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  • Degustação de Ovos de Páscoa do YMG! na Casa Horto, no Jardim Botânico

    Degustação de Ovos de Páscoa do YMG! na Casa Horto, no Jardim Botânico

    A época mais doce do ano está chegando — e, com tantas opções disponíveis, escolher o ovo de Páscoa ideal pode não ser uma tarefa simples. Para ajudar nessa árdua missão, realizamos mais uma edição da nossa já tradicional degustação de ovos de Páscoa, desta vez na Casa Horto, no Jardim Botânico, reunindo um time de peso entre jornalistas, chefs de cozinha, influenciadores e apaixonados por gastronomia. Ao todo, foram 20 ovos de 12 marcas diferentes, entre criações mais clássicas e propostas autorais, que mostram como a confeitaria de Páscoa vem se tornando cada vez mais sofisticada — com combinações elaboradas, diferentes texturas e formatos que muitas vezes se aproximam de verdadeiras sobremesas.

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    Degustação de Ovos de Páscoa do YMG! na Casa Horto

    Fomos muito bem recebidos no segundo andar da Casa Horto, no Jardim Botânico, pela conceituada mixologista Jessica Sanchez, em um espaço amplo, com janelões que deixam a luz natural entrar e uma vista direta para o Cristo Redentor. Um cenário ideal para eventos e que deixou a experiência ainda mais agradável. A tarde seguiu doce, leve e descontraída, com espumante, moscatel sugerido pela sommelier Elaine Oliveira, que harmonizou especialmente bem com os chocolates e no final, ainda teve pão de queijo quentinho!

    Nosso júri contou com nossa editora-chefe Renata Araújo, a editora-assistente Duda Vetere, a jornalista Alessandra Carneiro (Agenda Carioca), o fotógrafo Tomás Rangel, a influenciadora Juliana Goulart (Vida Carioca), a chef Paula Prandini (Empório Jardim) e o sous chef Rafael Cavalieri (Grupo T.T). Os belíssimos cliques que você vê ao longo deste post são do craque Léo Lemos, da equipe YMG!.

    Mais do que eleger um único favorito, a ideia da degustação é justamente experimentar diferentes propostas, entender o que cada marca traz de identidade e acompanhar como a Páscoa vem evoluindo — dos ovos mais tradicionais às versões mais elaboradas, recheadas e criativas. No fim, cada um acaba encontrando os seus preferidos.

    Ovos de colher e releituras de sobremesas

    Os ovos de colher seguem como uma das principais tendências da Páscoa — mas, mais do que isso, eles vêm ganhando estrutura. Hoje, muitos deles são pensados quase como sobremesas montadas, com camadas bem definidas, contrastes de textura e combinações que vão além do óbvio. A Dianna Bakery, confeitaria na Tijuca, apresentou duas versões com Ovomaltine (R$89 cada). O Ovo Triplo Ovomaltine é um ovo de colher com casca de chocolate meio amargo com Ovomaltine Rocks, recheado com creme crocante de Ovomaltine intercalado com o cup brownie da casa, enquanto o Ovo de Ovomaltine com Laranja parte da mesma base, mas intercala o creme crocante com bolo de laranja da própria confeitaria.

    A confeitaria Que Doce!, na Urca, trouxe o Ovo de Colher Crunch (R$78-pequeno/R$150- grande), uma releitura direta de sobremesa: casquinha de chocolate, bolo chocolatudo bem úmido, nutella com sucrilhos caramelizados e finalização com mais crocância. Na mesma linha, a Fabiana D’Angelo apostou em sabores que remetem à memória afetiva, com o Ovo de Colher de Palha Italiana, com pedaços de biscoito maltado, e o Ovo de Colher Pavê de Paçoca, novidade da marca, e que arrancou suspiros do nosso júri.

    Confeitarias autorais e combinações marcantes

    Entre as produções mais autorais, alguns ovos chamaram atenção pela identidade e pelo cuidado na execução. A Colher de Pau, clássica confeitaria no Leblon que reabriu recentemente sob comando da boleira Carola Troisgros, apresentou um meio ovo artesanal dividido entre brownie com crocante de caramelo salgado (R$140) e bolo negro (R$150) — este último com textura mais densa e sabor mais profundo, remetendo a receitas mais caseiras, mas com técnica bem aplicada. Certamente foi um dos destaques da nossa degustação de Ovos de Páscoa! Ah, e a Colher de Pau também nos mandou o fofíssimo Grand Pierre (R$150), o ursinho Pierre de chocolate ao leite recheado (e bota recheado nisso!) de marshmallow. Um sucesso com as crianças, e os adultos também.

    Assim como a confeiteira Fernanda Luz, que surpreendeu com o Ovo Snickers, com casca de chocolate ao leite e recheio de caramelo cremoso, pedaços de amendoim e duja de amendoim. Uma combinação intensa, com camadas bem definidas e bom equilíbrio entre doce e salgado, e que nos remeteu imediatamente ao chocolate Snickers.

    Já a Ana Foster apostou em um perfil mais sofisticado com o Ovo Mel Trufado, que leva caramelo, flor de sal e crocante de licuri, trazendo ingredientes brasileiros em uma leitura mais contemporânea, enquanto a confeitaria Rio Sucrée, na Barra da Tijuca, foi para uma versão mais delicada, com o Ovo Crocante Mil Folhas (600g – R$249), preparado com chocolate branco de origem brasileira com 33% de cacau, recheio de baunilha e biscuit crocante.

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    Delicatessens e clássicos bem executados

    Entre as casas mais tradicionais, o destaque está na consistência e na valorização do produto. O Talho Capixaba apresentou ovos de chocolate premium meio amargo e chocolate premium branco crocante, com praliné de amêndoas (R$110 cada), novidade da temporada, seguindo uma linha mais clássica, com boa execução e uma apresentação sempre cuidadosa, com panos reutilizáveis coloridos. O Empório Farinha Pura trouxe um formato diferente de meio ovo em fatias (350g), com combinações como chocolate ao leite com maracujá e morango — que mistura ganache, creme de maracujá com sementes e chocolate branco com geleia artesanal — e a versão com pistache e Biscoff.

    Já o Grand Hyatt Rio de Janeiro apostou em um ovo de chocolate belga 63% (R$285), recheado com geleia artesanal de laranja com baunilha e ganache de café. Sua apresentação e decoração com acabamento impecável lembrava uma pequena obra de arte.

    Tendências que se confirmam na Páscoa

    Alguns movimentos ficaram claros nesta edição. O pistache segue em alta, aparecendo em diferentes versões, como no ovo da Creamy Patisserie, do chef Itamar Araújo, que além do sabor também chama atenção pela estética — nesta edição, um ovo verde, com casca de chocolate belga ao leite, brigadeiro de pistache, pistaches caramelizados e flor de sal. A Bacio di Latte também aposta nessa linha, com o ovo de pistache crocante, além da versão de gianduia crocante, reforçando o uso de textura como elemento central.

    Portanto, ao longo da nossa degustação, ficou claro que não existe um único “melhor” ovo — e essa nunca foi a proposta. O interessante está justamente na diversidade: entender as diferentes abordagens, identificar o que agrada mais ao seu paladar e perceber como a confeitaria de Páscoa vem se reinventando a cada ano. Entre releituras afetivas, combinações mais elaboradas e versões clássicas bem executadas, a ideia é ajudar você a navegar por essas escolhas — e chegar na Páscoa com bons chocolates!

    Obrigada a todos que participaram da Degustação de Ovos de Páscoa YMG! em 2026 : @diannabakery, @riosucree, @emporiofarinhapura, @talho_capixaba, @grandhyatt_rio, @a_colherdepau, @creamypatisserie, @quedoce, @anafosteroficial, @brigadeirosfabianadangelo, @baciodilatte, @fernandaluzconfeitaria.

    Por Duda Vétere e Renata Araújo. Março de 2026.

    Fotos: Leo Lemos


    Aproveite e confira abaixo como foi a nossa Degustação de Ovos de Páscoa em 2025, no Malta Beef Club

    Ao todo foram 18 ovos de 11 marcas – alguns com propostas mais clássicas, outros mais inusitados, de colher ou com casca recheada – indo de nomes mais conhecidos até criações de pequenos produtores. Nosso júri era composto por nossa editora-chefe Renata Araújo, nossa sub-editora Duda Vétere e nossa repórter Laura Tura, a jornalista Alessandra Carneiro, da Agenda Carioca, o fotógrafo Tomás Rangel, as chefs Paula Prandini (do Empório Jardim) e Flávia Quaresma, e o sous chef do Grupo T.T, Rafael Cavalieri. Ah, e os cliques que você vê ao longo do post são do craque Léo Lemos, parte da Equipe YMG!.

    Os destaques de 2025

    Portanto, com tantas opções, certamente alguns tiveram mais destaque entre os nossos convidados, que se empenharam em avaliar a qualidade dos chocolates, o equilíbrio dos recheios e claro, as apresentações. Como os Ovos da Giro Chocolates, da confeiteira Luisa Jungblut, que vêm em delicadas e charmosas latinhas, ótimas para presentear. Para Tomás Rangel e Flavia Quaresma, o que mais surpreendeu foi o de Milho Tostado (chocolate branco caramelizado com milho tostado e flor de sal). “É um ovo divertido e muito bem feito”, completa Tomás. Já o outro sabor que agradou foi o de Castanha de Caju (chocolate dark milk com recheio de duja de praliné de castanha de caju crocante). Edição limitada e pedidos via Whatsapp.

    Dos artesanais aos clássicos

    Outro artesanal que ficou entre os preferidos do júri foi o da Caulis Chocolates, com o Ovo Meio Amargo com Laranja. Feito com ovo de chocolate belga 54%, com pasta de laranja fresca e artesanal, ele vem embalado com tecido em estampa verde Vicky Romano, e mini ovinhos dentro. ”Com certeza foi um dos meus queridinhos da degustação, adoro a combinação de chocolate com laranja, e a qualidade está impecável”, disse Duda Vétere, nossa Youmustgozinha. Pedidos pelo link. Já a premiada doceria Brigadeiros Fabiana D’Angelo caprichou nos recheios em seus ovos de colher, como, por exemplo, o de Palha Italiana, com muito brigadeiro e biscoito maltado. ”Memória afetiva total, me levou de volta para quando era criança”, contou Rafa Cavalieri.

    Para Alessandra Carneiro, o de Morango com Brigadeiro Branco também agradou no equilíbrio entre o doce do chocolate e o frescor dos morangos. ”E sem economia, o recheio tem muito morango!”, completa. Enquanto isso, para nossa editora-chefe Renata Araújo, o Ovo trufado de chocolate meio amargo com sucrilhos e caramelo foi o escolhido! Encomendas pelo link.

    Opções para todos os gostos

    A tradicional padaria/delicatessen Talho Capixaba, com vários endereços no Rio, também nos mandou a linha de Páscoa para degustarmos! São três tipos de Dos recheados aos tradicionaisovos com chocolate belga callebaut 70%, 54% e ao leite, todos com bombons sortidos. ”Além disso, a apresentação é um charme a parte, sempre original e colorida, com paninhos coloridos embrulhando os chocolates. Sou chocólatra assumida, e tenho preferência por chocolate amargo e meio amargo, então os do Talho são sempre uma ótima pedida. Fico ansiosa esperando por essa data o ano inteiro!”, confessa nossa editora.

    Dos recheados aos tradicionais – degustação de ovos de Páscoa 2025

    A Louzieh Doces Finos, por exemplo, levou o Ovo de Pétalas de Coco – a combinação perfeita de coco queimado com tiras de coco -, enquanto o Quintella Café, da chef confeiteira, Giovana Quintella, apostou em um sabor brasileiro, o Amazônico, com cupuaçu e castanha do Pará. O clássico Empório Farinha Pura apostou no simples sem erros, com o Meio ovo de chocolate belga ao leite e o Meio ovo de chocolate belga amargo.

    Além disso, também estiveram presentes na nossa degustação de Ovos de Páscoa a Dom Casero, com o de Pistache e Red Velvet em lindas caixas; o So_lo, com uma opção mais light, de Chocolate Branco e Matcha; o Sem Culpa Gastronomia, com o Ovo sem glúten e sem lactose, e low carb, de Espresso Caramel; e a Cris Drummond, com o Ovo de Colher feito com casquinha de brownie de chocolate branco recheado de pistache.

