Blog

  • Hachiko: viagem gastronômica em pleno Rio Antigo

    Hachiko: viagem gastronômica em pleno Rio Antigo

    O Hachiko, restaurante asiático que fica no coração do centro do Rio, pertinho do lindo Paço Imperial, está com novidades.  O trio de renomados chefs Ciça Roxo, Joca Mesquita e Ana Carolina Salles, trouxe novas criações para o menu degustação. Sempre inovando e de olho na receptividade dos clientes, os pratos vão variando de acordo com o que eles mais aprovam, já que o proprietário Maurício Eskinasi faz questão de manter uma relação bem próxima com os comensais. Por isso uma ida ao Hachiko sempre irá trazer boas surpresas.

    Entradas Hachiko (500x375)

    A proposta dos três chefs é oferecer uma autêntica viagem gastronômica. As novas criações nos levam ao Peru, Indonésia, Índia, Japão, passa pela Península Ibérica com pratos inspirados em Portugal e Espanha, e marca presença no Brasil com ingredientes típicos da Amazônia. E são tantas opções na degustação que a sensação é de estar num expresso fazendo uma super viagem por esses países todos!

    Começamos bem já na entrada: um mix com maquis de salmão com creme de maracujá, atum com ganache de gorgonzola, spicy salmon, atum caramelizado com castanhas e salmão com foie gras. Difícil dizer qual o melhor!  O salmão mais picante e o toque de gorgonzola são pefeitos.

    salmao

    Depois começa a verdadeira viagem. Cada prato tem uma história por trás, uma inspiração na cultura do país onde determinados ingredientes são mais usados. A causa de camarão com salsa de manga, por exemplo, é uma homenagem as “causas” peruanas, quando as mulheres cozinhavam para arrecadar dinheiro enquanto os homens guerreavam. O pincho de milho, uma espécie de muffin, com queijo grana padano com tiras de pimentão vermelho e javali à Alentejana, é muito saboroso e dá vontade de bis. O cubo de mignon de javali e vôngoles salteados representam a cozinha portuguesa e espanhola. É mesmo uma viagem de sabores e culturas!

    Muffin Milho (500x348)

    Pincho Milho e Javali Alentejana (333x500)

    Algumas sopas e cremes inovam e surpreendem, como a sopa de camarão e manga ao Tucupi com macarrão soba, o maior toque de brasilidade desse cardápio, mas com uma fusão de influência oriental. O confit de pato com frutas em seu próprio molho também vem na medida certa. Destaque especial  para o cappuccino de cogumelos. Um mix delicioso que dá um sabor maravilhoso, lembrando a bebida à base de café ao mesmo tempo em que deixa o sabor dos cogumelos muito presentes. Acertaram na textura também. Divino!

    SAMSUNG CAMERA PICTURES

    Uma das estrelas do menu degustação certamente é o mix do sushi bar, com sua mistura nipônica e peruana. Servido com ceviche de cavaquinha, ceviche de salmão em maracujá, ceviche de peixe branco ao leite de coco, robata de salmão com haddock defumado e salmão skin especial também foi um dos que mais agradou. Em seguida a arraia na manteiga de açafrão com cogumelos salteados e salsa de manga encerra a parte de peixes e frutos do mar.

    camarao

    Mas as criações não param por aí.  Ou talvez o melhor tenha sido deixado para o final, já que o cordeiro com purê ao pesto e a costela laqueada com pimenta de abacaxi servidos em seguida são das melhores coisas que já comi.  Merece até ser apreciado como prato principal! Vale lembrar ainda que os clientes podem pedir livremente do sushibar peças tradicionais como os cortes de sashimis.

    Costelinha com pimenta no abacaxi (500x297)

    Tudo isso foi muito bem acompanhado de um vinho branco chileno Sauvignon Blanc, o Anakena, da região do Vale Central. Para esse tipo de menu a casa recomenda harmonizar com uvas brancas e uma boa pedida também pode ser um Chardonnay.

    Vinho (500x375)

     

    vinho

    E para encerrar uma duplinha na sobremesa: duo de brownie, chocolate branco, chocolate preto, chantilly e raspa de laranja vai muito bem. E acompanhando um mini pavê de limão muito leve e gostoso.

    Sobremesa (500x345)

    O Hachiko acertou na proposta de viagem pela culinária mundial. O pequeno sobrado em estilo colonial fica na região onde era o chamado Rio Antigo, e recebe a todos com personalidade e um atendimento muito atencioso!

    End: TRAVESSA DO PAÇO 10 • SOBRADO • CENTRO • RIO DE JANEIRO

    +55 21 2533 6366 • 2210 1950

    SEGUNDA A SÁBADO: 11:30 ÀS 16:00 • 18:00 ÀS 23:00

    Por: Monica Barros

    Fotos: Monica Barros e Divulgação

    Leia mais:

    La Carioca – cevicheria no Rio

    Casa Momus – ótima opção de almoço no Centro

    Restô – um charme de restaurante em Ipanema

    Jantar harmonizado no Quadrucci

  • A linda Adelaide, na Austrália

    A linda Adelaide, na Austrália

    Por Claudia Lordão

    Quando você pensa em “Austrália“, certamente vem em sua cabeça lugares como Sydney e Melbourne, mas saiba que a linda Adelaide, na Austrália,  é uma cidade que merece ser visitada: charmosa, sofisticada e super organizada.

    Vim parar aqui por acaso, deveria ficar apenas 2 anos,  mas me apaixonei pelas praias espetaculares e vazias e pelas centenas de vinícolas encontradas nas regiões produtoras de vinhos (South Australia é responsável por mais de 50% da produção de vinho de todo o país). Resultado: estou aqui há 7 anos e muito feliz!

    Southport Beach, Adelaide

    A cidade das Igrejas, como é conhecida, foi eleita pela Lonely Planet uma das 10 cidades a serem visitadas em 2014.  Tem muita coisa pra ver por aqui!

