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Gastronomia que "Volta" no tempo
Por Renata Araújo
Se a ideia era voltar ao passado, mais especificamente à infância, o restaurante Volta acertou em cheio: com uma decoração vintage que traz mesas e cadeiras estilo anos 50 e 60, garimpadas em feiras e antiquários, e louças de linhas descontinuadas ou achadas em brechós, o restaurante começa a encantar pelo visual.
O projeto do arquiteto Chicô Gouveia, com iluminação de Maneco Quinderé – que criou luminárias com ajuda de bules, xícaras e pratos antiguinhos, que parecem esculturas – ficou perfeito!

Sem contar a charmosa varanda, para os dias de temperatura amena – que estão prestes a chegar – e agradável do bairro do Jardim Botânico.

O sobrado de dois andares foi restaurado e manteve detalhes da construção original, como o piso de tacos e os tijolos das paredes descascadas, com o intuito de preservar a história do lugar. O mural em grafite feito pelo artista plástico Mateu Velasco, em uma das paredes da casa, deu um toque especial.

Mas como o assunto aqui é gastronomia, não podemos deixar de comentar a originalidade do cardápio, que traz pratos um tanto inusitados, com ingredientes pouco usados em restaurantes descolados, como quiabo, moela ou fígado. Mas as misturas deram muito certo e o capricho na cozinha somado à apresentação dos pratos faz com que tenhamos vontade de experimentar mais e mais.

O chef Fernando Pavan (ex-restaurante Brasil a Gosto, de SP) usou a criatividade e a memória afetiva ao incluir macarrão ao forno, carne assada com gratinado de raízes com queijo coalho e galinha e ravioli de quiabo.

Nos almoços de fim de semana, os simpáticos “Pratos que todos repetem”, sugestões apresentadas em travessas maiores e colocadas no centro da mesa para dividir, imitando um tradicional almoço de família, como, a peixada no sábado e o cozido de domingo. Já no almoço de segunda a sexta, é possível escolher entre o menu Trivial Simples, com salada de entrada, um prato principal com uma carne na brasa, feijão, arroz e outro acompanhamento, e doces variados de sobremesa, e o Trivial Variado, que, além da salada de entrada e da sobremesa, oferece receitas mais elaboradas como prato principal.

Falando em sobremesas, elas foram criadas pelo chef Frédéric de Maeyer e são um capítulo à parte, como o autêntico Romeu e Julieta e as compotas de doces.

Em minha primeira incursão ao Volta, fui de tapioca de sardinha marinada, saborosíssima, e ovos mimosas bem gostosos.

Depois, apostei no estrogonofe, que é feito da maneira mais tradicional possível, sem creme de leite, acompanhado de uma arroz bem soltinho e de uma batata no ponto, em formato de cogumelo, que achei a coisa mais fofa e gostosa do mundo! Minha companheira de mesa pediu a panqueca de carne, que veio em uma linda apresentação e estava uma delícia!


De sobremesa, não pude resistir aos churros com doce de leite. Quem já foi ao Venga!, que pertence aos mesmos sócios, sabe do que estou falando.

O restaurante tem ainda uma simpática vendinha, com produtos artesanais apetitosos, como goiabada, pão de mel, licores de frutas, etc, vindos de diferentes partes do Brasil.

Um lugar assim, não dá pra deixar de voltar.
Fotos: Renata Araújo
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Loews – um dos maiores hotéis de South Beach é parceiro no nosso guia digital
Por Renata Araújo
Começamos a semana com uma novidade: aberto há 15 anos em South Beach, o Loews um dos maiores hotéis de South Beach é parceiro no nosso guia digital. Com 65.000 metros quadrados, o hotel oferece sete restaurantes e quase 800 quartos.

Em estilo art déco, sua torre é vista de longe, por sua altura e sua localização é excelente, de frente pra praia e ao lado da Lincoln Rd, rua fechada para carros e cheia de lojas e restaurantes.


Estive lá recentemente e, entre tantos restaurantes, fui convidada para um almoço no Preston’s, que oferece no cardápio refeições leves, como sanduíches, saladas, etc.


