Acaba de abrir em Ipanema um restaurante francês que foge do óbvio — com leveza, elegância e sotaque carioca. O Francese, como o nome sugere, é uma ode à cozinha clássica da França, reinterpretada com técnica apurada e toques contemporâneos, sem perder o charme. Instalado num ponto discreto e acolhedor do bairro, o Francese impressiona desde a entrada: o ambiente é sofisticado na medida certa e o menu acerta ao equilibrar tradição e frescor. Estive lá poucos dias após a inauguração e saí com a certeza de que o restaurante já nasce com identidade própria — daqueles lugares que te transportam, sem esforço, para um bistrô em Paris.
À frente da casa está o chef Elia Schramm, que assina uma cozinha autoral inspirada em suas raízes franco-suíças. “É uma adaptação da gastronomia clássica francesa para o Rio de Janeiro, com alma francesa e sotaque carioca”, resume ele. E tudo indica que o Francese tem tudo para se firmar como um novo clássico da cena carioca — com ótima entrega, atmosfera acolhedora e um menu que convida a voltar.
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Sobre o chef
Inquieto, incansável e apaixonado pelo que faz, Elia tem formação sólida na cozinha francesa, com passagens por restaurantes renomados no Brasil e na Europa. Comandou por dois anos o Laguiole (restaurante que funcionava dentro do MAM), onde recebeu uma estrela Michelin em 2017, e em 2021 iniciou sua carreira solo com o Babbo Osteria. Um dos italianos mais disputados de Ipanema, e que neste ano foi reconhecido pelo Guia Michelin com o selo Bib Gourmand, categoria dedicada a casas que oferecem excelente relação entre qualidade e preço. Além disso, também é o nome por trás do Jurubeba, bar em Botafogo com espírito criativo e atmosfera descomplicada.

Um casarão com alma e história
O restaurante francês fica na Rua Barão da Torre, uma das mais charmosas do bairro. Aliás vale lembrar que Ipanema voltou a ser ser um pólo gastronômico no Rio, com inúmeras casas relevantes atualmente. O casarão foi completamente reformado e não lembra em nada o antigo (e escuro) Si-chou, também do chef Elia. Com projeto assinado por Marina Torquetti e curadoria de Adrienne Diniz, o ambiente de dois andares remete ao Musée de l’Orangerie, em Paris, com referências vintage, toques artísticos e um clima acolhedor que mistura sofisticação e afetividade. Um quadro garimpado em Minas Gerais, por exemplo, representa o “Senhor da casa”, personagem fictício que inspira a narrativa visual e acolhedora do espaço. E bem humorado que é, o chef também incluiu bonequinhos e objetos pessoais que remetem à França.
A decoração tem alma, tem graça e tem história — assim como a comida. No menu, a técnica é rigorosa, mas a experiência é leve. Provei o filé Rossini com um generoso foie gras e purê maison, prato executado com equilíbrio e generosidade, e o excelente carpaccio de vieiras com manteiga noisette e palmito pupunha, de sabor delicado e elegante. Este último, aliás, faz parte das receitas autorais do chef, como também a Tarte du Jardin Burratina, com ratatouille, espinafre e burratina fior di latte, e Vodka-Ikura-Burratina, rigatoni com molho alla vodka, burratina e ikura marinada. .
Aproveite para ver também o reels que fiz no Francese Brasserie sobre minha experiência completa:
Destaques do menu do restaurante francês em Ipanema
Outros destaques da noite foram a Oeuf Salad, uma releitura da Caesar com ovo cremoso e folhas frescas – maravilhosa, diga-se de passagem -, e os Profiteroles com sorvete e calda quente de chocolate. Um clássico que aquece a memória afetiva! Para fechar, experimentei também o Pain Tatin, versão francesa da rabanada com compota de maçã e sorvete de baunilha.
Mas o cardápio vai além. Entre as entradas, por exemplo, brilham também o Crochette de Poulpe, croquetas de polvo com aioli nero, e o Petit Tartare, steak tartare com fritas maison. Nos principais, além do Rossini, há sugestões como a Terrine Lucullus, feita com foie gras e língua defumada em mil-folhas, acompanhada de saladinha de vagem, framboesa e avelãs e o Poulpe Provençal, polvo grelhado com batatas ao murro. Outra opção é o Le Cordon Bleu, frango crocante com presunto royale e queijo gruyère.
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Enquanto isso, para beber..
A carta de vinhos dá protagonismo à França, mas inclui rótulos do Brasil, Itália e Novo Mundo, sempre com bom custo-benefício. Ah, e como todas as casas do chef Elia, a taxa de rolha é zero. Enquanto isso, os drinques autorais acompanham a proposta da casa com personalidade e frescor.
De fato, um novo restaurante em Ipanema que celebra a culinária francesa com sotaque local, e reforça a efervescência criativa da cena gastronômica carioca.
End: Rua Barão da Torre, 472 – Ipanema
Por Renata Araújo. Julho de 2025.
Fotos: Renata Araújo e Rodrigo Azevedo


Comentários
Uma resposta para “Restaurante francês em Ipanema: Conheça o novo Francese Brasserie, de Elia Schramm”
Por que naotendem o telefone para fazer uma reserva. Meu celular é 999725730