assados no último momento, sempre com atenção a cada detalhe do insumo. Tudo é pensado de forma integrada: desde a origem dos ingredientes, vindos em sua maioria de um raio de 300 km, até as louças artesanais e a escolha das bebidas. Mais do que um jantar, ali se vive uma experiência que revela a filosofia da chef: respeitar o tempo das coisas e celebrar a conexão com o território. Uma visita obrigatória para quem leva a gastronomia a sério. E sobretudo, um orgulho para o nosso país.

    End: Alameda Dom Pedro II, 317 – Batel

    Restaurante Igor

    Com trajetória que passa pelo restaurante Manu, o chef Igor Marquesini traz em seu próprio espaço uma leitura autoral, sensível e contemporânea. O menu degustação muda a cada seis meses, respeitando a sazonalidade com combinações ousadas e bem resolvidas. Entre os pratos que provei estavam ostra com morango e centeio e carne crua com alho negro e pimenta. O ambiente é sofisticado, mas sem formalidade, e o serviço acompanha o nível da cozinha. Igor é certamente um dos meus restaurantes preferidos em Curitiba.

    End: R. Gutemberg, 151 – Batel

    ASU Restaurante

    À frente do ASU, o chef Danilo Takigawa propõe uma cozinha criativa e técnica, com repertório que mistura influências asiáticas e brasileiras. Ex-cozinheiro do Manu e participante do programa Mestre do Sabor, Danilo conduz uma experiência fluida e bem construída. Portanto, o menu degustação, em oito tempos, aposta em ingredientes nacionais, proposta contemporânea com técnicas variadas e referências pessoais. Entre alguns dos pratos, por exemplo, estão a Choux de Siri com tahini e nirá e o Porco com brócolis, vagem e ervas. Um jantar com ritmo, personalidade e boas surpresas a cada etapa, em ambiente refinado.

    End: Alameda Augusto Stellfeld, 813 – Centro

    K.sa Restaurante

    Sob a batuta da chef Cláudia Krauspenhar, uma das figuras mais respeitadas da cena gastronômica do Paraná, a casa funciona em um imóvel envidraçado e contemporâneo, com atmosfera intimista e design elegante. Com formação sólida e trajetória consistente, Cláudia criou um espaço que reflete sua visão de cozinha autoral: ao mesmo tempo sofisticada e acolhedora.

    A proposta do menu parte de técnicas clássicas, mas com ingredientes sazonais e um olhar pessoal da chef, que se inspira em memórias afetivas e na cozinha feita em casa, sempre com precisão e criatividade. As ostras frescas, por exemplo, são um dos destaques da casa, assim como os frutos do mar, que aparecem com preparações leves e bem equilibradas. O cardápio muda com frequência e valoriza pratos bem construídos, que combinam sabor, estética e identidade.

    End: R. Fernando Simas, 260 – Bigorrilho

    DUQ Gastronomia

    Elegante sem ser pretensioso, o restaurante do chef Felipe Miyake aposta em uma culinária contemporânea com foco em ingredientes frescos, técnica apurada e bom gosto. Em 2025, foi incluído no ranking dos 100 melhores restaurantes do país pela Exame Casual – premiação que sou jurada, aliás. O menu traz entradas criativas, como o tartare de peixe branco com emulsão cítrica e chips crocantes, e pratos principais bem estruturados, como o arroz de pato com toque defumado. As sobremesas equilibram textura e doçura na medida certa. Enquanto isso, a carta de vinhos é bem curada, com sugestões de harmonização que acompanham cada etapa do jantar. Um programa ideal para quem busca uma noite com sabor e atenção aos detalhes.

    End: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 360 – Centro

    Cozinha internacional e clássicos da cidade

    Fujii Cozinha Japonesa

    Com mais de duas décadas de história, o Fujii é uma referência em culinária japonesa tradicional em Curitiba — e funciona dentro do próprio Mercado Municipal, um dos pontos mais movimentados da cidade. Comandado pelo chef Vinícius Fujii, da terceira geração de uma família de imigrantes, o restaurante preserva os fundamentos da escola clássica com cortes precisos, peixes frescos e atenção rigorosa à técnica.

    O cardápio inclui sushis, sashimis, combinados e pratos quentes executados com consistência e respeito à tradição. Um almoço por ali combina praticidade com excelência!