A atual novidade no Loews, por outro lado, é o Lure Fishbar, um gostinho da Big Apple no cenário tropical de South Beach. Proporcionando uma experiência única, une a abundância de um jantar formal ao entretenimento dos anos 1920 e 30.

O clima marinho engloba todo o ambiente! Os chefs Josh Capon e Jeff Raider revisam o menu, que inclui um bar de sushi, aperitivos e entradas inspirados pela cidade e pratos com influências de surf. Isso tudo combinado com drinks de nomes náuticos, criados pelo premiado mixologista Robert Ferrara. Um lugar para ver e ser visto e comer com qualidade!


Com uma frequência que mistura business e lazer, o hotel recebe muitos brasileiros, além de russos, europeus em geral e americanos de outros estados.

A piscina é um dos seus pontos fortes e uma das maiores de South Beach. Quem preferir ir para a praia, logo em frente, terá cadeiras, barracas e serviço exclusivo do hotel.


Gostou? Então, que tal ganhar duas diárias desse maravilhoso hotel? É só baixar nosso “Roteiro de 7 dias em Miami e arredores” à venda aqui no blog e feito em parceria com Ana Catarina Portugal, do blog Turista Profissional, que você pode concorrer ao sorteio.

Fotos: Renata Araújo e divulgação
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Novo café gourmet no Forneria
Por Renata Araújo
Em um almoço para blogueiros e jornalistas, o restaurante Forneria São Sebastião, em Ipanema, apresentou sua novidade: um grão da Café do Centro (empresa referência de alta qualidade de café gourmet no Brasil), chamado de Peneira 19. Produzido em uma fazenda no interior de Minas, é um café gourmet exclusivo e de muita personalidade.

No simpático almoço, pudemos escolher entre várias opções gastronômicas. Optei por começar com a salada de queijo de cabra e, em seguida, o delicioso paillard com fettucine. De sobremesa, a mousse de três chocolates, uma delícia, acompanhada da estrela da tarde, lógico, o Peneira 19.

Além da filial carioca, a marca inaugurada pelo empresário João Paulo Diniz em São Paulo, tem três casas paulistas com o nome Forneria. Conta ainda com os restaurantes Ecco e Dressing, também parte do Grupo.

Entre os estabelecimentos, o Peneira 19, eleito um legítimo café brasileiro, está disponível nos restaurantes Forneria San Paolo, Ecco e Dressing.

Fotos: Renata Araújo e divulgação
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Roteiro pelos jardins de Paris
Por Monica Barros
Para aqueles que já conhecem os principais pontos turísticos de Paris e exploraram bastante os grandes monumentos e museus da cidade, resolvemos fazer um roteiro pelos jardins de Paris, já que existem ainda muitos outros encantos a serem descobertos. Paris é uma dessas cidades em que se pode voltar dezenas de vezes e sempre terá algo novo para ver, algum lugar para retornar e aproveitar com mais calma ou mesmo algum novo restaurante ou exposição em cartaz.

Estive na capital francesa umas cinco vezes e minha lista de lugares a visitar por lá continua aumentando. Além das atrações mais conhecidas do público em geral, imperdíveis, tudo o que se vê ao “flanar” por Paris é bonito e fotogênico. Há muitos pontos escondidinhos ou menos visitados pelos turistas, principalmente nos arrondissements (bairros) um pouco mais afastados do centro. São lugares tão encantadores quanto os mais manjados.

Descobrir os inúmeros parques e jardins que a cidade oferece aos seus habitantes, muito além do belíssimo Jardin du Luxembourg (visita obrigatória sempre!) é delicioso. É possível traçar um roteiro para passar alguns dias descobrindo esses parques e desfrutar das deslumbrantes paisagens, lagos e esculturas que ficam ainda mais atraentes na primavera e no verão.

