“Não me considero um fotógrafo”. A negativa me foi dita por Oskar Metsavaht, diretor artístico da Osklen, durante o cocktail de abertura de “in California”, sua primeira exposição de fotos aberta ao público no Brasil, a convite do Governo da Califórnia, em cartaz na Galeria LOGO, São Paulo. Aliás, exposição, não: “Não considero uma exposição de fotografia, mas uma instalação imagética, artística…”, nas palavras do próprio.
Não pude deixar de notar a reação dos californianos presentes no lançamento diante do “California dreaming” de Oskar. Estavam admirados pela originalidade das imagens. As fotos, inéditas, fazem parte de acervo pessoal e foram feitas durante a campanha da coleção Endless Summer da Osklen, de 2013. Antes de São Paulo foram expostas na Art Basel de Miami e na PhotoArt BA, em Buenos Aires.
Estão ali lugares icônicos como Venice Beach,Malibu, Santa Monicae o deserto de Vasquez Rocks, traduzidos pelo olhar particular do diretor criativo, que também assina a curadoria das imagens trazidas pelo Visit California, órgão oficial de turismo do estado, retratando o estilo de vida do Golden State.
Oskar pode não ser fotógrafo profissional, mas sabe exatamente o que faz atrás da câmera. Aliás , ele gosta de ver as cenas se transformando por trás do enquadramento e o resultado, em algumas das cenas, é uma viagem psicodélica. No mais, sua arte conceitual tem ares de poesia cool e deixa a gente com ainda mais vontade de entrar num avião cantarolando como Lulu “Garota eu vou pra Califórnia….”.
Vai lá!
Expo in California por Oskar Metsavaht Gratuito, na Galeria LOGO (Rua Artur de Azevedo, 401 Pinheiros) Até 29 de abril
Viajar é sempre maravilhoso! Imagine quando o luxo e a diversão já começam no voo? É o que propõe a Four Seasons Hotels and Resorts. A marca hoteleira é a primeira da área a ter um avião próprio, e redesenhou um Boeing 757 para levar até 52 passageiros em viagens extraordinárias!
O Four Seasons Jet fornecerá aos passageiros poltronas flat bed, feitas uma a uma na Itália, detalhadamente, e um serviço a bordo que é uma extensão do Four Seasons em terra. A gastronomia será de altíssima qualidade e o Wi-Fi liberado durante o voo garante a programação de spa, eventos culturais e de lazer marcados ainda no avião!-Além disso, os hotéis , excursões e demais pormenores da viagem também já estarão planejados pela companhia. A viagem inaugural será intercontinental: uma viagem de 24 dias explorando nove destinos, de Los Angeles a Londres e com direito a uma parada no Taj Mahal, tendo todas as acomodações em hotéis e resorts do Four Seasons!
Le Relais de Venise – L’Entrecôte é um tradicional restaurante de Paris aberto no século VXII, servindo um único prato: contra filé com batatas fritas. Virou um sucesso desde então e até hoje é reproduzido, não só na França, mas em várias cidades do mundo, como Londres, NY e Lisboa. O segredo sempre foi a receita secreta do molho, que apesar de ter sido publicada na capa do jornal francês Le Monde há anos atrás, ninguém conseguiu copiar ao certo, já que as medidas nunca foram reveladas.
Amante de Paris que sou, frequento o original – e algumas das suas filiais mundo a fora, desde a adolescência – e constantemente sonho com este prato perfeito!
Pois agora, o Rio ganha finalmente seu L’Entrecôte, uma filial do restaurante deSão Paulo e a sexta no país. A mesma salada de folhas temperada por um mix de iogurte e mostarda Dijon e salpicada de nozes, servida na França, está ali, e o contra filé fatiado regado com o delicioso molho, que é servido à vontade, além das crocantes batatas fritas, também. As únicas escolhas do cliente são: o ponto da carne, que podem chegar a seis – recomendo que não peçam bem passada – as bebida e as sobremesas.
É claro que reproduzir o tão famoso molho, que leva 21 ingredientes e 36 horas para ficar pronto, é tarefa árdua, mas a filial do restaurante na nova expansão (inacabada) do Casa Shopping está fazendo bonito, tanto é, que há fila na porta todos os dias. O clima de bistrô é bem simpático, nos dando um gostinho da capital parisiense, dos quadros e pôsteres pendurados, ao uniforme dos atendentes, passando pelos clássicos sofás vermelhos. Destaque para os simpáticos exemplares do herói Asterix na estante. Só recomendo não sentar-se perto da janela, já que a vista de estacionamento e escada rolante do shopping pode comprometer um pouco a experiência, no todo, muito agradável.
