degustação Maison Moillard

Vinícola francesa da Borgonha, Maison Moillard reúne rótulos clássicos em degustação no Rio

Duas vezes mais caro que um espumante brasileiro elaborado pelo método charmat e cerca de 40% mais acessível que um champagne, o consumo de Crémant de Bourgogne vem crescendo entre apreciadores dos borbulhantes que ajudaram a popularizar o hábito de consumir espumantes no dia a dia — e não apenas em celebrações especiais. Presente em mais de 70 países e no mercado brasileiro desde 2022, a francesa Maison Moillard é uma das poucas vinícolas da Borgonha a produzir o próprio rótulo de crémant. Fundada oficialmente em 1850, a Maison Moillard tem raízes na Borgonha muito anteriores à Revolução Francesa. A família possui vinhedos entre a Côte de Nuits e a Côte de Beaune, em regiões como Nuits-Saint-Georges e Volnay, terroirs históricos da viticultura francesa. Hoje, a propriedade soma quase 20 hectares, sendo que metade da produção é classificada como Premier Cru.

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Tradição da Borgonha e diversidade de terroirs

“Os equipamentos necessários para produzir crémant ocupam muito espaço, algo precioso quando falamos da Borgonha”, explica Paul Ambrosioni, embaixador da Moillard, durante degustação realizada no restaurante Francese, no Rio de Janeiro. Instituição tradicional em Nuits-Saint-Georges, a Maison Moillard produz vinhos e crémants com denominações de origem controlada (AOC) que vão de Chablis a Mâcon, além de Beaujolais. Ao todo, o portfólio reúne cerca de 60 denominações da Borgonha, região conhecida pela enorme diversidade de microclimas — estima-se que existam aproximadamente 1.200 terroirs diferentes.

Para ilustrar a mineralidade do solo onde são cultivadas as uvas Chardonnay usadas nos clássicos Chablis e Petit Chablis, Ambrosioni apresentou durante o almoço uma pedra calcária retirada dos vinhedos da propriedade.

Entre os brancos degustados, destaque para o Bourgogne Hautes Côtes de Nuits, produzido em vinhas de maior altitude e com dez meses de estágio em barrica de carvalho.

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Tintos para harmonizações clássicas

Já entre os tintos, o Pommard Murchaux chamou atenção pela estrutura e pelos taninos marcantes, indicado especialmente para harmonizações com carnes vermelhas e caça. O Bourgogne Pinot Noir Le Duché, por sua vez, aparece como uma opção mais versátil e descontraída, acompanhando bem charcutaria, pato e carnes brancas.

A Casa Flora representa a Maison Moillard no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Os vinhos estão disponíveis em pontos de venda on-line.

Texto e fotos por Renata Busch. Maio de 2026.

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