O mercado de vinhos, assim como outros itens de consumo cuja compra se norteia muito pela emoção, como a moda, por exemplo, vive de tendências. Hoje o mundo quer vinhos mais originais e mais puros, com menos intervenções, apresentando menor teor de álcool e mais acidez. Menos (ou nenhuma) madeira e a colheita de uvas menos maduras são parte dessa nova tendência. Aliás, outro forte elemento é o uso de castas autóctones e menos conhecidas, assim como o resgate de vinhedos antigos e esquecidos. O Chile entendeu rapidamente isso, e logo seus enólogos passaram a mudar o estilo de seus vinhos, em grande parte. Portanto, nesta coluna Enoteca YMG, vamos conhecer mais sobre os vinhos do Novo Chile! Aproveite para ler também dicas de bares de vinho no Rio.

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Os vinhos do Novo Chile

Parte dessa tendência é também a vinificação natural, a colheita de uvas orgânicas ou com manejo biodinâmico. Pelo menos, uma crescente e considerável parte do mercado deseja isso, porque o grande volume de vendas de vinho no Brasil é de garrafas baratas e ordinárias.

”Esse “novo Chile” tem alguns pontos fundamentais. Os terroirs extremos, com vinhedos plantados em lugares muito diferentes do convencional, variando altitude, longitude e latitude, nas montanhas ou junto ao mar, em terrenos onde nunca se imaginou ser possível fazer vinhos, do Deserto do Atacama à Patagônia”, diz o empresário gaúcho Diego Giacomini, que batizou a sua importadora de… Novo Chile. São apenas sete pequenas vinícolas em seu catálogo, com algumas bem famosas por aqui. Por exemplo, a Erasmo e a Laura Hartwig (o número cresce para oito em dezembro, com a chegada de algumas – poucas – garrafas da bodega cult Garage Wine, cujo nome diz muito sobre ela, também relativamente conhecida entre os enófilos brasileiros).

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Saiba Mais

Rótulo Laura Hartwig

Enologia chilena

Ele faz seus próprios rótulos no Vale de Casablanca, na pequena bodega La Recova. Uma área nobre da enologia, que sofre a influência do Pacífico. Além disso, foi uma das primeiras a serem descobertas por enólogos, quando estes passaram a buscar locais diferentes. Diego continua listando os pilares desse novo momento da enologia chilena.

”Outro ponto fundamental é o resgate das chamadas castas patrimoniais, como a País, a Moscatel, a Cinsault e a Grenache. Até mesmo a Malbec, que por anos foi esquecida no país. Algumas já eram plantadas há mais de 300 anos, por missionários, para celebração das missas, e há vinhedos muito antigos, de até 200 anos, o que não há na Europa, por exemplo. Também vale ressaltar o que podemos chamar de clássicos reinterpretados. São as mesmas uvas tradicionais do Chile, como a Cabernet Sauvignon e a Carménerè. Mas, vinificadas de modo diferente, respeitando ao máximo o terroir, ao contrário do que se fazia, o que resultava em vinhos muito padronizados”, diz Diego.

Bodega La Recova e Diego

Outros rótulos

Um marco deste novo momento já tem algo como dez anos, ou um pouco mais. Aconteceu justamente numa das gigantes do setor, a Concha y Toro. Foi marcante o almoço no Gero, comandado por Marcelo Papa, autor dos rótulos da clássica linha Marqués de Casa Concha, quando ele apresentou o novo estilo de seus vinhos. ”Estamos colhendo as uvas menos maduras, usando menos madeira e também buscando mais elegância do que potência”, disse ele, há cerca de dez anos. Era isso mesmo o que revelavam as garrafas quando desarrolhadas.

Pablo Morandé, outro enólogo famoso, sobrenome histórico no mundo do vinho chileno, assim como muitos outros, seguiram o mesmo caminho, quando criou a Bodegas RE. O nome vem de REinventar, REvolucionar, REnascer, REcriar, REvelar… A vinícola nasceu ainda no ano de 2008, e foi das primeiras a apostar no conceito deste Novo Chile, que hoje se espalha por todo o país, com antigas marcas trilhando esse caminho, e com outras que estão sendo criadas, aos montes.

Marques Casa Concha

Um símbolo disso, como foi destacado, são as “castas patrimoniais”. Chamam assim por lá variedades que eram tratadas com desdém pelos produtores e pelo mercado. Como a uva País, hoje já colocada com status de um dos ícones da enologia local. O grande exemplo disso é o Cacique Maravilla. É uma vinícola jovem, mas que tem 300 anos. Eles têm o Viña 33. Isso porque, ainda no século 17, quando o Chile começou a cadastrar seus vinhedos e bodegas, a Cacique Maravilla foi o trigésimo terceiro a entrar na lista. Suas garrafas estão espalhadas por alguns dos melhores bares de vinho e restaurantes da cidade.

De fato, vale a pena explorar esse novo Chile.

Texto e fotos por Bruno Agostini. Outubro 2021.

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