Foi numa quinta-feira que visitei o sítio Burle Marx pela segunda vez. E me dei conta de que poderia ir toda semana, e ainda assim não faltariam surpresas. Na primeira vez, fui gravar uma matéria sobre o paisagista. Mas foi uma visita corrida, de olho no relógio. Agora pude ver tudo com mais calma. E não dá a menor vontade de ir embora…
Recanto à beira do lago
Flores de várias cores dão vida ao jardim
O sítio foi comprado em 1949 pelo paisagista e pelo irmão, Guilherme, para abrigar a enorme quantidade de plantas que Burle Marx coletava em excursões pelo Brasil. Era a sede de uma antiga fazenda, a Santo Antônio da Bica. Cada vez mais apaixonado pelo lugar, o paisagista se mudou de Laranjeiras para a bucólica Barra de Guaratiba. E no sítio viveu até morrer, 21 anos depois.
São mais de 3.500 espécies de plantas
Em pleno maciço da Pedra Branca, o sítio impressiona: Nos 360 mil metros quadrados existem cerca de 3.500 espécies, incluindo plantas da Amazônia, África , Índia, Equador e muitos outros lugares, que se adaptaram muito bem. A sensação de paz é indescritível! Dá pra ficar horas nesse cantinho, só ouvindo o som dos pássaros e o barulho da água correndo…
Caminhando pela estrada de paralelepípedos, chegamos a capela dedicada a Santo Antônio. Construída no século XVII, ela foi restaurada por Burle Marx com a ajuda dos amigos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão. A capela é um dos tesouros do sítio e muito usada hoje para casamentos e batizados. No dia 13 de junho, dia do santo, os moradores de Guaratiba se encontram no portão do sítio e seguem em procissão até a capela. Depois, é celebrada uma missa.
A estrada de paralelepípedos conduz os visitantes
A linda capela de Santo Antônio
A capela vista de outro ângulo
A poucos metros da capela fica a casa principal, também restaurada por Burle Marx e onde ele morou. Agora funciona aqui o museu com mais de 3 mil peças, obras de arte que o paisagista colecionou ao longo da vida e algumas que ele mesmo produziu. A paixão pelo atesanato fez com que Burle Marx reunisse peças de barro do Vale do Jequitinhonha, terracotas e carrancas. Algumas estão decorando a enorme varanda.
A casa onde Burle Marx morou
A varanda com peças de artesanato
Detalhe de uma das carrancas da varanda
Numa entrevista, Burle Marx disse: ” Gostaria que os que viessem depois de mim pudessem, pelo menos, ver alguma coisa que ainda lembrasse o país fabuloso que é o Brasil do ponto de vista botânico, dono da flora mais rica do Globo.” Claudia Storino, diretora do sítio, afirma com orgulho: “Esse é um acervo único, as pessoas ficam maravilhadas com o jardim. Recebemos visitantes brasileiros, mas a maioria é de estrangeiros. Agora em maio vem um grupo de Portugal. Depois, outro da Bélgica”.
Sede da administração do sítio
O sítio foi doado por Burle Marx ao Iphan em 1985, 9 anos antes da morte do paisagista. O espaço é aberto ao público, mas não se pode ir direto: tem que agendar a visita com antecedência. São dois horários: 9:30 e 13:30, e sempre os visitantes são acompanhados por guias. Informações pelo telefone 2410-1412.
Sítio Burle Marx: Estrada Roberto Burle Marx, 2019- Barra de Guaratiba.
A Côte D’Azur, ou Riviera Francesa é uma das mais belas regiões na França, cheia de charme e glamour.
Bleu, blanc, rouge- a bandeira da França à beira do Mar Mediterrâneo
É unanimidade que essa parte do sul daFrança, banhada pelo mar Mediterrâneo é deslumbrante! Imagine uma região que reúne praias com águas transparentes, muito verde e ainda é rodeada de montanhas? Imaginou? Então agora vamos conhecê-la!
Que tal dar um pulo lá com a gente? É só clicar no vídeo!
As belas construções encantam os visitantes
Muitos turistas chegam pelo aeroporto de Nice. Mas os trens de alta velocidade e as estradas bem conservadas também são ótimas opções. Como as cidades são bem próximas, dá para se hospedar em Nice e passar o dia rodando pela Riviera Francesa. Ou então ficar em 2 cidades e se deslocar, foi o que eu fiz.