    De fato, foi uma doce tarde no Malta Beef Club, que nos recebeu muito bem, mais uma vez, para a nossa degustação de Ovos de Páscoa! Agora é só escolher o seu favorito!

    Abril de 2025.

    Fotos: Leo Lemos

    Aproveite e confira abaixo como foi a nossa Degustação de Ovos de Páscoa em 2024

    A mesa estava recheada com mais de 14 ovos de Páscoa de estilos variados, desde os recheados clássicos, aos de colher, e de conhecidas marcas até os mais artesanais. Nosso time era composto pela nossa editora-chefe Renata Araújo, editora-assistente Duda Vétere, os jornalistas Tavinhu Furtado, do @maiorviagem, Ivo Madogllio, da TV Globo, Alessandra Carneiro, da @agendacarioca, os influenciadores Ailton Araujo, do @cariocateleva, Ju Nakad, @natripdaju, Ju Goulart, do @vida_carioca, e as chefs Paula Prandini (do Empório Jardim) e Flávia Quaresma. Todos empenhados e animados para degustar cada ovo e fazer suas avaliações!

    Dentre tantas opções, certamente alguns se destacaram, como, por exemplo, o da Creamy Patisserie, do chef Itamar Araújo, que também arrasa na apresentação com suas estampas criativas. O ovo Abelhinha (300g – R$185) é feito com chocolate belga ao leite callebaut, com caramelo salgado (toffee) e amendoim caramelizado. ”O ovo que eu comeria o ano inteiro!”, disse Ivo Madogllio. Ou seja, sucesso geral! Encomendas podem ser feitas pelo whatsapp (21) 97504-0783. Enquanto isso, a brasilidade do ovo da Ana Foster Chocolates surpreendeu os jurados, com chocolate 70% com ganache de cupuaçu, e geleia de cupuaçu com crocante de castanha de baru (600g – R$210). “Não conhecia a marca, e achei o chocolate de ótima qualidade!”, disse a jornalista Alessandra Carneiro. Pedidos pelo whatsapp (21) 96479-6332.

    Diferentes sabores e recheios na degustação de ovos de Páscoa

    O do Frederic Epicerie também agradou: ovo de colher recheado com ganache montée de avelã, ganache chocolate Callebaut, avelãs caramelizadas, glacagem meio amargo e pedaços da sobremesa por cima. “O mestre arrasou mais uma vez, com uma mistura leve e saborosa”, disse nossa editora-chefe Renata Araújo. Encomendas pelo whatsapp (21) 96981-4314. Além disso, os ovos da Sweet November também se destacaram na nossa degustação. O Ovo de Meia Casca Caramelo (350g – R$119) com casca de chocolate amargo 63%, recheio de brownie bem denso e úmido, caramelo flor de sal, brigadeiro amargo e finalização de ganache de chocolate, estava delicioso. Para a chef Paula Prandini, tinha um bom equilíbrio entre o “melado” do recheio com a forte presença do cacau, e muito bem feito. Encomendas no link.

    A tradicional padaria/delicatessen Talho Capixaba, com vários endereços no Rio, também nos mandou a linha especial de Páscoa para degustarmos! São três tipos de ovos com 70% cacau, 54% e ao leite (R$72). A apresentação foi acertada, com paninhos coloridos embrulhando os chocolates: charmosos, alegres e sustentáveis!

    Portanto, confira abaixo a lista completa de todos os ovos que estiveram presentes na nossa degustação. Obrigada a todos que participaram!

    @fredericepicerie / @dengochocolates / @dathabata / @ferrerorocherbr / @lecordonbleubrasil / @domcasero / @quedoce / @baciodilatte / @chocolatdojour / @anafosteroficial / @creamypatisserie
    @sweetnovemberdoces / @letscafe_ / @talho_capixaba

    Texto e fotos por Duda Vétere e Renata Araújo. Março de 2024.

  • Golden Globes no Brasil: gala no Copacabana Palace marca nova fase do cinema nacional

    Golden Globes no Brasil: gala no Copacabana Palace marca nova fase do cinema nacional

    O Rio de Janeiro voltou ao centro das atenções do audiovisual internacional — desta vez, com um marco histórico. Estive no Belmond Copacabana Palace para acompanhar o Golden Globes Tribute Gala Brazil, a primeira iniciativa oficial do Golden Globes realizada fora dos Estados Unidos. Mais do que uma extensão da premiação, o evento foi concebido para reconhecer talentos e produções brasileiras em um momento de crescente visibilidade do nosso cinema no exterior. A noite reuniu nomes importantes da indústria em uma celebração que foi além do glamour, sinalizando um movimento concreto de aproximação entre o Brasil e os principais circuitos internacionais do audiovisual.

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    Uma estreia simbólica no coração do Rio

    Realizado no luxuoso Belmond Copacabana Palace, o evento marcou a chegada oficial do Golden Globes ao Brasil — e, mais do que isso, sua primeira edição fora dos Estados Unidos. Mais do que sediar uma premiação internacional, a escolha do Rio reforça a vocação da cidade como palco de grandes encontros culturais, onde tradição e visibilidade global se cruzam naturalmente.

    Esse movimento também acontece em um momento particularmente relevante para o cinema brasileiro. Produções recentes vêm ampliando a presença do país no circuito internacional, como Ainda Estou Aqui, que ganhou projeção global, e o reconhecimento de talentos brasileiros em premiações importantes no exterior. Soma-se a isso o impacto de obras como O Agente Secreto, que reforçam o alcance e a consistência da nossa produção audiovisual. A cerimônia foi apresentada por Bruna Marquezine e Lázaro Ramos, com texto da atriz Suzana Pires, e reuniu artistas, produtores e nomes relevantes da indústria em uma celebração que posiciona o país em um novo momento.

    Golden Globes no Brasil: Homenagens que atravessam gerações

    O ponto alto da noite foram as homenagens a nomes fundamentais do audiovisual brasileiro. Fernanda Montenegro e Antônio Pitanga receberam o Golden Globes Apogeu Awards, reconhecendo trajetórias que ajudaram a moldar a identidade do cinema e da televisão no país.

    Um dos momentos mais marcantes foi justamente a homenagem a Antônio Pitanga, apresentada por sua filha, Camila Pitanga. No palco, a emoção não vinha apenas do reconhecimento institucional, mas da relação entre os dois — uma cena que ultrapassa o protocolo e revela o quanto essas trajetórias também são construídas em família, ao longo do tempo. Quando Pitanga falou sobre sua história, aos 86 anos, havia ali não apenas celebração, mas memória. Um olhar para o passado que ajuda a sustentar o que o cinema brasileiro continua construindo hoje.

    Além disso, a atriz Valentina Herszage recebeu o Golden Globes Ascensão Award, premiação que reconhece novos talentos em destaque no cinema e na televisão. Em Ainda Estou Aqui, ela interpreta Vera Paiva, a filha mais velha de Eunice e Rubens Paiva — uma personagem central, que ajuda a conduzir as camadas emocionais da narrativa.

    Valentina Herszage recebeu o Golden Globes Ascensão Award

    Já o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi reconhecido pelo trabalho em Sonhos de Trem, que o levou a fazer história como o primeiro brasileiro indicado ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia.

    Entre o clássico e o contemporâneo

    Dentro do Copa, a atmosfera refletia exatamente esse encontro entre tempos. Um cenário clássico para uma indústria em transformação. As apresentações musicais reforçaram esse diálogo: Fafá de Belém trouxe repertório carregado de história, enquanto Agnes Nunes e Mari Froes apontaram para uma nova estética, mais contemporânea e diversa.

    O Brasil como protagonista: Golden Globes no Brasil

    De fato, a realização do Golden Globes Tribute Gala Brazil acontece em um momento estratégico. O cinema brasileiro vive uma fase de maior projeção internacional, com profissionais e produções ganhando espaço em premiações e mercados globais. Trazer um evento oficial como esse para o Rio não é apenas simbólico — é um indicativo claro de posicionamento. Portanto, saí do Copa com a sensação de que essa não foi apenas uma noite de celebração, mas de afirmação. O Brasil, cada vez mais, deixa de ser cenário e assume o papel de protagonista.

    golden globes no Brasil
    Renata Araújo no Golden Globes Tribute Gala Brazil

    Por Renata Araújo. Março de 2026.
    Fotos: Renata Araújo e Divulgação

  • SXSW 2026: festival de inovação em Austin que reúne tecnologia, cultura e criatividade

    SXSW 2026: festival de inovação em Austin que reúne tecnologia, cultura e criatividade

    O SXSW 2026 reforça por que segue como um dos eventos mais influentes do mundo. Ao longo de uma semana intensa em Austin, o evento reuniu líderes de tecnologia, nomes de Hollywood, artistas e criadores em uma programação que misturou inteligência artificial, estreias de cinema, shows e experiências imersivas — com uma presença brasileira cada vez mais relevante. Para quem, como eu, trabalha como jornalista e criadora de conteúdo, estar no SXSW é mais do que cobrir um evento, é parte do próprio processo de construção de repertório. É observar tendências antes que elas se consolidem, entender movimentos ainda em formação e traduzir essas mudanças de forma acessível.

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    O que é o SXSW e por que ele se tornou tão relevante

    Participar deste relevante festival de inovação me ajuda a entender, na prática, por que ele se tornou um dos eventos mais desejados do mundo — e talvez um dos mais necessários. Sendo assim, Austin, a capital do Texas, muda completamente. A cidade ganha outro ritmo, outra energia — e passa a concentrar uma quantidade impressionante de ideias, talentos e conversas que dificilmente acontecem no mesmo lugar em qualquer outro momento do ano.

    Criado em 1987 como um festival de música, o South by Southwest hoje é um encontro global onde tecnologia, cultura, negócios e entretenimento se cruzam de forma natural. Mais do que antecipar tendências, o evento funciona como um termômetro — e, em muitos momentos, até como um alerta. Em 2026, essa sensação ficou ainda mais evidente.

    SXSW 2026: mais do que tecnologia, uma mudança de sistema

    Não se trata apenas de acompanhar o avanço da inteligência artificial. O que aparece com mais força nas conversas é algo mais profundo: estamos vivendo uma transição de sistemas — uma mudança que não acontece em uma única indústria, mas em várias ao mesmo tempo, da tecnologia à economia, do comportamento à comunicação. Tudo interligado, rolando em paralelo, exigindo novas formas de pensar e, principalmente, de decidir.

    Em uma das palestras mais comentadas, a futurista Amy Webb chamou atenção para esse cenário ao falar sobre como estamos treinando as novas inteligências. “Estamos alimentando esses sistemas com dados humanos — e, com isso, também transferindo nossos vieses, nossas limitações e nossas falhas.” Mais do que tecnologia, a discussão passa a ser sobre responsabilidade, porque o futuro não será definido apenas pelo que conseguimos criar, mas por quem desenha os sistemas de decisão e quais valores escolhemos preservar nesse processo.

    A futurista Amy Webb no SXSW 2026

    Palestras e reflexões: o que ficou das conversas

    Entre as sessões que acompanhei, algumas ideias ficaram especialmente marcadas. Uma delas veio da cientista Fei-Fei Li, que resumiu bem o tom de muitas discussões deste ano: “Artificial intelligence must benefit humanity” — a inteligência artificial precisa, antes de tudo, servir às pessoas.

    Em outra apresentação, sobre comportamento digital e plataformas de streaming, dados chamaram atenção pela precisão quase desconfortável: sistemas de recomendação já são responsáveis por cerca de 80% do conteúdo consumido, e decisões sobre o que assistir podem acontecer em poucos segundos — às vezes em menos de dois. Um retrato claro de como algoritmos moldam escolhas cotidianas de forma silenciosa.

    Já a sessão “10 Truths About Technology That Are Shaping Your Life”, conduzida pelo brasileiro Marcel Nobre — professor, pesquisador e speaker de inovação, tecnologia e inteligência — trouxe uma provocação interessante: muitas das decisões que acreditamos ser totalmente nossas são, na prática, influenciadas por sistemas invisíveis. Um lembrete de que entender tecnologia hoje é também entender comportamento. (Na prática: não é porque a Netflix te indicou uma série que você precisa assisti-la. Quem sabe não vale driblar o algoritmo e experimentar algo que você não está acostumado?)

    Celebridades, cinema e entretenimento no SXSW: festival de inovação em Austin

    Ao mesmo tempo em que essas discussões acontecem, o SXSW segue sendo um grande palco cultural. Nomes como, por exemplo, Jamie Lee Curtis passaram pelo festival trazendo reflexões sobre carreira e reinvenção. A nova série Pluribus movimentou a programação, enquanto Bob Odenkirk, protagonista de Better Call Saul, esteve em Austin apresentando novos projetos — reforçando o evento como vitrine estratégica para a indústria do entretenimento.

