Há alguns anos estava viajando pela Riviera Maia, no México, um paraíso com inúmeras praias calmas. Finalmente havia chegado o dia de fazer o passeio à uma das ilhas mais famosas da região: Cozumel. Programamos um tour para mergulhar nos famosos recifes da ilha. Na minha cabeça, seria um passeio totalmente inofensivo, tranquilo, onde eu ficaria nadando no meio de pequenos peixinhos coloridos. Foi quase isso. Vou contar a vocês como foi o dia em que nadei com tubarões.

o dia em que nadei com tubarões

Local de onde sai o barco

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Porto

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Na hora marcada, embarcamos junto com um grupo de turistas para o passeio que dura cerca de 4 horas. O barco sai de uma das praias de Cozumel e vai em direção a alto mar. Até aí tudo bem. Quando já estávamos quase chegando no local da primeira das 3 paradas para mergulho, o guia começou a nos passar algumas instruções. Foi nessa hora que entendi o que estávamos prestes a ver. E congelei.

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No barco

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Em uma das praias

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O dia em que nadei com tubarões

O mergulhador mexicano informou com a maior tranquilidade quais sinais ele iria fazer com as mãos para indicar quais animais estavam por perto, uma vez que o grupo mergulhasse no mar. Se ele avistasse uma tartaruga, iria fazer o sinal tal para avisar a todos onde ela estava. Se ele visse estrelas do mar ou lagostas, faria o sinal das antenas do crustáceo…e assim por diante.

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O mar de Cozumel

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Foi quando ele falou “se eu avistar um tubarão farei esse sinal” (disse ele em espanhol enquanto fazia com a mão o formato de uma barbatana). Nesse momento, olhei para todos no grupo para ver se alguém estava rindo da piada que o guia tinha acabado de fazer. Ninguém. Todo mundo calmo como se ele tivesse acabado de falar que iríamos ver o Nemo, e não um animal feroz como um tubarão. E o guia continuou, “se eu fizer o sinal tal – e fez uma mímica com as mãos indicando uma barbatana ainda maior -, é para avisar que estamos perto de um tubarão grande”. Eu olhava ao meu redor, todo mundo pegando seus snorkels ávidos para mergulhar, sem nenhum sinal de preocupação. Aí comecei a perguntar, “ele falou mesmo “tiburón”? Oi, gente, foi tiburón que ele falou? ”

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A praia

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Sim, tiburón, que significa tubarão em espanhol. Ninguém me avisou antes, mas o mergulho para ver corais, tartarugas e peixinhos, incluía também tubarões. O medo veio com tudo, bati o pé e disse “não vou, vou ficar no barco aguardando vocês”. Não conseguia me ver mergulhando livremente junto com os tubarões, não importa qual o tamanho do bicho. Eu só queria ver peixinhos coloridos!

Criando coragem…

Todos mergulharam assim que o barco parou e eu fiquei. O paciente guia começou um trabalho psicológico me dizendo que o tubarão que habitava naquela região era inofensivo. Continuei dizendo que eu não ia, não conseguiria. Ele então me disse para mergulhar ao lado dele, e que assim que eu quisesse ele me levaria de volta para o barco.

Tá bom. Me convenceu. Afinal, eu já estava ali em alto mar. Mergulhei junto com o guia e qual foi o primeiro animal que vimos? Um tubarão! Ele fez o sinal para o grupo, todo mundo nadou em direção a ele, meu instinto foi nadar na direção contrária…mas o guia continuou me acalmando e, quando me dei conta, estava flutuando no mar de Cozumel com dois tubarões nadando próximos, abaixo de nós.

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Mar super cristalino

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Não posso negar que foi uma experiência incrível, ficar ali boiando, observando o animal que estava na dele, sem ligar para o grupo em volta. Depois avistamos mais tubarões, num misto de euforia e cautela. Fiquei fascinada com a vida marinha local. Terminado o passeio, voltamos para o barco, todos muito satisfeitos com o programa, inclusive eu. Sendo inofensivo ou não, nunca tinha imaginado um tubarão como companheiro de mergulho. Foi uma grande surpresa e uma aventura para mim, jamais vou esquecer o dia em que nadei com tubarões de Cozumel!

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No fim do passeio, um presente!

Texto e fotos por Monica Barros

Abril de 2017


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