O Palácio da Justiça fica na parte histórica da cidadeA cidade tem 19 museus e galerias, muitas praças e áreas de lazerRecanto tipicamente europeu na área histórica da cidade
Nice é a quinta maior cidade da França. E a segunda que recebe o maior número de turistas, só fica atrás de Paris. O clima é uma delícia, faz sol praticamente o ano inteiro. Mas se você resolver pegar uma praia, pode esquecer a sensação tão familiar dos pés afundando na areia fofa. Ao invés de areia, aqui tem cascalho e pedrinhas. Estirar a toalha não é boa idéia, prefira uma espreguiçadeira. E andar descalço na praia só para quem está acostumado, hein?
Em Nice quase não chove. Sorte!
A avenida da orla, com 7 quilômetros de extensão, sempre tem movimento. Tanto de dia quanto à noite. É na “Promenade des Anglais”, “Prom” para os mais íntimos e Passeio dos Ingleses em português, que as pessoas praticam exercícios, andam de bicicleta e se encontram para conversar olhando a bela paisagem.
O calçadão da Plage Beau RivageQue tal um passeio de trenzinho?
Caminhando até o final do calçadão chegamos ao porto de Nice. De frente pro mar, foram construídos vários prédios com apartamentos espaçosos. Quem gosta de pensar na vida pode admirar os barcos ancorados e os cruzeiros luxuosos que chegam quase que diariamente.
Em Nice, o porto é também uma área residencial
Quem tem disposição para andar, pode ir conhecendo as ruas estreitas, casarões coloridos, cafés e restaurantes que ficam no caminho até a Vieux Nice. E a parada na feira livre do Cours Saleya é obrigatória. As barraquinhas vendem frutas, legumes, especiarias e doces variados.
Feira livre que acontece todos os dias, menos segundaBarraquinha que vende marzipan( doce feito com amêndoas) em formato de frutas e animaisTão perfeito que a gente fica na dúvida se pode comer ou é só pra olharBem diferente: uma montanha de tomate seco
Como é seu estilo de viagem? Eu gosto muito de andar a pé. Me dá a sensação de que não estou perdendo nada. Em Nice é fácil se locomover, mas quando dava preguiça algumas vezes acabei usando os bondes elétricos que circulam pelo centro e pelas zonas norte e leste. Eles são confortáveis e passam o tempo todo. Gostei!
Os bondes elétricos cruzam uma boa parte da cidadeRápidos e confortáveis
A Place Massena é uma praça bem central, onde tem de tudo: desde lojinhas de souvenirs e roupas até restaurantes e cafés. É aqui também que fica a Galeries Lafayette de Nice.
A praça é a mais conhecida de NiceA Galeries Lafayette ao fundo
Em dois ou três dias dá pra conhecer bem a cidade, mas a vontade é de não ir embora. Caminhe pelas ruas de paralelepípedos, escolha um lugar agradável e faça um brinde: é um privilégio poder conhecer um lugar tão fascinante. Santé!
Desde que fechou seu restaurante, o Careme, em Botafoto, a chef Flávia Quaresma não podia sair um dia à rua sem que a perguntassem quando abriria um novo negócio. Em busca de novos ventos, foi pra Espanha, há 3 anos, onde acabou se apaixonando pela produção de azeites e resolveu importar o produto e vender para restaurantes no Brasil. E desta vez, ela é a estrela deste post, já que a chef Flávia Quaresma assina nova pizza no Mama Jamma.
Um dos azeites produzido pela chef Flávia Quaresma
No momento, Flávia vende os azeites para 20 restaurantes, entre eles o Venga, Mamma Jamma, Pizzaria Stravaganze, Aprazível, entre outros. São eles: orgânico, selección (produzido com azeitonas raras, coquillo, que não existem no Brasil) e diplomático.
A chef, em frente ao forno à lenha do Mamma Jamma
Flávia dá a dica que para cozinhar, nada como um bom azeite extra virgem e que, diferente do vinho, o azeite deve ser consumido rápido e não guardado.
