Quem estava preocupado com as portas fechadas no nobre endereço carioca, na esquina das ruas Aníbal de Mendonça e Nascimento Silva, onde funcionou por muito tempo um dos melhores restaurantes do Rio, pode ficar tranquilo. Acaba de ser inaugurado o Gero Panini Ipanema, nova casa do grupo Fasano. Considerado o melhor sanduíche de São Paulo, as especialidades, como diz o nome, são paninis, claro! Com visíveis mudanças no projeto, e ares mais jovens e informais, uma excelente opção para quem quer comer bem de forma mais despojada. Então, veja o post até o final e veja como foi minha experiência. Aliás, aproveite para ler também 5 novos restaurantes na Barra da Tijuca e premiado restaurante japonês no Leblon: Mitsubá.
Gero Panini Ipanema, nova casa do grupo Fasano
Projeto
Quem assina a reforma feita no local é o arquiteto Miguel Pinto Guimarães, o mesmo que fez o novo Gero no Fasano. A ideia é ficar em maior sintonia com a nova proposta de serviço da casa. Aliás, foi construído um forno à lenha para execução de algumas receitas. Já dá até para imaginar o quão saborosas elas são, né? Há também um balcão de bar extenso e bem charmoso, de onde saem vários drinques e coquetéis. O toque especial do ambiente são as luminárias em fios aparentes de cobre, no estilo industrial. Além disso, o restaurante conta com uma charmosa varanda, ideal para tempos em que privilegiamos lugares abertos.
No cardápio, os carros-chefes são os paninis, piadinas e as pizzas. Sendo que cada um deles representa uma região da Itália. O menu foi, então, idealizado pelorestaurateur Rogério Fasano com supervisão do chef executivo do Grupo, Luca Gozzani. Para a entrada, não deixe de provar a bruschetta de parma, com presunto de parma e brie. Já nos principais, nós pedimos o Panini Napolitano, feito com massa de pizza, com presunto cozido, funghi e mozzarela de búfala, estava simplesmente sensacional! Outra recomendação é a piadina preparada com uma massa bem fina e crocante, ideal para quem quer uma opção mais leve. Nós amamos a de tomate grelhado, queijo minas e orégano. Aliás, o Gero Panini Ipanema também tem sugestões de saladas e massas, além das famosas pizzas.
Bruschetta de parma
Panini Napolitano, certamente, uma delícia
A piadina estava muito leve e saborosa
Para a sobremesa optamos pelo Tiramissú, porém há opções de piadina doce como o de creme de avelã com morango e também a clássica cheesecake de Nova York com calda de frutas vermelhas.
Como sempre, não poderíamos deixar de elogiar o serviço. Afinal, a equipe é muito bem treinada dá sugestões constantemente e sabe o cardápio na íntegra. Eles são super atentos aos clientes e oferecem a melhor experiência possível aos comensais, assim como em todos os estabelecimentos do Grupo Fasano. Fomos muito bem atendidos e adoramos conhecer esse novo restaurante carioca.
Viajar de carro para locais próximos tem sido a melhor opção, por enquanto. Principalmente quando queremos fazer programas novos e diferentes. O ano não foi fácil para ninguém, distrair a cabeça nos passeios é uma atividade merecida e necessária, com todo cuidado, é claro! Por isso, neste post daremos dicas de lugares para conhecer nos arredores do Rio de Janeiro.
Lugares para conhecer nos arredores do Rio de Janeiro
A Cidade Maravilhosa é realmente um lugar lindíssimo. São diversas atrações e programas para fazer por aqui. Alguns dos mais tradicionais, como o Bondinho, por exemplo, muitos moradores do Rio nem conhecem ou não vão há muito tempo. Ou seja, já é uma ótima ideia de passeio para esse fim de ano. Mas, para quem quer explorar outros ambientes, temos várias sugestões também. Nos arredores do Rio de Janeiro, você encontra diversos hotéis, restaurantes e atrações.
Para quem é amante de praia, Angra e Búzios são as melhores opções. Aliás, é em Angra dos Reis que fica localizado o Hotel Fasano. A arquitetura do lugar é fantástica, e é, de fato, luxo pé na areia. Não tem como não se encantar! Outro lugar que você não pode deixar de conhecer é o La reserve, área de luxo do Clubmed Rio das Pedras. Uma ótima dica de hotel sofisticado com excelente área ao ar livre, a apenas 2 horas do Rio.
Subindo a Serra Fluminense, a vibe é outra. O clima das montanhas é delicioso, no inverno ou no verão. Dá para aproveitar em qualquer época do ano. Ás vezes, passeio é ótimo até mesmo para ir apenas para almoçar e voltar. São vários restaurantes bem interessantes. Mas caso queira se hospedar por lá, o La Belle Bruna, é uma das nossas sugestões em Araras. Já na Serra de Friburgo, o Parador Lumiar é um oásis de luxo que pertence ao Circuito Elegante e vale a pena conhecer. Outro lugar sensacional, conhecido pelas cachoeiras e pelo contato com a natureza é Mauá. Aliás, nos hospedamos, recentemente, no Bühler, hotel charmoso e sustentável por lá.
Alcobaça, certamente é uma ótima dica de almoço na serra
La Belle Bruna, em Araras
Texto por Marina Moraes e Renata Araújo. Dezembro 2020.
Sem filas, com bilheterias online e horário marcado, o You Must Go! selecionou, então, cinco exposições em cartaz em SP. São elas “Revoada”, no Farol Santander, de Flávia Junqueira, “OSGEMEOS: Segredos”, na Pinacoteca, “John Lennon em Nova York”, no Museu da Imagem e do Som, “Campos de Altitude”, no Museu da Casa Brasileira, e “Degas”, no MASP. Aliás, aproveite para ler 11 restaurantes ao ar livre em SP e Restaurante japonês mais tradicional de São Paulo: Shin Zushi.