    A atriz Jamie Lee Curtis no SXSW 2026

    Entre estreias e premières, o Brasil também ganhou espaço com Corrida dos Bichos, produção com Anitta, Rodrigo Santoro e Isis Valverde, exibida dentro da programação oficial. O novo thriller de ação da O2 Filmes para o Prime Video torna-se o primeiro título latino-americano do streaming a estrear no festival, em um movimento que sinaliza uma ambição clara: posicionar produções brasileiras dentro de uma lógica global de entretenimento.

    A força do Brasil no SXSW: SP House, Minas House e presença crescente

    E essa presença brasileira vai muito além das telas. Neste ano, cerca de 2.500 brasileiros estiveram no SXSW, o festival de inovação no Texas — entre empreendedores, executivos, artistas, criadores e jornalistas. Um número que se percebeu facilmente nos corredores, nos eventos paralelos e, principalmente, nos espaços que o país ocupou na cidade.

    A SP House seguiu como um dos principais pontos de encontro. Durante o dia, concentrou debates e conexões. À noite, se transformou em palco para a música brasileira, com shows de Simoninha, Paula Lima, Jota.Pê e João Gomes, criando uma atmosfera que mistura networking e cultura de forma orgânica. Além disso, pela primeira vez, a Minas House também marcou presença no festival, ampliando essa vitrine e reforçando a diversidade criativa brasileira.

    Ativações e experiências: como marcas dominam o festival de inovação em Austin

    Mas o SXSW não se limita à programação oficial. Ele acontece, com a mesma força, nas ativações espalhadas pela cidade. Grandes nomes do entretenimento, como Paramount e Prime Video, ocupam espaços com experiências imersivas que vão além da divulgação tradicional. São ambientes pensados para engajar, provocar e testar novas formas de conexão com o público. E certamente, oferecem pura diversão e ainda entretem os moradores de Austin e turistas no geral.

    Na Congress Avenue, a principal via histórica da cidade — com vista direta para o Capitólio —, essas ativações ganham ainda mais força. Foi ali que algumas das experiências mais comentadas aconteceram, como a ativação de Peaky Blinders, que recriou o bar da série com atenção quase cinematográfica aos detalhes, e a presença da Rivian, que levou seus carros elétricos para a rua em uma espécie de test drive urbano, aproximando tecnologia e público de forma prática e curiosa.

    É emocionante ver as principais avenidas da cidade fechadas, com tanta gente interessada em cultura e inovação e o capitólio, o símbolo de Austin, como cenário.

    Um festival de interseções — e não de categorias

    O SXSW não é sobre um único tema. É sobre interseção. Em um mesmo dia, é possível sair de um debate sobre inteligência artificial e entrar em um show, assistir a uma estreia de cinema e terminar a noite em um encontro que mistura música, negócios e cultura. Ver tantas áreas reunidas, tantos olhares diferentes compartilhando ideias, reforça uma percepção clara: o futuro não será construído de forma isolada. Ele será coletivo.

    O papel do olhar humano na era da tecnologia

    E, ao mesmo tempo, exige equilíbrio. A tecnologia avança em ritmo acelerado — mas cresce também a necessidade de preservar aquilo que é essencialmente humano: repertório, sensibilidade, pensamento crítico, criatividade. Para quem trabalha com conteúdo, estar aqui é mais do que cobrir um evento — é parte do próprio processo de construção de olhar. É observar antes que se torne óbvio, entender antes que se consolide.

    Austin além do SXSW: um destino que vai além dos clichês

    E, como jornalista de turismo, é impossível estar aqui e não olhar para Austin também como destino turístico. Esta já é a minha terceira vez na cidade — e ela continua surpreendendo. Austin tem uma energia própria, que mistura autenticidade, criatividade e uma cena cultural muito viva. Mesmo fora do período do festival, é um destino que vale a viagem. Um lugar que oferece uma série de programas ligados à natureza, à cultura e ao mesmo tempo é cosmopolita e arrojado. Isso sem contar que é palco da legítima gastronomia texana.

    Ou seja, entre um compromisso e outro, aproveitei para revisitar alguns clássicos da culinária local e conhecer novidades – pelo menos pra mim. O tradicional churrasco texano segue como protagonista, com casas icônicas como o Terry Black’s BBQ e o Cooper’s Old Time Pit Bar-B-Que, onde o preparo lento das carnes e o sabor defumado são quase uma instituição. Outro endereço que nunca decepciona é o Gus’s Fried Chicken, conhecido pelo frango frito crocante e bem temperado — simples, direto e cheio de identidade. Ou seja, é um lugar em que a gente tem que esquecer um pouco o nível de colesterol, rs.

    Entre as novidades, destaque para o Mexta, restaurante mexicano contemporâneo que trabalha ingredientes locais com uma abordagem mais autoral — uma combinação interessante entre tradição e releituras que refletem bem o momento gastronômico da cidade.

    Onde ficar em Austin, a capital do Texas

    Na hospedagem durante o festival de inovação em Austin, o Fairmont Austin se mostra uma escolha estratégica durante o SXSW. Com localização central e estrutura completa, é o tipo de hotel que acompanha o ritmo intenso do festival sem abrir mão do conforto — uma experiência que une praticidade e sofisticação em meio à agenda acelerada. Se puder, reserve um quarto que dê acesso ao Golden Lounge para ter mais privacidade e tomar um café da manhã farto e tranquilo.

    Além disso, durante o SXSW, o Fairmont Austin funcionou quase como um hub informal de inovação. O hotel recebeu exposições relevantes, como a International Innovations Expo, a Emerging Tech Expo e a XR Experience, reunindo demonstrações de realidade virtual, aumentada e mista. Entre lounges de networking e sessões focadas em inteligência artificial, o espaço virou um ponto de encontro natural para quem queria acompanhar, de perto, o que está sendo desenvolvido agora — e não só discutido nos palcos.

    Portanto, Austin é, sem dúvida, um destino que fala com todos os sentidos — e que merece ser explorado com calma.

    SXSW 2026 deixa uma reflexão

    No fim, talvez a grande pergunta que atravessa o SXSW deste ano seja simples — e, ao mesmo tempo, profunda: em meio a tantos sistemas inteligentes, ainda sabemos nos conectar. Porque o futuro não chega pronto. Ele começa nas conversas que escolhemos ter agora — e, por alguns dias, Austin é exatamente onde elas acontecem.

    sxsw festival de inovação
    Renata Araújo no SXSW 2026

    Por Renata Araújo. Março de 2026

    Fotos: Renata Araújo e Divulgação

  • Restaurante de carnes em Ipanema: Pobre Juan abre em casarão histórico de 1929

    Restaurante de carnes em Ipanema: Pobre Juan abre em casarão histórico de 1929

    A cena gastronômica da Zona Sul do Rio ganhou uma novidade de peso! Fomos conhecer a recém-inaugurada unidade do Pobre Juan em Ipanema, restaurante especializado em carnes na parrilla que abriu as portas em um casarão histórico na Rua Visconde de Pirajá. Com mais de duas décadas de história e origem em São Paulo, o Pobre Juan já tem presença consolidada no Rio desde 2013, quando inaugurou sua casa no Village Mall, na Barra da Tijuca. Agora, o restaurante de carnes em Ipanema chega para ampliar sua atuação na cidade, ocupando um imóvel preservado de 1929 e trazendo para o bairro a experiência que o tornou referência entre os apaixonados por carne!

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    Um casarão histórico restaurado em Ipanema

    O novo Pobre Juan funciona em um casarão tombado de três andares, cuidadosamente restaurado para preservar a arquitetura original do imóvel. O projeto é assinado pelo escritório Bernardes Arquitetura, responsável por criar ambientes elegantes que respeitam a história do espaço, mas com uma leitura contemporânea. Com capacidade para cerca de 250 pessoas, o restaurante apresenta diferentes ambientes distribuídos pelos andares, todos marcados por uma atmosfera acolhedora e sofisticada. A poucos metros da praia, a casa também traz uma curadoria de objetos brasileiros que dialoga com o espírito carioca e reforça a sensação de identidade do lugar. Além do salão principal, o restaurante conta com espaços privativos para eventos sociais ou corporativos.

    O cardápio: tradição da parrilla e clássicos do restaurante de carnes em Ipanema

    O cardápio do Pobre Juan em Ipanema segue a linha que consolidou o restaurante ao longo de mais de duas décadas. Uma cozinha inspirada na tradição das parrillas argentinas, com foco em carnes de alta qualidade preparadas na brasa. Nas entradas, alguns clássicos da casa aparecem logo no início do menu. Um dos destaques, por exemplo, é o jamón ibérico de bellota Joselito, presunto espanhol considerado um dos mais prestigiados do mundo, conhecido pela textura delicada e sabor intenso. As empanadas, outra marca registrada do restaurante, também fazem sucesso e são uma escolha natural para começar a refeição.

    Vale também experimentar o Cuarteto Parrillero, uma seleção típica da parrilla que reúne diferentes preparos feitos na brasa, como morcillas, mollejas, chorizo e salsicha parrillera. De fato, uma ótima forma de provar sabores tradicionais antes dos cortes principais. O cardápio ainda inclui opções como burrata com tomate confitado, steak tartare servido com papas soufflé e carpaccio de filé.

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    Cortes preparados na parrilla são o grande destaque

    As carnes são naturalmente o ponto alto da experiência no Pobre Juan. Preparadas na parrilla, elas incluem cortes clássicos como bife ancho, bife de chorizo, ojo del bife, vacío e picanha, todos selecionados com rigor e servidos no ponto escolhido pelo cliente. Um dos pratos mais emblemáticos da casa é o Bife Pobre Juan, corte retirado da capa do bife ancho que se destaca pelo marmoreio intenso e pelo sabor marcante. Para quem busca carnes ainda mais especiais, o menu também apresenta uma seleção de Wagyu importado de Kagoshima, no Japão, considerado uma das carnes mais valorizadas do mundo. Entre as opções estão o Wagyu Steak, o A5 Sirloin Steak, servido com emulsão de cabotiã e raspas de limão siciliano, e o delicado Wagyu A5 Tataki, apresentado em finas fatias levemente seladas.

    Os acompanhamentos também têm protagonismo e complementam bem os cortes. Entre os mais pedidos estão as famosas papas soufflé, o pupunha assado na brasa, além das farofas da casa, como a farofa de pistache e a tradicional farofa Pobre Juan, preparada com cebolas empanadas e fritas na manteiga.

    E apesar da forte identidade ligada às carnes, o cardápio também contempla quem prefere outras opções. Entre elas estão alguns pescados preparados na parrilla, como, por exemplo, o salmão no missô com vegetais na brasa, e os camarões na brasa com risoto al nero di sepia.

    Para finalizar, o menu também reúne algumas sobremesas já tradicionais da casa. Entre as mais conhecidas estão os churros com dulce de leche e a panqueca de dulce de leche, servida quente e generosamente recheada. Duas opções clássicas que costumam encerrar a refeição em clima bem argentino.

    Adega e drinques autorais

    O novo Pobre Juan em Ipanema conta ainda com uma adega com cerca de 130 rótulos, reunindo garrafas de países como, por exemplo, França, Portugal, Espanha, Itália, Brasil, Argentina e Chile. Parte da seleção vem de pequenas bodegas familiares, o que traz diversidade à carta e boas opções de harmonização com os cortes preparados na parrilla. Além dos vinhos, a casa também investe em drinques autorais, elaborados pelo mixologista Marcelo Azevedo, que ajudam a complementar a experiência à mesa.

    Portanto, para os amantes de boas carnes, a chegada do Pobre Juan a Ipanema certamente acrescenta mais um endereço relevante ao circuito gastronômico do bairro!

    Endereço: R. Visc. de Pirajá, 616 – Ipanema

    Por Duda Vétere. Março de 2026.