A deliciosa pizza
E como uma coisa leva à outra, a Pizzaria Mama Jamma a convidou para criar uma pizza, com seu azeite. Assim nasceu, a Mamma Quaresma, que já faz parte do cardápio e foi batizada e homenagem à sua mãe. A deliciosa pizza leva muzzarela de búfala, molho de tomate, queijo de cabra, tomatinho cereja, tomilho, fatias de azeitonas pretas mariadas com raspa de limão siciliano e basílico. Para finalizar, a pizza recebe ainda o azeite de oliva Oito Origem Selección, um monovarietal feito com azeitona cuquillo, inédita no Brasil.
Ela ainda sugere que se use o azeite diplomático na hora de comer.
Vieiras grelhadas de entradaTruta com mini arroz integral
E Flávia não pára, no próximo fim-de-semana, dias 12 e 13 de abril, ela foi convidada para fazer um jantar a quatro mãos, com o chef Isaísas Neries, no restaurante do hotel Parador Lumiar, em Friburgo. Será um menu de seis pratos (entrada + principal + sobremesa), preparados por cada um dos chefs. Flavia Quaresma irá preparar vieiras grelhadas com purê de baroa e coco e azeite ao chá de jasmim de entrada, seguido por palmito pupunha. De dar água na boca!
Uma ida ao Japão não é completa sem uma passagem por Kyoto, capital da época imperial e conhecida como o centro cultural do país. É na chamada velha capital ou cidade dos samurais, que o turista tem contato com as tradições, como as gueishas, e os inúmeros templos budistas – mais de mil!
Um dos belos templosNosso amigo Budha, visto várias vezes nos templos
Fiquei hospedada no Hyatt Regency Kyoto, a convite do hotel e minha estadia não podia ter sido melhor!
Recepção VIP na estação de trem
Para começar, a recepção no hotel foi extremamente calorosa – típica dos japoneses – ao ponto do gerente geral acabar nos ajudando a escolher a programação (que será assunto para um próximo post) e também a comprar as passagens de trem para as cidades próximas, como Nara e Hiroshima.
A fachada do hotel
Muito bem localizado, o Hyatt Regency Kyotofica à dez minutos de carro da estação de trem JR Kyoto Train Station e é em frente ao Museum Chishakuin, além de estar entre dois belos templos: Sanjusangendo e Yogenin.
Vista do quartoDecoração tipicamente japonesa
Os quartos tem um tamanho ótimo para padrões japoneses e o nosso dava para um simpático jardim.
Hambúrger do The Grill, servio no meio da tardeOptei por um wrap de caranguejo delicioso!
O hotel tem três ótimo restaurantes: o francês The Grill – aberto praticamente durante todo o dia- , o descontraído italiano Trattoria Sette…
Tempuras e sushis perfeitosLinda decoração do Touzan
… e o maravilhoso japonês Touzan, que vale a pena conhecer, mesmo com os excelentes restaurantes que a cidade oferece.
Escada caracol no lobby e teto decoradoLook futurista no ambiente
Mas o que chama a atenção de cara é a moderna e estilosa decoração, do arquiteto japonês Takashi Sugimoto, conhecido pelo carinhoso apelido de Super Potato! Tão contemporânea, que nem percebemos que hotel já tem 7 anos. Aliás, o único hotel internacional da cidade.
Uma das salas de massagem
O RIRAKU Spa é parada obrigatória para quem está hospedado no Hyatt e oferece tratamentos ocidentais e orientais, como shiatsu e aromaterapia. Ganhei uma sessão de acupuntura divina, muito relaxante.
No belo jardim do “Golden Temple”, um passeio imperdível!
A visita à cidade de Kyoto foi uma das melhores viagens que já fiz e contarei em breve os detalhes. Ficar no Hyatt Regency Kyoto só me fez gostar ainda mais da cidade!
Fui convidada para experimentar as novidades no Bazzar Café, restaurante da querida Cris Beltrão, que fica dentro da Livraria da Travessa. E posso dizer que tive um almoço bem gostoso!
Os sanduíches são uma das marcas registradas da casa
Para quem não conhece, o Bazzar tem sempre um abiente bem agradável e um cardápio que agrada gostos variados, tanto para lanches, como para comida “de garfo e faca”, como costumo dizer. De olho nas refeições mais leves, saudáveis e rápidas, a chef Cris Beltrão criou alguns novos sanduíches como:
Sanduba que vale uma refeição!
o queijo de cabra, pesto, rúcula e creme de beterraba com castanha de caju (R$ 21,80). Foi o que escolhi e estava realmente uma delícia!