De John Lennon a OSGEMEOS: cinco exposições em SP
“OSGEMEOS: Segredos”, na Pinacoteca
Um gigante inflável de 17 metros, no pátio, e uma mulher de lata musical, no salão principal, dão o tom do que os visitantes irão encontrar na primeira exposição panorâmica da dupla de artistas formada pelos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, na Pinacoteca. A mostra traz não só os grafites da dupla, mas telas, desenhos e experiências sensoriais. Entre eles, a obra “Portal”, que surpreende os visitantes a cada 50 minutos com uma música de vitrola feita em orquestração por uma engenhoca. Além disso, outra obra que chama atenção é um conjunto de caixas de som customizadas em formatos dos rostinhos amarelos – já conhecidos pelos fãs de OSGEMEOS. Os bastidores dos trabalhos também não ficaram de fora, como um recado em uma folha de papel com os dizeres: “Mãe, nos acorde bem cedo. Precisamos terminar o trabalho. Tem que ser cedo, sinão (sic) não dá tempo”.
Os ingressos estão esgotados até 21 de janeiro. Vale lembrar que não há bilheteria física e não há como comprar ingressos na hora, mesmo que haja desistências de pessoas para os horários. Todos os ingressos deverão ser adquiridos online, sejam eles pagos ou gratuitos.
Pinacoteca de São Paulo: Praça da Luz 2, São Paulo, SP. De quarta a segunda, das 14h às 20h, até 22 de fevereiro. / Ingressos com horário marcado, vendas somente online. / Ingressos: R$ 25 apenas pelo site da Pinacoteca. Meia entrada R$ 12,50. / Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento, mas devem reservar os ingressos no site e comprovar a idade ao chegar no museu.
“John Lennon em Nova York por Bob Gruen”, no Museu da Imagem e do Som
O Central Park ganhou uma versão indoor no Museu da Imagem e do Som (MIS). É que o parque mais famoso de Nova York era cenário frequente de John Lennon e Yoko Ono na época em que o casal morou no Dakota, primeiro apartamento de luxo da cidade, na esquina da 72nd Street com a Central Park West. Então, a exposição “John Lennon em Nova York por Bob Gruen” traz, entre inúmeras fotos da vida do cantor, uma simulação em tamanho real do gramado e dos banquinhos do local.
Para quem não sabe, em 1985, no dia em que seria o 45º aniversário de Lennon, foi inaugurada no Central Park uma zona silenciosa chamada de Strawberry Fields, em uma parte no lado oeste muito visitada pelo casal. No centro do paisagismo, há um mosaico de pedras portuguesas apontando para uma palavra: imagine. As fotos de Gruen revelam os bastidores dos shows e de festas durante os anos 70. Além disso, há fotos íntimas do casal com o filho, Sean Lennon. A exposição marca os 80 anos de nascimento e 40 anos de legado de John Lennon. Aliás, também integra a programação comemorativa dos 50 anos do MIS.
Museu da Imagem e do Som – MIS – Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo./ Tel: (11) 2117 4777. / Até 31 de janeiro às quintas e sextas das 14h às 19h, sábado e domingo das 12h às 18h. / INGRESSOS: sexta-feira: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), sábado e domingo R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Entrada gratuita às quintas-feiras e para crianças até cinco anos. Ingressos antecipados no site da Sympla.
“Revoada”, no Farol Santander – cinco exposições em SP
Depois de colorir lugares emblemáticos como, por exemplo, o Theatro São Pedro, em São Paulo, o Cristo Redentor, o Copacabana Palace e o Parque Lage, no Rio de Janeiro, e o Theatro Amazonas, em Manaus, os balões da paulistana Flavia Junqueira chegaram ao Farol Santander, no centro de São Paulo. Com bexigas de vidro já no hall principal de um dos cartões postais da cidade, a artista presenteia o público com um universo lúdico repleto de magia na exposição “Revoada”. É como se você entrasse dentro de uma caixinha de música, com direito a cavalinhos de carrosséis e um jogo de espelhos infinito. Aliás, não deixe de visitar a instalação permanente de Vik Muniz, no quarto andar, e o mirante do 26º andar que, conta com uma unidade do Suplicy Cafés.
Farol Santander São Paulo: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô) / Até 10 de janeiro. / Funcionamento: terça a domingo – horários: 13h às 19h (terça a domingo). / Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander) site e bilheteria física no local.
Revoada
Campos de Altitude, no Museu da Casa Brasileira
A fotógrafa carioca Kitty Paranaguá subiu os morros do Rio de Janeiro para uma série de recortes cheios de luz em sua mostra “Campos de Altitude”. Então, ela contrapôs a vista desses moradores às suas vivências cotidianas, fotografando o exterior a partir dos pontos de observação de 13 casas e projetando a imagem deste campo externo sobre seus moradores. Entre as imagens, um retrato de dona Jovina na comunidade de Tavares Bastos, com uma projeção do Pão de Açúcar ao fundo. A ideia é criticar a falta de acesso dos moradores a estas paisagens, revelando uma série de privações e de ausência de políticas públicas de habitação – que excluiu da cidade grande parte da população. Entre as fotografias, comunidades do Pavão Pavãozinho, Tavares Bastos, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Vidigal e Rocinha.
Museu da Casa Brasileira: Av. Brig. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano, São Paulo. / Tel.: (11) 3032-3727 / Até 24 de janeiro de terça a domingo, das 10h00 às 18h00. / Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada), gratuito aos finais de semana e feriados.
A mostra reúne o conjunto completo de 76 obras de Edgar Degas do acervo do MASP, exibido ao público pela última vez há 14 anos. Os trabalhos do artista, aliás, foram adquiridos na década de 50, no contexto das excepcionais aquisições promovidas por Pietro Maria Bardi, diretor fundador do museu. A obra de Degas, certamente, sempre se manteve em um lugar de ambiguidade, entre a tradição e a modernidade. Destaque para a Bailarina de catorze anos (1880), escultura que não pretendia representar uma bela jovem, mas, sim, uma adolescente trabalhando arduamente para se tornar uma bailarina da Opéra de Paris.
Na coluna desta semana me rendo ao mundo encantado de Walt Disney e listo, então, 10 filmes imperdíveis do Disney Plus, novo canal de streaming que conta ainda com produções da Marvel, Pixar, Star Wars e National Geographic. Como toda lista, vão haver injustiças, ossos do ofício. But you must see!