A variedade de sobremesas é enorme: nada menos que quinze! Provei duas deliciosas: mil folhas de doce de leite e profiteroles com sorvete de creme e calda de Nutella. Tem ainda clássicos franceses, como crème brûlée e tarte tatin.
Para beber, a casa oferece cervejas nacionais e importadas de diferentes países, como Bélgica, Alemanha e França, entre outros. A carta de vinhos traz diversas opções de tintos, brancos, rosés e espumantes que vão muito além dos franceses. Quem é fã de drinques, pode aproveitar o charmoso bar para degustar clássicos como Cosmopolitan, Mojito e Bloody Mary. De resto, é dar asas à imaginação e se transportar para Paris, em plena Barra da Tijuca.
Porto de entrada da Ásia, Hong Kong é sem dúvida a cidade mais internacional do continente, extremamente cosmopolita e fácil de ser explorada. Fica até difícil saber o que fazer em Hong Kong. Antiga colônia da Inglaterra, onde falam o idioma britânico e a sinalização é perfeita, sempre escrita em cantonês e inglês, assim como o nome das ruas.
Considerada uma das cinco cidades mais importantes do mundo, ao lado de Paris, NY, Londres e Tóquio, Hong Kong tem uma população de sete milhões de pessoas – uma das áreas mais populosas do mundo – sendo que 93% são chineses e apenas 7% de outros grupos.
Na minha primeira incursão à cidade, fiquei muito impressionada com o apelo ao consumo: são inúmeros shoppings de luxo e lojas de grifes por toda a parte e também com a cena gastronômica – restaurantes maravilhosos, de todas as nacionalidades. Diria que vale a pena passar pelo menos quatro noites em Hong Kong para conseguir entendê-la e explorar suas inúmeras facetas, que vão de China a Nova Iorque, por assim dizendo.
Há muito o que fazer na cidade, mas vou destacar os ponto altos que valem a pena serem visitados.
Bairros/Áreas:
Central – o coração financeiro de HKK, onde há uma concentração de lojas de grifes e mega shoppings de luxo, além dos melhores hotéis e restaurantes da cidade. Dá pra fazer muita coisa andando, tanto de dia como à noite, o que é ótimo! Mesmo que sua intenção não seja comprar, vale ir no IFC e ver não só as lojas de grife, mas como as de comida, chás, acessórios e o supermercado local, incrível!! Caso faça uma comprinha, não deixe de pegar o tax free.
Hollywood Road – walking distance de Central, uma rua grande, cheia de lojas típicas, restaurantes autênticos, galerias de arte, antiquários e também o templo mais antigo da cidade, o Mo Ho, que não é muito grande e com entrada é gratuita. Destaque para a mid level – uma escada rolante gigante que liga Central ao Soho, bairro onde moram muitos expatriados. A escada rolante é uma atração à parte e vendo tudo do alto, você pode escolher um lugar para comer e até para fazer as unhas o quem sabe, uma massagem. Foi o que aconteceu comigo. Parei, desci e entrei em um dos inúmeros salões e fiz mão e pé.
Pertinho dali, está a Mosque Street, nome dado devido à linda Mesquita construída ali.
Stanley – um pouco distante, mas você tem uma é uma linda área com vista para a Repulse Bay (a praia local) e onde há um mercado bem interessante, essencial para qualquer turista comprar seus souvenirs. Vinte minutos de táxi, do centro, e menos de U$20. Vale se perder por lá umas horinhas e também é acessível de ônibus.
Koloow – fica do outro lado da cidade, acessível de ferry boat, uma curta viagem de apenas 10 minutos. Bem diferente, um bonito jardim suspenso com vista incrível para Hong Kong, mercados e comércio variados, tanto de luxo quando mais barato. Vale passar uma tarde por lá, almoçar seja em um dos inúmeros hotéis ou em um restaurante típico. É lá também que fica a famosa Avenida das Estrelas, ou Avenue of the Stars, uma homenagem à indústria cinematográfica e seus profissionais. Há estátuas de vários artistas, como Bruce Lee, mas não se empolgue muito, porque não há nada de muito impressionante além disso, a não ser o Victoria Harbour. Todos os dias à noite, o local é palco daSymphony of Lights, o maior show de luzes e música do mundo, segundo o Guiness.
