A estação mais quente do ano já começou! E na coluna Enoteca YMG, vamos compartilhar dicas de vinhos refrescantes para o verão. Afinal, as férias e festas de fim de ano estão aí. E numa tarde quente de verão, poucas coisas podem ser melhores do que um prato de ostras com um bom vinho branco, como um Sancerre ou um Pouilly-Fumé. De fato, dois ícones da região francesa do Vale do Loire, denominações famosas não só pela qualidade, mas também por serem companhias ideais para esses mariscos.

Estes, aliás, andam cada vez mais populares no Rio, com mais fornecedores e mais lugares para apreciá-los. (Marcelo Malta está trazendo, há pouco mais de um mês, de Santa Catarina, pequenos lotes de ostras selvagens, que são de fato especiais: prove-as no japonês Mitsubá ou na última (excelente) novidade do Leblon, o pequeno Sabor das Águas – Açougue do Mar, que abriu há poucos dias na rua Dias Ferreira).

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Vinhos refrescantes para o verão

Essas duas AOCs clássicas estão cada qual de um lado do rio Loire, e também têm em comum o fato de seus brancos serem feitos com a uva Sauvignon Blanc, que é marcada pelo seu frescor, e hoje é das variedades mais populares no mundo. Fora da França ela pode ser encontrada em vários países, inclusive o Brasil, onde tem dado bons resultados nas serras Gaúcha e Catarinense.

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Vinhos franceses

Mas é no Chile e na Nova Zelândia que a Sauvignon Blanc apresenta os mais notáveis vinhos. Do país da Oceania chegam garrafas que são garantia de felicidade, com vinhos brancos límpidos e frescos, aromáticos e elegantes, gastronômicos e com acidez sempre bem marcantes. Mas nunca excessiva (eu não conheço um país que tenha uma produção vinícola média de vinho em nível tão alto quanto a Nova Zelândia, e é tudo tampa de rosca, para acabar com todos os preconceitos a esse tipo de vedação).

No Chile é preciso saber separar o joio do trigo. Ou, melhor, os aspargos da grama cortada. Porque tem muito rótulo hermano bem pouco atraente, com acidez excessiva e aromas desequilibrados, onde prevalece uma nota vegetal um pouco irritante, de capim ou algo assim. Mas em lugares como o Vale de Casablanca, bem junto ao Pacífico, o resultado é excelente. Procure por produtores pequenos, como, por exemplo, a La Recova, ou outras um pouco maiores, como a RE, a Loma Larga, a Casas del Bosque, a Matetic e a própria Viña Casablanca, que pertence à gigante Santa Carolina. (Aliás, o hotel da Matetic, La Casona, é espetacular, assim como seus vinhos).

La Recova

Aí, o vinho ganha delicadeza e complexidade. Aquela nota vegetal de capim cortado passa a remeter a aspargos, a mineralidade e o frescor surgem com nitidez, assim como notas cítricas e salinas. 

Os vinhos italianos

Existem condições climáticas que favorecem os vinhos a apresentarem um perfil mais fresco. Além disso, trazem sugestões de aromas marinhos devido à proximidade com o mar e a influência do terroir nos vinhos. Os brancos das ilhas italianas da Sicília e da Sardenha costumam ser muito apropriados para o verão carioca, e para os pratos de peixes e frutos do mar. Além de saladas, cujo consumo aumenta nos meses mais quentes na mesma proporção que a temperatura.

Vinho da Sardenha

Beber um Vermentino di Sardegna ou um Etna Bianco, este produzido nas encostas do famoso vulcão siciliano, bem geladinhos, é das melhores coisas que podemos fazer numa tarde abafada. Ainda mais com um carpaccio de peixe ou de polvo, uma massa com frutos do mar ou um churrasco de mariscos, com lagostins, atuns, cavaquinhas e toda a sorte de pescado (ficam ainda melhores se fizermos isso em restaurantes como o Cipriani, o Satyricon, o Alloro al Miramar, o Sult ou o Pope, para citar apenas alguns dos mais recomendáveis italianos do Rio).

Os vinhos portugueses

Outra ilha, na verdade um arquipélago, que produz vinhos notáveis, marcados pelo frescor, mineralidade e intensidade, de acidez e aromas, são os Açores, que pertencem a Portugal. Com produção limitada, e ainda difícil de encontrar no Brasil, os vinhos que estampam Terrantez do Pico no rótulo carregam esse DNA vulcânico, oceânico e eletrizante. Ele traz frescor, salinidade e inunda a taça com perfumes cítricos. São tão refrescantes e apropriados para apreciarmos pratos com pescados – num dia quente, é um tanto melhor. Portanto, procure pelas garrafas de António Maçanita, enólogo fantástico que vem dando visibilidade aos vinhos açorianos como nunca antes. 

Oi, vinho verde!

Aliás, outra região costeira que produz vinhos leves e refrescantes, que se encaixam perfeitamente num dia quente de verão, seja a beira da piscina ou na praia (por que não? Pega uma bolsa térmica com gelo, um copinho de plástico e vai), ou à mesa de um bom restaurante, é o Minho, também em Portugal. Sim, falamos dos Vinhos Verdes, tão apreciados pelos cariocas, por três razões principais. A primeira é a tradição. Uma vez que grande parte dos imigrantes portugueses que vieram para o Rio são minhotas, e de outras áreas do Norte do país, onde o consumo de Vinho Verde é altíssimo.

De fato, vinho verde combina com verão!

A segunda, é o nosso próprio clima. Tão propício para os vinhos com esse perfil, servidos geladinhos, com as garrafas afundadas no gelo. Por fim, o nosso cardápio tradicional, que passeia por receitas portuguesas, que naturalmente já se combinam com os Vinhos Verdes, e outras mais untuosas, com rabadas, frituras mil e etc. A acidez desses vinhos vai contribuir para cortar a gordura e limpar a boca, deixando tudo mais agradável e apetitoso.

Porque a verdade é essa. Poucas coisas podem ser tão fabulosas quanto ostras com Sancerre e Pouilly-Fumé. Ou brancos ilhéus com pescados, de uma maneira geral. E Vinhos Verdes no verão do Rio, como um todo. 

Um feliz Natal a todos!

Texto e fotos por Bruno Agostini. Dezembro 2021.

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