Com um terraço com jardim e vista para o Morro Dois Irmãos de um lado e o Cristo Redentor do outro, a carioca da gema Kakau Höfke, é a cara do Rio no exterior e de quem já falamos aqui no blog. Isso porque ela usa as belas paisagens da cidade como inspiração para seus trabalhos, sendo o Corcovado, Pão de Açúcar, Pedra da Gávea, entre outros, temas constantes em suas obras.
Como adora estar em casa, a artista plástica foi naturalmente transformando seu apartamento também em local de trabalho: sua “casa ateliê”, no Jardim Botânico. Lá, o espaço para pintar começou em um quarto e, quando já não era suficiente, passou para a sala de jantar, bem no meio da casa.
Kakau, formada em Paris e que já havia morado nove anos na Europa e até dado aula de pintura no Marrocos, resolveu, em 2007, ir além desse tipo de arte: desenvolvendo uma linha de objetos de design usando transparências e uma paleta de cores vivas, refletindo toda a beleza e a magia da Cidade Maravilhosa. Destaca-se um de seus trabalhos, criado para a exposição no Clark Art Center, em Botafogo: uma escultura de luz com acrílicos coloridos sobrepostos com os relevos do Rio de Janeiro.
Recentemente, foi convidada para criar a arte da Macy’s, maior rede de lojas de departamento dos EUA, em campanha homenageando o Brasil, a “Magical Journey”. Seus trabalhos foram aplicados em bolsas que embalavam as compras dos clientes, em 300 filiais americanas, e vistos em produtos, convites, eventos e lojas.
Entre suas exposições, há individuais, no Centro Cultural da Universidade Veiga de Almeida e na Pequena Galeria, do Centro Cultural da Cândido Mendes, e coletivas, como na Casa das Caldeiras, em São Paulo, Mostra Artefacto, MAM, e a Exposição “Morro de Amores, Rio”.
Além disso, foi a criadora de almofadas e gravuras retratando pontos turísticos do Rio de Janeiro, que decoraram a Casa Brasil, local de divulgação e promoção de nosso país nas Olimpíadas de Londres, e atualmente é responsável pelo visual da rede de lanchonetes BIBI e por uma linha de produtos do grupo de papelarias Papel Craft.
Sempre que vou a SP gosto de conhecer novos restaurantes. Desta vez, fui convidada para almoçar no Miya (que significa templo, em japonês), primeiro restaurante solo do jovem chef Flávio Miyamura, aberto há um ano em Pinheiros, região oeste da cidade.
Sua experiência mais recente foi no espanhol Eñe, eleito em 2010, quando Flávio comandava a cozinha de lá, o melhor de sua categoria na edição “Comer & Beber” da Veja São Paulo, e com uma de suas criações no local, o CochinilloCrujienteconManzana(LeitãoCrocante com Maçã), ganhando o prêmio Paladar 2008 na categoria “Carne de Porco”. Anteriormente, trabalhou noDOM, do mestre Alex Atala, com quem também participou de uma temporada do programa ‘Mesa pra Dois‘, do GNT. Além disso, já com seu negócio próprio, foi o vencedor da categoria Chef Revelação nas premiações das revistas Gosto e Prazeres da Mesa.
Pra que eu tivesse uma ideia geral de seu cardápio – contemporâneo, com um toque oriental – o chef preparou uma seleção especial, que deixou uma ótima impressão. Durante o almoço, por outro lado, a opção do menu executivo sai a R$45 e, tanto no almoço quanto no jantar, há vários petiscos para dividir.
Começamos com um couvert simples, mas ideal para abrir o apetite, com pão quentinho já cortado e pastinhas variadas. Logo após, vieram as entradas: tartar de vieira com chá verde e croquetas de camarão, tudo delicioso!
Depois, veio um saboroso foie gras com doce de leite – mistura que nunca tinha provado e adorei!
Em seguida, provei um creme de curry com lagostin, cheio de personalidade, e o Missô Lamen (caldo a base de pé de porco, frango, cenoura, alho poró, salsão e cebola, servido com ovo, barriga de porco, broto de feijão, cebolinha verde e nori), que achei uma das melhores partes da refeição.
O ambiente do restaurante também chama atenção, procurando traduzir um pouco da identidade de seu dono, tendo sido projetado por Vitor Penha, que criou uma atmosfera rústica e única, com o espaço tendo seu lado sofisticado completo a partir de um enorme mural de azulejos, na parte de cima do restaurante. E nas paredes ainda são expostas imagens de Rogério Voltan, trocadas de tempos em tempos e que podem ser adquiridas pelos clientes.