  • Do Rio para o mundo: GOL anuncia novos voos internacionais diretos saindo do Galeão

    Do Rio para o mundo: GOL anuncia novos voos internacionais diretos saindo do Galeão

    O clássico Belmond Copacabana Palace foi o cenário escolhido para um dos anúncios mais importantes da aviação brasileira neste ano. Estivemos lá para acompanhar o evento em que a GOL apresentou sua nova fase internacional, com voos diretos saindo do RIOgaleão para destinos muito desejados por viajantes brasileiros, como Nova York, com início previsto para 8 de julho, Lisboa, Paris e Orlando. A companhia aérea brasileira também revelou novidades importantes para essa expansão: a chegada de novas aeronaves Airbus A330 para voos de longa distância, a criação de uma nova classe executiva — a Business INSIGNIA by GOL — e um menu exclusivo assinado pelo chef estrelado carioca Felipe Bronze, do Oro. A estratégia marca um novo momento para a empresa, que passa a operar rotas intercontinentais e aposta no Rio de Janeiro como ponto central dessa expansão. A ideia é transformar o Galeão em um hub internacional da companhia, conectando o Brasil e outros destinos da América Latina com cidades importantes da Europa e dos Estados Unidos.

    Por aqui, já estamos praticamente de malas prontas — agora só falta decidir qual desses destinos entra primeiro no roteiro!

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    Novos voos diretos do Rio

    A primeira rota intercontinental anunciada será entre Rio de Janeiro (GIG) e Nova York (JFK), com início previsto para 8 de julho e três frequências semanais sem escalas. Outros três destinos também já estão confirmados saindo diretamente do Galeão: Lisboa, Paris e Orlando. Os voos para Lisboa começam em 16 de setembro, inicialmente com quatro frequências semanais. Paris ainda terá mais detalhes divulgados pela companhia nas próximas semanas, enquanto Orlando também ganhará novas frequências diretas partindo do Rio.

    Com essas rotas, o objetivo da GOL é fortalecer o papel do Rio como uma das principais portas de entrada do Brasil para o turismo internacional. Durante o evento, o CEO da GOL, Celso Ferrer, destacou o potencial da cidade dentro dessa nova estratégia. “Vemos grande potencial turístico no nosso país, e o Rio é um dos pilares deste momento, tendo o Galeão como porta de entrada para o Brasil e para a América Latina”, afirmou o executivo.

    Celso Ferrer, CEO da GOL, durante pronunciamento na noite desta quinta (12), em evento da Companhia no Copacabana Palace

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    Um espetáculo de drones sobre Copacabana

    Além dos anúncios, a noite terminou com um espetáculo que chamou atenção até de quem caminhava pela orla de Copacabana na noite de quinta-feira. Um show de drones iluminou o céu da praia com imagens dos novos destinos da companhia. Entre os desenhos projetados estavam a Torre Eiffel, representando Paris; a Estátua da Liberdade, simbolizando Nova York; e o Castelo de Belém, em referência a Lisboa. Em um dos momentos mais impressionantes da apresentação, os drones também formaram a silhueta de um Airbus A330 da GOL “sobrevoando” a praia, arrancando aplausos do público.

    Nova classe executiva e experiência premium

    Com a chegada dos voos de longa distância, a companhia também apresentou a nova classe Business INSIGNIA by GOL, criada para oferecer uma experiência mais sofisticada aos passageiros. Entre os diferenciais estão assentos que se transformam em cama (full flat), check-in e embarque prioritários. Além de acesso às salas VIP GOL Smiles e de parceiros internacionais, sistema de entretenimento individual com tela de 16 polegadas, fones de ouvido com cancelamento de ruído e kit de amenidades exclusivo.

    A gastronomia também ganhou destaque durante a apresentação. O menu da nova classe executiva será assinado pelo chef Felipe Bronze, dono de duas estrelas Michelin no restaurante Oro. A proposta é levar aos voos pratos inspirados na culinária brasileira, com ingredientes e técnicas que valorizam sabores nacionais.

    Novos aviões para voos de até 15 horas

    Para viabilizar a nova etapa internacional, a GOL anunciou a incorporação de cinco aeronaves Airbus A330 à sua frota. Os aviões widebody são projetados para voos de longa distância e permitem operações de até cerca de 15 horas. A chegada dessas aeronaves marca uma mudança importante no perfil operacional da companhia, que até agora concentrava sua frota principalmente em aeronaves de corredor único utilizadas em rotas domésticas e regionais. Com os A330, a empresa passa a competir também no mercado de voos intercontinentais, conectando o Rio de Janeiro diretamente a alguns dos destinos mais buscados por brasileiros.

    Portanto, mais do que novos destinos no mapa, o anúncio marca uma mudança importante para a aviação brasileira — e especialmente para o Rio de Janeiro. Com voos intercontinentais diretos saindo do Galeão, novos aviões de longo alcance e uma experiência premium a bordo, a GOL aposta na cidade como ponto estratégico para conectar o Brasil e a América Latina aos Estados Unidos e à Europa.

    Por Duda Vétere. Março de 2026.

    Fotos: Duda Vétere, Victor Erlacher Espindula/ Divulgação GOL

  • Onde tomar espresso martini no Rio e em São Paulo

    Onde tomar espresso martini no Rio e em São Paulo

    O Espresso Martini é um daqueles drinques que atravessam décadas sem perder o charme — e, confesso, também um dos meus preferidos. Sempre que encontro uma boa versão no cardápio, seja no Rio, em São Paulo ou em alguma viagem pelo mundo, dificilmente resisto. Criado em Londres nos anos 1980 pelo bartender Dick Bradsell, o coquetel nasceu de um pedido curioso de uma cliente que queria algo que a “acordasse e animasse”. A mistura de vodka, licor de café e espresso fresco acabou se tornando um clássico moderno da coquetelaria, conhecido pela espuma cremosa e pelos tradicionais três grãos de café no topo, que simbolizam saúde, riqueza e felicidade. Não à toa, o drinque ganhou até uma data para chamar de sua: 15 de março, o Dia do Espresso Martini. Portanto, se você também é fã do coquetel, saiba onde tomar espresso martini no Rio e em São Paulo.

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    Onde tomar espresso martini no Rio

    Balcão 201

    No Leblon, o bistrô-bar do chef João Paulo Frankenfeld, à frente do estrelado Casa 201, ganha destaque, sem dúvidas, pelo cardápio autoral. Enquanto o ambiente é descontraído, a carta de drinques aposta nos clássicos, como o Espresso Martini ($45), em sua versão original.

    End: Rua Dias Ferreira, 113 – loja B – Leblon

    Café 18 do Forte

    O Café 18 do Forte, dentro do Forte de Copacabana, certamente impressiona com um visual privilegiado de um dos cartões postais mais famosos do mundo. Na carta de drinques, vale destacar o Copacabana Espresso Martini (R$38), com destilado de grãos maltados, espresso, licor de café com amaro e caramelo salgado, bitter de cacau, finalizado com raspas de canela.

    End: Forte de Copacabana (Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana) – Praça Cel. Eugênio Franco, 1 – Copacabana

    Páreo

    O Páreo certamente é um lugar com uma vista deslumbrante do Rio onde você pode curtir o pôr do sol de frente para o Maciço da Tijuca ou apreciar a lindíssima Pedra da Gávea. O cardápio apresenta carnes nobres, pizzas e até comida japonesa, enquanto na carta de drinques o destaque vai para o Espresso Martini (R$42), com Vodka Absolut Vanilla, Licor de Café Kahlua e Café Espresso.

    End: Rua Mário Ribeiro, 410 – Leblon

    Onde tomar espresso martini no rio e são paulo
    Espresso Martini do Páreo

    Pato com Laranja

    O restaurante asiático na Dias Ferreira tem o menu assinado chef Fabrizio Matsumoto, que traz alta gastronomia japonesa e oriental em um ambiente elegante e agradável. Na carta de drinques assinada pelo chef Yuri Evangelista, o Espresso Martini (R$48) é certamente um destaque, com vodka Grey Goose, licor de café e espresso.

    End: Rua Dias Ferreira, 410 – Leblon

    Onde tomar Espresso Martini no rio e em são paulo
    Espresso Martini do Pato com Laranja

    Vian Cocktail Bar

    Em um ambiente intimista em Botafogo, o premiado bar de coquetelaria, comandado pelo mixologista Frederico Viana, traz na carta coquetéis clássicos, além dos autorais. Entre eles, certamente está o Espresso Martini (R$42) com vodka, licor de café e café espresso.

    End: R. Visc. de Silva, 21 – Botafogo

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    Onde tomar espresso martini em São Paulo

    Aima

    O Aima apresenta um novo conceito de gastronomia japonesa. Localizado no Shopping Iguatemi, o restaurante propõe uma culinária contemporânea que equilibra receitas quentes e frias. Assim, a casa vai além dos estereótipos tradicionais sobre o que é a gastronomia do Japão. Além disso, no menu de drinks, a carta traz o clássico Espresso Martini (R$41), preparado com vodka Absolut, café e licor de café.

    End: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232 – Shopping Iguatemi

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    Espresso Martini do Aima

    Baleia Rooftop

    Famoso pela escultura metálica de baleia na Avenida Faria Lima, o restaurante se destaca pelo cardápio de inspiração mediterrânea e pela vista privilegiada. Antes ou depois da refeição, vale provar o Espresso Martini (R$52), em sua versão clássica com vodka, licor de café e espresso.

    End: Rua Lício Nogueira, 92 – Itaim Bibi

    Onde tomar espresso martini no rio e em são paulo
    Espresso Martini do Baleia Rooftop

    Caffè Anarcord

    Com uma estética retrô inspirado no cinema, arte e música italiana, o café-bar no Jardim Paulista oferece não só cafés da manhã, mas também coquetéis noturnos. Entre os destaques, está, por exemplo, o Herdeiros do Café, feito de óleo de castanha do Pará, espresso e Montenegro.

    End: Rua Padre João Manuel, 826 – Jardins

    Onde tomar espresso martini no rio e em são paulo
    Espresso Martini do Caffè AnarCord

    Marena Cucina

    O restaurante comandado pelo chef Denis Orsi fica no Itaim Bibi e se inspira na atmosfera rústica e acolhedora da região da Puglia, sem abrir mão do conforto e da elegância. Em 2025, a casa entrou na lista de recomendados pelo Guia Michelin. Logo, para bebericar, uma boa pedida é o Espresso Martini (R$55), que na versão clássica leva vodka, licor de café e café espresso.

    End: Rua Pais de Araújo, 138 – Itaim Bibi

    Onde beber espresso martini no rio e em são paulo
    Espresso Martini do Marena Cucina

    Pobre Juan

    Inspirado nas típicas casas argentinas, o restaurante Pobre Juan é, sem dúvida, uma das mais renomadas casas de carnes do país e ficou famoso por sua parrilla, de onde saem cortes de carnes de excelência. Da carta de drinques, um destaque, de fato é o Espresso Martini (R$51) na sua forma clássica, com vodka, licor de café e espresso.

    End: Rua Comendador Miguel Calfat, 525 – Vila Nova Conceição

    Onde tomar espresso martini no rio e em são paulo
    Espresso Martini do Pobre Juan

    Vena Cosmopolitan Bar

    Em uma atmosfera vibrante, inspirada no ritmo da cidade, o Vena Cosmopolitan Bar, bar do Grand Hyatt São Paulo, apresenta uma coquetelaria autoral que combina não só clássicos sofisticados, mas também criações contemporâneas. Entre as opções, destaca-se o Espresso Martini (R$57), preparado com vodka Grey Goose, Tia Maria, um shot de espresso e simple syrup

    End: Av. das Nações Unidas, 13301 – Morumbi

    Onde tomar espressos martinis no rio e em são paulo
    Espresso Martini do Vena Cosmopolitan

    Por Renata Araújo, Março de 2026

    Fotos: Divulgação

  • Mee, restaurante asiático estrelado no Copacabana Palace

    Mee, restaurante asiático estrelado no Copacabana Palace

    Entre os endereços mais sofisticados da gastronomia carioca está o Mee, restaurante asiático do Copacabana Palace, que mantém há oito anos sua estrela Michelin — um reconhecimento que reforça a consistência da casa ao longo do tempo. Instalado dentro do hotel mais famoso do Brasil, o premiado Mee propõe uma viagem pelas diferentes cozinhas da Ásia, combinando técnica refinada, ingredientes de alta qualidade e apresentações cuidadosas. Frequentadora assídua do estrelado restaurante, gosto de voltar ao Mee para acompanhar de perto a evolução da cozinha comandada pelo chef Alberto Morisawa, que mescla influências japonesas com referências de outras tradições culinárias do continente.

