Se você nos acompanha no Instagram @youmustgoblog, sabe que nossa editora-chefe Renata Araújo escolheu NYC para curtir este fim de ano. Portanto, ela aproveitou para conhecer o Little Island, o novo parque flutuante de Nova York. Aberto em maio, totalmente ao ar livre, ele fica na orla do Rio Hudson, no antigo Pier 54, no Meatpacking District, e de fato é um programão uma vez em NY. Ah, e a entrada é gratuita e durante o inverno está funcionando diariamente de 6am até 21pm.
O projeto é do inglês Thomas Heatherwick, o mesmo que desenhou o The Vessel, no Hudson Yards. Por anos ele ficou embargado sob alegações de que a obra prejudicaria a fauna do Rio Hudson. No entanto, o tempo passou e as agências ambientais autorizaram sua construção. São 132 esculturas em forma de tulipa que compõem um cenário incrível!
Little Island
O Little Island é ligado por duas passarelas e exibe 35 espécies de árvores, 65 espécies de arbustos e 270 variedades de gramíneas, perenes, vinhas e bulbo. Além disso, há também um charmoso anfiteatro a céu aberto, que acomoda 687 pessoas. Os portões de entrada ficam na 13th e na 14th Street.
Ótimo programa em NYC
O anfiteatro
As esculturas
Sobre o Pier 54
Entre 1910 e 1935, o Pier 54 operou a linha britânica Cunard-White Star. Portanto, serviu como ponto de partida e retorno para viagens de transatlântico. Em 1912, por exemplo, os sobreviventes do famoso desastre do Titanic chegaram em segurança no Pier 54 a bordo do navio de resgate RMS Carpathia. Já em 1915, o RMS Lusitania partiu do cais 54, apenas para ser afundado por submarinos alemães na costa da Irlanda cinco dias depois como uma vítima da Primeira Guerra Mundial.
O cais acabou caindo em desuso até os anos 1970 e início dos anos 80, quando o Pier 54 – junto com outros cais ao sul de Chelsea – se tornou um refúgio seguro para a crescente comunidade LGBTQ da cidade de Nova York. O Pier 54 acabou se tornando parte do recém-formado Hudson River Park em 1998. Em 2013, Barry Diller da Diller-von Furstenberg Family Foundation, em parceria com a liderança do Hudson River Park Trust, reativou o Pier 54 após os danos do furacão Sandy, em 2012. Portanto, Diller criou um espaço público em NY, proporcionando uma experiência imersiva com a natureza e a arte. Adoramos!
Little Island no Pier 54
Por Renata Araújo e Duda Vétere. Dezembro 2021. Fotos: Renata Araújo
A estação mais quente do ano já começou! E na coluna Enoteca YMG, vamos compartilhar dicas de vinhos refrescantes para o verão. Afinal, as férias e festas de fim de ano estão aí. E numa tarde quente de verão, poucas coisas podem ser melhores do que um prato de ostras com um bom vinho branco, como um Sancerre ou um Pouilly-Fumé. De fato, dois ícones da região francesa do Vale do Loire, denominações famosas não só pela qualidade, mas também por serem companhias ideais para esses mariscos.
Estes, aliás, andam cada vez mais populares no Rio, com mais fornecedores e mais lugares para apreciá-los. (Marcelo Malta está trazendo, há pouco mais de um mês, de Santa Catarina, pequenos lotes de ostras selvagens, que são de fato especiais: prove-as no japonês Mitsubá ou na última (excelente) novidade do Leblon, o pequeno Sabor das Águas – Açougue do Mar, que abriu há poucos dias na rua Dias Ferreira).
Essas duas AOCs clássicas estão cada qual de um lado do rio Loire, e também têm em comum o fato de seus brancos serem feitos com a uva Sauvignon Blanc, que é marcada pelo seu frescor, e hoje é das variedades mais populares no mundo. Fora da França ela pode ser encontrada em vários países, inclusive o Brasil, onde tem dado bons resultados nas serras Gaúcha e Catarinense.
Vinhos franceses
Mas é noChile e na Nova Zelândia que a Sauvignon Blanc apresenta os mais notáveis vinhos. Do país da Oceania chegam garrafas que são garantia de felicidade, com vinhos brancos límpidos e frescos, aromáticos e elegantes, gastronômicos e com acidez sempre bem marcantes. Mas nunca excessiva (eu não conheço um país que tenha uma produção vinícola média de vinho em nível tão alto quanto a Nova Zelândia, e é tudo tampa de rosca, para acabar com todos os preconceitos a esse tipo de vedação).
No Chile é preciso saber separar o joio do trigo. Ou, melhor, os aspargos da grama cortada. Porque tem muito rótulo hermano bem pouco atraente, com acidez excessiva e aromas desequilibrados, onde prevalece uma nota vegetal um pouco irritante, de capim ou algo assim. Mas em lugares como o Vale de Casablanca, bem junto ao Pacífico, o resultado é excelente. Procure por produtores pequenos, como, por exemplo, a La Recova, ou outras um pouco maiores, como a RE, a Loma Larga, a Casas del Bosque, a Matetic e a própria Viña Casablanca, que pertence à gigante Santa Carolina. (Aliás, o hotel da Matetic, La Casona, é espetacular, assim como seus vinhos).
