Giancarlo: novo restaurante italiano em Botafogo aposta no espírito das cantinas com sotaque carioca

Botafogo segue consolidando sua vocação gastronômica no Rio — um bairro onde diferentes propostas convivem e ajudam a renovar constantemente a cena local. Desde fevereiro, esse movimento ganhou mais um capítulo com a abertura do Giancarlo, novo restaurante italiano em Botafogo que resgata o clima das antigas cantinas, mas com uma leitura contemporânea e, sobretudo, carioca. Fomos conhecer a casa e a proposta fica clara: boa execução, ambiente descontraído e uma experiência pensada sem excessos. À frente do projeto estão Edu Araújo e Jonas Aisengart (também por trás de endereços como Guadalupe, Dainer, Quartinho, Chanchada e Pope), com cozinha assinada por Matheus Zanchini, ex-Borgo Mooca, em SP. No Giancarlo, o chef trabalha a partir de clássicos italianos, com toques modernos e uma abordagem mais flexível.

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Ambiente com clima de cantina e alma de botequim

O salão, com pé-direito alto, arcos e tons terrosos, remete às cantinas italianas mais clássicas — mas com uma leitura mais leve e atual. A ambientação mistura peças garimpadas em antiquários com detalhes que revelam cuidado e personalidade. Logo na entrada, um desses sinais aparece nos puxadores das portas, em formato de gravatinha, como a massa farfalle — um detalhe sutil, mas que já indica o tom da casa.

A entrada do banheiro segue essa mesma linha, com uma cortina feita de massas, enquanto o próprio banheiro surpreende com desenhos coloridos no teto, feitos pelos filhos dos sócios, trazendo um aspecto afetivo que dialoga com a proposta do restaurante. Afinal, Giancarlo é o nome do filho do chef Matheus Zanchini. Já no bar, outro detalhe chama atenção: o desenho no teto, criado pelo próprio Jonas Aisengart, reforçando essa ideia de um espaço construído com identidade e proximidade.

Menu descomplicado, para compartilhar e explorar aos poucos

No novo italiano em Botafogo, a lógica é simples: ir pedindo, dividindo e experimentando. O menu não segue uma ordem engessada — a ideia é montar a refeição no seu ritmo, começando por entradas e seguindo como quiser, inclusive compartilhando também os principais. Nas entradas, os cicchetti — pequenos aperitivos tradicionais da culinária de Veneza — são um bom ponto de partida. O arancini alla milanese, com ragu de ossobuco e fonduta de grana padano, é um dos destaques. O gnocco fritti, versão italiana de pequenos pastéis recheados, acompanhado de mortadela italiana, também entra como uma escolha fácil de dividir à mesa. Já o porco à passarinho traz esse diálogo direto com o Rio, em uma leitura bem executada e cheia de personalidade.

Na ala dos crudos e carpaccios, a Salada Romanov merece atenção: lagosta pochê fatiada finamente, com salada de batata e bottarga — equilibrada e delicada, foi uma das minhas entradas preferidas no Giancarlo. Outra boa pedida é a Tartana, carne cruda levemente temperada, fonduta de gorgonzola e praliné salgado.

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Massas, risotos e carnes com base clássica

Já nas massas e risotos, os clássicos aparecem com protagonismo. O Alfredo alla Giancarlo, feito com manteiga da casa e parmigiano maturado, é direto e bem resolvido. Ou seja, um clássico bem feito. Já o risotto alla milanese, com açafrão, reforça essa linha mais tradicional. As proteínas vêm separadas em campo e mare, com pedidas como, por exemplo, a milanesa, que segue o estilo italiano, com a carne mais alta e no ponto mais rosado por dentro, e o Polpo alla Luciana, tentáculos de polvo cozidos em baixa temperatura no molho pomodoro e manjericão. Além disso, o ossobuco, assado lentamente no próprio molho, também entra como opção mais robusta.

Para fechar, as sobremesas mantêm a proposta clássica. O Bomboloni al Luxardo, massa leve frita com morangos e chantilly, é leve e bem equilibrado. Já o cannoli, com creme intenso de chocolate, panna e chantilly, é daqueles que encerram a refeição sem erro.

Para diferentes momentos do dia

O bar de coquetelaria, com criações autorais, ganha destaque especialmente no período entre 15h e 18h, quando a casa serve uma carta de aperitivos com preço fixo (R$ 30). Entre as opções, clássicos como, por exemplo, Bebete Tônica, Aperol Spritz, Campari Tônica, Tinto di Verano, Milano Torino e Cynar Tônica, sempre acompanhados de snacks de cortesia — uma dinâmica que remete diretamente ao ritual italiano do aperitivo e cria um clima de fim de tarde que poderia facilmente estar em Roma. Além dos drinques, o Giancarlo também oferece chope, e a adega é abastecida com 100 rótulos do Velho Mundo. Há também o vinho da casa, idealizado por um produtor local, que abastece garrafas de 125, 250 e 500 ml.

A experiência se completa com café de torrefação própria, que vai do espresso ao affogato, reforçando a ideia de um lugar onde a permanência faz parte do programa.

Um novo capítulo na cena gastronômica de Botafogo

Sem tentar reinventar a cozinha italiana, o Giancarlo acerta ao apostar em referências afetivas, execução consistente e uma atmosfera que privilegia o encontro. Em um bairro que já se consolidou como um dos polos gastronômicos mais interessantes da cidade, o novo restaurante italiano em Botafogo surge como uma adição natural — daquelas que, aos poucos, entram para a rotina de quem valoriza boa comida, ambiente acolhedor e experiências que fazem sentido.

End: Rua Oliveira Fausto, 11, Botafogo. 

Por Duda Vétere. Março de 2026.
Fotos: Duda Vétere e Bruno Machado

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