Encerrando meu almoço, barriga de porco com purê de castanhas portuguesas. E devo dizer que, embora tenham sido muitos pratos ao todo, as porções não eram grandes, o que foi essencial para conseguir degustá-los com prazer.
Para acompanhar minha refeição, fui “obrigada” a provar uma autêntica cerveja japonesa, Hitachino Nest. E, como ninguém é de ferro, por último experimentei uma sobremesa bem criativa: parfait de maracujá com espuma de wasabi, uma combinação de azedinho com uma leve ardência que foi perfeita!
Se estiver indo a São Paulo, vale uma passada no Miya!
Fui chamada para fazer um post para o blog do Chic Outlet, rede de outlets de luxo que adoro, presente perto de várias capitais e líder desse mercado na Europa.
Escolhi escrever sobre Madri, cidade em que morei por três anos e pela qual sou apaixonada!
Além disso, lá tem um dos outlets do Chic, o Las Rozas, com as melhores marcas espanholas e internacionais. Um belo passeio, que pode ser feito de ônibus, trem ou carro e dura cerca de 40 minutos.
Para os booklovers de plantão, é um prato cheio! Principal evento do mercado editorial do país e maior feira literária da América Latina, adotou a pluralidade como foco, com uma programação para todos os públicos, até mesmo aqueles que não descobriram ainda as maravilhas da literatura.
Mesmo com letras indicando “ruas” e autores famosos nomeando “avenidas”, pode ser fácil se perder no lugar, mas os mapas ficam nas entradas e saídas dos ambientes. Há, ainda, opções de lugares para comer entre os pavilhões e ao redor dos estandes, porém é melhor chegar cedo se não quiser enfrentar filas, até pra entrar, porque o lugar fica bem cheio, ainda mais nos finais de semana!
Além de livros, claro, o que mais se vê são leitores de equivalentes digitais. Todo tipo de editora e espaço resolveu apostar na área tecnológica, um diferencial popular em um mar de páginas de papel. Um dos numerosos exemplos é o estande da Kobo, marca de e-Readers e e-Books, com espaço estilosinho e confortável, cheio de amostras de seus produtos.
Em 2013, as atividades estão mais dinâmicas que nunca! Para isso, foram adicionados três novos espaços: o Placar Literário, dedicado à literatura futebolística; o Acampamento na Bienal, para adolescente, que trata de tecnologia e cultura de convergência (livro que vira filme, game, site, livro…), mostrando a narrativa no cotidiano; e o Planeta Ziraldo, para os pequenos (e grandes) fãs, homenagem lúdica ao autor, presente em todas as edições desse que é nosso mais importante evento cultural.
Além desses, há os territórios já conhecidos das antigas bienais: o Conexão Jovem, onde tal público pode encontrar seus ídolos, além de no acampamento; o Mulher & Ponto, levando novidades aos bate-papos sobre diversos aspectos do universo feminino; e o tradicional Café Literário, com debates descontraídos sobre livros, estilos e ideias, dos quais fazem parte os mais celebrados autores, com participação do público.
O ponto alto do evento é mesmo a interatividade. Com 950 expositores, sua grade inclui bate-papos, sessões de autógrafos, debates e apresentações de autores nacionais e internacionais (como Nicholas Sparks, Emily Griffin, James C. Hunter e o moçambicano Mia Couto). Mas estandes e espaços especiais também apresentam seus próprios meios de interação.
A Petrobrás, comemorando seus 60 anos, possibilita máquinas para que os visitantes tirem fotos próprias dizendo o que os inspira e colando essas em seu “painel de inspirações”, à vista de todos que por ali passam.
O iba, maior loja online de conteúdo digital do país, em seu estande, apresenta máquina de algodão doce e um fundo verde, para que as pessoas possam tirar fotos e depois escolher qual cenário literário colocar. Ao seu lado, está o da CBN, em que você pode criar sua própria reportagem.
Enquanto a Estante Virtual, maior acervo de livros online do Brasil, faz um desafio (com os ganhadores recebendo uma ecobag e um marcador de livro), a Light, empresa fornecedora de energia, aposta em tablets e num jogo de tabuleiro no próprio chão em sua parte.