La Recova
Aí, o vinho ganha delicadeza e complexidade. Aquela nota vegetal de capim cortado passa a remeter a aspargos, a mineralidade e o frescor surgem com nitidez, assim como notas cítricas e salinas.
Os vinhos italianos
Existem condições climáticas que favorecem os vinhos a apresentarem um perfil mais fresco. Além disso, trazem sugestões de aromas marinhos devido à proximidade com o mar e a influência do terroir nos vinhos. Os brancos das ilhas italianas da Sicília e da Sardenha costumam ser muito apropriados para o verão carioca, e para os pratos de peixes e frutos do mar. Além de saladas, cujo consumo aumenta nos meses mais quentes na mesma proporção que a temperatura.
Vinho da Sardenha
Beber um Vermentino di Sardegna ou um Etna Bianco, este produzido nas encostas do famoso vulcão siciliano, bem geladinhos, é das melhores coisas que podemos fazer numa tarde abafada. Ainda mais com um carpaccio de peixe ou de polvo, uma massa com frutos do mar ou um churrasco de mariscos, com lagostins, atuns, cavaquinhas e toda a sorte de pescado (ficam ainda melhores se fizermos isso em restaurantes como o Cipriani, o Satyricon, o Alloro al Miramar, o Sult ou o Pope, para citar apenas alguns dos mais recomendáveis italianos do Rio).
Os vinhos portugueses
Outra ilha, na verdade um arquipélago, que produz vinhos notáveis, marcados pelo frescor, mineralidade e intensidade, de acidez e aromas, são os Açores, que pertencem a Portugal. Com produção limitada, e ainda difícil de encontrar no Brasil, os vinhos que estampam Terrantez do Pico no rótulo carregam esse DNA vulcânico, oceânico e eletrizante. Ele traz frescor, salinidade e inunda a taça com perfumes cítricos. São tão refrescantes e apropriados para apreciarmos pratos com pescados – num dia quente, é um tanto melhor. Portanto, procure pelas garrafas de António Maçanita, enólogo fantástico que vem dando visibilidade aos vinhos açorianos como nunca antes.
Oi, vinho verde!
Aliás, outra região costeira que produz vinhos leves e refrescantes, que se encaixam perfeitamente num dia quente de verão, seja a beira da piscina ou na praia (por que não? Pega uma bolsa térmica com gelo, um copinho de plástico e vai), ou à mesa de um bom restaurante, é o Minho, também em Portugal. Sim, falamos dos Vinhos Verdes, tão apreciados pelos cariocas, por três razões principais. A primeira é a tradição. Uma vez que grande parte dos imigrantes portugueses que vieram para o Rio são minhotas, e de outras áreas do Norte do país, onde o consumo de Vinho Verde é altíssimo.
De fato, vinho verde combina com verão!
A segunda, é o nosso próprio clima. Tão propício para os vinhos com esse perfil, servidos geladinhos, com as garrafas afundadas no gelo. Por fim, o nosso cardápio tradicional, que passeia por receitas portuguesas, que naturalmente já se combinam com os Vinhos Verdes, e outras mais untuosas, com rabadas, frituras mil e etc. A acidez desses vinhos vai contribuir para cortar a gordura e limpar a boca, deixando tudo mais agradável e apetitoso.
Porque a verdade é essa. Poucas coisas podem ser tão fabulosas quanto ostras com Sancerre e Pouilly-Fumé. Ou brancos ilhéus com pescados, de uma maneira geral. E Vinhos Verdes no verão do Rio, como um todo.
Depois de 12 anos, o Venga de Ipanema ganhou uma repaginada, tanto no ambiente como no cardápio. A matriz da casa de culinária espanhola está ainda mais aconchegante, e nós, que somos fãs do restaurante desde a sua abertura, fomos conferir as novidades. Portanto, continue lendo o post para saber de todos os detalhes! Aproveite para ler também nossas dicas de ceias para o fim do ano.
O restaurante espanhol agora conta com uma “Barra Fria” no salão, onde ficam expostos todos os pães feitos artesanalmente e também onde se preparam ostras, tartares e vinagretes. Além disso, há também uma varanda muito agradável.
No cardápio, há mais opções de “arrozes” e “platos”, além de uma grelha de pedras carbonizadas para dar um gostinho especial de brasa nas verduras, carnes e pescados. Nosso almoço delicioso teve alguns sucessos da casa, como, por exemplo, as irresistíveis croquetas de camarão, os vinagretes de polvo e lula e o arroz meloso de polvo.
Entradinhas deliciosas
À pedidos, o Venga de Ipanema também resgatou alguns clássicos como o “Piquillo Relleno”, pimentão típico espanhol recheado de atum. Assim como o “Perrito Caliente”, pão de fermentação natural, chistorra, queijo meia cura, cebola caramelizada e mostarda.