    Seacliff, Adelaide

    Antes de listar os meus lugarzinhos e passeios prediletos, é importante dizer que a cidade fica muito diferente no inverno e no verão. Portanto, se você, assim como eu, adora uma praia, vale à pena vir entre Dezembro e Março. Mas, se praia não é a sua, venha nos meses de Abril, Maio, Setembro, Outubro ou Novembro e aproveite o melhor da Primavera ou do Outono “adelaideano”.

    A linda Adelaide, na Austrália

    Agora vamos ao meu “Guia rápido para conhecer Adelaide e arredores”:

    Separe pelo menos 7 dias para conhecer pelo menos o básico. E, se estiver por aqui no verão e tiver tempo, relaxe por mais uns 5 dias em Kangaroo Island – um dos meus lugares prediletos em South Australia.

    Kangaroo Island

    Passeando pelo CBD – 1 ou 2 dias: Adelaide foi uma cidade planejada, portanto é muito fácil passear pelo centro sem se perder. Dá pra fazer tudo andando!

    North Terrace

    Comece com um passeio pelo North Terrace, no Cassino de Adelaide, que fica localizado acima da Estação de Trem. Um pouco mais adiante , dobrando na King Willian Road, está o Adelaide Festival Centre, que fica ao lado do Elder Park, um dos meus prediletos.  O Elder Park é cortado pelo Rio Torrens, o maior e mais importante rio da cidade. Aliás, passear pelas margens dele, indo do Elder Park até a Praia de West Beach, onde o rio desemboca, é uma delícia de passeio pra quem gosta de andar. São cerca de 15 km e você também pode fazer esse passeio de bicicleta, se preferir. A ciclovia é ótima.

    Torrens

    Voltando ao CBD, depois de passar pelo Elder Park, vá até a St Peter Cathedral e se perca nos parques em frente à Igreja. De volta ao North Terrace, você pode visitar a Galeria de Arte de South Australia, o Museu da Imigração, o Museu de South Australia e a State Library.

    Elder Parke e Rio Torrens

    Do outro lado da rua, mais à frente, você encontra a Ayers House, uma mansão datada do século 19, onde você pode ver como vivia uma família de classe media alta na época. Uma verdadeira viagem ao passado. Vale a pena a visita!

    Elder Park

    No fim da North Terrace você encontra Jardim Botânico de Adelaide. Lindo! Aproveite para deitar sob as árvores, descansar e fazer um piquenique, muito normal aqui por essas bandas. E atenção! Se você estiver por aqui no verão, não deixe de ir ao MoonLight Cinema, no Jardim Botânico. Um programa imperdível!

    Elder Park, Adelaide

    Uma boa opção para as crianças é o Adelaide Zoo, onde uma das maiores atrações é a dupla de pandas gigantes, Wang Wang and Funi. Você pode pegar um barco – o Popeye – no Adelaide Festival Centre e ir pelo rio até o Zoológico.  Diversão garantida pros pimpolhos.

    zoo Adelaide

    Não deixe de passear pelo Rundle Mall, que é uma rua para pedestres, um shopping aberto em pleno centro da cidade. No verão, principalmente na época do Adelaide Fringe Festival (meados de Fevereiro a meados de Março), você encontra vários artistas de rua se apresentando.  Uma delicia!

    Rundle Mall

    O Mercado Central, na Gouger Street, também merece uma visita. Abriu suas portas pela primeira vez em 1870 e faz parte da cultura de Adelaide. Uma verdadeira mistura de cultura, sabores e cores.  Mas atenção, porque o mercado NÃO abre aos Domingos e Segundas.

    Central Market, Adelaide

    Ruas charmosinhas perto do CBD que valem à pena a visita: O’Conell Street, em North Adelaide e The Parade, em Norwood. Ambas têm várias opções de restaurantes e muitas lojas. Uma boa pedida para o jantar.

    Adelaide CBD

    Adelaide tem praias, praias e mais praias! Quantos dias separar para elas?? Você pode conhecer todas em um só dia. Ou demorar o tempo que quiser em cada uma, a minha opção favorita! A mais popular – Glenelg Beach – fica a apenas 11 km do CBD, onde você pode pegar o bonde na Victoria Square até Glenelg.  Passeie pela Jetty Road, experimente a pizza orgânica da Good Life e as delicias de chocolate da Bracegirdles.

    Glenelg, Adelaide

    Passeando pelo litoral, ainda perto da cidade, não deixe de visitar Grange Beach, Henley Beach, West Beach, Brighton e Seacliff.  Todas essas praias são lindas e sem ondas, perfeitas para as crianças. Dica: o sol aqui em South Australia se põe no horizonte. E, durante o horário de verão, o pôr do sol acontece entre 8:30 e 8:45. Não deixe de ver e tirar muitas fotos!

    West Beach, Adelaide

    Um pouco mais distante, a partir de 40 km ao Sul do CBD, você encontra praias paradisíacas como Port Noarlunga, Southport Beach (onde o rio encontra o mar, minha favorita), Moana Beach, Maslin Beach (com uma área para os amantes do nudismo), Aldinga Beach (onde você pode estacionar o carro na areia!) e Carrickalinga Beach, que fica cerca de 75km de Adelaide. Estas últimas já fazem parte da região conhecida como Península de Fleurieu.

    Grange Beach, Adelaide

    Diferente do Brasil, não tem ninguém na praia vendendo comida ou bebida, portanto leve o seu lanchinho e bebida suficiente para passar o dia. Nem todas as praias permitem o consumo de bebida alcoólica, então fique atento à sinalização. Em contrapartida, todas as praias tem banheiro público – limpo e com papel higiênico. Super chique.

    Aldinga, Adelaide

    Carrickalinga Beach, Adelaide

    Separe um dia para conhecer o Deep Creek Conservation Park e Victor Harbour.  Sugiro acordar cedo e ir direto ao Deep Creek, que fica a cerca de 102 Km, 1:30 do centro de Adelaide.  Existe uma taxa de $10 por carro para estacionar dentro do parque, que tem várias trilhas. A minha predileta é a que leva até a Blowhole Beach. O visual é espetacular!