Há também a Máquina de Ler, dispositivo em que cada pessoa que entra lê um trecho do livro Capitães de Areia, de Jorge Amado, tendo som e vídeo gravado e indo para o blog, sendo uma forma de contar a história de maneira inovadora e divertida.
Com tanto a ser visto em três pavilhões do Riocentro, os compradores são atraídos por inúmeras características. Entre promoções, homenagens (como a da Panini aos 50 anos da personagem Mônica, de Maurício de Sousa), cores e “arquitetura” chamativas e personagens em tamanho real, as editoras lançam mão da criatividade, criando uma festa literária!
Três pequenos destaques são: a Rocco, que tem um grafite da escritora Thalita Rebouças (que colaborou na revista A Sua Viagem), com um quadro para seus leitores infantojuvenis deixarem recadinhos, e uma imagem de Clarice Lispector, com frases suas; a LeYa, que traz um grande trono da série de livros do autor George R.R. Martin; e a Cortez Editora, de estande sustentável, de papelão, em sua maior parte, e tendo atendentes entregando um papel que, depois de lido, pode ser picado e plantado em casa, por nele ter sementes de Boca de Leão.
Não podemos deixar de lado, é óbvio, o país homenageado desta edição do evento, a Alemanha. A Feira de Frankfurt este ano homenageia o Brasil, então, em parceria como oInstituto Goethe, um estande alemão foi montado, com uma oferta variadíssima nos quesitos artístico e literário.
A parte de cima da homenagem é decorada com lâmpadas coloridas, dando um efeito adorável, e um grupo de autores alemães participa das ações dedicadas à sua nação. No grande espaço reservado, a atração principal, no entanto, é a exposição multimídia Alemanha de A a Z, com as letras do alfabeto representando palavras em alemão.
Com um evento incrível desse por só mais um final de semana, você não pode perder! Eu fui e adorei!
A pizzaria Mamma Jamma, no Jardim Botânico – uma das mais concorridas da cidade – está sempre trazendo novidades e fazendo intercâmbio com outros restaurantes, uma iniciativa muito simpática, por sinal.
Desta vez, o renomado chef Jan Santos, do restaurante espanhol Entretapas, foi chamado para criar uma pizza especialmente para o restaurante.
Esta ideia não foi à toa; o Entretapas, que já existe em Botafogo, vai abrir ali do lado, na Saturnino de Brito, ou seja o Mamma Jamma ganhará um vizinho de peso e quis antecipar as boas vindas de uma maneira simpática.
Inspirada na gastronomia catalana, a pizzaEntretapas y Jamma (R$ 63) leva ingredientes tradicionais da região como chorizo, jamón serrano, cebolas caramelizadas, berinjela, azeitona preta e pimentão. O formato é o mesmo das cocas de escalivada, típica massa da região da Catalunha. Feita originalmente com as sobras de massas de pães que não inchavam, é preparada em formato oval, como manda a tradição.
O chef Jan Santos explica a criação: “Juntei ingredientes tradicionais da culinária espanhola com um método de preparo da Catalunha. Adaptei a coca de escalivada à receita base da pizza, porém mantendo o formato original da coca. Escalivar significa assar, geralmente se refere a legumes feitos na brasa da fogueira que adquirem um sabor defumado”. A pizza fica no cardápio até Setembro.
Além da pizza, muito original, por sinal, provamos uma deliciosa entrada: shitake à Provence, assados no forno com azeite grego e ervas da Provence servidos sobre crostata de azeite. Simplesmente perfeitos! Sempre acompanhado de um vinho espanhol, é claro: Tempranillo, de 2010.
E para encerrar a noite em grande estilo, uma pizza de doce de leite, simplesmente divina!
Agora, é aguardar a chegada do novo Entretapas, que está prevista para Outubro.
A Winebrands, há cinco anos no mercado e especializada na importação de vinhos de grandes produtores, promove, nos dias 2 (em São Paulo, no Museu da Casa Brasileira) e 3 (no Rio de Janeiro, no MAM) de setembro, a 2ª edição do Wine Lounge, encontro de enólogos e produtores de grandes vinícolas com o público, num ambiente moderno e informal.
Com coquetel diferenciado e degustação de grandes rótulos, o ingresso custa R$ 270 e, de 4 a 30 de setembro, seu valor pode ser revertido em descontos para compras de produtos do portfólio Winebrands, com descontos que vão de 5 a 9%.