Além disso, há o levíssimo escondidinho vegetariano de barôa com legumes grelhados & gratin de gruyère(R$ 16.80).
E ainda o namorado grelhado com cuscuz marroquino ao pesto (R$ 48.70).
Sobremesa que lembra a infância
Como ninguém é de ferro, ousei pedir uma banana split de sobremesa – que foi devidamente dividida por dois.
Café completo!
Outra boa sugestão no restaurante é o café da manhã. Cafés especiais, sucos, ovos mexidos cremosos, mini croque monsieur, mini bolinhos, muffins, salada de frutas com mel, mix de mini pães com frios, cream cheese e geleias fazem parte do cardápio especial preparado pelo chef Claudio de Freitas.
No Bazzar Café Ipanema todos os sábados e domingos e no Bazzar Café Leblon somente aos sábados. Das 10h às 12h.
Os famosos molhosGeladeira repleta de caldas e molhos à venda
Lembrando que nos restaurantes também são vendidos seus molhos e caldas, que viraram marca registrada do Bazzar, que Em 2002, alcançou o 3º.lugar do Rio de Janeiro como Melhor Cozinha Contemporânea da Revista Gula, e ainda, o prêmio de Chef Revelação, foi eleito o melhor Café em 2004 pelo júri do Jornal O Globo, na seção Água na Boca, do caderno Zona Sul e ganhou Prêmio de Melhor Restauratrice de 2012, concedido pela Veja Rio.
O simpático display das caldas
Seja em Ipanema, Leblon ou Centro, nada como poder comprar livros, cds ou dvds e ainda poder fazer uma bela refeição. Essa é a ideia do BazzarCafé!
ENDEREÇOS:
BAZZAR CAFÉ CENTRO – Av. Rio Branco, 44 (mezanino) – Centro / Tel.: (21) 2253-1248
Como muitos sabem, acabei de passar dez dias lá a convite do Jordan Tourism Board. Um grupo de cinco jornalistas foi convidado para cruzar o país, conhecer as belezas e os mistérios da Jordânia. Voltamos todos encantados e agora, a tarefa é dividir com vocês as paisagens e a história desta região mágica e supreendente.
A impactante cidade de pedra
Posso adiantar que passar um dia em Petra é algo difícil de descrever em palavras. A cidade construída pelos nabateus há dois mil anos está lá, parcialmente destruída mas nos dá uma ideia de como era na época. O passeio à noite foi um dos destaques da viagem.
As cores fortes de Wadi RumA imensidão do deserto
A ida ao deserto Wadi Rum foi algo tocante. As cores, a imensidão, plenitude e silêncio do deserto nos deixou impactados!
O belo castelo de Ajloun
Uma viagem que recomendo a todos! Para ler o post completo, acesse aqui.
Este é um post da série Quem mora sabe, escrito pela jornalista carioca Isabela Kopke. Ela morou 10 anos em Madri e escolheu escrever sobre Segovia, uma cidade medieval pertinho de Madri.
Banco de España: uma das construções mais emblemáticos de Madri
Um pouco de Madri
Madri é parada obrigatória para quase todos os turistas que vêm à Espanha. E também não é para menos. A cidade é simplesmente um charme e acolhedora. Também não faltam ofertas culturais, gastronômicas, história, moda, tendências, mistura, ritmo e vida. Costuma-se dizer que Madri não dorme. Sem dúvida, uma cidade que tem opções de lazer para todos os gostos e bolsos.
Mas o que muitos viajeros desconhecem é que bem pertinho da capital espanhola, existem cidadezinhas que valem a pena incluir no roteiro de viagem. E o melhor é que, para conhecê-las , não é preciso dedicar tanto tempo, nem gastar muito dinheiro. É o caso de Segovia, declarada Patrimônio da Humanidade.
Segovia, de cor alaranjada pelas fachadas antigas e de estilo medieval, pertence à Comunidade Autônoma de Castilla y León. Ela fica a somente 90 quilômetros de Madri, aproximadamente uma hora e meia de carro. Também é possível ir de ônibus com toda a facilidade, comodidade e rapidez.
A empresa La Sepulvedana oferece serviços diários, das 6h às 23h, por 16 euros ida e volta. O trajeto dura o mesmo tempo que o de carro.