O universo de fantasia, humor e música dos estúdios Disney encanta gerações há quase um século. Difícil passar ileso por essa magia toda. Desde que o canal de streaming Disney Plus foi lançado há cerca de um mês, confesso que me peguei imerso na programação diversas vezes. Aproveitei para rever filmes que não encontrava em lugar algum, como “Se a Minha Cama Voasse”(1971), que marcou a minha infância, por exemplo. E tenho me dedicado a explorar títulos que nunca vi ou que não me lembrava mais e, sim, as novidades. Porque há várias, como a live action de “Mulan” ou a comédia “Fada Madrinha”.
Em tempos tão duros por causa da pandemia, anestesiar o coração e a mente com entretenimento soft é sempre bom para diluir as angústias do cotidiano, não é verdade? Além do mais, a programação do Disney + é extensa, com opções para todas as idades. Então, vamos ao garimpo que preparei e que you must see!
Filmes da Disney imperdíveis
Fada Madrinha (2020)
Jillian Bell interpreta Eleanor, aluna mais nova da turma de uma escola de velhíssimas fadas prestes a fechar suas portas nesta novíssima produção do canal. Por causa da incredulidade que o “felizes para sempre” tomou na Terra nos dias de hoje, Eleanor decide encarar uma duríssima missão: tornar realidade um desejo retroativo de uma menina de 10 anos, hoje com 40. Mackenzie (Isla Fisher) é uma produtora de telejornal que tem duas filhas e, claro, após sofrer uma tragédia pessoal, está bem longe de crer que haja um happy end que lhe caiba, mas Eleanor está disposta a tudo para mudar essa realidade. Com isso, as maiores confusões tomam forma na deliciosa comédia. A direção é da ótima Sharon Maguire, mesma diretora de “O Diário de Bridget Jones”.
A genial animação traça uma metáfora sobre o funcionamento dos sentimentos humanos. Dentro do corpo de uma menina são personificadas sensações como Alegria, Tristeza, Raiva e Nojo, entre outras. Elas se revezam no comando das emoções de acordo com as questões que a garotinha precisa enfrentar no dia a dia, com os pais e a escola. Quando a Tristeza acidentalmente destrói uma área importante de seu cérebro, precisa da ajuda da Alegria para restabelecer o equilíbrio interno da criança. Uma obra-prima, certamente.
Pantera Negra (2019) – filmes imperdíveis do Disney Plus
Produzido pela Marvel e com distribuição pela Disney, o longa indicado ao Oscar de Melhor Filme, narra a saga de T`Challa – vivido pelo saudoso ator Chadwik Boseman, morto este ano – depois da morte de seu pai, rei de Wakanda. Esta incrível nação africana, dominada pela tecnologia avançada, enfrenta uma grande batalha pela sucessão ao trono, capaz de destruir o planeta todo. Certamente, um dos filmes de maior representatividade negra no cinema da História, a produção dá um show de efeitos especiais, boas atuações e ritmo eletrizante, do início ao fim. Por isso, não poderia ficar de fora da lista de filmes imperdíveis do Disney Plus.
Segundo longa-metragem do estúdio, a produção que mistura animação, gente de carne e osso e música clássica, é um show de psicodelia e encantamento. E há a participação especial, em um dos números, de Mickey Mouse, numa sequência de sonho icônica, em que ele se torna um mago das águas. O humor também marca presença, já que o ratinho passa a ser perseguido por esfregões. É engraçado rever a persona de Mickey em cena, não só neste filme: ele é um verdadeiro malandro, truqueiro, que causa as maiores encrencas.
As trapalhadas de Mickey em Fantasia
Filmes da Disney para os pequenos
Doce ou Truque? (1953)
O curta estrelado pelo Pato Donald e os sobrinhos – Huguinho, Zezinho e Luisinho – é ambientado no Halloween e revela toda a perversidade de Donald, que se recusa a dar doces aos trigêmeos e pratica diversas maldades. Tantas que até uma bruxa resolve ajudar os meninos a fim de dar uma lição hilária e merecida no avarento pato.
Duas gêmeas univitelinas, vividas aqui por Hayley Mills, são separadas pelos pais após diferenças irreconciliáveis. Elas crescem sem saber da existência uma da outra até que, um belo dia, numa colônia de férias, se estranham e se reconhecem pela similaridade física assustadora. A partir daí, trocam de identidade e cada uma se passa pela outra, a fim de forjar um novo encontro de seus pais. Destaque para a atriz Maureen O’Hara, que vive a mãe das gêmeas. Que beleza estonteante na tela. Aliás, existe uma outra versão, de 1998, com uma novinha Lindsay Lohan na pele das irmãs, que também é um must see.
Bernardo e Bianca (1977) – filmes imperdíveis do Disney Plus
Missionária da Sociedade de Resgate, comandada por ratos fofinhos, Bianca precisa ajudar a encontrar uma órfã que foi sequestrada pela terrível Medusa, dona de uma loja de penhores. A diabólica vilã explora a pequena menina com o intuito de conseguir um diamante valiosíssimo que está nas profundezas de um poço. O desenrolar é cheio de sustos e alta voltagem, sem falar na crueldade do tema.
Romance, tolerância e fantasia
Edward Mãos de Tesoura (1990)
Na clássica trama dirigida por Tim Burton – produzida pela Fox, que foi comprada pela Disney -, uma criatura (Johnny Depp) com lâminas no lugar dos dedos é descoberta por uma dona de casa que vende produtos da Avon. Ela é interpretada por Dianne Wiest, duas vezes ganhadora do Oscar. Dona de um bom coração, faz todo um trabalho de inclusão social com Edward, tido pela vizinhança, a princípio, apenas como uma aberração. Com humor e leveza, o filme fala de diversidade e tolerância sem cair no didatismo. Continua superatual, sem dúvida.
Johnny Depp e Dianne Wiest em Edward Mãos de Tesoura
Na animação, a adolescente Ariel é uma sereia que vive obcecada pelo mundo dos humanos. Então, ela coleciona objetos que vão parar no fundo do mar, para o desespero de seu pai, o Rei Tritão. Após evitar o afogamento de um príncipe – por quem se apaixona – e ter uma briga séria com o rei dos mares, Ariel banca a adolescente inconsequente e vai buscar ajuda justamente com Úrsula, uma bruxa-polvo terrível. Assim sendo, ela assina um acordo desvantajoso, que inclui perder a própria voz, para se tornar humana. O destaque aqui vai para a trilha sonora, vencedora do Oscar, e a vilã da trama. É o próximo projeto a ganhar uma versão live action.