    Deep Creek Conservation Park, Adelaide

    De lá, vá direto para Victor Harbour e dê a volta em torno da Granite Island. Você pode almoçar em um restaurantezinho que tem na ponta da ilha. Na volta para Adelaide, fique atento a uma placa na estrada que indica o Myponga Reservoir, um reservatório de água que tem um visual imperdível.

    Victor Harbour, Adelaide

    Dica: Todos os lugares, todos mesmo, possuem um Centro de Informação ao Turista. Na maioria, você é atendido por voluntários super prestativos e cheios de boas dicas.  Eu sempre paro em todos pra saber as dicas locais! Venha nos visitar e procure por esta placa:

    Em breve, você vai descobrir muito mais sobre as regiões vinícolas de Adelaide, Kangaroo Island, o Innes National Park… E se encantar ainda mais!

    Fotos: Claudia Lordão, Sérgio Lordão, Suzana Peixoto e reproduções da Internet

    Leia também:

    Dois ótimos restaurantes em Santa Monica

    Roteiro de Punta del Este

    11 coisas para fazer em Los Angeles

    Ilhas do Caribe: Aruba e Curaçao

    O que fazer no Porto

  • Tupac – novo restaurante em Ipanema

    Tupac – novo restaurante em Ipanema

    Quem não gosta de uma novidade? Se for de gastronomia então, a gente adora! E foi exatamente isso que pensei ao ser convidada para conhecer o Tupac, novo restaurante de culinária latino americana contemporânea em Ipanema. Para quem é das antigas, no mesmo lugar onde funcionou o primeiro Gula Gula do bairro, na Aníbal de Mendonça, e mais recentemente, o Fiammeta.
    IMG_9770
    Sob comando do premiado chef peruano Marco Espinoza, (Lima Gastrobar),  o cardápio traz pratos típicos de diversos países latinos, com destaque para as entradas, deliciosas!
    O almoço começou com um pãozinho delicioso e uma manteiga extremamente saborosa e cítrica. Depois, provamos um ceviche clássico com cebola roxa e milho peruano e excelentes croquetes de pato com purê e abóbora. Experimentamos aidna o trufa tartar, com gran padano e figos em redução e nozes e massinha crocante. Divino!
    montagem tupac
    Em seguida, vieram os principais, servidos em linda louça, criada e desenhada exclusivamente para a casa: magret de pato com salsa concentrada asiática, risoto ao curry com salada de manga, amendoim, pimenta de sechuan, abacaxi e coentro, recomendado para quem gosta de carne mal  passada. Também provei o peixe do dia com molho de três pimentas, cremoso de batata com pesto cítrico de cuentro, caviar de tomates e azeitonas. Os dois pratos eram um pouquinho apimentados, então, recomendo perguntar antes para não haver sustos na hora da refeição.
    montagem tupac2
    De bebidas, provei a cerveja Weiss, bem interessante e forte e naturalmente, tive que experimentar o pisco sauer, já que se trata de um restaurante latino. Estava ótimo e ainda é servido em um lindo copinho de cerâmica.
    IMG_9734
    IMG_9731
    E um almoço completo não pode deixar de ter sobremesa, então, pedimos o húmedo de chocolate um delicioso bolo de chocolate, sorvete de chocolate, tangerina, salada quente de morangos e manjericão com caviar de azeite balsâmico, calda de chocolate e bavaroise de chocolate. Adorei!
    IMG_9762
    Além da comida, o ambiente chama muita atenção de quem entra no Tupac: são 350m² – e capacidade para 120 lugares – dividido pela varanda, salão principal e lounge –  muito bem decorados, com peças de artesanato peruano, feitas em pedra sabão, e uma imponente luminária de arame e tecido. Um lugar diferente e de bom gosto, aberto diariamente para almoço e jantar. Recomendo!
  • Café Carandaí, boa pedida para o fim-de-semana

    Café Carandaí, boa pedida para o fim-de-semana

    O charmoso Café Carandaí,  nos fundos da delicatessen mais gostosa da cidade, a Casa Carandaí, está em clima de festa junina/julina.

    Para começar, vale lembrar que o ambiente é aconchegante, cheio de detalhes. A simpática cozinha aberta permite que a gente veja os chefs trabalhando e no salão, lustres iluminados com garrafas de vinho raras.

    onde tomar café da manhã

    Durante o mês de julho a casa está servindo, no café da manhã, quitutes especiais que remetem `a Festa Junina, como broas de milho, pão de batata, bolo de milho, fubá e aipim.

    casa carandaí

    Além das novidades oferecidas na mesa do buffet, você pode saborear ainda tapioca fresquinha e a doce canjica, servida quentinha, que faz lembrar a infância.

    casa carandaí

    Enquanto passeamos pelos sabores da festa junina podemos nos deliciar também com os pães e bolos feitos diariamente na padaria da casa, frutas, ovos e cafés, que fazem parte do café tradicional.

    casa carandaí

    O café da manhã funciona aos sábados, domingos e feriados. Lembrando que depois ainda dá para comprar umas guloseimas na charmosa Casa Carandaí.

    Para quem não conhece, o ambiente é aconchegante, cheio de detalhes. A simpática cozinha aberta permite que a gente veja os chefs trabalhando e no salão, lustres iluminados com garrafas de vinho raras.

    End: R. Lopes Quintas, 165 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro

    Texto: Nina Fernandez

    Fotos: Divulgação

  • Fábrica dos relógios Hublot na Suíça

    Fábrica dos relógios Hublot na Suíça

    Nos jogos da Copa é impossível não prestar atenção na marca de relógios de luxo e não lembrar da minha viagem à Fábrica dos relógios Hublot na Suíça, um dos patrocinadores, já que ele é o relógio oficial que marca o tempo de cada partida.
    image
    Durante a minha viagem para Suíça, tive a oportunidade de conhecer a fábrica de uma das marcas de relógios mais famosas do mundo, na cidade de Nyon.
    20140508_SSBT_1065_Alta_CredTomasRangel

    Durante a visita, pudemos observar  o trabalho minuncioso dos profissionais, função que requer muita técnica e concentração. Pelo menos a vista deve ajudar a insipirá-los. O mote da marca é a fusão entre tradição, e futuro, com seu design, conhecimento e materiais usados em cada relógio.