Atrações:
– Peak Terrace – um dos prédios mais altos de Hong Kong, a 428 metros acima do mar. Acesso via peak tram (um funicular que foi inaugurado em 1888) direto de Central. Imperdível! Lá de cima, você tem uma vista espetacular de HKK. E antes de chegar, você passa por uma espécie de shopping de vários andares, com muitos restaurantes e lojas de souvenirs.
Onde ficar:
A rede Mandarin Oriental inaugurou seu primeiro hotel na cidade há 50 anos – glamuroso, com uma vista espetacular e super bem localizado em Central. O hotel tem um spa maravilhoso, salão de belezas e ainda dez restaurantes, com estrelas Michélin. Para ler o post completo do hotel, clique aqui.
Há minutos dali, há menos de dez anos, foi aberto o The Landmark Mandarin Oriental, menor, estilo hotel boutique, com pouco mais de cem quartos, mas muito charmoso e exclusivo. Dali, dá para ir andando para vários ótimos restaurantes. Para ler o post completo do hotel, clique aqui.
Onde comer:
Yung Kee – restaurante de tradicional comida cantonesa perto de Hollywood Street. Man Wah – restaurante cantonês estrelado do Mandarin Oriental, comida excelente e serviço exemplar. Amber – restaurante de culinária francesa contemporânea do The Landmark Mandarin Oriental que consta como na lista dos melhores da Ásia, Imperdível! Zuma – um dos asiáticos mais famosos do mundo, fica no prédio The Landmark, onde está o hotel e também um shopping de luxo. One Harbour Road (Hyatt) – ao lado do centro de convenções, é um hotel bem antigo, mas com um ótimo restaurante e ainda tem uma vista magnífica da baía de HKK. Duddles – na lista de um dos melhores da cidade, achei um bom restaurante, com bela decoração e walking distance do The Landmark.
Com tanta variedade gastronômica e opções de passeios, é impossível não ser feliz na superlativa Hong Kong. Um laboratório para começar a entender a Ásia e seus mistérios.
Não recomendo:
– Não resisti e fui conhecer o Horizon Plaza, um outlet que me recomendaram, mas achei muito caído. A maioria das lojas é de móveis e artigos de decoração. Pertinho dali, há um mini outlet da Prada, para quem quiser arriscar.
– Fui ao restaurante Ruy Gin que fica em um complexo de restaurante de alta gastronomia, chamado de Sky Dining 101, mas apesar de constar em vários guias como um dos melhores restaurantes de Hong Kong, não gostei de experiência. Paguei caríssimo pelo menu degustação – a única opção, por sinal – mas não fui feliz. O prédio é lindo e impactante e não cheguei a conhecer os outros restaurantes.
Buscando disseminar a cultura cervejeira, a marca St. Gallen vem promovendo diferentes eventos com foco em cervejas especiais e gastronomia, em Teresópolis.
Em sua segunda edição, a cerveja da estação foi desenvolvida pelo mestre cervejeiro da casa, Gabriel Di Martino, e harmonizada com uma criação do chef convidado Kiko Faria.
Para o outono, Gabriel se inspirou no tradicional estilo rauchbier, típico da regiãoalemãde Franconia. Com característicos sabor e cheiro de defumados, que na criação da casa estavam presentes de maneira suave. “Ainda precisamos acostumar o paladar do brasileiro a cervejas mais pesadas”, disse Gabriel.
Para harmonizar com o chope, o chef Kiko (Quadrifoglio) optou por uma costela de porco marinada em ervas (durante horas) com molho de seu próprio osso e servida com batatas (podendo acompanhar também um glaceado de legumes).
A perfeição!
A costela derretia na boca e os sabores eram realçados com a combinação da cerveja!
Um lugar mágico, a Vila St. Gallen – onde funciona a fábrica – faz você se sentir uma criança novamente – não fosse pela cerveja na mão. Um passeio que vale a pena para quem curte subir a serra.
No dia 17 de abril de 1853, o engenheiro agrônomo Michel Aime Pouget levou para Mendoza as primeiras mudas das uvas Malbec, que se adaptaram completamente ao clima da região. O Malbec, que inseriu a vitivinicultura local no mercado mundial é, desde então, a uva emblemática da Argentina!
A uva é originária do sudoeste da França, de Cahors, onde também é chamada de “Côt” ou “Auxerrois”. Conta-se, sem grandes evidências a respeito, que o nome Malbec vem de um vinicultor húngaro de sobrenome Malbeck, que levou as plantas desta cepa para Bordeaux, onde existem secularmente.