    End: Mercado Municipal de Curitiba – Av. Sete de Setembro, 1865 – Box 194 – Centro

    Schwarzwald – Bar do Alemão

    Um verdadeiro clássico curitibano desde 1979, o Bar do Alemão mantém viva a tradição da culinária germânica no coração da cidade. Pratos generosos como o joelho de porco, salsichas artesanais e chucrute são servidos em ambiente rústico e movimentado. O chope bem tirado completa o programa, ideal para um fim de tarde animado ou um almoço mais descontraído.

    End: R. Dr. Claudino dos Santos, 63 – São Francisco

    Cafés e doces artesanais em Curitiba

    Lucca Cafés Especiais

    Para quem valoriza um bom café, o Lucca é parada obrigatória em Curitiba. Comandado pela barista Georgia Franco de Souza, o espaço reúne torrefação própria, confeitaria artesanal e diversos métodos de extração, como V60, French Press e Chemex. Além dos grãos em microlotes, a casa também é conhecida por sua variedade de pães artesanais, croissants e pretzels, todos produzidos diariamente com farinhas de origem pelo mestre padeiro Eduardo Freire. Assados na própria loja, eles fazem parte da experiência completa oferecida pelo Lucca. Um ambiente moderno, ideal para pausar entre um passeio e outro.

    End: Alameda Pres. Taunay, 40 – Batel

    Torroneria Hagi

    Discreta e sofisticada, a Torroneria Hagi funciona como loja e também como fábrica artesanal. A boutique aposta no torrone feito à mão, com técnica confeiteira clássica e ingredientes de alta qualidade. Os doces aparecem em versões com pistache, castanhas e frutas secas, além de chocolates finos preparados no ateliê anexo. Tive a chance de acompanhar a produção caseira e testemunhar como tudo é feito em lotes pequenos e com apresentação cuidadosa. Um endereço delicado e autêntico, ótimo para quem busca algo fora do óbvio.

    End: Av. N. Sra. Aparecida, 742 – Seminário

    Cervejaria Bodebrown

    Entre as pioneiras da cerveja artesanal no Brasil, a Bodebrown é reconhecida por sua criatividade e excelência técnica. Fundada pelos irmãos Cavalcanti, a casa se destaca pelas IPAs, cervejas sazonais e rótulos envelhecidos em barril. O espaço oferece visitas guiadas, bar, loja e ambiente descontraído para conhecer os processos e conversar com quem entende do assunto. Além disso, é a cervejaria oficial da banda Iron Maiden, já que o vocalista Bruce Dickens lançou cinco rótulos de cerveja ali.

    End: R. Carlos de Laet, 1015 – Hauer

    Onde ficar em Curitiba

    Qoya Hotel Curitiba, Curio Collection by Hilton

    Parte da bandeira Curio Collection by Hilton, o Qoya é uma ótima opção para quem quer se hospedar no buxixo, bem no coração do Batel — o bairro mais valorizado e bem localizado de Curitiba. A região concentra ótimos restaurantes, cafés, lojas e acesso fácil a outras áreas da cidade. O hotel combina design moderno com clima sofisticado. Os quartos são amplos, confortáveis e bem equipados, e a decoração mistura tons neutros com elementos contemporâneos. O atendimento é cordial e o hotel ainda conta com spa, piscina coberta e um restaurante próprio.

    End: Av. Sete de Setembro, 4211

    Suryaa Hotel Curio Collection

    Mais afastado do centro, no bairro Alphaville Graciosa, o Suryaa aposta em um conceito mais exclusivo, com estrutura de hotel boutique e foco na experiência do hóspede. O lobby impressiona logo na chegada, com design moderno e atmosfera elegante. Fiquei hospedada em um quarto duplex com decoração clean e uma banheira posicionada no mezanino, que transforma o espaço num verdadeiro refúgio. A vista para o verde e o silêncio ao redor reforçam a proposta de tranquilidade e bem-estar. Aliás, outro diferencial do hotel é o acesso direto ao campo de golfe do Alphaville Graciosa, o que torna o Suryaa uma excelente escolha também para quem deseja aliar lazer e sofisticação em meio à natureza.