Além disso, uma das novidades é o menu executivo, oferecido de segunda à sexta, com entrada, principal e sobremesa, a partir de R$39. São seis opções de tortillas, como, por exemplo, a de bacalhau, que são uma ótima pedida. De acompanhamento, a salada com pêra, queijo e amêndoas. Para brindar, as clássicas sangrias da casa, que certamente combinam com o verão carioca.
Ensalada de pera e Pan con tomate
Sangria Aguade Valencia
Tortilla de Bacalhau
De sobremesa, mousse de chocolate com azeite e flor de sal, e os tradicionais churros com doce de leite. De fato, uma ótima maneira de encerrar nosso almoço!
as sobremesas
Renata Araújo e Duda Vétere
Texto e fotos por Duda Vétere e Renata Araújo. Dezembro de 2021.
Sucesso em São Paulo, restaurante The View chega a São Conrado e com vista panorâmica de 90 graus. Ícone arquitetônico do Rio, o Hotel Nacional inaugurou nesta segunda-feira (20) a primeira filial carioca da marca. Aliás, o lugar promete um verdadeiro espetáculo, diretamente do 30º andar. Aproveite e conheça o novo point de brunch no Jardim Botânico.
Sucesso em São Paulo, The View Bar chega a São Conrado
Afinal, de segunda a sexta, a partir das 17h, hora que começa o crepúsculo, ele abre suas portas para drinques e o jantar. No fim de semana, do meio-dia às 16h, haverá almoço também. Assim, o menu leva a assinatura do chef italiano Samuele Oliva, que traz uma versátil seleção de pratos. Na avant-première feita especialmente para os jornalistas, em que estivemos presentes, foram servidos oito, incluindo a sobremesa.
O ambiente
Drinque com vista!
Esse tour-de-force delicioso começou com uma cesta de pães com salada de galinha caipira, manteiga temperada e bacalhau. Então, na sequência, mais duas entradas. Primeiro, frisella com burrata e presunto cru. Depois, polvo com humos de tainha e tomate cereja confitado. Todos harmonizados pelo espumante Vallontano Brut, um blend com uvas Chardonnay e Pinot Noir.
Como primeiros pratos, uma releitura interessante do carbonara em forma de ravioli com Guanciale. Ele veio, então, com molho de limão, lascas de Peccorino e pimenta do reino. Já o outro é um apetitoso risoto de alho negro com parmesão.
Ravioli de Carbonara
Risoto de alho negro
E, acredite, a sequência é, como dizem, de comer rezando. Assim, é servida uma lagosta tostada sobre gaspacho, com cogumelos italianos e arroz negro com amêndoas. Então, o último prato foi um ojo de bife com espuma de menta. De acompanhamento, batatas ao murro, aspargos e bacon mineiro crocante. Para finalizar, a sobremesa foi um pot-pourri do chef com mini tortinhas. Felizmente, entre elas, limão, cheesecake de Nutella e semifreddo de damasco, uau!
Lagosta
Ojo de Bife
Trio de sobremesas
Piano bar e ambiente aconchegante
Além disso, vale lembrar que todo o jantar foi embalado ainda pelo piano de Rafael Direito. No repertório, Queen, Elton John e The Police. Aliás, a trilha combinou e muito com ambiente. O restaurante é arrojado e moderno, com uma iluminação muito agradável à noite. Assim, o The View é propício tanto para um jantar romântico como uma reunião de negócios. Um tremendo must go, sem dúvidas.
Piano Bar
Endereço: Avenida Niemeyer, 769 – São Conrado
Por Guilherme Scarpa. Fotos: Guilherme Scarpa e Divulgação. Dezembro 2021
Quando estamos em São Paulo, temos a árdua missão de desbravar novos restaurantes. Em sua última passagem pela cidade, nossa editora-chefe Renata Araújo foi conhecer o Watanabe, que abriu as portas em Setembro. Sob o comando do chef Denis Watanabe, o novo restaurante japonês no Itaim mescla técnicas tradicionais com um toque contemporâneo. Além disso, o ambiente é aconchegante e a dica é sentar no balcão para acompanhar de perto o trabalho minucioso dos chefs. Aproveite para ler também nossas sugestões de Ceias de Natal e Réveillon em SP e o novo italiano nos Jardins.
Inspirado em casas renomadas, como, por exemplo, Nobu e Zuma, saem do balcão uma variedade de sashimis, sushis e/ou makis de atum, pargo, salmão, lula, centolla, entre outros. Denis conta com Eduardo Takeshi como seu braço direito no sushibar. Com mais de 10 anos de experiência, já trabalhou em restaurantes como Yamaga, um dos mais tradicionais da Liberdade.
Seleção de sushis do chef
Sushibar
De fato, uma obra de arte
Destaque também para a cozinha quente do Watanabe. Afinal, o chef convidou Luiz Vieira, que trabalhou no Nobu, em Miami e São Paulo, para elaborar um menu a quatro mãos. Foco nos grelhados e os nori snacks feitos no forno a carvão. A couve-de-bruxelas crispy com molho ponzu, ovas de ikura e mix de micro-leaf e a berinjela japonesa grelhada em carvão, com molho sumissô à base de pasta de missô, vinagre de arroz e açúcar são boas pedidas.