Acueducto de Segovia, o símbolo da cidade
O que fazer em Segóvia
Um dos cartões postais da cidade, e certamente um dos pontos turísticos mais emblemáticos da Espanha, é o Acueducto de Segóvia. É realmente um monumento imponente, que rodeia a cidade e involuntariamente me faz lembrar, como carioca que sou, os Arcos da Lapa do meu Rio de Janeiro querido.
Mas, voltando ao nosso roteiro espanhol, sempre que vou a Segóvia me surpreendo gratamente. Basta caminhar um pouquinho pelas ruas estreitas e de pedra para que o visitante sinta o valor histórico e cultural da cidade.
A bela CatedralO emblemático Alcazar
Catedral de Segóvia
Além do Acueducto, vale a pena incluir no roteiro uma visita à Catedral de Nuestra Señora de la Asunción y San Frutos. O Alcázar de Segovia, um palácio-castelo fortificado que data de inícios do século XII também vale a visita. Ele é a referência mais antiga documentada que confirma a existência desta fortificação.
O crocante conchinillo
O conchinillo, prato típico
Segóvia reserva outras surpresas que agradam não só aos olhos, mas também ao paladar. A cidade, e a região de Castilla y León em si, é famosa pela boa comida. O prato típico é o cochinillo, o que para nós é o conhecido leitão. A curiosidade do prato daqui, é que, a carne do animal, depois de assada lentamente, fica tão macia que os garçons costumam cortá-la em fatias bem fininhas. Eles mostram o prato para comprovar ao freguês que o porco servido está no ponto perfeito. Ou seja, crocante por fora e tão terno por dentro que se desmancha na boca.
Os leitões utilizados na preparação deste prato espanhol normalmente não ultrapassam os seis quilos e cada peça inteira de cochinillo serve até seis pessoas.
Fila para entrar na Mesón de Candido
Localização privilegidada: ao lado do aqueduto
Onde comer em Segóvia
Um dos restaurantes mais emblemáticos da cidade para desgustar essa iguaria é oMesón de Cándido. Com uma localização privilegiada, ao lado do Acueducto, o estabelecimento é um tradicional assador e foi aberto em 1884, há exatamente 129 anos!!! Em todo esse tempo, passaram por ali fregueses ilustres, como membros da família real espanhola.
Autógrafos da família real
A verdade é que ali se come como um rei. O preço dos pratos é salgado, comparado à outras opções gastronômicas da região, mas vale a pena. A média de preço é de 40-50 euros por pessoa, incluindo primeiro e segundo pratos, bebida e sobremesa. O prato estrela é, sem dúvida, o Cochinillo asado al estilo de Cándido. Custa 21,60 euros.
Mas para quem não é muito chegado à carne de porco, como é o meu caso, o restaurante oferece outras opções de dar água na boca. Como entrada, recomendo confit de cogumelos com trufas e pinhões ou pimientos de piquillo recheados com creme de cogumelos.
Pimiento de pequillo recheado com creme de cogumelosBacalhau apetitoso
Para o segundo prato, recomendo o bacalhau grelhado com cebola, tomate, azeitonas negras e alcaparras. Uma delícia! E tudo isso acompanhado de um bom vinho espanhol, é claro. Para arrematar a comilança, o que não faltam são alternativas calóricas. Que tal uma torta de chocolate quente ou de maçã com creme de canela? Quem quiser, pode encontrar todas essas delícias no seguinte endereço:
Mesón de Cándido
Plaza del Azoguejo, 5
Telefone: (+34) 921 425 911
Devido à enorme procura pelo restaurante, vale a pena fazer uma reserva para não enfrentar fila ou, pior, não conseguir entrar e ficar com água na boca.
Outros restaurantes/assadores recomendados na cidade de Segovia:
Ótima opção gastronômica: Casa Duque
José María
Calle Cronista Lecea, 11 (próximo a Plaza Mayor)
Telefone: (+34) 921 461 111
Casa Duque
Calle Cervantes, 12
Telefone: (+34) 618 804 284
No friozinho típico da região
Então, na sua próxima viagem à Espanha, você já sabe: não deixe de dar uma passadinha em Segóvia e conte pra gente suas impressões.