O Dia do Malbec é comemorado em 55 cidades (inclusive Rio e São Paulo!) de 44 países, e aqui no You Must Go não poderia ser diferente! Selecionamos , para que cada um comemore Malbec à sua maneira, sommeliers dando dicas de rótulos. Delicie-se!
O presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-Rio), Ricardo Farias, é fã da uva. “Os vinhos da Malbec têm um frutado característico com predominância de ameixa e se distinguem por ficarem aveludados muito cedo. Além disso, harmonizam muito bem com assados de carnes vermelhas, paleta de cordeiro e cabrito, queijos duros e massas com molho de cogumelos”. O vinho também é muito utilizado na cozinha: “É interessante que o mesmo vinho ou similar acompanhe o prato à mesa. Certamente a redução do vinho no cozimento vai transferir a característica frutada da Malbec para a iguaria”.
Janine Sad, sócia do Grupo de lojas de vinhos e restaurantes, Cavist, tem sugestões especiais para o Dia do Malbec. Sugere argentinos com preços variáveis: De Dona Paula Los Cardos – R$42 , ao Cadus Tri -R$ 150. A empresária também recomenda Dona Paula Estate, Luigi Bosca, o Q Zuccardi – um vinho equilibrado, com taninos sutis e suaves, além de acidez integrada, e ainda o Kaiken Ultra. Sobre o Cadus Tri, opina: “Vai muito bem com carnes vermelhas em geral, grelhadas ou ao forno, e também com queijos curados”. Janine recomenda decantar a bebida por 45 minutos antes de servir.
O restaurante Chez L’ Ami Martin, tem dois rótulos especiais de Malbec na adega, sugeridos pelo chef e entusiasta de vinhos: O Kaiken Reserva Malbec 2011 e o A Lisa Bodegas Noêmia 2009. “São dois vinhos argentinos bem reconhecidos. As pessoas que gostam do Malbec encontram neles a verdadeira qualidade desse vinho: são encorpados, mas com uma certa leveza, e têm muita qualidade. Digo que são vinhos redondos, por serem completos, e com muita personalidade”, diz Pascal Jolly, o chef.
O sommelier do Fratelli, Gabriel Aguiar, indica vinhos e boas histórias! Dentre os sugeridos, estão o Malbec Reserva Salentein2010 , criado pelo enólogo Pepe Galante : “Ele é macio, redondo e feito por um grande enólogo, o que já é garantia de qualidade. Ele agrada quem conhece e até quem não gosta muito de vinho. E essa é a característica do Pepe, ele faz vinhos para todos”, diz. Ainda na adega da casa, o Malbec Cadus Blend Vineyards 2008, que é uma mistura de três vinhedos com altitudes diferentes, de Malbec : “Misturaram um vinhedo mais simples, frutado, com outro mais macio, e um com mais altitude, o que dá mais complexidade ao resultado final. É um vinho de fruta negra, mais nobre e refinado que os outros.” A terceira sugestão é o Malbec Alta Catena 2009, que mistura sabor de amora, cereja e madeira francesa. “É um ícone por ser a melhor uva e ter a melhor grife e tecnologia de produto”, diz entusiasmado.
Três malbecs também são considerados especiais: o Angelica Zapata, por ser bem encorpado e ter muita estrutura; o Flechas de Los Andes Gran Reserva, que tem como característica marcante leves notas de madeira, mas sem comprometer o sabor da fruta; e por último o Malbec da Patagônia – simples, mas nem por isso simplório. Por ser de clima bem frio, o sabor da fruta sobressai bastante neste vinho, com aroma bem forte de frutas vermelhas. É a sugestão de Marcello dos Santos, sommelier do Mr. Lam,
Alex Andrade, sommelier do Ráscal Leblon, destaca dois malbecs: os argentinos Mil Piedras 2010 – da região do Valle de Uco, em Mendonza, com aroma de frutas vermelhas, notas de baunilha tostada e cor de rubi elegante, e Amalaya 2011 – do Valle Calchaqui, em Salta, composto por quatro tipos de uvas: Cabernet Sauvignon, Syrah, Tannat e Malbec, e de cor vermelho púrpura. O primeiro harmoniza com queijos e aperitivos,e massas acompanhadas por molhos diversos, como penne ao molho de gorgonzola, além de grelhados como a bisteca suína. A segunda alternativa, que é a mistura de aromas de frutas vermelhas maduras e notas de cereja, chocolate e taninos macios, combina com queijos de casca dura, pizzas, massas acompanhadas de molhos vermelhos, polpetones, carne de caça e grelhados.