     
    
    montagem hublot
    Criada em 1980 e inovando o mercado de relógios, a Hublot fabrica 150 relógio por dia e 42 mil por ano! E os responsáveis por estes números são os 300 funcionários que ali trabalham durante 8hs por dia.

    image (4)

    Os relógios mais complicados levam dez meses para ficar prontos e podem ter até 550 componentes. O mais barato custa 5 mil francos (cerca de 12 mil reais) e o mais caro, 5 milhões!

    image (6)
    image (5)
    A Hublot não tem estoque, produzem por demanda.
    image (7)
    A marca tem uma forte ligação com o esporte e já produziram produtos exclusivos com nomes de jogadores, como o de Pelé.
    Hublot
    hublot_classic_fusion_chrono_aero_pele
    Também visitamos a fábrica da Victorinox, conhecida marca de canivetes suíços,  criada em 1884. Lá são fabricados 150 mil facas e canivetes por dia. O canivete básico tem dez funções e o mais completo, 141. A Victorinox também faz relógios e até malas. A fábrica que conhecemos fica na cidade de Ibach, perto de Lucerne.
    victorinox
    Ambas as fábricas só aceitam visitas pré agendadas e não são abertas ao público em geral.
    Por: Renata Araújo
    Fotos: Renata Araujo, Tomás Rangel e divulgação
    Leia também:
  • You Must Go viajando com segurança e estilo

    You Must Go viajando com segurança e estilo

    É com prazer que anunciamos a nossa mais nova parceria: You Must Go! e SealBag

    Os viajantes mais antenados já sabem dessa novidade, os lacres super necessários da SealBag, Agora também personalizados com exclusividade para o You Must Go! O kit consiste em um lacre de plástico com uma numeração de série e um fio de nylon, que depois de lacrado só pode ser retirado se for cortado. O objetivo é fazer com que, caso a mala seja aberta, no instante em que o passageiro receber sua bagagem irá perceber que a mesma foi alterada. Uma grande vantagem que dá rapidez na hora do passageiro tomar as devidas providências. Dessa forma, ele pode verificar no mesmo momento se algo foi roubado ou se a mala foi danificada, e fazer a reclamação diretamente no aeroporto. Com o lacre violado como prova, as chances do passageiro ser indenizado pelo dano são ainda maiores

    1.Lacres You must go Sealbag (500x375)

    Os lacres podem e devem ser usados também por turistas que utilizarem transporte marítimo e rodoviário. Nesses locais as malas também ficam bastante tempo vulneráveis fora do alcance de seus donos. Além disso, em viagens mais longas, é comum os viajantes precisarem deixar seus pertences no depósito do hotel por algumas horas antes de pegar um voo, por exemplo. Os lacres inibem a ação de quem tem a intenção de abrir e roubar algo, e inibem principalmente o velho golpe da “cesária” (aquele em que com uma simples caneta os ladrões conseguem abrir sem nem danificar o fecho).

    2.Malas mais seguras (500x375)

    Para facilitar, os lacres vêm acompanhados de um pequeno cortador que pode ser levado na bolsa de mão. São bastante práticos, basta prender o lacre entre o zíper e a alça. Podem ser usados junto com os cadeados comuns, e funcionam como tag, identificando cada volume através de sua numeração.  Tirar uma foto da numeração do lacre antes de despachar a bagagem também é válido. Para amenizar a angústia após despachar as malas e a ansiedade ao esperar elas aparecerem na esteira, essa é uma ótima ferramenta para deixar os viajantes mais tranquilos.

     cortador

    Já experimentamos os lacres da Sealbag e adoramos! E como parceiros, ganhamos até um cartão de visitas especial que vão ser enviados para os clientes da Sealbag. Adoramos!

    seal bag

    Por Monica Barros e Renata Araújo

    Fotos: Monica Barros

  • Restaurantes em Paris

    Restaurantes em Paris

    Comer bem em Paris é quase uma redundância. Seja qual for sua preferência ou seu orçamento, este é o melhor lugar para satisfazer os desejos gastronômicos mais especiais. Sempre que volto a Paris, tento conhecer novas mesas, mas a verdade é que é praticamente impossível resistir e acabo revisitando antigas paixões.

    Vista do restaurante Les Ombres - Paris


    L’Ami Jean

    Foi o caso do bistrô L’Ami Jean. Estive lá pela primeira vez três anos atrás, por indicação de um amigo. Naquela ocasião, cheguei tarde e sem reserva. Por sorte, esbarrei com o chef Stephane Jego se despedindo de um grupo de clientes na porta da casa já quase vazia. Perguntei, incrédula, se ainda poderia entrar para jantar e ele respondeu: vamos lá! A experiência foi tão incrível que desta vez preferi não arriscar. Assim que marquei a viagem, fiz a reserva.

    Restaurante L'ami Jean - Paris

    O cenário estava bem diferente. Casa cheia… Lotada! O espaço é pequeno e barulhento, as mesas são coladas umas nas outras e a atmosfera bastante animada e informal. Fui encaminhada para uma mesa comunitária e recebi o cardápio. O restaurante segue a linha “bistronomique“.

    Ou seja, ambiente de bistrô e preços econômicos, mas com a ousadia e a sofisticação da alta gastronomia. Começamos com uma Terrine de Campagne…à disposition. Ou seja, a travessa vem inteira para a mesa com uns pãezinhos deliciosos e podemos comer à vontade. Em seguida, pedi uma bochecha de vitela confitada por 7 horas.

    Parece estranho, mas é inacreditavelmente sensacional! Minha mãe, que me acompanhava nesta viagem, pediu uma costela com purê. De sobremesa, optamos pelo Choco… choco… choco… Dame Blanche Vanilée. Adoramos o nome! E o doce, uma espécie de sundae de chocolate e baunilha em copo alto, não decepcionou.