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    Mee no Copacabana Palace: uma viagem pelas cozinhas da Ásia

    Inaugurado em 2014, o Mee foi o primeiro restaurante pan-asiático do Rio de Janeiro e rapidamente se tornou uma referência na cena gastronômica da cidade. A proposta da casa é reunir diferentes tradições culinárias da Ásia em um único menu, respeitando técnicas originais e valorizando o produto como protagonista. Na prática, isso significa encontrar no cardápio desde preparos japoneses mais delicados até pratos inspirados nas cozinhas da Tailândia, China, Coreia e Vietnã, criando uma experiência gastronômica variada, mas com identidade bem definida.

    Ambiente sofisticado do Mee

    O ambiente do Mee no Copacabana Palace acompanha o nível da experiência gastronômica. O salão tem decoração contemporânea inspirada na estética asiática, com destaque para os tons vermelhos profundos das paredes — uma referência às tradicionais porcelanas chinesas sang-de-boeuf. A iluminação suave e o grande balcão do sushi bar ajudam a criar uma atmosfera elegante e acolhedora. Com cerca de 70 lugares, o restaurante mantém um clima sofisticado, ideal para jantares mais longos, ocasiões especiais e experiências gastronômicas completas dentro do Copacabana Palace.

    Menu do Mee: técnica asiática e a cozinha do chef Alberto Morisawa

    À frente da cozinha está o chef Alberto Morisawa, conhecido como chef Mori. Nascido em São Paulo, ele tem raízes familiares em Nagasaki, no Japão — uma influência que aparece de forma clara na identidade do restaurante. No menu, a técnica japonesa é predominante, especialmente no trabalho com peixes e cortes precisos. Ao mesmo tempo, o chef incorpora referências de outras cozinhas asiáticas, criando pratos que equilibram tradição e criatividade.

    Entre as opções do cardápio estão diferentes tipos de sashimis, niguiris e temakis, além de pratos quentes inspirados em diversas regiões da Ásia.

    Omakase no Mee: experiência exclusiva no sushi bar

    Uma das experiências mais especiais do Mee no Copacabana Palace é o omakase servido no sushi bar. A palavra japonesa omakase significa “eu confio em você” — e resume bem a proposta da experiência: deixar nas mãos do chef a criação de um menu servido em várias etapas, preparado de acordo com os ingredientes mais frescos do dia. Sentados diante do balcão, os clientes acompanham de perto o trabalho da equipe enquanto recebem uma sequência de pratos que pode incluir entradas quentes e frias, sashimis e diferentes tipos de sushi preparados na hora.

    Além de destacar a técnica da casa, o omakase também cria uma experiência mais próxima entre chef e cliente — algo muito valorizado na tradição japonesa.

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    Menu degustação e pratos do Mee no Copacabana Palace

    Além do omakase, o Mee restaurante asiático do Copacabana Palace oferece também dois menus degustação — um tradicional e outro vegano — pensados para apresentar diferentes técnicas e sabores da cozinha da casa. Entre as etapas do menu podem aparecer preparos como sashimis de frutos do mar, niguiris com peixes nobres, pratos quentes e sobremesas que combinam ingredientes típicos da culinária asiática, como yuzu, capim-limão e frutas frescas.

    Para quem prefere pedir à la carte, o cardápio é bastante variado. Entre os destaques estão diferentes tipos de sashimis e niguiris, além de pratos quentes inspirados em várias regiões da Ásia. Entre algumas opções, por exemplo, estão wagyu bulgogi, com banchan e arroz gohan, pad thai com camarão, um clássico da culinária tailandesa, e niguiris especiais, como wagyu, foie gras e vieiras com trufa.

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    Carta de saquês e harmonizações no Mee

    Outro destaque da experiência no estrelado restaurante asiático é a carta de bebidas. O Mee conta com uma das seleções de saquês mais completas do Brasil, com mais de 60 rótulos. A curadoria é conduzida pelo sommelier Ed Arruda, do Copacabana Palace, que orienta os clientes na escolha das harmonizações e apresenta diferentes estilos da tradicional bebida japonesa.

    Além dos saquês, o Mee também oferece uma boa carta de vinhos e coquetéis autorais, pensados para acompanhar os sabores da cozinha pan-asiática.

    Mee: restaurante Michelin no Copacabana Palace

    Ao longo dos anos, o Mee construiu uma trajetória sólida na gastronomia carioca. Manter uma estrela Michelin por oito anos exige regularidade, técnica e atenção constante aos detalhes — algo que se percebe tanto na cozinha quanto no serviço. Por isso, para quem busca alta gastronomia asiática no Rio de Janeiro, o Mee continua sendo um dos endereços mais relevantes da cidade.

    Texto e fotos por Renata Araujo. Atualizado em Março de 2026.

  • Fairmont Copacabana, hotel de luxo no Rio com alma carioca

    Fairmont Copacabana, hotel de luxo no Rio com alma carioca

    Quando o Fairmont Rio de Janeiro Copacabana abriu, em 2019, a expectativa era grande. O primeiro hotel da marca na América do Sul chegava ao icônico prédio do Posto 6 com a promessa de reposicionar o endereço como referência em hotelaria de luxo no Rio. De lá para cá, acompanhei essa trajetória de perto. Já me hospedei no Fairmont diversas vezes, passei a noite de Natal, celebrei meu aniversário, fui à animadas feijoadas, ao elegante Baile de Máscaras e tantos outros eventos marcantes. Ao longo dos anos, o Fairmont foi se consolidando não apenas como uma hospedagem cinco estrelas, mas como um hotel de luxo no Rio completo — com gastronomia consistente, piscina que se tornou cartão-postal da orla, spa estruturado e programação musical intensa. Com o tempo, deixou de ser apenas endereço de turistas internacionais para se tornar também ponto de encontro de cariocas.

    Portanto, um hotel que entende o ritmo da cidade, que abre suas portas para quem vive aqui e que consegue refletir esse equilíbrio tão próprio do Rio: sofisticação com leveza, serviço atento sem formalidade excessiva.

    Aliás se você tem planos de viajar para Salvador, não se esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você consegue nos ajudar a monetizar nosso trabalho.

    Fairmont Copacabana, hotel de luxo no Rio

    Localização estratégica no Posto 6

    O Fairmont ocupa uma das localizações mais privilegiadas da Avenida Atlântica, no Posto 6 — na divisa com Ipanema e ao lado do Arpoador. É um trecho mais sereno de Copacabana, com mar geralmente mais calmo e uma atmosfera que mistura turistas e moradores da cidade. Além disso, o hotel mantém estrutura organizada na areia e o Tropìk também funciona em formato de quiosque em frente à praia, ampliando a experiência para além do prédio principal.

    Design inspirado no Rio dos anos 1950

    O projeto assinado por Patrícia Anastassiadis buscou referências no glamour do Rio de Janeiro dos anos 1950, época de bossa nova, elegância e efervescência cultural. No sexto andar, onde tudo acontece, ficam lobby, restaurantes, bar, spa e as piscinas. O piso dialoga com as pedras portuguesas do calçadão e a piscina de borda infinita parece se estender até o horizonte de Copacabana. É ali que o hotel ganha vida ao longo do dia — e principalmente no fim da tarde.

    Piscinas e atmosfera do Fairmont

    A piscina de borda infinita é um dos grandes símbolos do hotel de luxo no Rio. Voltada para o mar, tornou-se cenário frequente de encontros, música ao vivo e celebrações. Há algumas espreguiçadeiras para relaxar, e quem quiser pode pedir algo para petiscar ou beber. Além disso, há ainda a segunda piscina, mais reservada, ideal para quem prefere um ambiente mais tranquilo. Além disso, o hotel mantém serviço de praia organizado para os hóspedes, com espreguiçadeiras, guarda-sóis e atendimento na areia. Um conforto que faz diferença para quem quer aproveitar Copacabana com estrutura e tranquilidade.

    Quartos do hotel de luxo em Copacabana

    São 375 quartos, incluindo 68 suítes, todos com varanda. A decoração combina elementos contemporâneos com referências à cultura carioca, sem excessos. O piso em madeira em padrão espinha de peixe traz aconchego, enquanto o mobiliário de linhas limpas mantém o ambiente elegante. Na suíte em que me hospedei desta vez, no meu aniversário,, havia dois ambientes bem definidos: quarto e sala integrada, com sofá confortável, poltrona, mesa de apoio e iluminação indireta que cria uma atmosfera acolhedora no fim do dia. O tapete orgânico em tons de terracota e azul traz movimento ao espaço sem pesar. No armário, estação de café e chá bem montada, com cafeteira, chaleira, louças elegantes e iluminação embutida — um detalhe que faz diferença para quem gosta de começar o dia no quarto.

    A varanda é um capítulo à parte. De frente para Copacabana, ela amplia a sensação de estar realmente inserido na paisagem do Rio.

    O banheiro, espaçoso e todo em mármore, tem bancada generosa, boa iluminação e organização funcional. Amenities bem posicionadas, toalhas macias e ducha confortável completam a experiência. Desta vez, por conta do meu aniversário, o hotel preparou uma recepção especial, com balões personalizados na varanda e um cuidado que mostra atenção aos detalhes. Pequenos gestos que transformam estadia em memória!

    A experiência Fairmont Gold

    Para quem se hospeda nas categorias Fairmont Gold, o hotel oferece um nível adicional de exclusividade, com diversos benefícios. O hóspede tem acesso ao Fairmont Gold Lounge, com recepção privativa, café da manhã servido em ambiente mais reservado, além de momentos de chá da tarde e aperitivos em horários específicos.

    Outro diferencial é o acesso à varanda do Solarium, espaço mais tranquilo, com vista privilegiada, ideal para quem busca um ambiente menos movimentado — especialmente em períodos de alta ocupação, como Carnaval ou feriados. É uma experiência que combina privacidade, atendimento mais personalizado e uma sensação de hotel dentro do hotel.

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    Spa e bem-estar

    O Willow Stream Spa segue como um dos mais estruturados da hotelaria de luxo no Rio, com salas de tratamento, sauna, massagens e salão de beleza. Em uma cidade intensa como o Rio, ter um spa completo dentro do hotel é um diferencial relevante — tanto para quem está a lazer quanto para quem viaja a trabalho. Academia equipada, aulas de yoga e experiências esportivas complementam a proposta de bem-estar.

    A gastronomia

    A gastronomia é um dos pilares mais sólidos do Fairmont hoje, e talvez um dos principais motivos pelos quais o hotel também se tornou endereço frequente para quem mora no Rio.

    Marine Restô

    Ele fica ao lado da piscina de borda infinita e conta com uma varanda bem agradável para os dias de temperatura amena. Comandado pelo chef executivo Jérôme Dardillac, combina técnica francesa com ingredientes brasileiros, valorizando frescor e apresentação precisa. Frutos do mar têm protagonismo, afinal, a colônia de pescadores do Posto 6 está bem ali em frente, mas o cardápio não se limita a eles. O café da manhã, servido no Marine, é um dos pontos altos da experiência, com vista aberta para Copacabana, e aberto também para não-hóspedes.

    Spirit Copa Bar

    Vizinho ao Marine Restô, mas do outro lado da piscina, fica este elegante bar. O chef francês Jérôme Dardillac, é o responsável pelo cardápio, repleto de pequenos pratos para dividir. O ambiente é super charmoso, com uma pegada sofisticada, mas sem deixar de lado a descontração carioca! O grande balcão de mármore branco e a varanda aberta criam um ambiente sofisticado, mas com leveza — exatamente como o Rio pede.

    Tropìk Beach Club

    Na orla, o beach club do Fairmont Rio, Tropìk, trouxe uma atmosfera mais leve e descontraída para a experiência do hotel. Inspirado no Mediterrâneo, funciona no quiosque em frente à praia e combina vista privilegiada de Copacabana com um menu que valoriza ingredientes frescos e preparações descomplicadas. É o tipo de cardápio que funciona tanto para um almoço à beira-mar quanto para um fim de tarde mais animado. O café da manhã servido ali, com a praia logo à frente, é outro diferencial que reforça essa conexão direta com o estilo de vida carioca.

    Eventos e agenda cultural

    Ao longo dos últimos anos, o Fairmont se consolidou também como um dos palcos mais ativos da cidade. Não apenas pela estrutura para eventos corporativos — são mais de 2.000 m² dedicados a reuniões, convenções e encontros empresariais — mas pela agenda social que movimenta o calendário carioca. As feijoadas de Carnaval já viraram tradição, assim como o elegante Baile de Máscaras, que reúne hóspedes e moradores do Rio em um ambiente sofisticado, mas sem excessos. A música é presença constante, especialmente na área da piscina e no Tropìk, criando atmosfera e reforçando essa vocação de ponto de encontro. Já vivi momentos bem diferentes ali.