    A gastronomia é um dos pontos altos: o restaurante Aatma tem menu assinado pela chef Manu Buffara, com pratos que seguem a mesma filosofia do seu restaurante autoral. O café da manhã merece destaque, com opções como eggs benedict, pão de queijo tradicional e com goiabada, e uma excelente rabanada. Para quem busca uma estadia mais tranquila em Curitiba, cercada de verde, é uma escolha certeira.

    End: 344 Jaguariaiva Street – Alphaville Graciosa, Pinhais

    Texto e fotos por Renata Araújo. Dezembro de 2025.

  • Sühring – três estrelas Michelin em Bangkok –  restaurante de comida alemã moderna que surpreende com elegância tropical

    Sühring – três estrelas Michelin em Bangkok – restaurante de comida alemã moderna que surpreende com elegância tropical

    Não é todo dia que um restaurante alemão em Bangkok conquista três estrelas Michelin — e ainda figura entre os 22 melhores da Ásia. Mas o Sühring é mesmo um caso à parte. Instalado em uma antiga villa dos anos 70, no meio de um jardim exuberante em Bangkok, o restaurante parece saído de um conto discreto: arquitetura que mistura vidro e madeira, salas bem distribuídas e uma ambientação que nos desconecta da cidade em segundos. Tudo ali respira precisão, sem deixar de lado o afeto. Aberto pelos irmãos gêmeos Thomas e Mathias Sühring, a casa propõe uma leitura contemporânea da culinária alemã — e o faz com maestria. São dezenas de etapas num menu degustação ousado e delicado, que respeita tradições, mas brinca com texturas, formas e sabores.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    Restaurante três estrelas Michelin em Bangkok

    Fui à Tailândia a convite do chef Gaggan Anand e, entre descobertas e reencontros com a vibrante cena gastronômica de Bangkok, tive no Sühring certamente uma das experiências mais marcantes da viagem. Uma refeição que reuniu comida alemã moderna, elegância descontraída e um serviço irreparável, tudo em perfeita harmonia. Desde o primeiro prato até o último gole do licor da avó, tudo foi conduzido com ritmo, emoção e domínio técnico. Mais tarde, veio a confirmação do que já se sentia à mesa: o Sühring conquistou três estrelas Michelin em Bangkok — reconhecimento máximo da gastronomia mundial. Ou seja, reafirma seu lugar de destaque tanto na cena local quanto internacional. A seguir, compartilho em detalhes dessa marcante experiência — e por que ela representa tanto para a nova Bangkok gastronômica.

    Uma vila elegante com atmosfera tropical

    O Sühring mantém a planta original e oferece diferentes ambientes com atmosferas únicas. Há o acolhedor Dining Room, a animada Kitchen, com vista para o trabalho dos chefs, a Glass House com luz natural e vista para o jardim tropical (onde almocei), e o Living Room, reservado e intimista. Durante o dia, a luz invade os espaços com suavidade, reforçando a impressão de estar sendo recebido na casa dos próprios chefs. Tudo é silenciosamente sofisticado, com uma elegância sem ostentação — uma marca do restaurante desde o início.

    A proposta: comida alemã contemporânea com memória afetiva

    Thomas e Mathias nasceram em Berlim Oriental e cresceram na fazenda da avó, onde aprenderam técnicas tradicionais como fermentação, defumação e conserva. Com formação sólida na Europa — em cozinhas como Aqua, De Librije e La Pergola —, os irmãos trouxeram para Bangkok uma visão contemporânea da cozinha alemã. O menu degustação, sazonal e autoral, celebra a precisão técnica com leveza e memória. E no final da refeição, não por acaso, somos presenteados com o licor artesanal Oma Christa’s Eierlikör, uma homenagem à avó que inspirou tudo.

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    Um menu com ritmo, surpresa e precisão germânica

    A refeição no três estrelas Michelin em Bangkok começa com snacks inventivos e delicados que impressionam por sua apresentação. Depois, o menu se desdobra em pratos que reinterpretam clássicos com criatividade e sofisticação. Entre eles, provei a vieira com abóbora e alga kombu, delicadamente grelhada e com toque marinho preciso; o pâté en croûte com salsa e pistache, servido cerimonialmente e com recheio de carnes curadas. Além disso, o grande destaque: o pato com beterraba e café, finalizado à mesa e surpreendente na combinação de sabores. Para completar, o reconfortante spätzle com trufa branca suíça, que equilibra rusticidade e luxo na medida. Para encerrar, uma floresta negra reinterpretada, doce na medida certa.