Para divulgar esse evento, entrevistamos o produtor Paulo de Carvalho, um mineiro que foi estudar na Itália, se apaixonou pelo mundo dos vinhos e hoje em dia é diretor comercial e de marketing da Falesco, uma das maiores vinícolas de Úmbria, na Itália, e que estará representada no Wine Lounge. Abaixo estão as perguntas que fizemos para ele, com suas respostas.
– Você trabalha para uma grande vinícola há algum tempo. Você diria que estar o tempo todo rodeado por toda essa produção mudou seu pensamento e relação com os vinhos?
Certamente sim. Essa convivência me ajudou a crescer, sobretudo profissionalmente. Aprendi a apreciar a qualidade, a entender melhor os processos envolvidos desde a produção até a distribuição e promoção do vinho. São aspectos muito importantes e fundamentais.
– Como você descreveria a paixão das pessoas, e a sua, particularmente, pelo mundo dos vinhos?
Eu diria que o vinho é um produto pelo qual é muito fácil se apaixonar. O aspecto poético ou romântico é evidente, não existe nenhum outro produto capaz de unir as pessoas e influenciar de modo positivo o encontro e o compartilhar de certos momentos. A emoção de uma boa taça de vinho é um prazer ímpar.
– Morando no Brasil, às vezes as pessoas tem pouco contato com vinícolas e enólogos, quando em comparação a outros países, como os europeus. Qual a importância que você dá a eventos como o Wine Lounge, que dão uma chance para que as pessoas que realmente gostam de vinho conheçam mais sobre o produto e sua produção?
Acho fundamental dar a oportunidade as pessoas de estabelecer um contato com a história de cada vinho ou cada vinícola. Somente deste modo o consumidor pode se apaixonar ainda mais e apreciar a qualidade de uma maneira mais consciente.
– Qual a expectativa da Falesco para a Wine Lounge e o contato com o público?
As expectativas são as melhores possíveis. Acredito seja uma grande oportunidade para o nossos vinhos. É uma ocasião para passar a todos a emoção escondida em cada garrafa Falesco.
– Sendo conhecedor do ramo, qual você diria que é a diferença da proposta deste evento para outros semelhantes?
O sucesso de um evento como o Wine Lounge depende muito do trabalho feito durante a organização. A escolha do local, a divulgação, o envolvimento da imprensa especializada e de formadores de opinião. As pessoas que participam devem sair com uma ideia clara dos vinhos e das vinícolas, sem espaço para improvisações.
A diferença é feita pela equipe Winebrands que está sempre alerta para que tudo dê certo, garantindo profissionalismo aos clientes e aos produtores.
– O consumo de vinho do brasileiro mudou nos últimos anos? Qual a expectativa pros próximos?
Acredito que mudou drasticamente. Hoje quase ninguém lembra daquele vinho alemão da garrafa azul. O consumidor viaja muito, é mais exigente e sabe o que quer. Apesar disto, há muito a se fazer. O mercado pode e deve crescer nos próximos anos, mas a qualidade deste crescimento depende da lucidez das instituições e da capacidade dos profissionais do vinho de educar novos enófilos.
Se quiser outras informações sobre o Wine Lounge e vendas de ingresso, entre em contato pelo telefone 0800-7715556 ou pelo e-mail [email protected].
Hospedar-se no Hotel Emiliano é uma experiência única de hotel de luxo em SP! Localizado no melhor lugar da cidade, em plena rua Oscar Freire, walking distance das marcas mais famosas do Brasil e de alguns dos melhores restaurantes da capital paulista, é um cinco estrelaslow profile. Portanto, passa desapercebido aos mais distraídos, por sua fachada elegane e discreta. Aproveite para ler também sobre 7 hotéis que já foram cenários de filmes e restaurantes que fazem delivery em SP.
Inagurado há pouco mais de dez anos e parte do Leading Hotels of the World, o Emiliano é referência em bom gosto, serviço e sofisticação. Os quartos são espaçosos e confortáveis, a gastronomia é de renome e o spa, de destaque. Portanto, um hotel completo na maior metrópole da América do Sul.
E como não poderia deixar de ser, o hotel tem um excelente restaurante, antenado às novas tendências. No cardápio, sugestões com ingredientes frescos e locais traduzem o melhor da culinária contemporânea, como, por exemplo, frutos do mar, caças, aves e massas de produção própria. A novidade agora é o chef italiano Stefano Impera, que acaba de lançar seu primeiro menu. São pratos clássicos e ao mesmo tempo originais, servidos em belas apresentações.