Couve de Bruxelas crispy
Nasu Missô
Enquanto isso, a confeitaria do Watanabe é feita em parceria com a Momonoki, especializada em sobremesas inspiradas na culinária japonesa, mas com técnicas francesas. Destaque para o Petit gâteau de matcha com sorvete. Já o bar, comandado pela bartender Márcia Martins, conta com drinques autorais. O sake Hakutsuru Tanrei Junmai, por exemplo, é outra exclusividade da casa. Ele é feito com água da nascente do Monte Rokko, no Japão.
O Grupo Fasano chega a mais um destino brasileiro em 2022: inaugura, no dia 27 de dezembro, o novo Hotel Fasano Trancoso! Localizado na Praia de Itapororoca, são 40 bangalôs em uma área de 300 hectares, sendo 100 deles de preservação ambiental. Portanto, aquela combinação que não tem erro: mata nativa, água cristalina e areia branquinha. De fato, já estamos ansiosas para conhecer este paraíso! Afinal, com o selo de luxo e serviço do Fasano, só podemos esperar o melhor de uma hospedagem cinco estrelas!
O projeto é do arquiteto Isay Weinfeld, reconhecido por seu traço contemporâneo. Portanto, ele estabeleceu um diálogo harmônico com a natureza, no design de cada suíte, utilizando materiais rústicos e naturais. O toque da cultura local, por exeplo, fica por conta de detalhes, como o telhado coberto por piaçava. Em toda a frente do hotel, um deck de 250 metros garante uma vista única para o mar da Bahia. Aliás, é lá também que ficam as duas piscinas, adulto e infantil.
Projeto do Fasano Trancoso
Divididos em cinco categorias, os bangalôs variam de 60m² a 206m², incluindo opções com sala de estar e dois quartos. Além disso, a maioria deles contam com banheira e terraço privativo com espreguiçadeiras. Já os amenities são da linha Fasano by Costa Brazil.O complexo conta ainda com 23 villas e 29 lotes para construções particulares, em que os moradores podem usufruir dos serviços do hotel.
Um dos quartos do novo FAsano Trancoso
Lazer e Gastronomia
O novo Hotel Fasano Trancoso conta ainda com um sofisticado spa com sauna, piscina wellness e fitness center. No menu de terapias, há uma experiência criada especialmente para Trancoso pela massoterapeuta e terapeuta holística responsável pelos Spas Fasano, Fabrícia Nogueira.
Já o restaurante, comandado pelo chef Zé Branco, é aberto também a não-hóspedes mediante reserva. Com anos de experiência no Grupo Fasano, o chef prioriza os frutos do mar com a tradição da gastronomia italiana, presente no DNA da marca. Além disso, há também um quiosque na piscina e serviço de praia.
A praia
O Grupo Fasano
Este é o segundo hotel pé na areia da marca. O primeiro é o Fasano Angra dos Reis, onde já nos hospedamos e você lê aqui todos os detalhes. Já no campo, o Fasano Boa Vista fica a 1h15 de São Paulo, tem apenas 39 quartos, e fica em uma fazenda de 12 milhões de m². De fato, a paisagem é estarrecedora. Nossa editora-chefe Renata Araújo se hospedou lá recentemente e ficou muito bem impressionada.
O luxo do Fasano Boa Vista
Sem falar, é claro, nos hotéis presentes nas principais capitais do Brasil que nós também já tivemos a oportunidade de nos hospedar, como Rio, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. Além disso, neste fim de ano participamos do almoço de confraternização no Gero, restaurante do Fasano Rio. Uma ótima maneira de terminar 2020. De fato, somos fãs do Fasano!
“Então é Natal, e o que você fez?”. A última coluna You Must See! do ano traz uma seleção de filmes de Natal para entrar no clima das festas. Mais um ano termina e a magia dessa época se espalha em diversas produções.
Um Menino Chamado Natal (Netflix) Com um elenco encabeçado por Maggie Smith e Jim Broadbent, o filme convida para entrar no clima natalino com a história da origem de Papai Noel. Então, acompanhamos a saga de Nikolas, vivido pelo encantador Henry Lawfull, em busca de seu pai. Assim, nesta jornada, vamos testemunhar, sobretudo, o destemido jovem no mágico encontro com seu destino. O longa, para toda a família, é um deleite para os olhos e o coração.
“Um Menino Chamado Natal” investiga a origem de Papai Noel
Novas animações sobre Natal
Encanto (Disney+) A animação está concorrendo ao Globo de Ouro na categoria Melhor Animação e, sem dúvida, é a grande favorita! Na história, Encanto é um vilarejo mágico escondido nas montanhas colombianas. Assim, o lugar concede poderes mágicos para todas as crianças das famílias que, lá, têm a sorte de residir. Entretanto, Mirabel, uma criança que nasce sem poderes, precisa lutar e muito. Ela descobre que Encanto está ameaçada. Com isso, a garota, apesar de “comum”, apresenta-se como a única esperança para salvar o lugar. O filme traz canções cativantes e um visual hipnotizante.