    Tudo é apresentado com precisão, ritmo e um serviço irreparável, mas descontraído. E para quem aprecia harmonizações, o restaurante oferece duas experiências igualmente cuidadosas: uma seleção de vinhos alemães e austríacos com rótulos do Rheingau, Mosel e Kremstal, pensada para acompanhar as sutilezas de cada prato. Além disso, está disponível uma surpreendente opção de sucos fermentados artesanais, feitos na casa com ingredientes sazonais como maçã verde, hibisco e pimenta rosa — uma alternativa criativa e elegante ao tradicional wine pairing.

    Thomas e Mathias: presença que humaniza

    Os chefs circulam entre os ambientes, explicam os pratos com entusiasmo contido, servem pessoalmente em alguns momentos. Estão visivelmente em casa — e nos fazem sentir da mesma forma. A sensação é de fluidez, não de formalidade.

    Por que o restaurante Sühring merece três estrelas Michelin em Bangkok

    Mais do que técnica, o Sühring entrega algo raro: identidade. Ao conquistar as três estrelas Michelin em Bangkok, o restaurante, portanto, reafirma sua posição como referência absoluta na gastronomia alemã — hoje, segundo muitos críticos, o melhor restaurante de culinária alemã no mundo. Trata-se do único restaurante de comida alemã moderna na Ásia com três estrelas Michelin, e o primeiro da Tailândia com esse reconhecimento fora da culinária local. Um feito construído com constância, elegância e alma.

    Como Bangkok transformou sua cena gastronômica

    Quando estive pela última vez em Bangkok, há oito anos, a cidade já era vibrante. Mas hoje, ela surpreende ainda mais. Se antes o protagonismo era da culinária tailandesa, agora há espaço — e palcos — para chefs internacionais, conceitos autorais e experiências de altíssimo nível. O Sühring simboliza essa nova Bangkok: cosmopolita, sensível, e com um apetite por excelência que vai além da tradição.

    Por Renata Araújo. Dezembro de 2025.
    Fotos: Renata Araújo e Divulgação

  • Restaurante número 1 da Ásia: Gaggan em Bangkok, Tailândia

    Restaurante número 1 da Ásia: Gaggan em Bangkok, Tailândia

    Com estrela Michelin e na lista do 50 Best: uma experiência sensorial, musical e imersiva

    Em uma viagem exclusiva para jornalistas, tive a honra de ser convidada por Gaggan Anand para viver sua mais recente proposta criativa em Bangkok. À frente do restaurante número 1 da Ásia, Gaggan entrega muito mais do que um jantar: ele orquestra uma experiência provocativa, sensorial e, acima de tudo, profundamente emotiva. Embora o restaurante tenha sido inaugurado em 2019, o conceito está sempre em evolução, e cada noite reflete sua fase atual como artista da gastronomia. Conhecido por revolucionar a culinária asiática, ele propõe uma leitura ousada sobre tradição e identidade. Saí transformada — e ainda mais convencida de que a gastronomia pode ser vivida de diversas formas. É essencial estarmos abertos a novas experiências, culturas e inovações sem preconceitos ou estereótipos.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    Quem é Gaggan Anand: rebelião com propósito

    Gaggan nasceu em Kolkata, Índia, e tem origem tâmil e punjabí, mas seu caminho começou na música — tocava bateria em bandas de rock. Ainda jovem, foi inspirado pela avó a mergulhar nos sabores tradicionais da Índia. A cozinha veio depois, com formação técnica na IHMCT e passagem pelo grupo Taj. Mas foi em Bangkok, para onde se mudou em 2007, que encontrou liberdade criativa. Após estágio no lendário elBulli, de Ferran Adrià, passou a desenvolver a chamada progressive Indian cuisine, onde tradição e vanguarda se encontram. Seu repertório mistura referências de street food com técnicas contemporâneas e uma visão autoral que o colocou entre os chefs mais inovadores do mundo. Antes mesmo do restaurante Gaggan, abriu um espaço especializado em consultoria de sabores — até perceber que sua força criativa pedia um palco próprio.