    Pratos restaurante L'ami Jean - Paris

    Ze Kitchen Galerie

    Outro restaurante que valeu o repeteco foi o Ze Kitchen Galerie, uma estrela no Guia Michelin, em Saint-Germain-des-Prés. Como havia me apaixonado pelas criações do chefe Willian Ledeuil, na primeira vez em que estive lá, resolvi desta vez pedir o menu degustação de seis serviços. Recomendo!

    Cada prato melhor que o outro. Começamos com o amuse-bouche, uma saladinha de beterraba com caldinho de gengibre e pepino. Depois, veio a degustação propriamente dita. Para começar, sardinhas marinadas no capim-limão, seguidas de camarões com aspargos e molho de mariscos, spaghettoni com manjericão e lula, dourado com ostras e molho cítrico e codorna com purê de espinafre, cogumelos e mostarda. Finalmente, as sobremesas: um rolinho de gianduia com praliné e caldo de laranja e sorbet de ruibarbo com morangos. Tudo incrível!

    Pratos restaurante Ze Kitchen Galerie - Paris

    Na mesma rua do Ze Kitchen, Rue des Grands Augustins, na esquina com a margem do Sena, está o Les Bouquinistes, do chef Guy Savoy. Não há como não gostar desta casa, com nome inspirado nas barraquinhas dos livreiros tradicionais na região. Chique, mas sem afetação, cardápio com ótimas opções e serviço primoroso. Entre as opções, escolhemos foie gras com chutney de ruibarbo, peixe com confit de kumquat (uma frutinha japonesa) e aspargos verdes e brancos, bacalhau grelhado com risoto de chanterelles e aspargos verdes. Para fechar, a sobremesa que consideramos a melhor da viagem: uma espécie de fondant de chocolate. Simples e perfeito!

    Pratos Restaurante Les Bouquinistes - Paris

    Na noite seguinte, resolvi experimentar o Les Ombres. Já tinha ouvido falar muito bem, principalmente sobre a vista, mas ainda não conhecia. O restaurante fica no topo do Musée de Quai Branly, colado na Torre Eiffel. E, com seu teto todo em vidro, oferece um visual estonteante de qualquer mesa em que se sentar.

    O salão é grande e bastante frequentado por turistas. O serviço não é dos mais eficientes e a comida é gostosa, mas não é excepcional. Mas nada disso ofusca a emoção de estar ali, aos pés deste ícone francês. Como eu fui no final de maio, o sol só se punha depois das 9 da noite.

    Fiz a reserva para este horário. Chegamos um pouquinho antes, aproveitamos para tirar fotos no terraço e depois nos sentamos. Nos serviram uma taça de champagne e voilà: ela se acendeu inteira e começou a piscar.  O timing não podia ser mais perfeito.  Esse momento mágico valeu pela noite inteira!

    Restaurante Les Ombres - Paris

    Torre Eiffel vista do restaurante Les Ombres - Paris

    Ainda sob efeito da noite anterior, começamos a planejar o jantar seguinte. Resolvemos, então, conhecer o Jaja, no coração do Marais. Dos mesmos donos do Glou, outro que eu adoro, este bistrô chique comandado por Massimiliano Monaco, mistura clássicos da cozinha francesa e pratos criativos, sempre com ingredientes  superfrescos e orgânicos.

    A entrada é meio escondidinha na Rue Sainte-Croix de la Bretonnerie, e o jardim na frente da casa já dá uma ideia do charme do local. Pedi de entrada camarões grelhados com creme de agrião e croutons na tinta de lula, e depois um ravioli verde com ricota e lulas. Minha mãe foi de terrine de campagne (de novo!) e o peixe do dia, um dourado, com beterrabas assadas.

    Vinhos em taça maravilhosos e, desta vez, resistimos aos doces. Adoramos tudo, ambiente cool e casual, pratos deliciosos, gente charmosa e ótimos preços. Para quem optar pelo almoço, eles fazem menus fechados de entrada, prato principal e sobremesa a 21 euros.

    Restaurante Jaja - Paris


    Tokyo Eat

    Por falar em almoço, tive alguns memoráveis nesta viagem. Como no Tokyo Eat, restaurante do Palais de Tokyo. Ambiente moderninho e cozinha criativa com inspiração oriental. Pretendo ir novamente, mas da próxima vez à noite para experimentar os drinks da casa.

    Pratos restaurante Tokyo Eat - Paris

    Outro que faço questão de voltar é o Frenchie to Go. Um amigo chef de cozinha, que tinha acabado de voltar de Paris, me deu a dica e recomendou: “Não deixe de ir”.

    Fico feliz de ter seguido seu conselho! O pequeno restaurante, situado na Rue du Nil,  é o que há de mais badalado atualmente na cidade. As filas na porta ao longo do dia são prova disso. Trata-se da terceira casa do chef Gregory Marchand  e é especializada em sanduíches gourmet, como o delicioso Reuben, de pastrami e cheddar. Mas tudo lá é maravilhoso, como o hotdog feito com 100% de carne bovina e o  fish & chips. No dia em que fui conhecer, o chef dividia a atenção entre os pedidos dos clientes e as gravações com uma equipe de TV australiana.  Mas nada que pudesse atrapalhar o resultado… Fantástico!

    Restaurante Frenchie to Go - Paris

     Fotos e texto: Bárbara Ariston 

    Leia também:

    O que fazer em Paris

    O melhor chocolate de Paris

    Os melhores museus parisienses

    Roteiro pelos jardins de Paris

  • Novidades na hotelaria em Miami

    Novidades na hotelaria em Miami

    Por Duda Vétere

    E hoje é dia de falar das novidades na hotelaria em Miami.

    O Grand Beach Hotel Surfside  foi recentemente inaugurado. A obra durou 18 meses e teve investimento de mais de US$ 100 milhões. O hotel oferece 340 quartos em dois prédios: um de frente à praia e outro beirando a Collins Avenue. Os hóspedes podem aproveitar a praia, os jardins do hotel, o deck da piscina principal e a hidromassagem. A Skypool, piscina localizada na cobertura só para adultos, tem vista para o Oceano Atlântico e para a cidade de Surfside. O hotel fica próximo às lojas de Bal Harbour e dos restaurantes do Surfside Business District.