“Encanto” é a nova animação da Disney
O Expresso Polar (HBO Max) Dirigido pelo genial Robert Zemeckis, a animação conta com Tom Hanks no elenco de dubladores. Então, o filme é mais um acerto da dupla, que, aliás, já colaborou em “Forrest Gump” e “Náufrago”. O filme é, sobretudo, uma produção que não subestima o público juvenil. Assim, apresentando tonalidades sombrias e realistas sobre a vida, conta a história de Hero Boy. O personagem é um menino cético que, na madrugada do Natal, é convidado para uma viagem rumo ao Polo Norte! Entretanto, nesse percurso, ele precisa melhorar sua autoestima. Vale lembrar que Tom Hanks dubla nada menos que cinco personagens no filme de Natal, incluindo o protagonista.
Os clássicos filmes de Natal
O Amor Não Tira Férias (Netflix, Prime Video e Telecine) Clássico dos clássicos, o filme estrelado por Cameron Diaz, Jude Law, Kate Winslet e Jack Black leva a direção de Nancy Meyers. A cineasta é conhecida pela leveza, o bom humor e tramas envolventes em cenários arrojados. A trama narra o final de ano das personagens de Cameron Diaz e Kate Winslet. Então, elas decidem trocar de casa através de um bate-papo online! Ambas estão desiludidas e cansadas e optam por essa ideia meio louca às vésperas do réveillon. Porém o esperado inesperado acontece, e as duas se apaixonam. Cada uma por um homem local, o que rende muitas confusões.
“O Amor Não Tira Férias” é o clássicos dos clássicos que não pode faltar nesta época
Milagre na Rua 34 (Disney+) As duas versões do filme, a de 1947, com a estreante e saudosa Natalie Wood, e a de 1994, com a pequena Mara Wilson. Ambas dão vida à pequena, mas eloquente, Susan Walker. A menina de seis anos já não acredita mais na fantasia do Natal. Entretanto, quando conhece um Papai Noel de uma loja de departamento, que se diz ser o próprio, ela fica ressabiada. Então, as coisas começam a mudar para menina. Ela desenvolve uma fé que até então desconhecia. As duas versões valem muito a pena! Feliz Natal e um 2022 mágico para você!
As duas versões de “Milagre na Rua 34” estão disponíveis na Disney +
Novo brunch bar e point do Jardim Botânico, o Bica abriu suas portas na esquina das ruas J.J. Seabra com a via principal do bairro, em agosto. De lá para cá, vem se firmando como um restaurante aprazível, com decoração cool e também como um pequeno empório com produtos artesanais bem interessantes. Então, há chocolates de pequenos produtores, chás, vinhos e outras pequenas iguarias que podem funcionar e muito como delicadas lembranças para o Natal. Inclusive, alguns desses produtos estão reunidos numa cesta (R$ 280) com esse intuito. Aproveite e confira os vinhos que harmonizam com o menu de Natal e as dicas de Ceias por encomenda e nos restaurantes.
Bica, o novo brunch bar e point do Jardim Botânico
Nossa editora-chefe, Renata Araújo, foi conferir de perto o principal da casa: um menu de café da manhã delicado e apetitoso, criado pelas irmãs Vavá, Marcella e Paula Leite, as donas do pedaço. Assim, elas contaram que, para o verão, também estão se dedicando a outro turno: de happy hour. Aliás, para isso, a cada dois drinques, o cliente ganha mais um de presente. Entre os destaques da carta, está o espresso gin tônica (R$ 32), por exemplo.
De fato, um lugar super agradável
Aberta das 8h às 20h, a Bica é ideal mesmo para o brunch, que fica disponível o dia todo no cardápio. O café da manhã começou com o delicioso pão de queijo da casa (R$ 14) e um capuccino grande (R$ 14). Então, na sequência, vieram as tartines. Há três sabores: tomate com meia cura (R$ 30), queijo e mel (R$ 29) e cogumelo com abacate (R$ 32). Aliás, esta última, deliciosa.
Brunch na Bica
Os ovos beneditinos (R$ 36) são o clímax do brunch, com as gemas em um ponto irretocável, acompanhados por uma mimosa (R$ 32), naturalmente. Para entrar no clima das festas de fim de ano, a Bica também desenvolveu sua própria rabanada (R$ 12), delicada e quentinha. As criações todas são do chef Lucio Vieira. Para terminar, outro cafezinho, agora espresso, bom demais.
Em minha última ida a São Paulo, fui conhecer o Mezza Luna Cucina del Sud, novo restaurante italiano nos Jardins. Sob comando do chef Fábio Aiello (ex-Attimo), a casa tem especialidades do sul da Itália, mais precisamente Sicília, a terra do chef. Inaugurado há apenas um mês, o ambiente é amplo e aconchegante, os pratos são deliciosos e o serviço gentil. De fato, um restaurante que merece a sua visita. Aproveite para ler também nossas dicas de Ceias de Natal e Réveillon em São Paulo.