A Dama e o Vagabundo (2019) – filmes imperdíveis do Disney Plus
Jogada para escanteio a partir do nascimento do bebê do casal que a adotou, Lady, uma cocker spaniel mimada e adorável, sofre alguns perrengues quando seus donos viajam. Nesta fase turbulenta, ela descobre o amor com Vagabundo, um cão vira-lata valente e cheio de marra. Apesar das disparidades e da origem de cada um, eles tentam, assim como nós, humanos, lidar um com o outro, respeitando e aceitando essas diferenças imensas, que só ficam menores quando o amor é mais forte. Boa versão em live action para o clássico de 1955.
Fomos conhecer o Mitsubá, premiado restaurante japonês no Leblon. Depois de 16 anos na Tijuca, o que fazia muito morador da Zona Sul atravessar o túnel, o Mitsubá foi inaugurado em plena pandemia no simpático shopping Rio Design Leblon, sem perder sua essência. O chef Eduardo Nakahara continua no comando dos sushis e a diversidade e qualidade dos peixes da costa brasileira, permanecem.
História do premiado restaurante japonês no Leblon
Aberto em 2004 na Tijuca, a casa logo se tornou referência no Rio de Janeiro por se tratar de um restaurante de culinária tradicional japonesa. Um dos apaixonados por ele, era o empresário Cello Camolese, que de tanto frequentar o lugar, acabou virando sócio e mudando a casa de endereço.
A disponibilidade dos peixes no Mitusbá é sazonal, mas há dias em que a casa chega a ter 35 tipos diferentes de pescados no menu. É possível provar faqueco, perna de moça, prejereba e carapeba, por exemplo, tipos certamente difíceis de serem encontrados no Rio. Além disso, o restaurante tem um chef conhecido por prezar pelo cuidado na preparação do shari (arroz de sushi), de forma que harmonize bem e não interfira no sabor do peixe e dos temperos utilizados sobre as peças.
Filho de imigrantes japoneses, Eduardo Nakahara nasceu em Santos (São Paulo) e, com 14 anos de idade começou sua incursão na culinária japonesa. Trabalhou em restaurantes em São Paulo, onde aprimorou técnicas de cortes e além disso, desenvolveu expertise para lidar com os mais variados tipos de pescado, desde os mais nobres até os pouco usados em restaurantes. Desta maneira, soube lidar com espécies pequenas ou de pouca carne, que exigem maestria para tirar o melhor proveito do ingrediente.
Tudo é preparado com muito cuidado
Se mudou para o Rio em 1989, onde trabalhou, por exemplo, no extinto Madame Butterfly, um marco na cidade. Desde março de 2004, está à frente da cozinha do Mitsubá. Ao lado de Homero Cassiano, sócio do restaurante, usou, portanto, sua experiência para ajudar a construir a imagem do Mitsubá. Além disso, Nakahara foi campeão da Copa Brasil Best Sushiman, em 2017, representou o Brasil na World Sushi Cup, em Tóquio, onde foi finalista.
O projeto de arquitetura assinado por Bel Lobo impressiona já do lado de fora. Painéis com desenhos nipônicos fazem com que as mesas fiquem certamente mais reservadas e dificultam a visão dos passantes do shopping de quem está dentro do restaurante. Há um balcão de 14 metros, onde temos a chance de ver o sushi man Nakahara e sua equipe no corte e preparo dos peixes, enquanto o mixologista Rausley prepara os criativos drinques.
A arquitetura do lugar é, de fato, impressionante
Na parede principal, atrás do balcão, sugestivas ilustrações – um robalo e um badejo- feitas a mão pela artista plástica Clara Veiga enfeitam o ambiente. Conhecida por seu trabalho com canetas Bic, ela ainda criou mais imagens, com o mar como inspiração, em diferentes pontos e itens da casa, como, por exemplo, no cardápio.
Desenhos nipônicos nas paredes
Enquanto isso, na parede lateral, há uma projeção com os tipos de peixes do dia e mudam constantemente. Uma ideia prática e genial!
No teto, grandes e charmosas luminárias completam o ambiente com ares orientais.
Almoço e Delivery do premiado restaurante japonês no Leblon
Finalmente, entregas para Zona Sul e Tijuca estão disponíveis, enquanto no almoço, além de um cardápio com preços diferenciados, há também opções de bentô.
O comida é deliciosa
Restaurante Mitsubá– Av. Ataulfo de Paiva, 270 – Rio Design Leblon. Tel: 2264-1232.
Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, acontece o Festival Fartura Gastronomia Du Brasil, pela primeira vez, de forma simultânea em todas as regiões brasileiras. Em formato híbrido, ele vai ter ações presenciais em restaurantes e vai contar com chefs, ingredientes, produtos e produtores do Brasil inteiro. Além disso, são mais de 50 horas de conteúdo online na plataforma de gastronomia, entre dicas, receitas, lives de empreendedorismo, shows de música e teatro. Fomos até Belo Horzionte cobrir os bastidores do evento, portanto, saiba agora todos os detalhes do Fartura Brasil 2020.
Trinta chefs de todo o Brasil estiveram juntos em BH para criar menus em dupla, que estarão disponíveis nos respectivos restaurantes de suas cidades. Portanto, quem estiver em BH, São Paulo,Brasília, Fortaleza, Belém e Porto Alegre vai poder experimentar os pratos criados a quatro mão, ou então, pedir por delivery.
Alguns dos chefs participantes são: Rodrigo Oliveira (SP) e Thiago Castanho (PA); Janaína Rueda (SP) e Flávio Trombino (MG); Morena Leite (SP) e Vico Crocco (RS); e Saulo Jennings (PA) e Caio Soter (MG). Para ver a lista completa, acesso o site do Fartura Brasil 2020.