    Passei uma noite de Natal no hotel, com ceia especial e música ao vivo, em um clima festivo e organizado. Mais recentemente, escolhi o Fairmont para comemorar meu aniversário em plena semana de Carnaval — entre feijoada, baile e a energia da cidade no auge. São experiências distintas, em épocas diferentes do ano, mas com o mesmo padrão consistente de serviço.

    É justamente essa capacidade de transitar entre grandes celebrações e hospedagens mais discretas que faz o Fairmont funcionar tanto para quem visita o Rio quanto para quem já vive aqui.

    Por Renata Araújo. Atualizado em Março de 2026.

    Fotos: Renata Araújo, Miguel Sá, Divulgação.

  • América Latina em alta: destinos onde música, cultura e natureza criam viagens com identidade

    América Latina em alta: destinos onde música, cultura e natureza criam viagens com identidade

    A América Latina vive um momento de protagonismo cultural global. A música latina domina rankings internacionais, chefs da região ocupam posições de destaque nos principais guias gastronômicos e cidades latino-americanas voltam ao radar do turismo internacional com força renovada. O show gratuito de Shakira este ano, 2 de maio, em Copacabana, no “Todo Mundo no Rio”, é um dos sinais mais visíveis dessa potência criativa que atravessa fronteiras — assim como a importante apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl, nos Estados Unidos, quando levou ao palco uma mensagem explícita de valorização e unidade dos países latino-americanos. Mais do que tendência, trata-se de reconhecimento: a região consolidou uma identidade própria que hoje influencia moda, gastronomia, arte e comportamento no mundo todo.

    Viajar pela América Latina, portanto, é também entender essa energia em seu território original, onde ritmo, paisagem e cultura se misturam de forma orgânica. A seguir, destinos que traduzem essa força em experiências que vão muito além do óbvio.

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    Argentina: intensidade cultural, excelência à mesa e vinhos aos pés dos Andes

    A Argentina mantém uma das identidades culturais mais reconhecíveis da América do Sul — e isso começa em Buenos Aires, uma capital que combina herança europeia, paixão latino-americana e forte tradição artística. O tango segue como expressão simbólica da cidade, especialmente nos bairros históricos como San Telmo e La Boca, onde casas coloridas, feiras de antiguidades e apresentações ao ar livre reforçam o clima portenho. Ao mesmo tempo, regiões como Palermo concentram livrarias, cafés, galerias e uma cena gastronômica que evoluiu muito nos últimos anos.

    Restaurantes como o icônico Don Julio ajudaram a reposicionar a Argentina no cenário internacional. A parrilla portenha figura com frequência no topo da lista do The World’s 50 Best Restaurants, consolidando-se como um dos melhores restaurantes da América Latina. Mas certamente Buenos Aires vai além das parrillas clássicas: uma nova geração de chefs amplia o repertório culinário da cidade, explorando técnicas modernas e ingredientes regionais com abordagem autoral.

    Fora da capital, a experiência argentina ganha outro ritmo em Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes. A região, referência mundial em vinhos Malbec, transformou o enoturismo em experiência sofisticada. Vinícolas com arquitetura contemporânea, restaurantes integrados aos vinhedos e degustações ao pôr do sol criam um cenário que une paisagem dramática e alta gastronomia.

    Colômbia: do altiplano andino ao Caribe de Isla Barú

    A Colômbia consolidou-se como um dos países mais interessantes da América do Sul quando o assunto é reinvenção cultural. Com uma população de mais de sete milhões de habitantes, Bogotá é o centro político, econômico, cultural e administrativo do país. Conhecido por sua rica história, arquitetura colonial, museus, galerias de arte e uma cena cultural diversificada, o destino colombiano conta com uma mistura de influências indígenas, espanholas e modernas, refletida em seus bairros coloridos, praças históricas e edifícios emblemáticos. Enquanto isso, a cena gastronômica colombiana ganhou projeção internacional. O restaurante El Chato, em Bogotá, por exemplo, foi eleito o melhor restaurante da América Latina, em 2025, pelo Latin America’s 50 Best Restaurants, valorizando ingredientes colombianos com técnica contemporânea e pesquisa local.

    Já Cartagena das Índias, na costa caribenha da Colômbia, leva o título de Patrimônio Mundial da UNESCO, e mistura muralhas coloniais, música nas praças e uma hotelaria que ocupa casarões históricos, como o Casa San Agustín. E uma vez lá, é imprescindível conhecer o Celele, o melhor restaurante de Cartagena, liderado pelo chef Jaime Rodriguez. Em 6º lugar na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina, ele oferece uma culinária que remete à várias heranças culturais, como por exemplo, a árabe, espanhola, holandesa, africana e indígena.

    A pouco menos de uma hora dali, Isla Barú revela um outro cenário: mar azul-turquesa e resorts integrados à natureza, como o Sofitel Barú Calablanca Beach Resort, que elevou o padrão de sofisticação na região. Portanto, a Colômbia combina altitude, litoral e criatividade — um retrato da diversidade latino-americana.

    Costa Rica: natureza exuberante, influência caribenha e a filosofia “pura vida”

    A Costa Rica construiu sua reputação internacional a partir da preservação ambiental — e com razão. Mais de um quarto do território é protegido por parques nacionais e reservas naturais. Vulcões como o Arenal, florestas nubladas como Monteverde e praias tanto no Pacífico quanto no Caribe formam um mosaico natural impressionante. No entanto, reduzir o país à natureza seria simplificar sua identidade. Na costa caribenha, especialmente na região de Puerto Viejo de Talamanca, a influência afro-caribenha é marcante. Ali, o reggae e os ritmos caribenhos fazem parte da trilha sonora cotidiana, herança das comunidades afrodescendentes que ajudaram a moldar a cultura local. A culinária também reflete essa mistura, com pratos que combinam coco, especiarias e frutos do mar.

    Já no Pacífico, regiões como Manuel Antonio e Tamarindo equilibram infraestrutura turística, surf e biodiversidade preservada. A proposta costarriquenha é clara: desenvolvimento com responsabilidade ambiental.

    A expressão “pura vida”, mais do que slogan, resume um modo de viver que valoriza simplicidade, contato com a natureza e bem-estar. Em um momento em que o turismo global busca experiências mais conscientes, a Costa Rica surge como um dos exemplos mais consistentes da América Latina.

    Cuba: música como resistência cultural

    Em Cuba, a música não é apenas entretenimento — é expressão histórica. Do son cubano à salsa e ao jazz latino, os ritmos acompanham a vida cotidiana e ajudam a contar a trajetória política e cultural do país. Na capital, Havana, o centro histórico restaurado revela praças coloniais, palácios e bares icônicos. O Malecón continua sendo ponto de encontro no fim da tarde, onde moradores conversam, pescam ou simplesmente observam o mar enquanto algum músico improvisa ali perto. Vale destacar, também em Havana, o Grand Hotel Manzana Kempinski, construído no século XVII e extremamente bem conservado.

    Além de Havana, cidades como Trinidad preservam arquitetura colonial quase intacta. Cuba é um destino que mistura memória, intensidade cultural e uma estética singular que atravessa décadas.

    México: potência cultural, capital gastronômica e sofisticação à beira-mar

    O México é hoje uma das maiores referências culturais da América Latina. Na Cidade do México, essa força se materializa em camadas: história pré-hispânica, herança colonial espanhola e uma cena contemporânea vibrante convivem no mesmo território. A capital reúne museus icônicos — como o Museu Frida Kahlo e o Museu Nacional de Antropologia — além de bairros como Roma, Condesa e Polanco, que concentram galerias, cafés autorais e restaurantes que figuram entre os melhores do mundo. A gastronomia mexicana, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, deixou de ser apenas tradição e passou a ocupar o centro da alta cozinha internacional, com chefs que reinterpretam ingredientes ancestrais com técnica refinada.

    Ao mesmo tempo, o país entrega experiências completamente distintas fora da capital. Em Los Cabos, na ponta da Península da Baja California, o encontro entre deserto e mar cria uma paisagem dramática e sofisticada. Resorts como o One&Only Palmilla elevaram o padrão de luxo na região, combinando serviço impecável, arquitetura integrada ao cenário natural e uma gastronomia que valoriza frutos do mar frescos e influências locais. Do ritmo dos mariachis às novas vertentes urbanas, da cozinha ancestral às experiências de alto padrão à beira do Pacífico, o México consegue unir tradição e vanguarda com naturalidade — uma combinação que explica sua posição central no mapa cultural latino-americano.

    Panamá: modernidade latino-americana entre dois oceanos

    O Panamá ocupa uma posição estratégica no mapa — geográfica e economicamente. Conectando América do Norte e América do Sul, Caribe e Pacífico, o país construiu uma identidade que mistura influência histórica, potência financeira e natureza exuberante. Na Cidade do Panamá, o contraste é imediato. De um lado, o skyline contemporâneo que lembra grandes capitais globais; de outro, o Casco Viejo, centro histórico restaurado e tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ali, ruas de pedra, igrejas coloniais e casarões coloridos abrigam bares, restaurantes e hotéis boutique que transformaram o bairro em polo cultural e gastronômico.

    O Canal do Panamá segue como símbolo máximo da engenharia moderna e parte essencial da narrativa do país. Visitar as eclusas ajuda a compreender o impacto econômico e histórico da região. Além da capital, o Panamá revela outra faceta: o Caribe praticamente intocado de San Blas, com ilhas de areia branca e águas transparentes administradas pelo povo indígena Guna, e também o Pacífico selvagem, com praias menos exploradas e biodiversidade abundante.

    Peru: tradição andina e liderança culinária

    O Peru vive um dos momentos mais consistentes do turismo sul-americano. Lima tornou-se polo gastronômico mundial, com chefs que reinterpretam ingredientes ancestrais com técnica refinada. Restaurantes como o Maido, do chef Mitsuharu Tsumura — eleito o melhor restaurante do mundo e referência da cozinha nikkei — consolidaram Lima no topo dos rankings globais. A proposta une técnica japonesa e ingredientes peruanos com precisão e identidade. É o tipo de experiência que traduz exatamente essa força contemporânea da América Latina à mesa.

    Mas o Peru vai além da capital. Em Cusco e no Vale Sagrado, a herança andina permanece viva na arquitetura, nas celebrações e na música tradicional executada com instrumentos ancestrais. A cultura pré-colombiana não está apenas nos sítios arqueológicos — ela faz parte do cotidiano. Há ainda um litoral pouco explorado, com praias no norte do país, como, por exemplo, em Paracas, que começam a atrair um público interessado em natureza e tranquilidade, ampliando o repertório do destino.

    Porto Rico: onde o reggaeton nasceu e o Caribe ganhou voz global

    Poucos lugares simbolizam tão bem essa afirmação cultural quanto Porto Rico. Foi em San Juan, capital da ilha, que o reggaeton ganhou forma nos anos 1990, misturando hip hop, reggae e sonoridades caribenhas até se transformar em fenômeno mundial. Hoje, a cidade equilibra tradição e contemporaneidade. O centro histórico de Old San Juan preserva fortalezas como El Morro e construções coloniais espanholas, enquanto bairros como Condado concentram hotéis à beira-mar e uma atmosfera mais urbana.

    Além das praias de águas transparentes no Caribe, Porto Rico vem fortalecendo sua cena gastronômica com restaurantes que reinterpretam ingredientes locais — como frutos do mar frescos e temperos caribenhos — em propostas autorais. É um destino que une música, identidade urbana e mar cristalino sem esforço.

    Uruguai: tradição afro-latina, elegância discreta e litoral charmoso

    Pequeno em território, mas grande em identidade cultural, o Uruguai oferece uma América Latina mais contemplativa — onde tradição, música e boa gastronomia caminham lado a lado. Na capital, Montevidéu, a herança afro-uruguaia aparece com força no candombe, ritmo tradicional que nasceu nas comunidades afrodescendentes no século XIX. Tocada com três tipos de tambores — chico, repique e piano — essa música acompanha desfiles de rua, especialmente nos bairros históricos da cidade. O som grave e hipnótico dos tambores ecoa pelas ruas durante festas populares e faz parte do patrimônio cultural do país, reconhecido inclusive pela UNESCO.