    Com alma de artista, Gaggan transita entre a irreverência e a precisão. Sua cozinha expressa emoção, rebeldia e generosidade — muitas vezes com pegada teatral, mas sempre com embasamento técnico. A música continua presente: os menus de 25 etapas são pensados como composições, com ritmo, clímax e encerramento afetivo. Como ele mesmo diz, “cozinhar é uma forma de contar histórias que você sente, não só saboreia”.

    Restaurante número 1 da Ásia

    Desde sua inauguração original em 2010, o restaurante Gaggan conquistou a cena internacional. Foi eleito quatro vezes consecutivas o melhor restaurante da Ásia pela lista Asia’s 50 Best Restaurants e chegou ao 4º lugar no ranking mundial em 2019. Em 2024, recebeu sua primeira estrela Michelin — e agora, em 2025, manteve o reconhecimento no guia mais recente, reafirmando seu padrão excepcional.

    O restaurante Gaggan Anand: uma reinvenção autoral

    Após rupturas com sócios, Gaggan reabriu seu restaurante em 2019 com formato mais pessoal, mais performático. A cozinha aberta lembra um palco de teatro, onde a equipe atua como uma orquestra afinada. A luz é baixa, o ambiente é envolvente e intimista. Não há flashes permitidos: tudo é pensado para que os sentidos estejam presentes. O público assiste, participa e interage. O jantar acontece em torno de um balcão em forma de L, com capacidade para apenas 14 pessoas. É uma verdadeira chef’s table, onde cada lugar tem visão direta da ação — e, em diversos momentos, são os próprios cozinheiros que apresentam os pratos. Gaggan deixa espaço para sua equipe brilhar, e o clima é quase de bastidores de um ateliê criativo.

    Cinco movimentos, 22 passos, uma viagem pelos sentidos e pelas culturasRestaurante número 1 da Ásia

    Na noite em que estive lá, foram 22 etapas divididas em cinco movimentos — uma roteiro que atravessa os países que moldaram a trajetória do chef: Índia, Tailândia, Japão e França. Cada movimento traz uma técnica dominante: fermentações profundas, texturas que se desfazem, fogo indiano, acidez em camadas, precisão japonesa. Os snacks iniciais já exigem presença total. Nada ali é decorativo: cada mordida é narrativa.

    O menu muda com frequência, mas o que permanece é a capacidade de surpreender. No nosso jantar, por exemplo, houve um momento que emocionou todo o ambiente: a versão “Gakikazuza” — um prato-homenagem ao Brasil, com trilha sonora de Cazuza e clima de casa. Por alguns minutos, o restaurante se transformou numa pequena filial do Rio em plena Bangkok.

    Tudo termina de forma surpreendentemente afetiva: com o prato “Gaggan’s Mother Chicken Rice” — arroz com frango, servido como última etapa, remetendo à simplicidade das origens e à memória afetiva. É um gesto de acolhimento após uma viagem intensa.

    Música como ingrediente: quando a trilha sonora emociona

    A seleção musical do restaurante número 1 da Ásia é parte do conceito. Queen, Beatles, Nirvana, Bon Jovi, Cazuza… A trilha sonora não embala a noite: ela guia a experiência. Em determinado momento, todos no salão cantam Hey Jude, e batem palmas sincronizadas junto com a equipe. Uma cena potente, inesperada, que me levou às lágrimas. A comida tocava o paladar; a música, a alma.

    Harmonização como narrativa líquida

    A harmonização no restaurante numero 1 da Ásia é parte central do jantar. Ao longo dos passos, são servidos vinhos, saquês e bebidas naturais que se conectam aos sabores e provocam o paladar de forma inesperada. Nada é óbvio: o líquido acompanha a narrativa sólida e amplia a percepção sensorial a cada novo prato.

    Três países (e um toque francês), uma identidade culinária

    O jantar traduz a trajetória de Gaggan:

    • Da Índia, vem a intensidade, as memórias e o uso expressivo das especiarias.
    • Da Tailândia, o país que o acolheu, vem o frescor, a irreverência e o contexto cultural.
    • Do Japão, a influência da técnica, do detalhe e do silêncio eloquente.
    • E da França, o rigor estético e a sofisticação da alta gastronomia contemporânea.