Em BH pude provar em primeira mão, a criação dos chefs Caio Soter e Saulo Jennings, no novíssimo restaurante O Jardim. Os ingredientes foram mandioca (Saulo) e jabuticaba (Caio). De entrada: Bolinho de piracuí e de porco com geleia de jabuticaba picante, enquanto de prato principal: Pirarucu com glace de frango, barriga no melado de jabuticaba, purê de mandioca e mandioca crocante. Para finalizar, como sobremesa, Bolo de macaxeira com calda e compota de jabuticaba e picles de beterraba servido com gelato de jabuticaba. Criativos e saborosos e 100% brasileiros.
Restaurante o Jardim
Pirarucu com glace de frango
De fato, tudo estava bem saboroso
Foi muito interessante ver a interseção gastronômica destes dois estados tão distantes mas que acabam tendo características comuns, como a mandioca, por exemplo.
Durante os bastidores do Fartura Brasil 2020 também aproveitamos para visitar os mercados de comida de Belo Horizonte, de onde saem várias das matérias primas dos pratos. Aliás, fiquei impressionada com a quantidade deles na capital mineira. Conhecemos o Mercado Central, de 1929 e o Mercado Novo, revitalizado e um verdadeiro ponto de encontro da juventude de Beagá.
Mercado central
A variedade de produtos é enorme
E tivemos a chance de ficar hospedados no Fasano BH, o melhor hotel da cidade, onde também pudemos experimentar um pouco da comida mineira, oferecida no restaurante Gero.
Também experimentei e presenciai o Fartura do Amor. Os chefs cozinharam em conjunto e fizeram um panelão de feijão tropeiro que foi doado à população carente. Os jornalistas tiveram a chance de provar o prato na hora e estava tão delicioso, que deixa saudades até hoje.
Fartura do Amor
A quantidade de comida é, surpreendentemente, gigantesca
O prato era delicioso, sem dúvida
A Plataforma
A Plataforma Fartura – Gastronomia do Brasil tem o objetivo de mapear o caminho do ingrediente, da sua origem até o prato. O objetivo é mostrar ao público o conteúdo e também proporcionar a experiência, e assim, criar conexões entre os integrantes desta cadeia. A Plataforma Fartura consiste em, por exemplo, expedições, ou seja, viagens onde foram percorridos mais de 79 mil km em todo o Brasil, conteúdo disponível no site e nas redes sociais. Além disso, festivais, que acontecem em diferentes cidades do Brasil e promovem o encontro entre produtores, chefs e estudiosos da gastronomia com o público.
Finalmente fui conhecer a Comuna do Ibitipoca, um exemplo de turismo sustentável, em Minas Gerais. Depois de algumas mudanças, o lugar oferece agora três tipos de hospedagem. A antiga “Reserva do Ibitipoca” é hoje chamada de Engenho, uma casa de fazenda de 1715, com oito suítes. Enquanto isso, no vilarejo de Mogol, são oferecidas quatro casas de hospedagem, abertas há um ano e meio e onde eu fiquei. E para quem não quiser tem contato com absolutamente ninguém há ainda duas “casas remotas“. Seja qual for a sua escolha, uma excelente opção de viagem de carro para praticar isolamento social e aproveitar o o luxo rústico, tão em voga nos dias de hoje.
Comuna do Ibitipoca – turismo sustentável em Minas Gerais
Localização
Os mais de cinco mil hectares da Comuna se estendem pelos municípios de Lima Duarte, Bias Fortes e Santa Rita do Ibitipoca. Eles formam um cinturão de proteção para o Parque Estadual do Ibitipoca. São 4h do Rio, 5h de BH e a 7h de São Paulo, de carro e além disso, há ponto de helicóptero.
Por conta da pandemia, a casa colonial de fazenda só aceita reservas para grupos fechados. São oito suítes, muito bem decoradas pela designer carioca Mukki, bem alegres e diferentes entre si. A cozinha tem equipamentos modernos, porém de estilo vintage, e com inspiração na fofura do desenho Ratatouille. Há ainda o spa, com 4 salas de massagem, jacuzzi, sauna e solarium. Ao lado, fica a casa Carlinhos, com outras quatro suítes. Os hóspedes de lá podem usar os serviço e a infra do Engenho.
A 9km dali, fica a village, como eles gostam de chamar, Mogol, de 116 habitantes. Quatro casas foram totalmente reformadas e viraram locais de hospedagem, há um ano e meio. Cada uma tem estilo, tamanho e decoração diferentes, são muito bem equipadas e extremamente charmosas. Além disso, elas foram batizadas com nome de escritores e poetas brasileiros. A que eu fiquei, por exemplo, com duas espaçosas suítes, era a Guimarães Rosa.
O restaurante Yuka é vegetariano e os pratos são feitos com os alimentos orgânicos colhidos na própria horta. No começo, você pode até estranhar, mas depois, sai maravilhada pela qualidade da comida, certamente saudável. E como come-se bem!
Eles tem a própria horta
Restaurante Yuka
Os alimentos são orgânicos e, sem duvida, saudáveis
O café da manhã na Comuna do Ibitipoca é bem farto! Ele começa com um shot de kombucha para acostumar o estômago, depois, iogurte natural, ovos feitos de diferentes e deliciosas maneiras e aquele pão de queijo mineiro maravilhoso! Para finalizar, sempre um doce ou bolinho. No almoço, foram oferecidos arroz, feijão (branco e preto), milho, batata gratinada, shitakis, saladinhas, sopas variadas, etc. Portanto, uma culinária diversa e muito bem feita que não cansa em nenhum momento. Além disso, também há uma pizzaria de forno à lenha, aberta às vezes no jantar.
Café com um bolinho é certamente uma ótima combinação
A ideia no destino mineiro é fazer com que o hóspede deixe o ritmo urbano, incluindo o celular, a TV e o carro de lado (há inclusive uma taxa de carbono). E assim, mergulhe na vibe da vida ao ar livre, pegue a bicicleta, caminhe, faça trilhas e cavalgadas e aproveite ao máximo a natureza. O staff cuida de tudo pra gente e os passeios são acompanhados por um guia opcional. Quando o hóspede chega no ponto final do programa, lago ou cachoeira, estão lá esperando uma bebida gelada e aperitivos deliciosos. Portanto, o tal do luxo rústico mencionado no começo.