    Montevidéu combina esse legado cultural com arquitetura elegante e uma atmosfera tranquila à beira do Rio da Prata. Na região de Carrasco, um dos bairros mais charmosos da capital, está o clássico Sofitel Montevideo Casino Carrasco & Spa, instalado em um edifício histórico de inspiração francesa que se tornou símbolo da hotelaria da cidade. Mas o Uruguai não se resume à capital. No litoral, Punta del Este continua sendo o destino mais conhecido, enquanto José Ignacio atrai viajantes em busca de praias mais tranquilas, bons restaurantes e um estilo de vida sofisticado sem ostentação. Mais ao interior, Carmelo surge como alternativa charmosa, com vinícolas boutique e paisagens suaves às margens do Rio da Prata.

    Por Duda Vétere e Renata Araújo,. Março de 2026.

    Fotos: Duda Vétere, Renata Araújo e Divulgação

  • Onde tomar café da manhã em Los Angeles

    Onde tomar café da manhã em Los Angeles

    Para os americanos, o café da manhã vai muito além do café preto e pão na chapa. Em cidades como Los Angeles, essa é uma refeição valorizada — quase um ritual — e por isso não faltam boas opções para começar o dia. LA tem uma relação muito forte com a cultura da comida saudável e é considerada uma das precursoras desse movimento no mundo. A cidade desenvolveu ao longo das últimas décadas uma verdadeira cultura de bem-estar, impulsionada pela presença da indústria do entretenimento, pela valorização da atividade física e por um estilo de vida que associa alimentação à saúde e à qualidade de vida. Portanto, de menus robustos com toques californianos a brunches criativos servidos até tarde, a cena matinal reflete o estilo de vida local: saudável, casual e com um toque de sofisticação. Muitos hotéis de luxo abrem seus salões para não hóspedes, justamente porque o hábito de tomar café da manhã fora de casa é comum entre moradores e executivos da cidade. Inclusive, alguns desses espaços funcionam também como ponto de encontro para reuniões de trabalho, um verdadeiro “business breakfast”, no melhor estilo angelino.

    Aliás, se você está planejando sua próxima viagem não esqueça de reservar com o Booking, nosso parceiro! Não muda nada e desta maneira você nos ajuda a monetizar nosso trabalho.

    Onde tomar café da manhã em Los Angeles

    A região da California é uma das mais produtivas dos Estados Unidos em termos agrícolas, o que garante acesso abundante a frutas, vegetais e produtos sazonais de alta qualidade. Isso favoreceu o surgimento de cafés e restaurantes que valorizam ingredientes orgânicos, preparações leves e menus focados em alimentos frescos e pouco processados. Não por acaso, Los Angeles foi uma das cidades que ajudaram a popularizar tendências que hoje se espalharam pelo mundo, como sucos prensados a frio, smoothies e bowls de frutas, além de menus vegetarianos, veganos e cada vez mais plant-based. Nos cafés da cidade — especialmente em bairros como Venice, Santa Monica ou West Hollywood — o café da manhã se transformou quase em um ritual ligado ao estilo de vida saudável, com opções que combinam sabor, estética e bem-estar.

    Esse espírito inovador fez de Los Angeles uma espécie de laboratório de tendências gastronômicas ligadas à saúde. Muitas das ideias que surgem ali acabam influenciando outras grandes cidades do mundo, consolidando a cidade como uma referência quando

    Beverly Hills

    Alfred Coffee

    Aberto originalmente em Melrose Place, o Alfred se transformou em um dos cafés mais conhecidos de Los Angeles, com várias unidades espalhadas pela cidade. Ideal para pegar seu latte (quente ou gelado) e sair explorando o bairro, afinal, há diversas opções de cafés especiais. Um pit stop estiloso e funcional para quem gosta de começar o dia com energia!

    End: 490 N Beverly Dr, Beverly Hills

    La Colombe Coffee

    Inaugurado na Filadélfia em 1994, o La Colombe se tornou um dos cafés mais respeitados dos EUA, conhecido pela torrefação cuidadosa e pela valorização da cultura do café de especialidade. Em Beverly Hills, a cafeteria segue a estética contemporânea da marca, com ambiente amplo e minimalista. No cardápio,cafés filtrados, espressos bem executados, capuccinos e o famoso Draft Latte, bebida gelada cremosa que virou um dos grandes sucessos da casa. Para acompanhar, a vitrine traz croissants, muffins, cookies e outras opções rápidas.

    São dezenas de cafeterias espalhadas pelos Estados Unidos, como em NY e Washington DC, além de mais duas em LA, em Silver Lake e Arts District.

    End: 9606 Santa Monica Blvd, Beverly Hills

    Pop’s Bagels

    Criado por um nova-iorquino apaixonado por bagels, o Pop’s se tornou referência em Los Angeles graças à receita artesanal com casquinha crocante. A casa oferece opções clássicas como ovo com queijo, atum ou avocado, e bebidas simples, como café preto e mocha. O ambiente do Pop’s Bagels em LA tem clima casual e serviço rápido — perfeita para quem busca um café da manhã sem frescura. Além disso, há também outras unidades, como em Playa Vista, Arts District e Culver City.

    End: 447 N Beverly Dr, Beverly Hills

    Santa Mônica

    Cora’s Coffee Shoppe

    Uma ótima opção de café da manhã em Santa Monica. O Cora’s Coffee Shoppe fica a poucos passos da Ocean Avenue e tem um charmoso e acolhedor pátio externo coberto por heras. O cardápio é variado e segue a linha clássica do café da manhã americano, com omeletes bem servidos, panquecas fofinhas, torradas, ovos preparados de diferentes formas e cafés especiais. A casa também oferece pães artesanais e acompanhamentos frescos.

    End: 1802 Ocean Ave

    H&H Bagels

    Recém-chegada à elegante Montana Avenue — uma das ruas mais agradáveis de Santa Monica — a H&H Bagels traz para LA um verdadeiro clássico nova-iorquino. Fundada em 1972, a marca ficou famosa pelos seus bagels preparados pelo método tradicional, com textura crocante por fora e macia por dentro. A proposta segue fiel à tradição: bagels preparados diariamente, com ingredientes de alta qualidade, recheios generosos e café moído na hora. No cardápio, aparecem combinações clássicas com ovos, cream cheese e avocado, ideais para um café da manhã rápido e saboroso. Para quem gosta de começar o dia no estilo nova-iorquino — mesmo estando na ensolarada Santa Monica — é uma parada certeira.

    End: 710 Montana Ave, Santa Monica

    Tartine

    Conhecido por levar “pão com alma antiga para a vida dos californianos”, o Tartine é conhecido por seus pães country, pãezinhos matinais e tortas de limão. Por exemplo, os pães de fermentação natural feitos no forno à lenha são extremamente saborosos e compõem uma variedade de sanduíches, como o que pedi, de salmão e cream cheese. Além disso, os doces são delicados e deliciosos, como a tartellete de frutas vermelhas, chocolate, limão, ou outras tortas artesanais. A localização em uma antiga funerária que – parece mais uma igreja – pode parecer estanha, mas certamente virou um atrativo à parte, já que o lugar é lindo, com um agradável jardim e mesas do lado de fora.

    End: 1925 Arizona Ave, Santa Mônica CA 90404

    Urth Caffe

    Seja para um café da manhã, almoço ou refeição rápida, o Urth Caffé é um dos cafés mais tradicionais de Los Angeles. Conhecido por seu café orgânico e pela proposta de usar ingredientes naturais, o espaço conquistou moradores e visitantes com um cardápio variado que inclui saladas, sanduíches, omeletes, waffles e uma tentadora seleção de pães e doces preparados pela casa. A unidade de Santa Monica, na Main Street, tem mesas externas e clima descontraído — perfeito para começar o dia no estilo californiano. Não por acaso, o local também se tornou ponto de encontro de celebridades do cinema e da TV.

    Além de Santa Monica, o Urth Caffé tem outras unidades em bairros como Beverly Hills, Melrose Avenue, West Hollywood, Pasadena e Downtown Los Angeles.

    End: 2327 Main St

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    West Hollywood

    The Butcher, The Baker, The Cappuccino Maker

    Localizado na Sunset Boulevard, no coração de West Hollywood, o The Butcher, The Baker, The Cappuccino Maker — conhecido pelos locais como BBCM Café — é um endereço bastante popular para café da manhã e brunch em Los Angeles. O restaurante aposta em uma culinária californiana moderna com influências europeias, priorizando ingredientes frescos, sazonais e de produtores locais. O cardápio traz desde pães e bolos preparados diariamente até cafés especiais, além de pratos de brunch bem apresentados. As mesas externas na calçada costumam ficar movimentadas nas manhãs ensolaradas de WeHo, criando aquele clima descontraído típico de Los Angeles.

    End: 8653 Sunset Blvd, West Hollywood

    Cafés da manhã em hotéis de luxo de Los Angeles

    Circa 55 – The Beverly Hilton

    No rooftop do tradicional The Beverly Hilton, o Circa 55 é uma ótima opção para quem busca um café da manhã elegante em Los Angeles, mesmo sem estar hospedado no hotel. Batizado em homenagem ao ano de fundação do Beverly Hilton, em 1955, o restaurante preserva o glamour clássico da propriedade, com amplas paredes de vidro, decoração sofisticada e vista para a piscina icônica do hotel e para o skyline da cidade.

    O cardápio segue a linha da culinária californiana contemporânea, com forte valorização de ingredientes frescos e locais — cerca de 95% provenientes de produtores da região. Entre omeletes bem executados, panquecas com frutas frescas e cafés especiais, o ambiente ensolarado e descontraído transforma o café da manhã em um programa prazeroso para começar o dia em Beverly Hills.

    End: 9876 Wilshire Blvd, Beverly Hills

    Polo Lounge – The Beverly Hills

    O icônico Polo Lounge, fundado em 1930, é um dos restaurantes do Beverly Hills HotelHot spot de celebridades de diferentes gerações, de Mia Farrow à Scarlet Johansson, e muito procurado para business lunch, ou seja, café da manhã de negócios. No salão interno, o ambiente é elegante com espelhos e abajures, enquanto o pátio externo traz uma atmosfera mais descontraída, com mesas rodeadas de palmeiras e flores, com um jardim lindo. Ele serve desde café da manhã, almoço, brunch e jantar.

    End: 9641 Sunset Blvd, Beverly Hills

    The Belvedere – The Peninsula Beverly Hills

    No icônico The Peninsula Beverly Hills, o The Belvedere é o restaurante principal onde são servidos os cafés da manhã, almoços e jantar. O chef executivo Luis Cuadra oferece pratos criativos com influências europeias em um ambiente elegante com menu autoral.

    End: 9882 South Santa Monica Boulevard

    Texto e fotos por Renata Araújo. Março de 2026.

  • Bar da Frente em Copacabana: premiado boteco carioca atravessa a cidade sem perder a essência

    Bar da Frente em Copacabana: premiado boteco carioca atravessa a cidade sem perder a essência

    Eleito o melhor boteco do Rio em 2025 pela Veja Rio e pelo Rio Show, o Bar da Frente ganhou endereço em Copacabana depois de 16 anos de história na Praça da Bandeira. A chegada à Zona Sul já era aguardada por quem acompanha a trajetória da casa — e não demorou para o novo ponto virar referência de bar em Copacabana com espírito carioca. Finalmente fomos conhecer o premiado boteco, e o almoço seguiu o ritual clássico: chope bem tirado, ambiente descontraído e comida de qualidade. Idealizado por Mariana Rezende, que começou o projeto ao lado da mãe, o bar preserva o espírito de botequim carioca: mesas na calçada, atendimento acolhedor e aquele movimento que mistura moradores do bairro, turistas e clientes fiéis.

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    Premiado Bar da Frente chega em Copacabana

    Mais do que abrir um novo endereço, o Bar da Frente levou para a Zona Sul a mesma filosofia que o consagrou: servir opções simples, bem-feitas e cheias de sabor, sem perder o espírito informal de botequim. A proposta nunca foi reinventar o bar tradicional, mas valorizá-lo com técnica, criatividade e atenção aos detalhes. É justamente esse equilíbrio que faz deste bar em Copacabana uma extensão coerente da casa original da Praça da Bandeira.

    Petiscos criativos que viraram marca da casa

    Entre os clássicos que consolidaram a fama do Bar da Frente está o já conhecido Porquinho de Quimono — massa de harumaki recheada com costelinha suína e requeijão de ervas, servido com barbecue da casa. Crocante por fora, suculento por dentro, é daqueles petiscos que explicam rapidamente por que o bar coleciona prêmios. Outro clássico absoluto é o bolovo, executado com precisão e equilíbrio. Já o fondue de coxinha — servido no rechaud com creme de queijo ao vinho branco — traduz bem a proposta da casa: reinventar receitas populares sem perder a essência.