O charmoso Champanhe Bar e Caviar é certamente o lugar ideal para fazer um happy hour. A adega contém mais de 296 rótulos de vinhos e champagnes, onde é possível degustar vários tipos de caviar.
O décor
Com certa de 60 apartamentos, e decoração moderna e clean em todo o hotel, chamam ainda atenção os objetos assinados por designers renomados, como os Irmãos Campana e o casal americano Charles e Ray Eames – que tem cadeiras expostas no MOMA de NY. Portanto, os quartos conseguem ser bonitos, contemporâneos e confortáveis ao mesmo tempo, com belos móveis de design.
A suíte cubo
Inaugurada há pouco tempo, a suíte cubo, na cobertura, tem 135m2 divididos em copa, sala de estar/office, suíte no mezanino, piscina, maleiro e lavabo, além de proporcionar uma vista extasiante da cidade. Para completar, uma piscina aquecida particular.
Como um digno hotel de luxo em SP, os produtos de higiene são sempre um mimo para os hóspedes, sendo que no Emiliano, eles tem um atrativo à parte: são todos da marca Santa Pele, uma sofisticada linha de cosméticos elaborada especialmente para o hotel. A linha completa foi inspirada na exuberante vegetação da Mata Atlântica e no imaginário do Tropicalismo e além disso, tem um design sofisticado, que ao mesmo tempo reflete a alma brasileira.
O serviço do hotel de luxo em SP
A excelência em serviço do hotel é visível nos mínimos detalhes e no atendimento, sempre cuidadoso, de todos os funcionários, que não hesitam em chamar cada hóspede pelo nome. Afinal, a média é de quatro funcionários por hóspede.
No coração dos Jardins, em um dos quadriláteros mais sofisticados da capital paulista, certamente é inevitável sentir vontade de passar uma noite ali e quando o desejo se realiza, é quase certo que as expectativas serão atendidas.
Segue a entrevista que fiz com ela e suas impressões sobre este exótico país do Oriente Médio.
– O que te fez ir até o Líbano?
Eu adoro ir a países que não são muito procurados pelos brasileiros. Já fui para Jordânia, Egito, Malásia. Gosto de desbravar locais ainda não tão populares. Mas, ao chegar ao Líbano, encontrei um país moderno, uma surpresa. É um país para todo tipo de viajante, porque tem História, praia, boas baladas e ótima gastronomia.
– O que achou de Beirute?
Beirute é uma cidade moderna e segura. Não tem tanta coisa para ver, em 2 dias você já faz o básico. Em alguns prédios você ainda pode ver as marcas da guerra civil, mas nada que faça você ficar chocado.
Muitas pessoas disseram que o trânsito era uma loucura e que lá não havia sinal: pura lenda! Eu tinha toda aquela fantasia de que estranharia a cultura, mas cheguei a um país que poderia ser o Brasil, com seus pontos positivos e negativos.
– Foi a outras cidades?
Sim, porque, como disse, o Líbano é pequeno e Beirute não tem muito o que fazer. Então você pode ficar hospedado lá e cada dia visitar uma cidade. O local mais imperdível é Baalbek, tem que ir. Fica fora da capital, mas dá pra ir e voltar no mesmo dia.
– E a comida, como era?
Perfeita! Todos os pratos no Líbano são uma delícia! Foi a primeira viagem que fiz, depois de 36 países visitados, em que comi bem todos os dias, em todos os locais. E prepare-se para comer o melhor hummus da sua vida!
– Você ficou hospedada em que hotel? Recomendaria?
Fiquei no Hotel Phoenicia. Perfeito. Tem cinco estrelas e é maravilhoso na localização, atendimento e gastronomia. Dentro do hotel há restaurantes maravilhosos que servem de comida local a japonesa. Além disso, é cheio de História.
– Era fácil a comunicação no país, as pessoas falavam inglês?
Todo mundo fala inglês e francês no Líbano, fluentemente. A comunicação é muito fácil e as pessoas muito solícitas. Até no interior não tivemos problemas, poucas pessoas não falavam um inglês perfeito.
– Qual a melhor época para visitar o país?
O ano todo é bom, mas no inverno pode ser incômodo. Eu fui em março e ainda estava com neve em alguns locais, não podendo caminhar entre os cedros, um dos maiores atrativos do país.
– Qual a principal imagem que ficou do país?