As bicicletas estão disponíveis
As trilhas são um passeio que você deve fazer
O visual é espetacular
No fim da caminhada, então, eles servem aperitivos e bebidas
Certamente a maior atração da Comuna do Ibitipoca são as estátuas gigantes de sucata industrial criadas pela artista americana Karen Cusolito. As obras de arte impressionam por sua grandiosidade e são como um museu a céu aberto. Algumas chegam a ter 12 metros de altura e pesam mais de 6 toneladas. Elas foram criadas pela artista para o Festival Burning Man, em Nevada, nos Estados Unidos e chegaram ao Brasil em uma operação inacreditável! Karen ficou encantada pelo local onde elas ficariam e cedeu ao pedido do dono da Comuna, Renato Machado, em transportar sua “família de ferro”.
Os gigantes de ferro são, sem dúvida, uma atração imperdível
A Comuna do Ibitipoca é um projeto socioambiental experimental, focado no homem, sua casa e o planeta. A história começou em 1984 com a compra da Fazenda do Engenho e a recuperação de terras degradadas pela pecuária. Hoje são mais de 6 mil hectares de área preservada. O solo vem sendo recuperado com o Programa de Refaunação: plantio de espécies nativas da Mata Atlântica e reintrodução de animais, como a anta e a jucutinga. Portanto, um verdadeiro santuário ecológico.
Tudo é, certemente, pensado para preservar ao máximo a natureza
Além disso, lá, a luz é solar, a água, de fonte natural e o lixo é reciclado. E uma das coisas que mais me surpreenderam e me encantaram foi o não uso de material plástico.
É um espaço que busca uma relação harmônica entre o ser humano e a natureza, com o objetivo que esse contato somado ao respeito à diversidade, seja o caminho para um futuro resplandecente. Um belo exemplo de turismo sustentável.
O bairro que já foi eleito pela revista Time Out como um dos 50 mais cool do mundo, não para de surpreender. Além de ter uma das vistas mais impactantes do Rio, há alguns anos, Botafogo se tornou um polo gastronômico, além de endereço de bares criativos e animados. Mas como sempre há espaço para novidades, resolvemos listar 3 lugares descolados em Botafogo para você conhecer ou então, voltar. Aliás, nossa editora chefe, Renata Araújo, acaba de lançar um Guia com 50 passeios para fazer no Rio, com mais dicas desta cidade cheia de graça.
Premiado como novidade de 2019, o Be+Co é uma ótima de dica de lugar descontraído, ao ar livre e com excelente gastronomia. O coletivo de restaurantes, com um conceito de food hub tem ares nova-iorquinos e oferece diferentes tipos de culinária: árabe, vegetariana, hamburgueria e também um bar de crus. O projeto foi pensado para que a ocupação aconteça de maneira orgânica, e além disso ele está engajado com práticas sustentáveis. O uso de plásticos é minimizado e o desperdício evitado, enquanto a reciclagem é muito bem-vinda. Não há garçons, nem taxa de serviço, as mesas são para compartilhar, e há também balcões e simpáticas arquibancadas, que favorecem a interação entre as pessoas.
Renata Araújo no Be+co
Prato de polvo, certamente, um dos nossos favoritos
Inspirado nos mercados internacionais, o Boxx Botafogo é um lugar que vale a pena conhecer. Uma mistura de arte, gastronomia e cultura, em um espaço vertical. O primeiro piso conta com diversas lojinhas de roupas, sapatos, acessórios para telefone e até mesmo um café charmoso que fica logo na entrada. Além disso, o Armazém Carioca, primeiro espaço colaborativo voltado para alimentos artesanais, também está localizado neste andar. São vários produtos como, por exemplo, pães, geléias, chocolates, queijos, entre outros, para você comprar. Já no segundo piso ficam os restaurantes. Entre eles, o Ogro Steaks, do chef Jimmy Ogro, o É Giro, do chef Rafael Cavaliere e o alemão Wusteria. São tantas opções deliciosas que tivemos até dificuldade para escolher onde iríamos. Outro destaque do Boxx é o Desatino Bar, com uma carta de drinks exclusiva assinada pela Jessica Sanchez. Além de lindos e instagramáveis, eles são super saborosos.
Outro vencedor do Prêmio Comer e Beber da Veja Rio em 2019, no quesito revelação, o charmoso Quartinho é aconchegante e original. Com duas entradas sempre abertas, a frente, na Rua Arnaldo Quintela e os fundos na Rua General Polidoro, ele tem dois ambientes. O primeiro, tem um bar com direito a balcão, mesinhas, poltronas e sofás ligeiramente desordenados. Nas paredes, simpáticos quadros. Mais adiante, o segundo ambiente tem telhado aparente, meio ao ar livre e mais mesas e cadeiras. O cardápio é cheio de bossa, assim como a casa, ooops, o Quartinho, feito com desenhos bem humorados.
A carta de drinques é variada, com preços democráticos e criações próprias, além dos xaropes serem feitos na casa. As comidinhas são gostosas e feitas para dividir, como, por exemplo, o steak tartare e a burrata. Não deixe de provar também as divinas empadinhas. Destaque para a trilha sonora com ênfase em MPB que às vezes faz a gente ficar balançando na cadeira, de vontade de dançar. Nossa terceira e última opção de lugares descolados em botafogo.
Foram anunciados, nesta quinta, os 50 melhores restaurantes da América Latina. A cerimônia e a entrega dos prêmios foram feitas de forma virtual, exibidas através do canal do Youtube e Facebook do Latin America’s 50 Best Restaurants. A Casa do Porco foi considerada pelo ranking como o 4° melhor restaurante da América Latina. Mas há outros brasileiros nesta lista que você confere neste post.
A Casa do Porco é o 4° melhor restaurante da América Latina
Quem assumiu o primeiro lugar da lista este ano foi o restaurante Don Julio, em Buenos Aires. Comandado pelo restaurateur e sommelier Pablo Rivero, a casa de carnes é realmente fantástica. Em 2° lugar, ficou o Maido, no Peru, que já foi eleito o melhor da América Latina outras vezes. Logo em seguida, outro restaurante do Peru, o Central.