A sommelièreLivia Guerrante, do Térèze, indica vinhos que harmonizam-se com o cardápio do restaurante do Hotel Santa Teresa, como é o caso do Malbec Purple francês da região Cahors. “Com excelente equilíbrio entre acidez, álcool e tanino, o Malbec Purple é excelente companhia para o nosso Baião de Seis. Aqui, o molho poivre do prato é valorizado pelas frutas e especiarias presentes neste malbec. Já o Pigmentum Malbec , também é da região de Cahors e é ainda mais elegante. Tem um estilo diferente dos seus concorrentes argentinos e harmoniza com um dos nossos melhores pratos, o Confit de Pato. O toque de chocolate, muito bem trabalhado neste vinho, engrandece o molho de laranja com tâmaras que acompanha a coxa cozida em baixa temperatura durante várias horas”, explica Lívia.
Ainda no Térèze, o chef Pablo Ferreyra, indica o Paso de Piedra Malbec, da Viña Alicia – vinho com nariz de frutas maduras, bom corpo e persistência, que acompanha muito bem a Costela Extra servida com cogumelos Cardoncello e molho malbec. Lívia diz que o leve toque salino deste vinho, devido ao solo onde crescem suas videiras, oferece ao prato o tempero final para uma degustação inesquecível. Já o Amalaya Gran Corte, um blend de malbec (85%) com 15% de cabernet franc e bonarda é indicado para acompanhar o Churrasco de Cordeiro, carne tenra em crocante de castanha de caju e molho de pimenta verde com hortelã. “Trata-se de um produto biodinâmico, que além de expressar o melhor da natureza, tem um equilíbrio sem igual. É ainda um vinho ideal para quem ainda não conhece as maravilhas desta grande uva, ou tem medo do alto nível de álcool que tantas vezes encontramos nos produtos da América do Sul”, conclui a sommelière.
Para mais informações sobre as comemorações através do mundo, veja o Malbec World Day!
Começo este post me deliciando com um indescritível bombomCallebaut. Pra quem nunca ouvir falar da marca, já aviso: a franco-belga Barry Callebaut é simplesmente a maior fabricante de produtos de cacau e chocolates gourmetde todo o mundo, com uma venda anual que gira em torno de doze bilhões de reais. São mais de 150 anos de experiência que levam apenas alguns segundos pra derreter na boca… Um prazer efêmero e obrigatório para quem aprecia essa maravilha inventada pelos astecas porém aprimorada pelos belgas.
A boa notícia aqui é que a Barry Callebaut escolheu a capital paulista para ser sede da sua primeira Chocolate Academy, na América do Sul. Fora essa, são outras quatorze unidades pelo mundo. O lugar é um centro de treinamento de alta tecnologia, dedicado a sua matéria-prima por excelência. Fui gentilmente convidada para fazer um dos cursos e, por estarmos na semana da Páscoa, escolhi o de Técnicas de Pintura com Manteiga de Cacau em Ovos, ministrado pela chef confeiteira Giuliana Cupini. Técnicas à parte, as imagens abaixo falam por elas mesmas: os ovos são a tradução de bom gosto, com duplo sentido na interpretação.
Depois do curso, tive a oportunidade de dar um passeio pelas instalações da Chocolate Academy, guiada pelo chef francês Bertrand Busquet, responsável pela unidade brasileira. Com vinte anos de conhecimento em patisserie, é ele quem desenvolve os cursos, comanda a equipe de chefs e vai em busca das novidades apresentadas aos alunos.
Carla Fiorito entre os chefes Bertrand Busquet e Sergio Shidomi
Simpático e empolgado, ele me mostrou a sala que define como “a Disney dos chocolatiers”. Ali estão desde as formas para os bombons até os mais finos produtos elaborados pela Callebaut, a única a controlar todo o processo de produção, desde a amêndoa do cacau até o chocolate em si.
Prateleira com variedade de chocolates finos: a “Disney” dos chocolatiersA Chocolate Academy tem uma das cozinhas especializadas mais completas do Brasil.Formas de todos os tipos são utilizadas
Trabalhar com chocolate é uma arte e as esculturas de chocolate feitas por Bertrand me dão o aval para afirmar isso. Fiquei absolutamente impressionada com tamanha criatividade e capricho. Podiam ou não podiam estar expostas em uma galerie d’art?
Diante da simpatia de Busquet não resisti e perguntei: “quem trabalha com chocolate é mais feliz?”. A resposta veio com o tradicional humor francês, acompanhado de um disfarçado sorriso: “Não sei, sou mal humorado desde que nasci, então o chocolate deve ter ajudado”. Para mais informações, confira aqui !