    Um jantar que não se explica: se viveRestaurante número 1 da Ásia

    Mais do que uma refeição, o jantar no Gaggan certamente é um manifesto sensorial. Humor, surpresa, memória, provocação. Uma história contada em etapas, onde cada ingrediente tem intenção. Saí com a sensação de que a cozinha pode ser muito mais do que sabor: pode ser linguagem, arte, emoção.

    Ms.Maria & Mr. Singh: o lado mexicano de Gaggan

    No andar superior do mesmo prédio funciona o Ms.Maria & Mr. Singh, restaurante mexicano de alma livre, que mistura picância, afeto e irreverência. Com atmosfera animada e pratos autorais, o espaço apresenta uma faceta mais descontraída de Gaggan — sem perder a excelência nem o senso de humor que marca sua cozinha. Ms.Maria & Mr. Singh nasceu da ficção de um romance entre uma moça mexicana e um rapaz indiano. O resultado? Uma casa vibrante, onde a fusão das cozinhas do México e da Índia ganha forma em pratos criativos, cheios de cor, afeto e personalidade. Ou seja, uma amostra de como o chef expande sua criatividade por meio de referências multiculturais e despojadas.

    Na chamada “curry house moderna”, os chefs Hernán Crispín Villalva e Roshan Kumar desenvolvem um menu que eles batizaram de Culinária Fantástica. A proposta vai além da combinação de temperos: parte de pratos afetivos, caseiros, e os reinventa com humor e irreverência, como se contassem a jornada de um casal apaixonado por sabores. Não à toa, o restaurante ocupa a 99ª posição na lista estendida do Asia’s 50 Best Restaurants. Entre tacos, curries, quesadillas e chicken tikka masala com sotaque latino, o menu é uma deliciosa brincadeira de contrastes. O ambiente segue a mesma linha: descolado, alto astral, com trilha sonora animada e serviço descontraído, mas preciso.

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    Gaggan at Louis Vuitton: onde moda encontra a gastronomia

    Enquanto isso, o Gaggan at Louis Vuitton é uma parceria inédita com a maison francesa. Localizado no segundo andar do LV The Place Bangkok, conceito inovador da maison, o restaurante une moda, design e alta gastronomia em uma experiência imersiva e exclusiva. Com arquitetura assinada pelo premiado escritório OMA, o espaço propõe uma imersão nos pilares da marca: savoir-faire, inovação e, claro, a arte de viajar. Ali, tudo é pensado como se fosse uma coleção de alta-costura: do mobiliário que remete às icônicas trunks da Louis Vuitton aos menus degustativos de 8 a 17 etapas, com apresentações dramáticas e ingredientes locais. A ideia é fundir o universo da viagem — essencial tanto à marca quanto ao chef — em pratos que contam histórias de deslocamento e identidade cultural.

    Também fui convidada para conhecer esse espaço, e pude vivenciar de perto essa interseção entre luxo silencioso, artesania e cozinha de vanguarda. A experiência conversa com a linguagem da alta moda: sofisticada, precisa, cheia de significado. E como toda criação da Louis Vuitton, carrega a essência da exclusividade.

    Almoço na casa de Gaggan: privilégio raro

    Além disso, como parte dessa experiência para jornalistas internacionais, tivemos a oportunidade de almoçar na casa do próprio Gaggan. Portanto, um momento íntimo e memorável, cercado por outros chefs premiados, com pratos preparados de forma generosa e espontânea. Um gesto raro que diz muito sobre a paixão do chef por conectar pessoas através da comida.

    Alta gastronomia em Bangkok: restaurante Gaggan é experiência imersiva que mistura música, cultura e emoção

    Certamente, mais do que conquistar prêmios e posições em rankings, Gaggan Anand transformou a forma como a gastronomia é percebida na Tailândia. Ao unir técnica e emoção, provocação e precisão, ele não apenas colocou Bangkok no mapa mundial da alta cozinha — ele redesenhou esse mapa com identidade, coragem e afeto. Só me resta agradecer a oportunidade já planejar a próxima viagem à Ásia.

    Por Renata Araújo. Dezembro 2025
    Fotos: Renata Araújo e Divulgação