Don Julio, Buenos Aires
Sendo assim, o 4° melhor restaurante da América Latina e o 1° do Brasil é a Casa do Porco. O estabelecimento de alta gastronomia do chef Jefferson Rueda subiu duas posições em relação ao ano passado. Objetos de dedicação e extensa pesquisa do chef, a comida caipira e o seu protagonista, o porco – criado pelo próprio chef -, são, certamente, as estrelas do cardápio. Ali, Rueda apresenta uma cozinha conceitual brasileira genuína, inovadora, criativa e democrática.
Casa do Porco em São Paulo
Seguindo o ranking, nos top 10 estão também o Pujol, em quinto, e o Rosetta, em nono, ambos no México; o Boragó, no Chile, em sexto; o El Chato, na Colômbia, em sétimo; o Mishiguene, na Argentina, em oitavo e o Osso em Lima, no Peru.
Peru e Argentina tem o maior número de integrantes
Alguns destaques são os restaurantes de Buenos Aires como o Grand Dabbang, na 34° posição e o Tegui, em 16°. Além disso, o Osaka estreiou no ranking este ano, ficando em 38° lugar. Já em Lima, no Peru, o Rafael está em 29° melhor restaurante da América Latina. Aliás, o Astrid y Gastón, na mesma cidade, ocupa a 22° posição.
Este ano, o Brasil aparece nove vezes no ranking. Então, além da Casa do Porco, entre os 50 melhores restaurantes da América Latina estão o Oteque e o Lasai, do Rio. Em São Paulo, estão o D.O.M, o Evvai, o Mocotó, o Maní e o Corrutela, novo estabelecimento da cidade que entrou pela primeira vez na lista. Já em Curitiba, temos o Manu.
O sucesso de “The Undoing”, nova série com Nicole Kidman, é o tema da coluna desta semana. A produção da HBO disponibilizou no domingo passado o aguardado último capítulo e listo aqui alguns motivos que fazem dela um tremendo must see! A começar por Nicole, sempre uma presença arrebatadora na tela. De quebra, cito outras produções com a atriz australiana. Confira!
O sucesso de “Undoing” nova série com Nicole Kidman
Qualquer trabalho de Nicole Kidman me desperta interesse instantâneo. É assim desde que botei os olhos nela no suspense “Malícia” (MGM), de 1993. Gostei mais ainda de vê-la lânguida em “De Olhos Bem Fechados”(1999/ Netflix), soturna em “Os Outros” 2001/ Cavideo) ou em intensa composição, como em “As Horas” (2002/ Telecine), que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz. Mas, ultimamente, o melhor de Nicole está mesmo nas séries de TV.
Depois do sucesso nas duas temporadas de Big Little Lies, ela agora é, então, uma psicóloga que descobre terríveis mentiras sobre o próprio marido, vivido por Hugh Grant, em “The Undoing”, cujo aguardado último capítulo só ficou disponível na HBO neste domingo passado.
Produtora da série, Nicole, assim como nos últimos trabalhos, coloca uma lente de aumento nas mulheres que sofrem algum tipo de violência – moral ou física – do macho alfa babaca, aqui personificado pelo personagem de Grant, um médico oncologista que cuida de crianças com câncer. De moral aparentemente idônea, ele se torna o principal suspeito do assassinato da amante, Elena (Matilda De Angelis), e coloca não só o casamento em xeque, mas a relação com o filho de 12 anos e o sogro, interpretado pelo sensacional Donald Sutherland.
Contracenar com o veterano ator, segundo Hugh Grant – também ótimo -, foi um dos motivos que lhe fez aceitar o convite para participar da série dirigida por Susanne Bier – como é bom ter cada vez mais o olhar feminino por trás das câmeras. Os dois têm cenas de embate muito boas e o mistério, que só se revela de fato no 6º e último capítulo, é bem conduzido.
Mistério do início ao fim na nova série com Nicole Kidman
Ao longo dos episódios, a verdadeira identidade do assassino – que mata Elena a marretadas no crânio – coloca praticamente todos os personagens principais como suspeitos. Nicole tem um desempenho muito crível na pele da psicanalista enganada. Aliás, outro grande destaque é para a atuação pulso firme de Noma Dumezweni, intérprete da advogada de defesa, e a nossa saudosa Nova York – mais exatamente o Upper East Side – como pano de fundo. You must see para crer.
Sou jornalista, filha e neta de cariocas. Já morei em três países diferentes e apesar de rodar o mundo, continuo apaixonada pela minha cidade. Em um ano em que as viagens estão restritas e temos que olhar para o nosso próprio país, resolvi escrever o guia 50 passeios para fazer no Rio, a convite da Editora Europa. Nele, divido o conteúdo entre atrações (museus, parques, praias, etc), hotéis, bares e restaurantes. Uma curadoria feita a dedo por mim, Renata Araújo, e pela minha equipe. Fomos em cada um dos lugares citados no livro para te ajudar a aproveitar da melhor maneira esta cidade que continua esplêndida, seja você turista ou morador! Portanto, leia o post até o final e anime-se a comprar este charmoso roteiro pela cidade.
Sabemos o quanto o prefácio de um livro é importante, afinal, ele é o chamativo para o que está por vir. E tenho a honra de ter um amigo querido e talentoso, como o ator e roteirista Lucio Mauro Filho que assumiu esse papel. Segundo ele, “Renata Araújo é uma cidadã do mundo, já morou em vários países e talvez por isso tenha uma curiosidade inesgotável em descobrir novos lugares e melhor ainda, poder divulgá-los para os amantes do turismo. Ela tem pouso fixo numa das cidades mais bonitas do planeta, o Rio de Janeiro e claro que essa carioca tem as melhores dicas para curtir a Cidade Maravilhosa em grande estilo“.
Ator e roterista Lucio Mauro Filho
O Lucinho certamente sabe das coisas, hein? Depois dessa, você precisa ler este guia de 50 passeios para fazer no Rio, não acha?
Difícil foi a tarefa de escolher apenas 50 coisas para fazer no Rio, mas trabalho de jornalista é assim. Objetividade e organização são fundamentais. Portanto, neste roteiro sobre o Rio de Janeiro, resolvi dividi-lo entre atrações (parques, praias, museus e centro culturais), hotéis, bares e restaurantes.