O projeto arquitetônico do Mezza Luna tem como conceito o estilo boêmio contemporâneo. Destaque para as mesas compostas com árvores desidratadas e o túnel de entrada feito em aço. Além disso, outros dois nomes importantes da indústria gastronômica completam o quadro. O maître Jailson Barreto (23 anos de La Tambouille) e o restaurateur Francesco Paolo (do Grupo DPN Gastronomia).
Com o chef Fabio
Ambiente
No cardápio, uma combinação de receitas tradicionais e pratos contemporâneos. De entrada, por exemplo, o Carpaccio de Capesante, lâminas de vieira defumadas com base de creme de tomate marinado, com um toque de limão siciliano e flor de sal é uma boa pedida.
Certamente na hora dos principais, o destaque são as massas caseiras. O Fagottini pera e gorgonzola, por exemplo, é recheado de nozes e pera com molho de gorgonzola dolce e pistache. Já o Fusilli Nonna Angela vem com lula, camarão, mexilhões e molho pomodoro. Além disso, há também opções de risotos, carnes e peixes.
Carpaccio Capesante
Massa deliciosa!
Fagottini
De sobremesa, apostei em dois clássicos italianos. O Cannoli Siciliani Doc, casquinha recheada de creme de ricota fresca com gotas de chocolate envolto em pistache e o Tiramissù Si… Ma quello di Nutella, creme de mascarpone italiano, nutella, biscoito, café e amaretto.
Tiramisú
Cannolis
Além disso, os drinques são autorais. A adega, climatizada, conta com mais de 60 rótulos. Ou seja, um restaurante completo. De fato, voltarei na próxima ida a São Paulo.
Todo ano, reunimos amigos, assessores de imprensa, jornalistas, influenciadores e também parceiros, para celebrar as conquistas do You Must Go!. Em 2020 não pudemos realizar, por conta da pandemia, então estávamos animados para fazer nossa tradicional confraternização. Portanto, nesta terça-feira, o Happy Hour do You Must Go! aconteceu no Mitsubá, delicioso restaurante japonês no Rio Design Leblon. De fato, foi uma noite agradável cercada de tanta gente querida! Uma noite que teve um significado ainda mais especial, depois de tempos tão conturbados. Seguramente achamos extremamente necessário brindar à vida e comemorar com quem nos apoia e prestigia o ano inteiro!
Com projeto arquitetônico arrojado de Bel Lobo, o tradicional restaurante japonês aportou na Zona Sul há alguns meses após deixar a Tijuca. A cozinha, comandada pelos chefs Eduardo Nakahara e Breno Naar, é conhecida pela sua variedade de peixes frescos. Ao longo da noite, pudemos experimentar algumas delícias do menu, como, por exemplo, as ostras com molho ponzu, que estavam perfeitas. Além disso, também teve tartar de salmão e atum, rolls como o spicy tuna e as duplas de sushi como bluefin, ovas de truta e salmão brulé, e harumakis salgados e doces.
De fato, comidinhas deliciosas
Duplas de Sushis
Ostras
Do bar, coquetéis da nova carta “Felicidades Repartidas”, criados pelo mixologista Rod Werner. O Inaka No Josei, por exemplo, leva maturação de paseri, mitsubá (a folha!) e folhas de limoeiro em Cachaça Sete Engenhos, xarope das mesmas ervas, siciliano e gengibre. Já o Manoelzin San é feito com vodka, que passa por um processo de maturação com alga nori, geleia de yuzu, siciliano, óleo sacharum da casa, rimmer de nori, tangerina desidratada, açúcar e sal.
Inaka No Josei
O ambiente
A equipe
A equipe do You Must Go estava em peso: nossa editora-chefe Renata Araújo, nossa repórter e editora-assistente Maria Eduarda Vétere, @dudavetere, nosso editor de vídeos e colunista Guilherme Scarpa, @guilhermescarpa, e Bruno Agostini, @brunoagostinifoto, nosso colunista de vinhos marcaram presença. Quem também foi nos prestigiar foi Marina Moraes, que fez parte da nossa equipe em 2020/2021.
Certamente as assessorias de imprensa, que nos convidam para tantos almoços, jantares e viagens foram prestigiadas. A equipe da Pólen Comunicação, Daniella Cavalcanti Assessoria, Fabio Dobbs, da Dobbs e Scarpa, Bianca Teixeira, da BT Comunicação, Sidimir Sanchez, que nos sugeriu o Mitsubá, e a querida Maria Vargas, sócia da Documennta, também foram comemorar conosco. E nosso amigo Toni Oliveira, da TNT, assessoria da marca Mary Zaide, que sempre veste nossa editora Renata Araújo, também passou por lá. Agradecimento especial também ao dono do Mitsubá, Homero Cassiano.
Com o dono, Homero
Com Sidimir e Breno Naar
Maria Vargas
Marcelo Balbio e Toni Oliveira
Bianca Teixeira
E em um evento de jornalistas, tinham que estar presentes colegas de profissão. Marcelo Balbio do Jornal o Globo, Luizinho Costa, da TV Globo, Maria Helena Esteban, da Revista Zona Sul, Alessandra Carneiro, da Agenda Carioca, e Marcella Sobral, que também já foi nossa colaboradora, foram ao nosso happy hour. Também marcaram presença nosso amigo fotógrafo Tomás Rangel, o chef Thomas Troigros e Rafael Cavalieri, sous chef do Grupo T.T Burguer.
