Como foi se hospedar no Copacabana Palace durante o show da Shakira no Rio

No último sábado, dia 2, o Rio de Janeiro virou o centro do mundo — e não é força de expressão. Mais de dois milhões de pessoas ocuparam a Praia de Copacabana para assistir ao que já entrou para a história como o maior show da carreira de Shakira. A apresentação, gratuita, fez parte de mais uma edição do projeto Todo Mundo no Rio e reuniu uma multidão que se espalhava da areia ao mar. Fui convidada para passar o fim de semana hospedada no Belmond Copacabana Palace e acompanhei esse movimento de um endereço que faz parte do imaginário carioca — e que, naquele cenário, se transformou em um dos pontos mais privilegiados da cidade.

Da varanda da minha suíte, a imagem era de um verdadeiro mar de gente, difícil até de dimensionar, com a expectativa crescendo horas antes de Shakira subir ao palco para um show que ainda traria participações de nomes como Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo. A cobertura que fizemos em tempo real no Instagram do You Must Go! rapidamente ganhou proporção, com vídeos que viralizaram ao mostrar a dimensão daquela noite vista da sacada da suíte: um mar de luzinhas pela orla, a praia inteira cantando em coro e uma energia difícil de traduzir!

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Como foi se hospedar no Copacabana Palace no fim de semana do show da Shakira

Ficar no Copacabana Palace durante um evento como esse muda a forma de viver a cidade. O hotel mantém uma rotina própria — mais silenciosa e organizada — mesmo enquanto o bairro opera em outro ritmo. Existe um contraste interessante entre a calma do hotel e a energia que toma conta da praia ao longo do fim de semana.

Minha suíte seguia a estética clássica que é marca registrada do Copa, com ambientes amplos, iluminação bem resolvida e atenção aos detalhes. Ao chegar, fui recebida com mimos, como espumante e uma caixa de chocolates. O destaque, inevitavelmente, eram as duas sacadas voltadas para a praia. Foi dali que acompanhei não só o show, mas todo o movimento ao longo do fim de semana — dos ensaios no dia anterior até o momento em que a areia já não comportava mais ninguém.

O ritmo do dia: do café da manhã ao pré-show

O sábado do show começou em um ritmo bem diferente do que acontecia na praia. O café da manhã na Pérgula, com vista para a piscina do Copa, seguia aquele clima clássico do hotel: serviço atento, ambiente tranquilo e hóspedes tentando aproveitar as últimas horas de calma antes da movimentação tomar conta de Copacabana.

Acabei passando boa parte do dia entre a piscina, a suíte e o restaurante. O almoço, mais leve, também foi no Pérgula — uma pausa estratégica antes das horas intensas que viriam depois. Sob comando do chef executivo Nello Cassese, o restaurante consegue equilibrar perfeitamente esse clima mais descontraído durante o dia com a sofisticação que se espera do hotel. Na noite anterior, o jantar tinha sido no Mee, restaurante pan-asiático comandado por Alberto Morisawa, que acaba de conquistar sua nona estrela Michelin consecutiva. Uma experiência mais silenciosa e intimista, quase como o oposto da energia que tomaria conta da praia no dia seguinte.

Já no fim da tarde, a movimentação começou a mudar também dentro da minha suíte. Equipe de maquiagem, cabelo, produção, roupas espalhadas e aquela sensação de que o evento finalmente estava começando de verdade. Antes do show, voltei à Pérgula para um jantar especial a convite do YouTube Brasil.

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Entre a varanda e a areia

Assistir ao show apenas da suíte seria confortável — mas incompleto. Obviamente, desci! Mas, antes de seguir para a areia, passei também pela área VIP montada dentro do próprio Copacabana Palace para os convidados do evento, com bares, comidas e uma estrutura especial para acompanhar o show com conforto. Ainda assim, quis descer para sentir de perto a energia da praia. Copacabana estava completamente tomada, e a resposta do público acompanhava cada momento do show. Shakira entregou uma apresentação consistente, com presença de palco segura e uma conexão evidente com o público brasileiro. Cantou em português com naturalidade, dedicou a noite às mulheres e construiu uma narrativa que alternava força e proximidade. As participações de artistas brasileiros ampliaram ainda mais esse diálogo com o público. Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo trouxeram diferentes camadas ao espetáculo, conectando repertórios e gerações.

Depois de algumas horas em pé, voltei para o hotel, e assisti aos minutos finais da varanda.

O que essa experiência revela sobre o Rio

Acompanhar um evento dessa escala por dois pontos de vista — no meio da multidão e de cima — muda a leitura. Copacabana se reafirma como um dos grandes palcos a céu aberto do mundo, não apenas pela capacidade física, mas pela forma como a cidade responde. Existe uma entrega coletiva que sustenta esse tipo de evento. Naquela noite, o Rio funcionava em sintonia com o que acontecia no palco.

Uma noite que continua depois que o som termina

Já de madrugada, de volta à suíte, ainda era possível ouvir ecos do show e observar a movimentação diminuindo aos poucos. Da varanda, os últimos fogos, o público se dispersando e a cidade retomando o ritmo. Algumas experiências terminam quando o evento acaba, enquanto outras continuam por mais tempo.

Por Renata Araújo. Maio de 2026.

Fotos: Renata Araújo e Divulgação

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