Como surgiram e onde comer 5 pratos brasileiros

Você sabe como surgiu o seu prato preferido? Curiosas que somos, resolvemos voltar no tempo e descobrir a origem de comidas muito populares aqui no Brasil. E claro, dar a dica de onde comer nos restaurantes do Rio! Feijoada, quindim, feijão tropeiro, brigadeiro… Só delícias!

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Como surgiram e onde comer 5 pratos brasileiros

Acarajé

Prato símbolo da Bahia, o acarajé é venerado por muitos por onde passa. O acarajé é um bolinho de feijão fradinho frito no azeite de dendê recheado com vatapá, caruru e camarão seco. A iguaria é muito comum na África Ocidental e recebe diferentes nomes dependendo da região que é encontrada. O bolinho de feijão é uma receita originalmente africana e usada como oferenda à orixá Iansã em terreiros de Candomblé. No Brasil, além da religião, ele se popularizou há três séculos quando as chamadas “escravas de ganho” eram obrigadas a ir para a rua vender quitutes em tabuleiros para ganharem dinheiro para suas “senhoras”.

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Onde comer:

Bar do Horto – o bar de comida brasileira, que tem um ambiente muito agradável de frente para o Jardim Botânico, tem no cardápio os acarajés, que são servidos com vatapá, camarão e vinagrete.

End: Rua Pacheco Leão, 780 – Jardim Botânico

Sabores de Gabriela – é claro que no restaurante de comida baiana da chef Ísis Rangel não poderia faltar o clássico acarajé! A porção vem separada e cada um monta do jeito que quiser!

End: R. Maria Angélica, 197 – Jardim Botânico

Restaurante Quitéria – o restaurante do Hotel Ipanema Inn serve os miniacarajés, que são preparados de forma tradicional e servidos com vatapá, caruru, vinagrete e camarões fritos no azeite de dendê. Certamente uma boa pedida para degustar antes ou depois de um mergulho.

End: R. Maria Quitéria, 27 – Ipanema

Brigadeiro

Certamente uma receita originalmente brasileira! O docinho que está em 10 entre 10 festas é amado por todos. A história de como surgiu o brigadeiro é, no mínimo, interessante. Durante a campanha eleitoral de 1945 para presidência, as mulheres começaram a fazer guloseimas em troca de doações para a campanha de Eduardo Gomes. Uma delas criou um doce à base de leite condensado, manteiga e chocolate e deu o nome de brigadeiro. Eduardo Gomes adorou o doce. Portanto, o ”docinho do brigadeiro” fez tanto sucesso que logo se tornou muito popular pelo país e passou a ser chamado somente de brigadeiro!

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Onde comer:

Capim Santo – Se quiser um brigadeiro mais diferente, aposte no que é feito com a erva, o capim santo, certamente uma das receitas mais famosas da chef Morena Leite.

End: Shopping Village Mall, Av. das Américas, 3900 – Piso 3 – Barra da Tijuca

Brigadeiro de capim santo

Fabiana D’Angelo – Premiado diversas vezes como o melhor brigadeiro do Rio, lá você encontra brigadeiros dos mais variados sabores e texturas, certamente um paraíso para os amantes deste doce brasileiro!

Zuka – O restaurante da badalada Dias Ferreira, no Leblon, é comandado pela chef Ludmilla Soeiro, e uma das sobremesas mais tradicionais é o brigadeiro de colher com biscoito maria e mel. Vale a pena experimentar!

End: Rua Dias Ferreira, 233B – Leblon

Brigadeiro de Biscoito Maria, certamente uma sobremesa deliciosa

Feijoada

Sempre ouvimos dizer que o principal prato brasileiro foi criado nas senzalas durante o Brasil Colônia. Os escravos usavam partes menos nobres do porco, como, por exemplo, pé, orelha e rabo, e que não eram consumidas pelos “senhores” para se alimentarem. A elas juntaram o feijão preto e daí surgiu a feijoada. Entretanto, segundo muitos historiadores, a feijoada não foi uma real invenção brasileira. E sim uma adaptação de pratos típicos europeus, como, por exemplo, o francês cassoulet, o tradicional cozido português.

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Ou então, o puchero espanhol. Em todos eles são usados grãos e legumes misturados às carnes. Devido às dificuldades da época, nenhuma carne poderia ser desperdiçada e era comum se alimentar com o que a nova terra oferecia. Portanto, entraram aí o feijão preto, típico da América do Sul, e a farinha de mandioca, muito usada pelos índios. Aliás, a versão que conhecemos hoje, com arroz, couve e laranja, só apareceu no século XIX e logo se tornou um símbolo nacional da gastronomia.