Além de paisagens espetaculares, um ar de misterioso e um povo amigável, fiquei encantada com as delícias da Jordânia: uma culinária sensacional, típica do Oriente Médio. Acabo de passar dez dias intensos rodando o país, à convite do Jordan Tourism Board e fiquei impressionada com a gastronomia local.
Fachada da Al Sufara
Logo no nosso primeiro dia de viagem, fomos conhecer uma das padarias mais populares de Amã, a Al Sufara Bakery, no bairro de Swifieh Uma tentação para quem é amante de pães e afins. Percebe-se logo como é famosa a padaria pelo itenso fluxo de carros na porta.
O verdadeiro pão árabe, assado no forno por segundos, num calor de 400 graus; pão com ervas, integral, pão com canela, com glúten, sem glúten, aqui há para todos os gostos.
Variedade de grãos de café
Em seguida, visitamos uma coffee shop, bem ao lado da padaria, a Izham Coffee, que existe desde a década de 30 e vende café de vários países do mundo, como Colômbia, Sirilanka e até Brasil. O café é vendido em grão e moído na hora ou em casa.
Especiarias árabes
O colorido das especiarias da mercearia Bazman encantou todo o nosso grupo; ficamos vidrados nos odores e sabores e impressionados com a enorme variedade de grãos, muito frequente na culinária árabe, como gerfilim, cominho, açafrão, etc. Uma mistura de especiarias muito comum, por exemplo, é o baharat.
Fachada da mercearia
Os grãos também são muito usados, além de nozes, castanhas, pinhões, amêndoas, pistaches, etc.
Para aguçar o paladar, chocolates e doces dos mais variados, com castanha, pistache e afins, que fazem muito sucesso entre os turistas.
E na mesma lojinha, uma oferta de caixas e bandejas de lindos mosaicos a preços módicos. Foi impossível não comprar uma de lembrança.
Uma das belas mesquitas de Amã
Foi uma excelente introdução à gastronomia e cultura árabes. Mas isso foi só o começo, ainda vem muitos posts por aí sobre a Jordânia, este país diverso e cheio de constrastes.
Capital da Normandia, Rouen é uma cidade perto de Paris que vale a visita. Famosa por Joana D’Arc, que passou ali seus últimos dias, ela fica a pouco mais de 1 hora, de carro ou trem de Paris. Rouen é bem rústica e nos transporta para uma época passada, com sua arquitetura de pedras e torres belíssimas.
Em Rouen você também consegue ver o Rio Sena, o famoso relógio Gros Horloge e as igrejas Saint-Ouen e Catedral de Notre Dame de Rouen. Pelas ruas estreitas, há diversos museus e restaurantes.
Para quem vai de carro, são apenas 132 km de estrada. Mas uma ótima opção são os trens de alta velocidade (train à grande vitesse), que saem em vários horários com destino à Rouen. As passagens tem um preço ótimo tanto na primeira, quanto na segunda classe. A viagem é super confortável e dura pouco mais de 1 hora. Saímos da Gare Saint Lazare, que fica no 8 arrondissement, perto do teatro L’opera e da loja de departamentos Galeries Lafayette.
Sou particularmente fascinada pelas gares e a de Rouen (Gare Rive Droite), em estilo art nouveau, impressiona.
A bela arquitetura de Rouen
Logo que se pisa em Rouen, a sensação é de voltar no tempo. A cidade foi fundada pelos romanos, no século I d.C. Séculos depois foi invadida pelos vikings e pelo exército inglês, até voltar a fazer parte do território francês.
A torre onde Joana D’arc ficou presa até ser queimada, no ano de 1431, pode ser vista de vários pontos diferentes. Ela tem 35 metros de altura e dá para chegar até o alto da torre subindo a escada com cerca de 100 degraus. Na verdade, a torre foi o que restou de um castelo construído em 1204 pelo rei Filipe Augusto. Depois de um incêndio, ele foi demolido e hoje é aberto à visitação. (Le Donjon de Jeanne Dar’c- rue Bouvreuil e rue du Donjon)
Como o passeio era de apenas um dia, escolhemos conhecer a parte histórica, a Vieux Rouen. As ruas são estreitas, as construções em estilo normando e pelo caminho, muitos antiquários, restaurantes, museus, igrejas.