Apesar da maioria dos brasileiros ir aMiami em busca de compras, a cidade tem muito mais a oferecer aos turistas. Sede de uma das maiores feiras de arte do mundo, a Art Basel, a programação cultural de Miami só se intensifica. Um exemplo, é a abertura do sensacional Pérez Art Museum. Fui lá conhecer de perto e fiquei encantada!
Pérez Art Museum
O Pérez Art Museum, em Miami, é fruto do renomado escritório Herzog & de Meuron, vencedor do prêmio internacional de arquitetura, o Pritzker: Melhor referência, impossível!
Localiza-se em frente à Baía de Biscayne e foi arquitetado para abrigar arte e beleza, e assim o faz desde dezembro de 2013, quando foi inaugurado. Com muito sucesso, exposições de diversas obras modernas e contemporâneas são exibidas em espaços internos e externos.
Arquitetura
A construção é considerada ideal para Miami, já que assim como muitas arquiteturas da cidade exibe o estilo art déco, que foi um movimento de design famoso nos EUA por volta de 1930. Este movimento, que foi a mistura de vários estilos, tem como característica as construções geometrizadas e modernas, ainda que requintadas.
Sendo assim, o Pérez Art Museum é marcado por linhas retilíneas e marcantes , criadas a partir de blocos de concreto com diferentes alturas. O projeto tem três andares – dois de vidro à prova de furacão – divididos em galerias de arte e espaços educacionais que abrigam oficinas, aulas e workshops. Para embelezar o seu entorno, os arquitetos também elaboraram um belo jardim ao redor e um jardim vertical no centro do complexo. Além disso, o museu foi construído em nível de solo elevado, para não ser atingido por inundações.
O PAMM oferece tours conduzidos por guias treinados, que duram aproximadamente 45 minutos e estão disponíveis durante todo o ano em Inglês e Espanhol! Além disso, funciona durante a semana, em horários variados, com a entrada bem baratinha! Adultos 12 dólares e crianças 8.
Para sua visita ao museu – com deslumbrante vista da Baía de Biscayne e obras de arte de muito bom gosto – ficar ainda mais gostosa, temos o Verde, restaurante do Pérez Art Museum. É moderno e reconhecido em Miami, com pratos inspirados no local e preparados com ingredientes frescos. Além da comida criativa, servem coquetéis artesanais e possuem uma boa lista de vinhos. Para quem está em movimento, o café do Verde oferece bolos, doces , sucos frescos, sanduíches, cafés e bebidas especiais.
Um misto de arte, requinte, contemplação e deliciosos sabores!
Também temos sugestões de artigos para casa e decoração, é só clicar aqui. E para saber onde se hospedar em Miami, veja nossas sugestões:
South Beach:
O The Hotel fica na Collins Av e tem um bom custo benefício, além de ser parceiro do blog. Leia o post completoaqui.
O Shelborne é um hotel boutique que acaba de ser reformado e reaberto em grande estilo. Leia o post aqui e veja o vídeo no Youtube.
O Surfcomber é outro hotel na mesma área, com uma agradável piscina.
Para quem quer algo mais sofisticado, tem o Ritz Carlton, também de frente pra praia e o W South Beach, com um vista deslumbrante, onde você pode ler post aqui.
E ali perto, temo o Setai, hotel com o selo Leading Hotels of the World, e um dos mais sofisticados de Miami.
O Fontainebleau é um ícone de Miami Beach, enorme e com vários restaurantes.
Brickell
Quem não faz questão de ficar perto da praia, pode partir para área da Brickell, onde há alguns dos hoteis mais elegantes de Miami, como o Mandarin Oriental, extraordinário, onde você lê post aqui e o vizinho Four Seasons, não menos glamuroso, onde você pode conhecer o restaurante aqui.
Com preços mais convidativos que South Beach e com cara de bairro, pode ser uma boa opção. Sugerimos oSonesta, com linda vista para a marina e o tradicional Biltmore, um ícone em Miami.
Há sete anos na Rua Bartolomeu Mitre, no Leblon, o Giuseppe Grill, que também tem um “irmão mais velho” no Centro, oferece a melhor carne do Rio. Ele tem uma localização privilegiada e que faz muito carioca – como eu – revirar a memória. Afinal, no mesmo endereço funcionou, entre outros estabelecimentos, o People, uma das boates mais famosas dos anos 80/90. Portanto, leia agora com detalhes sobre este restaurante especializado em carnes mas que oferece também peixes fresquíssimos. Aproveite para ver nossa seleção de restaurantes ao ar livre no Rio.