    Para quem está em dúvida sobre o que pedir, o mix de petiscos é uma excelente escolha. Ele reúne alguns dos clássicos da casa e permite experimentar um pouco de cada, como, por exemplo, a coxinha — super crocante por fora, sequinha e suculenta por dentro — e o croquete de mortadela.

    Já entre as criações mais recentes está o bolinho de Frutos do Bar, feito com massa de pancetta recheada com camarão e finalizado com limão, além do fofinho de camarão, leve e delicado, acompanhado de molho cítrico de ervas.

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    Almoço e jantar com porções generosas

    Mas o Bar da Frente em Copacabana não vive apenas de petiscos. A casa também funciona muito bem para almoço ou jantar, com pratos individuais e opções para compartilhar — sempre bem servidos, daqueles que chegam à mesa fartos e reconfortantes. Entre os destaques está o clássico nhoque com carne assada, com fatias de lagarto recheado com linguiça e servido no molho da própria carne. Outra opção que traduz bem o espírito da casa é o arroz de costela, intenso e cheio de sabor.

    O filé à Oswaldo Aranha, servido com alho, arroz e farofa, também é uma boa pedida. Um prato típico de boteco carioca que reforça a identidade do endereço como um dos bares em Copacabana que valorizam a cozinha clássica de botequim. Para quem prefere algo para compartilhar, o Jambalaya surge como alternativa, com arroz, camarão, frango, bacon, linguiça defumada e pimentões.

    De segunda a sexta, o menu executivo em Copacabana traz opções como parmegiana de frango, carne assada e pernil acebolado, com até três acompanhamentos à escolha. A cada semana, entram pratos especiais — alguns acabam conquistando lugar fixo no cardápio, como aconteceu com o nhoque com moela. Além disso, exclusivamente na unidade da Zona Sul, há ainda o “especial do Julio”, preparado com ingredientes frescos escolhidos na feira pelo sócio Julio Ferretti.

    Para acompanhar, a casa conta com chope bem tirado, além de cervejas especiais, batidas, caipirinhas e uma carta de cachaças selecionadas.

    Café da manhã em Copacabana: a nova aposta do Bar da Frente

    A novidade mais recente da casa é o café da manhã servido aos sábados e domingos, das 8h às 12h — algo que faz ainda mais sentido para um bar em Copacabana a poucos passos da praia. Fiel à filosofia do Bar da Frente, o cardápio aposta em opções simples mas bem executadas. O menu é à la carte, com preços acessíveis e escolhas tradicionais: pão na chapa, minas quente no pão francês do Talho Capixaba, ovo mexido, tapioca recheada e pão com mortadela.

    O pão de queijo feito na casa merece destaque, assim como o misto quente no pão Petrópolis. Para acompanhar, café coado do vizinho Café ao Léu, média, suco de laranja e limonada suíça. E, claro, a chopeira também funciona pela manhã — mantendo o espírito descontraído que transformou o endereço em um premiado bar em Copacabana. Afinal, no ritmo carioca, cada um escolhe como quer começar o dia.

    Entre petiscos criativos, pratos bem servidos e agora também café da manhã, o Bar da Frente mostra que é possível crescer sem perder identidade. Um boteco em Copacabana que preserva a essência da matriz da Praça da Bandeira — e que já conquistou seu espaço entre os clássicos do bairro.

    Por Duda Vétere e Renata Araújo. Março de 2026.

    Fotos: Duda Vétere, Renata Araújo e Rodrigo Azevedo

  • Miami além de South Beach: os bairros que estão redesenhando a cidade pela gastronomia, comércio e novos investimentos

    Miami além de South Beach: os bairros que estão redesenhando a cidade pela gastronomia, comércio e novos investimentos

    Durante décadas, a imagem internacional de Miami esteve concentrada nas praias de South Beach e no charme do Art Déco. Mas a dinâmica urbana mudou. Nos últimos anos, áreas tradicionais como Lincoln Road e trechos da Collins Avenue passaram por uma reconfiguração comercial, pressionadas por aluguéis elevados e pela migração natural de marcas e restaurantes para novos polos da cidade. Miami não perdeu relevância — ela se redistribuiu. Hoje, falar em Miami além de South Beach é entender onde a cidade realmente está pulsando: Design District, Midtown, Wynwood, Little Haiti, Little River, Brickell e Coral Gables concentram investimentos imobiliários, novos complexos urbanos, comércio ativo e uma gastronomia que elevou o padrão da cidade.

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    Miami além de South Beach – Design District: luxo, arte pública e restaurantes de assinatura

    O Design District se consolidou como um dos territórios mais sofisticados de Miami. O bairro reúne lojas de grifes internacionais, arquitetura contemporânea e instalações artísticas a céu aberto que mudam periodicamente, criando um ambiente que mistura consumo e cultura.

    Na gastronomia, concentra nomes de peso:

    • L’Atelier de Joël Robuchon, duas estrelas Michelin e referência absoluta em alta cozinha francesa.
    • Nami Nori, nascido em Nova York e ligado ao nome de Pharrell Williams, conhecido pelos temakis abertos e estética minimalista.
    • Torno Subito, restaurante italiano elegante que leva a assinatura de Massimo Bottura, um dos chefs mais influentes do mundo.

    No Design District, comer faz parte da experiência estética. O turista encontra ali um roteiro completo — arte, arquitetura e cozinha refinada no mesmo território.

    Midtown: comércio ativo e restaurantes estratégicos

    Entre Wynwood e Design District, Midtown funciona como elo urbano. O bairro reúne edifícios residenciais recentes, comércio ativo e lojas como Nordstrom Rack, Carter’s e grandes marcas esportivas, o que garante movimento constante ao longo do dia.

    Na mesa, destacam-se:

    • La Salumeria, italiano intimista e bem executado.
    • La Cabrera, argentino conhecido pelos cortes generosos e ambiente vibrante.
    • Pasta e Basta, já quase na fronteira com Wynwood, reforçando a presença italiana no eixo.

    Midtown demonstra como Miami além de South Beach também é sobre praticidade urbana — bairros caminháveis onde comércio e restaurantes coexistem naturalmente.

    Wynwood: do antigo distrito industrial ao polo criativo global

    Wynwood talvez seja o exemplo mais emblemático de transformação urbana em Miami. Antigo distrito industrial e armazéns, o bairro foi ocupado por artistas e galerias até ganhar projeção internacional com o Wynwood Walls, conjunto de murais grafitados que virou cartão-postal da cidade.

    Hoje, além da arte urbana, Wynwood abriga lojas descoladas e nada óbvias. A Aviator Nation, marca nascida em Venice Beach, traduz bem esse espírito californiano-cool. Para óculos, a loja da Warby Parker virou parada prática e estilosa. E espaços como a Wynwood Kollective oferecem bolsas, acessórios e presentes com curadoria local, fugindo do padrão “shopping igual ao mundo inteiro”.

    Na gastronomia, o bairro sustenta sua identidade criativa com:

    • Pastis, brasserie francesa sempre movimentada.
    • Niño Gordo, mistura influências asiáticas e argentinas.
    • Omaki, com proposta japonesa contemporânea.
    • Lira, restaurante de culinária do Middle East, sofisticado e autoral.
    • El Presidente, braço miamense do famoso bar de Buenos Aires, trazendo inspiração portenha para a cena local.

    Wynwood mostra como cultura pode redefinir completamente o destino de um bairro.

    Little Haiti e Little River: o norte criativo

    Subindo no mapa, Little Haiti fica ao norte de Wynwood e Design District. É um bairro com forte herança caribenha e identidade cultural preservada, que hoje começa a se conectar ao circuito criativo da cidade. Ao lado está Little River, região que ganhou força como polo gastronômico e criativo, com galpões industriais reaproveitados, cafés independentes e novos empreendimentos. Na gastronomia, dois nomes precisam ser citados juntos: Walrus Rodeo e Boia De, por exemplo. Projetos dos mesmos chefs, ambos ajudaram a consolidar o norte de Miami como território de cozinha autoral e relevante no cenário nacional.

    Little River também abriga o disputado Sunny’s Steakhouse, com proposta ao ar livre e atmosfera tropical sofisticada, além do Bar Bucce, que mistura pizzaria, deli e bottle shop em clima descontraído.

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    Brickell: a Miami vertical, o Brickell City Centre e gastronomia cosmopolita

    Brickell é certamente um dos maiores exemplos de como Miami além de South Beach se reorganiza de forma urbana e sofisticada. O bairro deixou de ser apenas um distrito financeiro para se tornar um centro completo de moradia, comércio, hotelaria e gastronomia. Um dos grandes marcos de investimento recente é o Brickell City Centre, um complexo integrado que reúne lojas nacionais e internacionais, restaurantes, entretenimento e serviços, consolidando ainda mais a região como destino de compras e convivência — uma alternativa mais moderna e acessível às vias turísticas tradicionais.

    Na gastronomia, Brickell oferece experiências variadas que reforçam seu perfil cosmopolita:

    • LPM, bistrô francês elegante e movimentado.
    • Claudie, restaurante francês refinado com ambiente sofisticado.
    • Dirty French, casa de atmosfera descontraída e cozinha moderna inspirada na França.
    • Cantina La Veinte, combinando cozinha latino-americana com vistas urbanas.

    Ou seja, Brickell simboliza a Miami urbana — onde trabalho, moradia e lazer coexistem — e reforça a ideia de uma cidade que cresceu para dentro, não apenas para a orla.

    Coral Gables: residencial, planejado e surpreendente

    Coral Gables é um bairro planejado, arborizado e predominantemente residencial, conhecido por sua arquitetura mediterrânea e atmosfera tranquila. Mas vale — e muito — incluir no roteiro. Um dos grandes motores recentes da região é o The Plaza Coral Gables, complexo novo que integra hotelaria, gastronomia e vida urbana. Dentro dele está o Loews Coral Gables, que rapidamente se tornou ponto de referência na cidade e onde já me hospedei duas vezes, aliás. Além disso, ali funciona o MIKA, restaurante do chef Michael White, um dos nomes fortes da cena italiana contemporânea em Miami, refinado e bem agradável.

    Outro destaque em Coral Gables é o Shops at Merrick Park, shopping de luxo ao ar livre com ótimas lojas e até cinemas.

    Coral Gables também abriga:

    • Shingo, omakase de alto nível que conquistou estrela Michelin e colocou o bairro no radar da alta gastronomia.
    • Carboni e Vino, italiano contemporâneo com atmosfera sofisticada.
    • Daniel’s Steakhouse, novidade, que revisita a tradição das steakhouses americanas com leitura moderna.

    Coral Gables mostra outra face de Miami além de South Beach: mais calma, elegante e residencial — mas absolutamente relevante.

    O que isso muda na prática?

    Entender Miami além de South Beach transforma a forma como a cidade é vivida. Ou seja, para quem visita, significa escapar de roteiros previsíveis e descobrir bairros com identidade própria, restaurantes autorais e novas centralidades culturais. No campo dos negócios, a descentralização revela zonas de crescimento e diversificação comercial que redesenham o mapa de investimentos. Enquanto isso, no cotidiano urbano, essa redistribuição torna Miami menos dependente da orla e mais equilibrada, com polos diversos de serviços, lazer e gastronomia.

    Miami além de South Beach: uma cidade em camadas

    Miami sem dúvida continua sendo mar, luz e arquitetura à beira-água. Entretanto, ela já não se resume a isso. Afinal, a cidade expandiu seu eixo de interesse e distribuiu seu dinamismo por bairros que hoje concentram arte, alta gastronomia, comércio qualificado e novos investimentos urbanos. Wynwood transformou galpões industriais em referência global de arte urbana. Enquanto isso, o Design District consolidou-se como território de luxo e cozinha estrelada. Midtown ganhou força pela praticidade. Little River e Little Haiti emergem com identidade autoral. Brickell simboliza a verticalização cosmopolita. Coral Gables prova que tradição e renovação podem coexistir com elegância.

    Portanto, olhar para Miami além de South Beach é abandonar o roteiro automático e compreender a cidade em profundidade. A praia permanece como cenário — mas a experiência mais interessante começa quando se decide explorar o que está além dela.

    Por Renata Araújo – Março de 2026