    Grand beach hotel surfside

    Grand beach hotel surfside 2

    O Trump Hotel Collection e a Esquared Hospitality uniram forças para abrir o BLT Prime no Trump National Doral. O novo restaurante do resort agora oferece diariamente café da manhã, almoço e jantar em um ambiente com vista para o campo de golfe Blue Monster. O menu é comandado pelos chefs Dustin Ward e Paul Niedermann, cuja carreira com a família BLT começou após ganhar a nona temporada do Hell’s Kitchen em 2011.

    doral-blt-veranda

    doral-blt-bar

    O The Spa at Mandarin Oriental Hotel Miami, eleito spa cinco estrelas pelo Forbes Travel Guide, lança uma série de pacotes de bem-estar. Cada programa inclui acomodações luxuosas por duas noites, café da manhã, almoço em embalagens individuais customizadas servidas à beira da piscina, aula de ginástica, dicas nutricionais e quatro horas de tratamentos personalizados. Os hóspedes podem escolher entre seis pacotes diferentes, cada um com objetivo específico.

    Mandarin Spa2

    Mandarin Spa

    Nós, que somos fãs da rede Mandarin Oriental, grande parceiro do blog, já experimentamos este maravilhoso spa. Para ler o post completo, clique aqui.

    Fotos: Divulgação

  • Belo Horizonte foi palco de vários jogos da Copa

    Belo Horizonte foi palco de vários jogos da Copa

    Por Monica Barros

    IMG_0078 A (484x363)

    Uma das cidades sede que mais se agitou com a chegada da Copa do Mundo foi Belo Horizonte. A capital mineira atraiu muitos torcedores do mundo todo, até a realeza inglesa! Hotéis com ocupação lotada, ruas tomadas de gente, barzinhos cheios de pessoas com muita energia para ver as partidas do campeonato. No dia do jogo da Argentina, mais uma vez os hermanos mostraram que não estão pra brincadeira e dominaram a cidade. Só se ouvia o sotaque espanhol por lá. E hoje, no jogo contra a Alemanha, a cidade vai ferver outra vez.

    Quem optou em ir para BH nessa época não se arrependeu. São muitos os atrativos da cidade, além de vários passeios aos arredores sugeridos pelos guias de turismo oficiais. O principal deles atualmente é o Instituto Cultural de Arte Contemporânea Inhotim, indicado até mesmo pelo jornal inglês The Guardian como local de visitação obrigatório. Em cerca de 3 ou 4 dias dá para conhecer boa parte dessas atrações, e o ideal é alugar um carro para ter mais flexibilidade e pôr em prática o roteiro aqui sugerido.

    Belo Horizonte

    Lagoa da Pampulha – O mais conhecido cartão postal da cidade, abrangendo uma área bastante grande. Ao seu redor, várias atrações: Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, idealizada por Oscar Niemeyer em 1943; Parque de diversões com direito a roda gigante; pista de caminhada e corrida, Museu de Arte da Pampulha; Estádio do Mineirão, famoso por ser palco de grandes disputas e local dos jogos da Copa do Mundo. O Príncipe Harry esteve lá! Atenção apenas para os dias de jogos, pois as ruas próximas costumam ficar interditadas para carro.

    IMG_0069 (484x363)

    IMG_0070 A (484x363)

    Mirante das Mangabeiras – O pôr do sol em BH é velho conhecido. Apesar de não ter praia, a cidade proporciona uma das mais belas vistas ao fim do dia, mostrando porque foi batizada com esse nome. Para chegar ao Mirante e ter uma visão panorâmica, é preciso subir o bairro de Mangabeiras. É nessa área também que fica o Palácio das Mangabeiras, residência do governador.

    SAM_3716 A (484x363)

    Parque das Mangabeiras – Uma grande área verde próxima a Serra do Curral, com opções de lazer e paisagismo projetado por Burle Marx. É patrimônio cultural da cidade e um dos preferidos dos moradores, oferecendo áreas de descanso e esportes. Considerado um dos parques mais importantes da cidade, é parada obrigatória para os turistas.

    Praça da Liberdade – Famosa praça que costuma encher aos domingos. É muito bonita, com belas árvores, um chafariz e coreto, onde nos finais de semana ocorrem apresentações de música. Ao seu redor encontra-se também o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública.

    IMG_0208 (484x363)

    Centro Cultural Banco do Brasil BH – Fica bem em frente à Praça da Liberdade. Sempre com exposições interessantes, o vistoso prédio de 1926 passou a abrigar o CCBB em 2009. Com sua escadaria interna e belos vitrais, vale uma visita.

    IMG_0227 (484x363)IMG_0225 A (484x363)

    Mercado Central – É aonde as pessoas vão em busca de comidas típicas e artesanato. Desde 1929 o mercado recebe mineiros e pessoas de fora querendo conhecer um pouco mais da “intimidade” da capital. Tem opção de restaurante para quem quiser um tempero local.

    Savassi – Região nobre conhecida por ter a noite mais animada de BH. Concentra um grande número de barzinhos e restaurantes. Em época de Copa do Mundo, o lugar ferveu e lotou! Todos em busca de bons chopes e telões para ver os jogos

    SAM_3731 A  (400x300)

    Lourdes – Restaurantes sofisticados e calçadas que oferecem um desfile para os olhos. Local de gente bonita, esse bairro de classe média alta é um polo gastronômico onde é possível encontrar, entre outros, opões de culinária francesa e cozinha mineira “chique”. Edifícios residenciais altamente valorizados são encontrados aqui, suas ruas arborizadas tornam essa região bastante disputada.