Onde comer:

CT Brasserie – Todos os sábados, no Village Mall, é servida a feijoada do Batista, o carismático chef braço direito de Claude Troisgros. A receita leva carne seca, costela, lombo, paio, linguiça calabresa, bacon e orelha de porco.

End: Av. das Américas, 3900 – 303 – Barra da Tijuca

Rubaiyat – Ela é servida aos sábados, das 12h às 18h, com carnes nobres vindas direto da fazenda do Belarmino, o proprietário do restaurante.

End: R. Jardim Botânico, 971 – Jardim Botânico.

Maguje – No Jockey Club, é servida aos finais de semana, com buffet liberado das 12h às 16h, que inclui batida de limão e mesa de sobremesas. Além disso, a dica, após a feijoada, é experimentar o brigadeiro feito na calda de cerveja.

End: R. Jardim Botânico, 1003 – Jardim Botânico

Certamente um ícone da gastronomia brasileira

Feijão Tropeiro

O feijão tropeiro é uma comida tipicamente mineira, mas também associado às culinárias paulista e goiana. Isso porque no século XVII as mercadorias eram transportadas a cavalo entre esses estados e a capital, Rio de Janeiro. E como da origem ao destino final, as pessoas percorriam muitos quilômetros em muitos dias, era necessário levar uma comida que não estragasse facilmente. Portanto, os tropeiros carregavam feijão, farinha, toucinho, ovos, pimenta-do-reino… Assim, o feijão misturado à farinha e demais ingredientes se tornou a comida básica dos tropeiros em suas paradas de descanso.

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Onde comer:

Barraca da Chiquita – com lojas em Copacabana e na Feira de São Cristovão, este restaurante oferece farta culinária típica nordestina e brasileira. Ou seja, é claro que tem feijão tropeiro!

End: R. Santa Clara, 33 – Copacabana/Avenida do Nordeste, s/n – São Cristóvão

Feijão tropeiro

Boteco Colarinho EscondidoNo menu executivo, servido de  terça a sexta, das 11h30 às 16h, uma das opções é a picanha acompanhada por feijão tropeiro, arroz e batatas fritas.

End: R. Nelson Mandela, 100 – Loja 127 – Botafogo.

Prato Executivo

Restaurante À Mineira – como já diz o nome, o restaurante oferece uma grande variedade de pratos típicos mineiros.

Quindim

De volta ao Brasil Colônia, o quindim também surgiu de uma adaptação por falta de ingredientes e grande criatividade das cozinheiras escravizadas. A receita que deu origem ao quindim foi o doce português Brisa-de-lis. Era uma invenção das freiras para usar as gemas que sobravam quando elas engomavam as suas roupas com claras de ovos. Porém, o brisa-de-lis, que já tinha se tornado uma verdadeira febre entre os portugueses, levava amêndoas em sua receita.

Portanto, para suprir a falta das amêndoas em terras tupiniquins, as cozinheiras africanas as substituíram pelo coco, já que a fruta é encontrada facilmente por aqui. Além disso, o nome quindim significa encanto ou dengo na língua africana Quimbundo, uma alusão à sua forma delicada.

Onde comer:

Confeitaria Colombo – Na tradicional confeitaria carioca, que no mês de setembro completou 125 anos! Os quitutes clássicos não podem faltar na vitrine de doces, entre eles, por exemplo, o quindim.

End: R. Gonçalves Dias, 32 – Centro/Posto 6 – Praça Cel. Eugênio Franco, 01 – Copacabana

Casa Cavé –  Também no Centro do Rio, desde 1860, é a confeitaria mais antiga do Rio!

End: R. Sete de Setembro, 137/133 – Centro

Zazá Bistrô Café – Que tal um docinho para acompanhar o café? A receita do quindim é uma tradição de família, da avó do chef Marcio Dantas.

End: Av. Ataulfo de Paiva, 270, térreo – Rio Design Leblon – Leblon.

Quindim

Portanto,  nossa culinária é muito rica e, além de tudo, cheia de história para contar. E você, sabe como surgiu o seu prato preferido?

Por Mariane Serra, do @viajar.eh.food e Duda Vétere. Outubro 2019.

Fotos: Berg Silva, Gabriela Temer, Rodrigo Azevedo, Divulgação.

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