– Parc des Buttes-Chaumont: Localizado no 19º arrondissement, foi criado em 1867 à ocasião da Exposição Universal. É o terceiro maior parque de Paris. Reserve uma manhã inteira para passear por ele, pois além de ser grande e todo assimétrico, tem algumas áreas mais elevadas que são verdadeiros mirantes. Com extensos gramados perfeitos para piqueniques e um belo lago, é difícil escolher para qual lado caminhar. Sua atração principal é a ilha rochosa no centro do lago, com 30m de altura e o pequeno coreto no alto da rocha é o ponto preferido dos visitantes para uma visão panorâmica linda da cidade, que rende muitas fotos. Talvez esse parque seja um dos segredos mais bem guardados de Paris.
Onde: 1, Rue Botzaris, 75019
Metrô: Buttes-Chaumont

– Parc Monceau: Esse belo parque com cara de Belle Époque está em um dos bairros mais chiques de Paris, o 8º arrondissement. Já na entrada vemos uma rotunda belíssima, fazendo conjunto com o deslumbrante portão que dá acesso aos jardins. Quem mandou construir o Monceau em 1778 foi Philippe d´Orleans, Duque de Chartres, e o pintor e paisagista Louis Carmontelle o desenhou como um Jardim Inglês. Apesar de datar do século VXIII, pra mim esse parque mostra bem como devia ser o estilo de vida dos parisienses no século XIX, onde carruagens saiam dos palacetes ao longo do Boulevard de Courcelles e Boulevard Haussman em direção a algum tradicional baile, com cartolas e vestidos emprumados a bordo.
Onde: 35, Boulevard de Courcelles, 75008
Metrô: Corcelles

– Esculturas de Aristides Maillol no Jardin des Tuileries: Grande parte dos turistas que visitam Paris conhece o Jardin des Tuileries, no 1º arrondissement, principalmente porque ele está coladinho ao Louvre. Mas nem todos se dão conta que esse jardim é um museu a céu aberto. Nele estão cerca de 20 esculturas do artista francês Aristide Maillol, belas estátuas que harmonizam muito bem com o verde que as cerca (procure em especial pela Les Trois Grâces, linda!). Uma das melhores coisas que o visitante pode fazer é se perder por entre os labirintos das Tuileries. Então, da próxima vez que for ao Louvre fotografar a grande pirâmide do chinês I.M.Pei, dê alguns passos adiante entre o Carrousel du Louvre e as Tuileries e aprecie a obra desse grande escultor que tão bem retratou a silhueta feminina.
Onde: Domaine National du Louvre et des Tuileries
Metrô: Louvre

Arènes de Lutece: Escondida no Quartier Latin, é um dos locais mais antigos de Paris e remonta à época em que a cidade era dominada pelos romanos. Tratava-se de um palco com assentos para até 10 mil pessoas, seguindo um estilo de construção muito comum naquele tempo. Essa arena está bem escondidinha mesmo, já que fica no meio de árvores e numa rua pouco conhecida dos turistas. É uma boa oportunidade de conhecer melhor a história de Paris nos seus primórdios. Será uma surpresa ver uma arena gaulo-romana bem conservada, com jaulas que guardavam os “adversários” dos gladiadores, pódios e arquibancada. Hoje em dia serve para atividades esportivas e é uma boa área para relaxar. A história da cidade passa por esse local, região onde Paris começou a se expandir após seu “nascimento” na Île de la Cité. Nesse mesmo bairro estão as outras ruínas romanas que restaram daquele tempo, as Termas de Cluny. Passear pelo Quartier Latin é voltar ao passado!
Onde: 47-59 Rue Monge
Metro: Cardinal Lemoine

Promenade Plantée (Coulée Verte): A Highline de New York foi inspirada nesse parque. Com 4,5km de extensão, ela percorre todo 12º arrondissement, ao longo do que era uma antiga linha férrea. Se estiver passeando pelos lados da Bastille, vale a pena emendar até esse jardim suspenso. Ali roseiras cobrem quase todo o caminho, é genial ver como outras cidades no mundo sabem aproveitar seus espaços e integrar o verde aos edifícios e ruas. E, assim como em alguns outros pontos mais sossegados de Paris, na Promenade é comum ver parisienses levando suas refeições rápidas para um agradável almoço ao ar livre antes de voltar ao trabalho. O bacana é poder ver a cidade de outra perspectiva, dá para apreciar bem a arquitetura dos prédios e as ruas ao redor. O Viadut des Arts fica sob a passarela, e reúne várias lojas voltadas para as artes. Um passeio diferente que vale muito a pena para sair do óbvio.
Onde: Quinze-Vingts, 75012
Metro: Bastille

Fotos: Monica Barros e Renata Araújo
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