    Arredores

    Gruta da Lapinha – Localizado em Lagoa Santa, a cerca de 20 min do centro de BH. Além da famosa lagoa muito procurada para lazer nos finais de semana, é onde fica o Parque Estadual do Sumidouro. Sua principal atração é a Gruta da Lapinha, onde são feitos tours de cerca de 1h com guias autorizados, que levam os turistas a conhecer as incríveis formações rochosas. Com estalactites e estalagmites milenares, a gruta é toda iluminada por dentro, proporcionando uma visão impressionante. Foi nessa região que os primeiros habitantes do Brasil se estabeleceram, há milhares de anos. Muitos fósseis de animais e seres humanos foram encontrados aqui, como o de Luzia, a mais antiga ancestral brasileira.

    IMG_0038 (484x363) (2)

    IMG_0057 A (484x363)

    Serra do Cipó – Para quem curte passeios em contato com a natureza e atividades esportivas, esse é o lugar ideal. Situado no Parque Nacional da Serra do Cipó, a cerca de 90 km de da capital de Minas Gerais, há muitas opções de trilha e belas cachoeiras. Guias especializados podem ser contratados para os passeios, que devem ser reservados com antecedência. Muitos consideram que algumas das cachoeiras mais bonitas do Brasil estão aqui.

    IMG_0114-PANO A (500x252) (400x202)

    Inhotim – O Instituto Cultural de Arte Contemporânea Inhotim, inaugurado em 2006, tem deixado a todos que o visitam maravilhados. O museu foi construído na pequena cidade de Brumadinho, a 60 km de BH, ocupando uma impressionante área de 786 hectares, e se firmou como um dos mais importantes acervos de arte moderna da América Latina. Com obras de conceituados artistas, entre eles, Adriana Varejão, Vik Muniz, Tunga, Hélio Oiticica, Chris Burden e Yayoi Kusama, todas são surpreendentes e de dimensões muito grandes.

    A (484x363)

    IMG_0094 A (484x363)

    Talvez a obra mais inusitada seja a sensacional “O som da Terra”, de Doug Aitken. Trata-se de uma grande sala redonda de vidro isolada numa das partes mais altas do parque. Entrando no recinto pede-se silêncio absoluto. Enquanto ficamos lá dentro olhando para o espaço vazio, escutamos a Terra vibrar e produzir sons, muitas vezes bastante altos, captados ao vivo através de vários microfones instalados cerca de 200 metros abaixo. É absolutamente emocionante.

    IMG_0085 A (500x351)

    O museu é quase todo interativo, adultos e crianças se divertem com instalações como Magic Square, Bisected Triangle, Cosmococa e Beam drop.

    Inhotim é também um jardim botânico. Sua área verde é lindíssima, envolvente, as pessoas  passeiam agradavelmente à beira dos imensos lagos, admiram os inúmeros bichos que ali vivem de forma livre, e relaxam nos magníficos assentos feitos de enormes troncos de madeira.

    10501594_10203413734239219_886769484315957690_n (500x500)

    Com tudo isso, o Instituto conta também com vários bares e lanchonetes, já que os visitantes passam o dia inteiro lá, e os elegantes e modernos restaurantes Oiticica e Tamboril são ótimas opções gastronômicas. Em breve será inaugurado um hotel no local, que terá o conceito de vila, com piscina, restaurante e espaço para eventos, tornando esse centro cultural ainda mais completo.

    Um lugar que atrai cada vez mais brasileiros e estrangeiros, Inhotim é sem dúvida um passeio totalmente imperdível!

    Fotos: Monica Barros

  • San Andrés, lindo destino no Caribe

    San Andrés, lindo destino no Caribe

    Por Kelly Bizerra

    Em uma já saudosa viagem de fevereiro, fui conhecer San Andrés, lindo destino no Caribe colombiano, que está agora sendo mais conhecido pelos brasileiros. Digo isso a respeito de nossos compatriotas porque vi muitos deles por lá, mas não ouço muita gente falando sobre esta ilha. Mas parece que isto será por pouco tempo, pois vale muito a pena conhecer. Mesmo não sendo tão badalado quando os outros “Saint” e “San” localizados na região do Caribe, certamente não perde em beleza para nenhum de seus outros vizinhos.

    San Andrés, lindo destino no Caribe

    sanandres2

     Falando um pouco sobre geografia, San Andrés possui 26 km² de território. Curiosamente, a ilha possui um formato de cavalo marinho no mapa e todo ele pode (e deve) ser explorado sem muita dificuldade. No local há uns carrinhos de golfe disponíveis para aluguel e o serviço dura o dia inteiro. Com um mapa na mão e muita disposição no corpo, dá para ir aos lugares mais distantes sem ter que ficar se deslocando a pé. E também não te deixa restrito à região de Sprat Bight, a praia mais famosa.  Só precisa levar sua carteira de motorista, dinheiro en effectivo (a maioria dos lugares não aceita cartão, só dinheiro em espécie mesmo) e um espelho. Um espelho? Sim, pois – não sei se por falta de sorte minha – meu carrinho não tinha retrovisor rs.     

    San Andrés

    ImageProxy (5)

    ImageProxy (3)

     Já falei de geografia, agora vou citar fatos históricos. Sabe como surgiu o nome San Andrés? A lenda diz que o local foi descoberto em um dia 30 de novembro: dia de Santo André. A partir de 1629, a ilha foi ocupada por puritanos ingleses e antigos escravos africanos, levando sua cultura que é conservada até hoje pela população. A primeira parada de meu passeio foi a Casa Museo Isleña. Apesar de não constar nos mapas como sugestões de pontos turísticos, fui muito bem recebida pelos simpáticos funcionários da casa. O local possui reproduções do que seria uma casa de uma típica família de colonos ingleses do século XVIII.

    Entrada do Museu
    Entrada do Museu

    Reprodução de uma sala no interior do Museu
    Reprodução de uma sala no interior do Museu

    San Andrés é conhecido por seu mar com vários tons de azul e a areia muito branquinha, tipicamente caribenha. O artesanato também é um ponto forte da ilha. Mesmo não tendo entrado em todos os lugares que pesquisei antes, concluí o passeio em aproximadamente 2h e 30 min, e percorri a ilha inteira.  Sem engarrafamento, sem estresse. Só apreciando a paisagem e aproveitando o momento. Esta é uma dica para fugir do que já é tão manjado em viagens: lugar badalado + compras.