Marcella Sobral e Luizinho
Tomás Rangel
Rafael Cavalieri e Thomas Troisgros
E também nossa querida fotógrafa e amiga Lu Mattos, @lumattosfotos, responsável por estes cliques que você vê aqui.
Conclusão
2021 foi um ano de retomadas. Focamos muito no conteúdo do Rio, sempre trazendo novidades de gastronomia e hospedagem. Mas, aos poucos, também voltamos a viajar, tanto para os Estados Unidos quanto Europa. De fato, estávamos com saudades de compartilhar nossas dicas mundo a fora. Portanto, ficamos muito felizes de poder reunir parceiros e amigos queridos para celebrar mais um ano do You Must Go! Afinal, em 2022 completamos 10 anos!
Que 2022 seja um ano leve e repleto de realizações para todos. Feliz Natal e Feliz Ano Novo!
Neste mês de confraternizações, fomos convidadas para o já tradicional almoço de fim de ano do Fasano Rio. Em uma belíssima mesa na varanda do Gero, eleito o melhor italiano da cidade pelo Prêmio Rio Show Gastronomia, degustamos clássicos do restaurante, em um cardápio assinado pelo chef Luigi Moressa. De quebra, ainda encontrei com queridos amigos jornalistas. De fato, uma ótima maneira de encerrar o ano neste lugar onde colecionamos tantos bons momentos! Aliás, aproveite para ler também nossas dicas de onde curtir o fim de ano no Rio e arredores.
A mesa estava impecável, com decoração de muito bom gosto feita pela Diretora Geral do Fasano Rio, Cristiana Kastrup. Os lugares estavam marcados com nossos nomes, bordados em enfeites de Natal muito delicados. Sem dúvidas, daqueles detalhes que fazem toda a diferença!
Detalhes da mesa
Cristiana Kastrup e o chef Luigi
A mesa
O menu do chef Luigi Moressa estava saborosíssimo. De entrada, optei pelo gateau de batata, queijo crotin com amêndoas, gema de ovo e manteiga com trufas brancas. A outra sugestão também parecia apetitosa: creme de abobrinha com vieiras grelhadas e redução de vinagre balsâmico. E se tratando de um italiano, certamente a massa não pode faltar. O tortelli de abóbora com amaretto na manteiga e amêndoas estava divino!
Como prato principal, fui de atum em crosta de gergelim e tomilho ao molho ”marsala”. Enquanto isso, a segunda opção era a paleta de cordeiro ao forno com risoto à parmegiana.
Gateau de Batata com gema de ovo
Tortelli de Abóbora
O atum
Para encerrar, uma degustação de sobremesas! O tiramisú, mousse de chocolate, torta de massa folhada e maçã verde morna e tartelete de amêndoas e cereja estavam deliciosos. Na hora de ir embora, ainda ganhamos mimos personalizados, além de um belíssimo kit com produtos da marca Fasano.
Sobremesas
Linda caixa de presente
Árvore de Natal do Fasano
Assim que entramos no Fasano, somos recepcionados pela elegante árvore de Natal. Neste ano, ela é inspirada no estilo escandinavo, privilegiando a natureza. As longas raízes, de madeira natural, se espalham pela pilastra e pelo balcão moldado em um tronco de Pequiá da recepção. Além disso, receberam musgos secos junto com as luzinhas. Já os enfeites são de gingerbread (biscoitos de gengibre) feitos por confeiteiros do hotel. Aliás, eles são produzidos e pendurados diariamente.
A árvore de Natal
“A inspiração nórdica vem da minha mãe, descendente de dinamarqueses. O simbolismo das raízes que se espalham remete à cultura viking. É uma árvore forte, que vem enraizada, sólida. O intuito é inebriar o hóspede e deixá-lo encantado desde o momento do check in”, diz Cristiana Kastrup. De fato, conseguiram!
Peru ou tender? Bacalhau, leitão, pernil ou cordeiro? Salada de batatas, macarronese, arroz de lentilha, farofa rica ou cuscuz marroquino? Nozes, amêndoas, terrine? Rabanada, panetone, pudim? Quem sabe tudo junto na mesma mesa? O cardápio natalino varia, e só tem uma coisa que não pode faltar nas mesas das ceias de Natal e Réveillon: o vinho. Portanto, na coluna Enoteca YMG, fizemos uma seleção de quatro estilos de vinhos que harmonizam com os pratos de fim de ano! Aproveite para ler também nossas sugestões de panetones e restaurantes que vão oferecer ceias por encomenda.