Surpreendentemente, apesar de ser um restaurante especializado em carnes, exatamente como o nome sugere, o cardápio é variado e dá muita importância para os peixes. Eles são entregues sempre fresquinhos por mergulhadores locais. Portanto, uma excelente opção também para quem não come carne vermelha. Os peixes ficam expostos em uma bancada de gelo e podem ser selecionados pelo cliente, ainda inteiros, e depois, assados em folha de bananeira.
Frequento o Giuseppe Grill há anos e sempre gostei muito do seu ambiente sofisticado e de bom gosto. Ou seja, suas mesas de madeira e sem toalhas, dão o clima acolhedor. Um dos seus sócios, o restaurateur Marcelo Torres é um apaixonado por vinhos. Portanto, a adega do Giuseppe já foi considerada a mais completa da Zona Sul. Certamente, ela não deixa nada a dever a restaurantes de NY ou Londres, com rótulos que vão de R$120 a R$24 mil, para os mais contidos ou para os que querem impressionar.
Minha experiência no Giuseppe Grill
Desta vez, o almoço foi especial, já que fui convidada pelo próprio restaurante para provar alguns dos seus carros chefes. Começamos com o simpático couvert, com deliciosas torradinhas e uma ótima saladinha de grão de bico. De entrada, pedi a panelinha de siri, com carne de siri desfiada, ervas e um levíssimo toque de azeite de dendê, muito saborosa. Meus companheiros de mesa foram, respectivamente, na panelinha de rabada com funghi e purê de batata baroa, que estava um sucesso. Ainda provamos a excelente salada morna de frutos do mar, com direito à folhas orgânicas, que vêm de um sítio em Teresópolis.
O primeiro prato foi um pampo ao forno com molho de alcaparras muito gostoso, acompanhado de arroz de limão siciliano e farofa de abobrinha com farinha de Araxá. Tudo delicioso!
Ter dividido por três foi bom, porque em seguida veio um dos melhores cortes do Giuseppe, a picanha supra sumos. Estava no ponto exato, macia, simplesmente perfeita! E, como carne sozinha não tem graça, vieram as batatas portuguesas sequinhas e uma farofa de cebola na manteiga simplesmente DIVINA (sou louca por farofa, mas confesso que sou exigente, farofa pálida não dá e esta estava no ponto!).
As sobremesas
De sobremesa, uma degustação de cair o queixo: mousse de chocolate com amêndoas, levinha e não muito doce, bem do jeito que eu gosto. Além disso, teve também creme siciliano (limão batido com sorvete de creme e regado com limoncello) e romeu e julieta, mas não qualquer romeu e julieta: goiabada que vem pelo correio direto de Minas. Ela é servida aquecida com sorvete de queijo minas.
A carne do Giuseppe Grill Leblon já foi eleita a melhor do Rio de Janeiro pelas revistas Veja-Rio e Gula e pelo Rio Show, do O Globo (prêmio que sou jurada, por sinal). Além disso, o restaurante tem um espaço exclusivo no subsolo para acomodar cerimônias de casamentos e outros eventos.
E finalmente, para provar que o Giuseppe é um restaurante super inn, encontramos a querida atriz Malu Mader, frequentadora assídua, boa de garfo, como eu, que comeu a picanha supra sumos e adorou!
A Enoteca Saint Vinsaint é o único restaurante da América Latina a servir, exclusivamente, vinhos naturais, orgânicos ou biodinâmicos, o que, além de saborosos, também trazem vantagem para a saúde de quem os bebe, uma vez que produtos químicos estão fora da sua composição. O que na França, por exemplo, é super comum, faz desse pequeno, porém, encantador bistrô dentro da capital paulista, uma verdadeira viagem ao mundo dos sentidos.
Ramatis é o braço masculino da Enoteca, formado em psicologia e pós-graduado em marketing do vinho. O braço feminino tem nome de flor: Lis. Ela, formada em Nutrição e Gastronomia, sonhou anos atrás em abrir um negócio no qual pudesse importar vinhos e também divulgar pequenos produtores brasileiros. Assim nasceu a Enoteca, um dos lugares mais autênticos da cidade. E sabe por quê? Porque vai muito além da proposta de ser um estabelecimento comercial. Tem alma! A alma de um casal apaixonado pelo que faz e, principalmente, por aquilo que acredita.
