A notícia ruim é que durante a pandemia o Cru Wine Bar fechou as portas. Era um dos mais legais da cidade. A notícia boa é que foi inaugurado no mesmo local uma filial da Amélie Creperie et Bistrot – que faz um trabalho bem bacana com vinhos (e na cozinha). No ano passado, o consumo de vinho no Brasil, ainda modesto, cresceu 18%, atingindo 2,6 litros per capta. O comércio online disparou, por conta da pandemia, e ajudou nos números. Mas o processo vem de antes: de uns seis ou sete anos para cá não param de abrir bares de vinho muito diferentes do que víamos. São lugares jovens e descontraídos, onde a bebida é tratada com respeito, mas sem o pedantismo que por anos atrapalhou a popularização do vinho no Brasil.

Selecionamos alguns desses endereços, cada um no seu estilo, que são ótimos lugares para provar vinhos com comidinhas espertas, com escolhas bem criteriosas e acertadas dos rótulos, em ambientes despojados e informais, onde encontramos, ainda, equipes jovens e até irreverentes. Portanto, na coluna Enoteca YMG de hoje, compartilho 4 bares de vinho no Rio de Janeiro.

Porque o vinho, afinal, é só suco de uva fermentada: vamos tirar o terno e a gravata dele, que assim fica muito mais divertido degustar. (Na última coluna anunciamos, aliás, um bar de vinhos que promete bombar, na Barra, na Fabro Padaria).

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4 bares de vinho no Rio de Janeiro

Wine House

Botafogo, o bairro mais cool do Rio e o que mais lança tendências por aqui, tem algumas excelentes opções, a começar pela Wine House, na Rua Paulo Barreto, dos mesmos sócios do Cru, e ainda mais antiga que este que infelizmente fechou: foi inaugurada em 2014. É pioneira no ramo de bares de vinhos descolados.
A seleção é grande e bem escolhida. Tem espumante da casa, produzido na Campanha Gaúcha, além de um ótimo Pét-Nát, estilo antigo de borbulhas e que anda na moda, o Arte da Vinha 4E (é classificado como “org+nat”: os vinhos que aparecem com esta sigla são orgânicos e naturais, grande maioria da carta).

De fato, uma ótima seleção

Na seleção, além de brancos, tintos e rosés, podemos encontrar uma lista com alguns vinhos laranjas, outro estilo em alta, como o incrível Miras Jovem Naranja, o Cacique Maravilha Pipeño e outras verdadeiras raridades, como a linha do brasileiro Eduardo Mendonça. Não se contente com a carta: converse com os garçons e peça dicas do que chegou e ainda não está na lista. Vai por mim: sempre tem. Posso dizer uma coisa: conheço cerca de 90% da lista, e gosto de tudo. O resto, fiquei doido para provar.

Um dos melhores bares de vinho no Rio

Cave Nacional

Bem perto dali, na rua Dezenove de Fevereiro, temos um outro endereço fundamental para os enófilos, especialmente os que apreciam os vinhos brasileiros, que andam cada vez melhores. A Cave Nacional, inaugurada em 2015, simplesmente, tem a maior carta de vinhos brasileiros do país – e só vende os nossos rótulos. No momento são 230. O e-commerce deles é bem forte. Ali, não existe carta de vinhos, mas sim uma adega. Você vai lá, olha os rótulos, escolhe o seu e pronto. Só tirar a rolha (não se preocupe, o garçom faz isso por você). 

Cave Nacional

Há noites com música ao vivo e também os chamados “wine flights“, degustações de três vinhos diferentes, mas com alguma conexão entre eles. Podem ser cortes bordaleses ou um “voo” sobre os rótulos de uma mesma vinícola ou região, por exemplo. Mas o mais comum é a prova de três vinhos de uma mesma uva. Ontem, por exemplo, havia três exemplares de Cabernet Franc – bem bons, por sinal. O cardápio indica harmonizações para cada lista de itens.

Wine Flight

“Delicioso com espumantes”, por exemplo é a burrata, a cocotte de goiabada com gorgonzola e a tábua de queijos e os embutidos. “Vai bem com tintos” tem camembert ao forno, arroz de pato e linguiça na chapa, entre outros. Mas eles fazem questão de dizer que “A harmonização é apenas uma indicação, siga o seu instinto e faça a sua combinação”. Curti.

Le Terroir

Já pelas bandas do Humaitá encontramos o Le Terroir, na Rua Conde de Irajá, o caçula desta turma. Sabe aquele lugar que você entra e não tem vontade de sair? Pois… Pudera, parece a casa da gente. Há mesas, mas também ambientes com sofás, poltronas e até um divã. Só falta uma rede. A trilha sonora deixa tudo mais confortável. O serviço é igualmente agradável.  

Fachada do Le Terroir, um dos bares de vinho no Rio

Ao contrário dos dois anteriores, com seleções bem focadas, esta linda casa tem proposta mais ampla, abraçando comidas e vinhos de todos os lugares e tendências. No momento, o que dá cara ao menu e à carta de bebidas é a estação. Neste período de primavera o Le Terroir tem proposta de pratos e vinhos mais leves, e a casa está servindo gaspacho, com sugestão de harmonização com um Sauvignon Blanc, enquanto o steak tartare pode vir acompanhado de um Beaujolais ou um Pinot Noir.

Steak Tartar

Mas ninguém pode abrir mão, hoje em dia, de vinhos naturais na carta, outra tendência que veio para ficar. Acaba de chegar à adega do Le Terroir o vinho Hussonet Gran Reserva Cabernet Sauvignon, produzido com leveduras selvagens, mesmo caso do ótimo  Les Terres d’Ocre Tressallier, um branco do Loire que merece ser chamado de sensacional. O cardápio é tão caseiro e aconchegante quanto o resto. Temos uma panelinha de cogumelos com bacon, cebola e catupiry; uma minimoranga com creme de camarões; e uma sacadura com cubos de carne ao gorgonzola que são “confort food” total.

Farrapos Wine Bar

Mas não é só Botafogo que brilha nesta seara. O Farrapos Wine Bar e o seu vizinho-irmão, a Tasca dos Gajos, são os únicos de nossa lista que não estão no ex-bairro de passagem, mas no Bairro Peixoto, em Copacabana. São dois espaços pequenos e acolhedores, dos mesmos sócios, onde encontramos uma boa seleção de vinhos, com preços acessíveis, como o português Guigas, da Quinta da Lixa, perfeita companhia para dois dos destaques do menu, a panelinha de lulas na manteiga, preparo que e perfuma o salãozinho, e a deliciosa bruschetta de sardinha com tapenade de azeitonas pretas.

Combinação certeira

Para dois lugares tão pequenos, o cardápio é verdadeiramente amplo (você pode estar em um e pedir algo do outro: é como se fosse o mesmo bar, só que dividido em dois). As moules frites estão entre as melhores do Rio, por exemplo. E essa, você vai notar pelo menu e pela carta de vinhos, é uma casa portuguesa, com certeza. Pedro Freitas, o chef, é de origem portuguesa, e há muitos pratos típicos: fica ligado no bacalhau, na alheiras e outras receitas lusitanas. Muito bem preparadas, por sinal.

bares de vinho no rio
Moules Frites

E você, já conhece algum destes bares de vinho no Rio?

Por Bruno Agostini. Setembro 2021.

Fotos: Fabio Rossi, Lu Mattos e Bruno Agostini

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