4 estilos de vinhos que harmonizam com os pratos de fim de ano
Champanhe
Podemos até acompanhar uma refeição como essa todinha ao sabor de borbulhas e brindes. Dá perfeitamente para ficar só nas garrafas de espumantes nacionais, como foi o tema da coluna passada. Mas, verdade seja dita: Champanhe é Champanhe. Se tem duas datas em que merecemos abrir uma dessas é no Natal e no Ano Novo. Além do dia do nosso aniversário, claro. Ir nas marcas mais conhecidas é uma escolha sempre certeira: e dá-lhe LVMH! Moët & Chandon, Veuve Clicquot, Perrier-Jouët, Don Pérignon, Krug… Cristal, Pommery, Salon? Mesmo quem não é muito ligado no vinho deve conhecer esses rótulos.
De fato, um clássico de fim de ano
Eles são fáceis de encontrar mesmo em supermercados, e também em lojas especializadas e sites. Mas, como se sabe, Champanhe não vive só das grandes maisons, ao contrário. São mais de 2 mil produtores na região, grande parte bem pequenos. Um dos nomes mais cobiçados no momento entre os enófilos mais “geeks” é Jacques. Tanto o Selosse, que faz maravilhas em sua vinícola, em Avize, quanto o seu xará, Lassaigne, de quem se pode dizer o mesmo, instalado em Montgueux.
Riesling
Aqui é uma preferência pessoal mesmo. Mas não é só. Por conta da natureza dos pratos típicos do Natal, este é um vinho que servirá de coringa para quase todo o menu. Porque um bom branco alemão produzido com a Riesling se harmoniza muito bem com carne de porco e cordeiro, bem como em preparações agridoces, de uma maneira geral. Bingo! Fique de olho na quantidade de açúcar, porque encontramos Riesling alemão muito seco e também extremamente doce.
Podemos escolher uma garrafa do Chile, dos EUA, Nova Zelândia ou França? Sim, especialmente neste último caso, da germânica região da Alsácia. Mas quem gosta de brancos aromáticos e intensos sabe: Riesling alemão é Riesling alemão. Aí, dá um pouquinho mais de trabalho encontrar, mas não é tão complicado assim. Importadoras com bom sistema de entregas, como a Decanter, a Mistral, a Grand Cru e a World Wine, por exemplo, possuem excelentes rótulos alemães.
Dão
E na hora do bacalhau, é branco ou tinto? Desde que seja do Dão, tanto faz…Os vinhos dessa região no Norte de Portugal nasceram para pratos com bacalhau e cordeiro. E também encontramos ali vinhos ideais para aves e porco. Daria para ficar a ceia inteira bebericando umas garrafas do Dão. As duas uvas mais emblemáticas desta Denominação de Origem Controlada, a branca Encruzado e a tinta Touriga Nacional, mostram aptidão para ficarem ótimas com os itens principais do menu do período. Os brancos vão acompanhar tender, pernil, leitão, chester e peru com galhardia, enquanto os tintos vão ser par ideal também para o bacalhau, mas igualmente para o cordeiro.
Dão
De um modo geral eu prefiro os brancos em receitas cremosas, como Zé do Pipo, espiritual, com natas ou como aperitivo em forma de bolinhos.Em outras, como lagareiro ou à Brás, gosto mais de tintos. Mas a verdade é que, sendo do Dão, vai sempre ficar bom, me dizem os anos investigando e mastigando o assunto.
Porto ou Madeira?
E, para encerrar? Tenho uma teoria… uma grande refeição deve começar com Champanhe e terminar com uma garrafa de Porto ou Madeira, ou – por que, não? – dos dois. São vinhos únicos e imortais, que nenhum outro país consegue reproduzir. Exclusividades de Portugal. Um Porto Vintage ou Tawny 20 anos torna qualquer ocasião especial. Uma das marcas que mais aprecio é a Taylor’s, com suas quintas de condições enólogicas perfeitas para a elaboração desse vinho, e suas caves na Vila Nova de Gaia com monumentais tonéis que guardam uma rara coleção de nectares antigos. Um vintage da Quinta das Vargellas é um monumento, do mesmo modo que os Colheitas com indicação de idade, preciosidades criadas pelo chefe de cave e sua equipe. Mesmo o Tawny 10 anos já é grandioso. O 20 anos é de emocionar. E o 40 anos… bem, os que quiserem beber ajoelhados, fiquem à vontade.
Taylor’s
Atravessamos parte do Atlântico para pousar na Ilha da Madeira, outro ícone da enologia portuguesa e onde brotam outros vinhos clássicos e únicos: os Madeiras. Desde os mais secos aos doces, o que se faz ali é algo fora de série, verdadeiro Patrimônio da Humanidade. Procure as garrafas antigas, de 10, 20, 30, 40 anos ou até 50 anos, ou as com indicação da uva no rótulo, muitas vezes ainda gravado como antigamente, com tinta branca pintada em forma com a letra sobre a garrafa verde.
Vinho Madeira
É preciso saber que o Madeira Sercial é um vinho seco e intenso, que vai muito bem com embutidos e com frutas secas, e é um excelente aperitivo. Já o Verdelho é meio seco, enquanto o Boal, ligeiramente com um pouco mais de açúcar, é meio doce. A quarta uva dessa classificação é a Malvasia, que é doce, e é um fecho de ouro para qualquer refeição. Prove com um bom gorgonzola ou Canastra curado, além de sobremesas típicas de Natal, com chocolate e frutas secas.