Anúncio de café da manhã apetitoso!O entardecer em Rouen, cidade perto de ParisComércio local típico de cidade pequena
A Catedral Notre Dame de Rouen é parada obrigatória. Em estilo gótico, tem uma fachada bem diferente, com torres de tamanhos distintos. A construção chegou a ser destruída pelos bombardeios em 1944, mas foi recuperada. Fascinado pela Catedral, o pintor Claude Monet pintou mais de 30 imagens da igreja de pontos diferentes.
Já estava andando para um outro ponto, quando uma outra igreja, imponente, chamou a atenção. Era a abadia Saint-Ouen, fundada no século 8, também em estilo gótico. Lá dentro, vitrais coloridos antiquíssimos, paredes e tetos cheios de detalhes e um dos órgãos mais famosos do mundo. O curioso é uma grande exposição interativa, que mostra a história da abadia desde que foi fundada.
Entrada da Abadia de Rouen, uma cidade perto de ParisAbadia por dentro
A gastronomia em Rouen
Caminhar abre o apetite. Mas isso não é problema. São muitos restaurantes ao longo das ruazinhas do centro histórico, cada um mais aconchegante que o outro. Para aquecer, a tradicional soupe à l’oignon, sopa de cebola gratinada. E já que ainda tem muita caminhada pela frente, de sobremesa você pode comer sem culpa um crème brulée (creme feito com creme de leite, ovos, açúcar e baunilha). Deixamos para o final a região da Place du Vieux-Marchè (Praça do Velho Mercado), o lugar onde Joana D’arc foi queimada no dia 30/05/1431. Exatamente nesse local foi construída uma igreja em homenagem à heroína.
Outra atração imperdível é o famoso Gros Horloge, o Grande Relógio, construído em 1389. Um dos relógios mais antigos da França, que tem no mostrador os dias da semana, as horas e até as fases da lua.
Curiosa em ver a cidade do alto, encarei a escada em caracol com degraus de pedra que dá acesso ao interior do relógio. E valeu muito a pena! Além de toda a história do Gros Horloge, o visitante pode conhecer os mecanismos usados para que ele funcionasse, os dois grandes sinos e outras engrenagens. O relógio funcionou da mesma forma até 1928, quando o mecanismo elétrico substituiu o original.
O sol já estava quase indo embora quando chegamos às margens do Rio Sena. Do lado direito da cidade, o gramado é o ponto perfeito para se ter uma das vistas mais bonitas de Rouen.
Rouen, do outro lado do rio, uma cidade perto de Paris
Era meu aniversário, tinha passado essa data especial com minha mãe e meu irmão. E fui embora com a certeza de ter conhecido um lugar fascinante. Quero voltar a Rouen. Quem sabe no próximo aniversário?
Estou há menos de uma semana na Jordânia, a convite do Jordan Tourism Board e já me sinto completamente apaixonada pelo país. É uma viagem exótica, rica em cultura, história e gastronomia árabes, em um país com atrativos diversos, que reúne mar e montanha e proporciona um contato direto com a natureza.
Vista de Amã, a cidade branca
Um passeio pela Jordânia
Podem esperar vários posts detalhados sobre os passeios que nosso grupo de jornalistas está fazendo pelo país. Este aqui é apenas um aperitivo para vocês saberem o que vem por aí e uma maneira de compartilhar as belas imagens que venho capturando no Oriente Médio.
Um das muitas mesquitas de Amã
A primeira parada foi na capital, Amã, cidade branca, como é conhecida, cheia de contrastes entre o antigo e o moderno.
Castelo de Ajlun – parada obrigatória a caminho de JerashTípicas adolescentes jordanianas
Fomos também a Jerash, cidade de 6.500 anos!
O tesouro – símbolo de PetraMeio de locomoção comum para quem quer evitar longas caminhadas
Petra foi um dos pontos altos da viagem, sendo que a visita à noite é algo mágico, difícil de descrever. Durante o dia, a cidade se transforma em outra, com centenas de turistas vindos de todas as partes do mundo. Considerada uma das sete maravilhas do mundo, Petra é metade construída e metade esculpida em pedras, desde aproximadamente o século VI AC.
As cores impactantes do desertoPôr do sol de Wadi Rum
Surpeendentemente, depois de Petra, as imagens do deserto não me saem da cabeça. Em Wadi Rum, a areia é vermelha, cercada por rochas gigantes em tons de terra e a luz do entardecer dá um ar mágico ao lugar.