Pelo menos uma vez ao ano eles viajam para vivenciar a colheita de uvas em diferentes destinos do Brasil. Trazem de volta experiência e muitos rótulos de amigos e novos produtores que descobrem. Entre os destaques da carta da Enoteca, que hoje conta com cerca de 180 rótulos, estão Domino Vicari, da Praia do Rosa, Era dos Ventos, de Bento Gonçalves e Vinhas da Loucura, de Eduardo Zenker, da cidade de Garibaldi.
Também entre essas pesquisas de campo já enriqueceram o repertório em países como Bulgária e na Hungria e brincam que nas viagens internacionais, deixam as roupas pra trás e garantem espaço na mala para os vinhos.
A Enoteca só tem quinze mesas e três funcionários e cada objeto da casa foi comprado nas viagens e conta muito da história e estilo do casal.
E minha noite de segunda-feira deixava de ser apenas uma noite de segunda-feira. Começava ali uma inesquecível viagem pelas delícias de um senhor menu-degustação… assinado pela própria dona, Lis Cereja.
Pra começar, uma entrada de sabores intensos e marcantes: Terrine Al’Ancienne (de vitela com pato e pistache, acompanhada de brotos orgânicos, piclese mostarda Dijon). Para harmonizar: vinho do Porto branco orgânico;
Em seguida, Carpaccio de pato defumado, molho à base de laranja e gengibre harmonizado com cerveja Red Ale que eles descobriram durante a última viagem que fizeram para Santa Catarina;
Primeiro prato principal: Polvo a galega sobre cama de couscous marroquino com grão de bico e páprica. O prato parece uma pintura de Miró, com uma explosão de sabores! Para acompanhar, um vinho branco de notas florais: Trebbiano D’Abruzzio.
Na sequência, Ovo perfeito com azeite de trufas e lasca de botarga (ovas prensadas de tainha). Acompanhando, um autêntico jerez que, ao primeiro gole, me levou a uma das mais especiais viagens que fiz pela Espanha, anos atrás. O prato tinha sabor tão esplêndido que quando me lembrei de fotografá-lo, já estava pela metade…
Continuando, arroz de pato com coxinha de asa confitada.
E quando parecia não haver mais espaço para a imaginação, e para o meu estômago, eis que Lis surge com bombons de… fois gras! Sim, fois gras com chocolate meio amargo, redução de Jerez Pedro Jimenez, flor de sal e azeite extra virgem desvirginando qualquer preconceito. Pra comer de joelhos, em pé, deitado, sentado…. E tomando mais um jerez, por supuesto!
Mas as recordações e referências dos doces que a avó fazia, não deixaram nossa chef parar por aí e pra fechar com brasilidade meu banquete lá veio ela com um doce de abóbora com cardamomo, açafrão e calda da própria abóbora. A bebida?? Cachaça orgânica do Vale do Rio das Antas.
E fim de papo.
P.S.
Ah claro, já ia me esquecendo de contar: a Lis e o Ramatis se conheceram durante uma degustação de vinhos. Viva Baco!
É com muito prazer que conto pra vocês uma grande novidade. Sou agora a colunista de viagem do programa Estúdio I, da Globonews, apresentado diariamente de 14hs às 15:30 pela jornalista Maria Beltrão.
Vou entrar ao vivo, de onde estiver viajando, contando as novidades do lugar, o que tem de bom para fazer na cidade, a programação cultural em cartaz, dicas de gastronomia, etc.
E os detalhes, claro, vocês sempre vão poder ler aqui no blog.
Desta maneira, junto as duas coisas que mais gosto de fazer: televisão e viajar. Tenho uma carreira de 20 anos como repórter e já estava sentindo falta da telinha!
Para quem não acompanhou, clique aqui para ver minha primeira participação no programa, direto de Toronto, no Canadá.
Falei sobre as principais atrações de Toronto, como o mercado gastronômico St Lawrance, que todos os sábados é incrementado com produtos dos agricultores locais , e que ganhou o título de melhor mercado do mundo pela NationalGeographic. Também comentei sobre a antiga destilaria de whisky, transformada em centro cultural, e que já foi cenário de muitos filmes hollywoodianos, sendo o segundo maior set de filmagens fora de Hollywood. Além disso, visitei o TorontoZoo, com ursos polares e panda sendo a estrela do momento , e a exposição This is not a Toy, de brinquedos de colecionadores, em cartaz no Design Exchange Museum.Espero que gostem e que eu possa contar com a audiência de todos.
Até a próxima viagem!
Agradeço o Turismo de Toronto e a Air Canada pelo convite da viagem.