    ImageProxy (4)

    Já que toquei no assunto de compras, San Andrés é famosa pelos baixos preços dos importados. Honestamente, não vi essa “pechincha” toda nos produtos que procurava. Mas isso é até positivo, pois podemos destinar o dinheiro conhecendo melhor o local e, assim, levar para casa mais lembranças e fotos, no lugar de mercadorias. 

    Fotos: Divulgação e Kelly Bizerra

    Leia mais:

    O que fazer em Porto Rico

    O que fazer em Cartagena das Índias

    Uma das praias mais famosas de St Barth

    Jumby Bay – Antígua

    O que fazer em Cuba

  • Restaurante Maní, em São Paulo

    Restaurante Maní, em São Paulo

    Por Carla Fiorito

    Conheci a Helena Rizzo em Barcelona, em 2003 na casa de amigos em comum, no Bairro Gótico. Ela chegou pra satisfazer um desejo comum a muitos brasileiros que vivem longe do país: comer feijoada! Lembro dela com a mão na “massa”, debruçada sobre o panelão na nossa cozinha praticamente comunitária. Lenço amarrado na cabeça, desse mesmo jeito estiloso de hoje. Aquele momento me marcou: ali tinha dedicação. Estava ali alguém que usava a alma pra cozinhar! Nunca me esqueço da cena seguinte: eu sentada no chão da sala (ela também), os amigos reunidos cada qual se deliciando com a melhor feijoada que provavelmente todos haviam provado em muito tempo.

    barcelona
    A encantadora Barcelona

    Onze anos se passaram. Helena hoje é considerada a melhor chefe de cozinha do mundo, em prêmio concedido por uma das maiores revistas especializadas no assunto: a britânica Restaurant. Mais de uma década depois, aqui estou eu de novo, sentada ao lado dela, desta vez em um dos melhores restaurantes de São Paulo, comandado por Helena e pelo marido também chef, o espanhol Daniel Redondo.

    IMG_3913

    IMG_3894 1

     O Maní, amendoim em Espanhol, é o quadragésimo sexto na lista dos TOP 50 do mundo, ou seja, destino obrigatório para os amantes da boa mesa, aqui elaborada com produtos originalmente brasileiros, associados a técnicas de alta gastronomia.

    IMG_3910
    Já no corredor de entrada do Maní, a chef mostra seus talentos. Aqui como pintora!

    IMG_3914
    A famosa cesta com as incomparáveis lascas de polvilho

    Se naquela época ela almejava essa posição? A gaúcha, super easy going apesar da fama e prestígio que alcançou, responde: “Claro que não!”. E como uma modelo publicitária que chegou a capital paulista aos dezoito anos, depois estudante de arquitetura, trilhou o caminho da gastronomia? Nada a ver com herança de família, coisas do tipo: “cresci vendo minha avó cozinhar….”. Não. Helena aprimorou o talento e o prazer que sempre teve em cozinhar. Fez estágios em restaurantes importantes, como o El Celler de Can Roca, em Girona, na Catalunha, eleito o melhor do mundo em 2013. Depois, trabalhou na cozinha do Moo, no hotel Omm, em Barcelona. Por aqui, ganhou experiência ao lado de Emannuel Bassoleil e Neka Barreto.

    IMG_3902
    A top chef Helena Rizzo em ação

    IMG_3909

    Hoje, acredita que o Maní ainda tem muito a melhorar e divide os louros do restaurante sempre cheio com toda a equipe: “somos como uma banda que não pode desafinar”.

    IMG_3916
    O delicioso chips de batata com rosbife e mostarda dijon

    Inventiva, a chef está envolvida hoje com as chamadas “plantas alimentícias não convencionais” e estuda trazer ao cardápio do Maní ingredientes como taioba, lírio do brejo e vinagreira. E em meio às suas pitadas de modernidade, garante: “eu podia passer o dia limpando peixe!”.

    IMG_3922
    Falando nele: Peixe do Dia a Baixa Temperatura no Tucupí, com banana da terra e migalhas do Maní

    IMG_3924
    O Ovo: a criativa e ESTUPENDA sobremesa feita com sorvete de gemada, espuma de coco e coquinhos crocantes

    E o que o futuro próximo garante a essa moça tão especial? Ainda em 2014 tem o livro do Maní saindo do forno, retomando pratos que fizeram história desde a abertura do restaurante, em 2006. O Maní também chega à Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em versão restaurante-café. E pra fechar, o bairro de Pinheiros vai ganhar uma pequena padaria Maní, com pães do dia, tapioquinha, cafezinho servido como se fosse em casa… Falando em casa, voltei a me lembrar daquela cena de anos atrás, da gente ali, sentada com prato de feijoada no colo e, mesmo depois de provar receitas tão requintadas, agora no Maní, tenho certeza absoluta: há muito Helena já estava no topo!

    Fotos: Carla Fiorito

    Leia mais:

    Enoteca Saint Vinsaint – alta gastronomia e vinhos orgânicos em SP

    Le Repas – um charme de restaurante francês em São Paulo

    Um restaurante paulista com cara de NY

    Shigueru – um verdadeiro restaurante japonês em SP

  • Workshop gastronômico no Baixo Suíça e Casa da Rússia

    Workshop gastronômico no Baixo Suíça e Casa da Rússia

    Por Duda Vétere

    A Casa da Rússia, QG localizado no Museu de Arte Moderna, recebe nos dias 5,6 e 7 de julho o conceituado e premiado chef russo Maxim Syrnikov, conhecidos pelos pratos autênticos na gastronomia local e com oficina gratuita.

    Chef russo

     

    Já no Baixo Suíça, QG localizado no Palaphita Kitch da Lagoa, receberá na próxima semana aulas de gastronomia com o chef suíço Christian Züeger, que serviu a rainha da Inglaterra. Será um evento totalmente gratuito e ainda com samba e capoeira.

    2

    Fotos: Divulgação