Parque Lage é um dos lugares que está no Guia
Para facilitar a vida do leitor e fazer com que ele não perca tempo se deslocando entre pontos muito distantes em um mesmo dia, os passeios foram separados por áreas (Região Portuária, Centro, Zona Sul, Zona Oeste/Barra e Zona Norte). Assim, você consegue matar várias atrações em um só dia.
Renata Araújo na linda paisagem da Cidade Maravilhosa
Claro que os pontos turísticos mais famosos do Rio, como, por exemplo, o Pão de Açúcar também estão lá, com todos seus encantos e informações, como os novos protocolos.
Certamente, não poderia deixar de fora as novidades desta cidade que tanto adoro. Portanto, quando falo de cultura, além dos tradicionais, MAM (Museu de Arte Moderna) e CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), estão lá dois lugares recentes sensacionais: a Casa Roberto Marinho e a Casa Firjan, ambos imóveis antigos restaurados e com ótimo acervo.
A gastronomia no guia de 50 passeios para fazer no Rio
Como amante da boa mesa, foi uma trabalho árduo escolher apenas 25 bares e restaurantes no Rio de Janeiro. Mas tentei juntar comida de qualidade, com ambiente agradável e sobretudo, como vista! Portanto, você vê no livro casas premiadas, como o Malta Beef Club, que tantas vezes foi nomeado melhor restaurante de carne do Rio, assim como, a Camolese, que tem um espaço ao ar livre sensacional, além do visual para o Cristo Redentor, outra atração do guia, claro!
Certamente a Casa Camolese tinha que estar no Guia
Os hotéis na Cidade Maravilhosa nunca estiveram tão em alta! Já que agora são as viagens domésticas as mais disputadas, que brasileiro não quer ser carioca por uns dias ? E até mesmo nós, moradores, estamos adorando as staycations, ou seja, férias na própria cidade. Portanto, listei tanto os hotéis de luxo, como o Belmond Copacabana Palace e o Fasano, com o recém inaugurado Gero, como os hotéis boutique charmosos, como o Miramar, em Copacabana e o Arpoador, o hotel mais perto da praia no Rio. E certamente, o Fairmont, o único hotel da rede canadense na América do Sul, está lá com todos seus atrativos. Lembrando, que todos os hotéis mencionados neste roteiro foram testados e aprovados por mim! O guia de 50 passeios para fazer no Rio é extremamente pessoal e apresenta meu olhar jornalístico e curioso sobre a cidade.
Durante a hospedagem no Hotel Belmond Copacabana Palace
Neste momento, o Guia de 50 passeios para fazer no Rio está disponível em pré venda no site da Editora Europa. E em breve, ele estará também no site da Amazon e nas principais livrarias de todo o Brasil. Portanto, se você acompanha o You Must Go!, conhece bem meu trabalho e sabe da minha adoração pela cidade, garanta logo o seu exemplar e não hesite em me contar o que achou. Vou adorar saber sua opinião.
Criado em 1912, o Parque Bondinho Pão de Açúcar é um dos pontos turísticos mais famosos do Rio, talvez até mesmo do Brasil. Lá de cima, a vista da cidade é 360 graus, ou seja, é possível admirar todos os lugares mais famosos. Entre eles, por exemplo, o Cristo Redentor e a ponte Rio Niterói. O Parque é formado por dois morros, o Morro da Urca e o Morro Pão de Açúcar, que fica a uma altura de 396 metros acima do nível do mar. Com uma distância de 750 metros, eles são interligados pelo famoso bondinho, que leva em média 3 minutos para fazer a travessia. Ambos os morros, são super espaçosos. Então, é possível tirar fotos e circular tranquilamente sem problemas.
Além disso, o Morro da Urca é palco de shows e grandes eventos, já que há uma área destinada a isso. Aproveitamos o passeio para gravar o IGTV com nosso editor Guilherme Scarpa.
Restaurantes – Bondinho Pão de Açúcar com desconto
Tanto no Morro da Urca, quanto no Pão de Açúcar, você pode fazer uma pausa para comer alguma coisa, beber um drink, tomar um sorvete, ou até mesmo para comprar algumas lembrancinhas do Rio. Há diversos, restaurantes e lojas por lá.
O Clássico Beach Club está no Guia e é uma ótima opção
Nós recomendamos o Clássico Beach Club. Localizado na segunda parada, o restaurante tem uma vista estonteante que você pode admirar tomando um dos drinks da casa, como o Downwind – mix de Vodka, morango, uva red globe, abacaxi e limão siciliano. Além disso, não deixe de provar o ceviche de peixe branco, o Salmão Tartar e os pastéis.
Salmão Tartar
Drink Downwind
Medidas de segurança
Para manter tanto os visitantes quanto os colaboradores seguros, o Bondinho adotou diversas medidas de segurança. Os bondes estão operando com até 2/3 da capacidade regular, seguindo o critério de ocupação gradual voltado para transportes turísticos adotado pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Além disso, estão sendo sanitizados regularmente com produto aprovado pela ANVISA. O uso das máscaras é obrigatório em todos os momentos. Na entrada, há tapetes sanitizantes e aferição da temperatura dos visitantes. Álcool 70% foram disponibilizados em diversos pontos do Parque.
Renata Araújo, Gui Scarpa e Marina Moraes de máscaras
Descontos e promoções – Bondinho Pão de Açúcar com desconto
O Bondinho do Pão de Açúcar preparou uma promoção imperdível para os visitantes que moram ou nasceram no estado do Rio de Janeiro e fizeram aniversário entre os dias 16 de março e 14 de agosto, período em que a atração esteve fechada devido à pandemia. Até dia 15 de dezembro, os aniversariantes poderão aproveitar o Parque por apenas R$1,00. Para ter direito ao preço especial, é necessário estar acompanhado de, no mínimo, duas pessoas pagantes que devem adquirir, na mesma compra, outros ingressos. A promoção é válida apenas para compras na bilheteria física do Bondinho Pão de Açúcar e não é cumulativa. Bora aproveitar?