De modernidade, beleza, História. Não tem como definir o Líbano. É impressionante como um país tão pequeno pode ter tanta atração para o visitante. Fiquei apaixonada pela praia, pela cor da água e pela comida.
O fechamento do restaurante/delicatessen Garcia e Rodrigues no Leblon deixou muita gente órfã. O charmoso Café era palco de muitas reuniões de negócios e encontros sociais, além de ter alguns dos melhores doces e pães do Rio.
Quando um dos ex-sócios, João Luiz Garcia, junto a Nick Chaves Barcellos, resolveu abrir a Casa Carandaí, no bairro Jardim Botânico, foi um alívio. O charmoso casarão antigo ganhou muito mais charme com o projeto do arquiteto Chicô Gouvêa e virou parada obrigatória para os amantes da Gastronomia.
A placa dá boas vinda à CasaLustre de compotas projetado por Chicô
A delicatessen tem uma fartura de produtos apetitosos de alta qualidade, que vão de azeites a biscoitos, passando por condimentos e muito mais. A loja reúne uma padaria, uma cave de queijos artesanais, um mezanino de vinhos e bebidas, um café, uma rotisseria, uma salumeria, uma série de carnes exclusivas do Rio Grande do Sul e centenas de outros produtos.
Diferentes faces da loja
No menu, há uma variedade de receitas exclusivas da Casa, com produtos que podem ser comprados depois na loja. Eu mesma recomendo a massa fresca de ravioli com recheio de mozzarella de búfula ou de abóbora com molho triplo burro, que comprei para fazer em casa e amei!
Mas sempre vale à pena sentar e tomar alguma coisa, aproveitando o ambiente confortável
O ambiente externo é climatizado e marcado por naturalidade e simpatia, com a Casa Carandaí contando, para completar, com um charmoso restaurante, que serve comidinhas caseiras e simples, mas preparadas com as melhores matérias-primas.
A parte externa também é pensada, ainda que com um clima simples
A decoração, com toques pessoais do casal de sócios, deixa a atmosfera meio rústica e informal e ainda tem uma seleção exclusiva de pôsteres do Rio de Janeiro, cartazes que companhias aéreas e marítimas usaram para divulgar a cidade no exterior entre os anos 20 e 60.
Detalhe, no alto da parede, dos pôsteres que são reproduções da coleção do pesquisador Márcio Roiter
À disposição no menu fixo estão pratos quentes, trocados semanalmente, tábuas de queijos e frios, cervejas artesanais, vinhos e espumantes, quiches, saladas, terrines e vários tipos de sanduíches.
O local traz uma variedade de pães já com uma ótima fama
Ouso dizer que o pequeno, porém simpático, restaurante tem um clima europeu, com sua cozinha aberta e decoração bem contemporânea, um enorme quadro-negro (onde estão descritos os pratos e comidinhas) e os originais lustres com garrafas de vinho.
Decoração inovadora e divertida
Fui convidada a provar o café da manhã, que por sinal é bem recheado e muito gostoso, servido à la carte durante a semana e em sistema de buffet (R$ 38,00) nos fins de semana, destacando-se o tostex e a baguete na chapa, que são servidos à mesa.
E podem apostar que estava tudo uma delícia!
A Casa Carandaí se apresenta, assim, como um lugar completo, onde a gente pode comprar coisas gostosas, além de tomar café, fazer um lanche ou almoçar. E ainda por cima está em um dos bairros mais charmosos do Rio. Imperdível!
Uma pequena amostra do delicioso café da manhã disponívelE há vários produtos disponíveis para compra dos clientes
Vale lembrar que o excelente restaurante Lorenzo é dos mesmos donos e fica ao lado. Mas isso é assunto para um próximo post!
Recentemente, fui convidada para conhecer o restaurante/barGuilhermina, dentro do hostel Meiai (uma brincadeira com “may I help you?” – “posso ajudar?”), que fica em Botafogo.
Que grande surpresa tive ao constatar que o restaurante é comandado pelo jovem chef Théo Menezes, que já passou pela CT Boucherie e Brasserie, sendo pupilo de Claude Troisgros, e com membros do staff também do mesmo grupo. O Guilhermina (que tem o nome fazendo par com a rua em que se encontra o hostel, Guilhermina Guinle) é o primeiro restaurante próprio do chef, tendo um clima informal. Abre pra almoço e jantar (menos aos domingos), fechando só no fim da noite, e tem um cardápio sofisticado e atendimento rápido, ideal para quem está no horário de almoço.