Pronta pra enfrentar o deserto, com a tenda de beduínos atrás
Jantar com beduínos no meio do deserto olhando o céu com lua cheia e recheado de estrelas, pareceu cena de ficção, mas foi real. Momentos que vão ficar guardados para sempre na memória. Agora é esperar para ver o que nos aguarda no Mar Morto.
Montmartre é conhecido por ser o bairro mais boêmio de Paris. Fica ao norte da cidade, no alto de uma colina, e tem contrastes bem interessantes. O lugar tem uma grande movimentação de gente dia e noite. Aliás, é nessa região que fica o Moulin Rouge, o famoso cabaré inaugurado em 1889. Na época o bairro não tinha uma boa fama, e a idéia foi trazer as bailarinas de can-can para atrair a elite parisiense. Ou seja, deu tão certo que o Moulin Rouge é certamente hoje um dos símbolos de Paris! Portanto, neste post vamos falar sobre o que fazer em Montmartre. Aproveite para ler também sobre 11 Restaurantes com vista para a Torre Eiffel em Paris e +11 cafés e restaurantes em Saint-Germain
Além disso, é em Montmartre também que fica a Basílica de Sacré-Coeur, um dos monumentos mais visitados da França. Imponente, ela foi construída entre 1875 e 1914, toda em mármore travertino e por isso a tonalidade branca. Para chegar até a igreja você pode subir pelas ruazinhas de trás, pelo bondinho ou pela escadaria. Entretanto, prepare-se: são mais de 230 degraus!
(35, rue du Chevalier-de-La-Barre, 75018, Paris)
A certamente deslumbrante Sacre Coeur de Paris
Quando estiver nas escadarias que dá acesso à basílica, preste atenção ao redor. Violinistas, pintores e artistas em geral se apresentam ao ar livre. Portanto, não tem quem não pare pra ver.
Músico típico de MontmartreCena cotidiana: pintor faz charge de casal
Cenas de Amélie Poulain
Andar pelas ruas de Montmartre certamente me dá a sensação de estar dentro do cenário de um filme. Amélie Poulain, um dos meus preferidos, houve muitas cenas gravadas aqui. Lembram do carrossel?
A simpática Amélie PoulinO tradicional carrossel
O que fazer em Montmartre
A dica é andar sem rumo pelas ruas de paralelepípedos, cheias de lojinhas, cafés, galerias de arte. A uns 3 quarteirões de distância da Basílica, por exemplo, uma grata surpresa: entrei na pequena loja atraída pela arrumação impecável dos doces que são a cara da França. Macarons coloridos,feitos com massa fina e recheios muito cremosos. Esses aqui derretem na boca! Difícil é resistir e não provar vários de uma vez só. Afinal, todos são muito bons, mas preferi o de baunilha e o de framboesa. A loja em Montmartre é uma das 4 do chocolatier Christophe Roussel ( 5 rue Tardieu- Paris- tel. 01 42 589101)
Uma parada que vale a penaApetitosos macarons
As ruas de Montmartre, o bairro boêmio de Paris
Por fim, o bom de andar a pé é que dá para observar os mínimos detalhes. Uma das ruas mais conhecidas é a rue Lepic. Ali viveram os pintores Van Gogh e Picasso, e até hoje a região abriga muitos artistas. As lojinhas vendem objetos coloridos e lembrancinhas como imãs de geladeira. Quem tiver se programado para ficar mais tempo na cidade acaba voltando a Montmartre. E mesmo com o tempo apertado vale se despedir de um dos bairros mais charmosos de Paris.
Hoje é um dia muito especial, já que estou embarcando para um destino incrível e inusitado: Jordânia! E outros cinco jornalistas, fomos convidados pelo Jordan Tourism Board, em parceria com a Interamerican Network, para conhecer e divulgar o país. Vamos para Amã, Petra e outras cidades e em breve, vocês lerão muitos posts aqui.
Enquanto isso, para acompanhar a viagem é só acessar minha página no Facebook e também me seguir no Instagram e no Twitter, com a #viagemajordania.
Deixo vocês com algumas imagens de Paris, uma das minhas cidades preferidas no mundo, onde faço escala, e passarei algumas horas na volta. Até!