De dia, há opções de grelhados, com acompanhamentos e sugestões de pratos variando semanalmente. Já à noite, o foco é nos petiscos e nos pratos fixos, não deixando de lado as variadas opções de cerveja e sobremesa.
Eu comi um salmão grelhado, com risoto de limão siciliano e rúcula com tomate seco, castanha e parmesão, prato que estava divino! Meus companheiros de mesa comeram atum empanado com shitake e purê de batata doce e filé na crosta com banana da terra.
Todos os pratos tinham uma cara ótima!
Já que estava lá, tinha que conhecer o hostel, que, aberto desde janeiro, é encantador e uma excelente opção para quem quer vir pro Rio e gastar pouco.
O Meiai tem quartos comunitários (com banheiro compartilhado e preços a partir de R$ 60,00) e suítes (com ar condicionado e diária a partir de R$ 250,00), todos com nomes em inglês fazendo alusão a bairros cariocas.
As áreas em comum também são muito charmosas, com decoração contemporânea e de bom gosto, além de serem feitas com objetos reutilizáveis.
Para fechar o dia, de sobremesa, ainda no restaurante, não pude resistir ao delicioso churros com doce de leite!
Acho que o Guilhermina vai merecer uma segunda visita!
Procurando um hotel de luxo na praia da Ferradura? Insólito, é o melhor hotel de Búzios: de bom gosto, ótima localização e excelente serviço.
Bem na enseada da Ferradura, o hotel tem um visual que não cansa e uma linda decoração, que faz a gente se sentir à vontade, como se estivesse em casa.
Por estar mais no alto, ainda tem caminho direto para tal praia, o que, junto ao conceito de sustentabilidade e diversidade cultural do lugar, transforma o clima praiano também em algo chique.
Sala de estar: estilo despojado
O que mais chama a atenção é o espaço que o Insólitooferece. São várias piscinas, lounges e ainda por cima, uma praia particular! Enfim, nunca dá a impressão de estar cheio.
O spa é outro ponto alto, oferecendo uma série de tratamentos corporais e faciais relaxantes, inclusive rituais indianos. Isso tudo com direito a uma visão exuberante da natureza!
O café da manhã é servido na quantidade certa e nos dá, mais uma vez, a chance de apreciar a maravilhosa vista da Ferradura. “A Galeria” (nome que combina com a proposta artística do hotel), tem menu assinado pela carioca Lúcia de Souza, que, depois de 20 anos sendo chef particular de personalidades, aposta em pratos saudáveis e deliciosos.
Os quartos são temáticos, tem um bom tamanho, assim como o banheiro. Fiquei no simpático quarto Naiff.
Quarto homenageia a arte Naiff brasileira
O atendimento é digno de um hotel cinco estrelas, com todos os funcionários atentos e solícitos. Para se ter uma ideia, fiz check in às 2 da manhã e fui recebida com sorrisos e boa vontade!
Se você está planejando ir pra Búzios e quer um hotel de luxo, sua escolha já vem com nome curioso e que combina com o estilo:Insólito; não vai se arrepender!
O Rio Gastronomia já começou e os vencedores do Prêmio foram anunciados em uma festa no Jóckey, onde fui jurada e teve apresentação do ator Rodrigo Hilbert e ótimas intervenções do músico Dudu Nobre.
Entre os campeões, fiquei feliz do querido Felipe Bronze ter ganho nas categorias contemporâneo, com o restaurante Oro melhor chef, com a contribuição do meu voto. Merecido!
Melhor peixe, foi para o restaurante Satyricon, em Ipanema, e melhor carne, também meu voto, para o Esplanada Grill, no mesmo bairro.
O tradicional Antiquarius ganhou como melhor português, em quem também votei, além de melhor serviço, voto justo, em minha opinião.
O restaurante ao ar livre ficou com o Bar Urca, realmente uma ótima escolha, com uma vista espetacular e melhor café da manhã, surpreendentemente, Cirandinha, tradicional restaurante em Copacabana.
O título de melhor restaurante do Rio foi para o Gero, outro que recebeu meu voto e que também venceu na categoria italiano.
Para saber quais foram os outros vencedores, baixe o aplicativo ou entre no site do Rio Gastronomia.
E o melhor é que o evento vai até dia 25, com a participação de mais de 400 restaurantes e várias atividades pela cidade. Bon apetit!