8 restaurantes em Belém para ir durante a Cop 30

Se você vai estar em Belém durante a COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, uma ótima forma de conhecer a cultura local é através da comida. A capital paraense é um verdadeiro polo da gastronomia amazônica, e seus restaurantes são reconhecidos por valorizar ingredientes regionais, técnicas tradicionais e a conexão com o território. Entre sabores únicos e experiências autênticas, os restaurantes em Belém traduzem na mesa a riqueza natural e cultural da Amazônia — um convite irresistível para quem visita a cidade neste momento histórico. Belém receberá delegações de diversos países e representantes da sociedade civil para as negociações climáticas globais da COP30. Aliás, será a primeira vez que o Brasil sedia a conferência das partes, em um ano simbólico que marca dez anos do Acordo de Paris. Entre os principais temas da pauta está a Justiça Climática, que reforça a importância da inclusão de comunidades vulneráveis nas discussões sobre os impactos da crise climática.

A gastronomia sustentável tem um papel essencial nesse contexto, especialmente quando fortalece produtores locais e adota práticas que reduzem impactos ambientais. Em Belém, o conceito de “quilômetro zero” — também conhecido como farm-to-table — ganha força, aproximando o alimento de sua origem e evitando o desperdício no transporte. Essa valorização da produção regional ajuda a preservar os biomas e mantém viva a diversidade cultural da Amazônia. Mais do que alimentação, a cozinha paraense é uma forma de expressão cultural e identidade. É ela que conecta as pessoas ao território e às tradições. Com isso em mente, preparamos uma seleção de restaurantes em Belém para conhecer durante a COP30, que celebram o melhor da culinária amazônica, da sustentabilidade e da autenticidade paraense.

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Conheça os seis melhores restaurantes de Belém do Pará

Bar do Parque

Bem em frente ao Theatro da Paz, o Bar do Parque, fundado em 1904, reivindica o título de mais antigo da capital paraense. Indispensável é o caldinho de tucupi – que não leva goma – e as crocantíssimas unhas de caranguejo. Para atender o público que tem compromisso com a arte, o atendimento é bem ágil, mas é recomendável chegar mais cedo para desfrutar, com calma, os pratos, como o filé de filhote ao molho branco ou risoto de jambu e camarão crocante.

End: R. Carlos Gomes, 402- 500 – Campina, Praça da República

Casa do Saulo

No centro histórico da capital paraense, a Casa do Saulo ocupa um palacete do século 18, conhecido como Casa das Onze Janelas, que também abriga um importante museu de arte contemporânea. O cenário é imponente: mesas internas de pedra que remetem ao período colonial ou varandas voltadas para a foz do rio Guamá e para a Baía do Guajará. Uma localização que une história, cultura e gastronomia. Entre os destaques do cardápio estão o Gin Tapajônico, preparado com cumaru, cupuaçu e a erva amazônica conhecida como orelha de macaco; o pastel de queijo do Marajó; e, claro, o tacacá, servido no estilo característico da casa — com tucupi, jambu e camarão regional, mas sem a goma. Nos pratos principais, opções como o canelone de pirarucu com queijo do Marajó reforçam o protagonismo dos ingredientes amazônicos.

End: R. Siqueira Mendes, S/N – Cidade Velha, Belém

Casa Igá

Os garfinhos mais antenados sabem que a casa construída em 1902, no bairro Reduto, é parada obrigatória para quem pousa em Belém. Da cozinha comandada pela Oriana Bitar, que prefere ser chamada de cozinheira em vez de chef, saem entradinhas deliciosas como os bolinhos de piracuí de Santarém e os beijus com costelinha suína. A tábua de queijo do Marajó, irresistível e leve, vem com pesto de jambu, melaço de cana, doce de cupuaçu com pimenta e caramelo salgado e é servida com farinha de Bragança. Uma boa pedida para o prato principal é a paella caboca, que vem com peixe, camarão, mexilhão e caranguejo, regado com tucupi.

End: Travessa Frei Gil de Vila Nova, 215 – Reduto

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Manjar das Garças

O Manjar das Garças é um dos restaurantes mais emblemáticos de Belém, conhecido tanto pela gastronomia quanto pela localização privilegiada. Instalado dentro do Mangal das Garças, um dos pontos turísticos mais encantadores da cidade, o restaurante oferece uma experiência completa, que une natureza, cultura e boa mesa. Durante o dia, o visitante pode explorar o parque — com sua vista para o rio, o orquidário, o borboletário e as aves da região — e encerrar o passeio com um almoço no Manjar. O cardápio do almoço costuma ser servido em formato buffet, com uma seleção de pratos que valorizam os ingredientes amazônicos e sobremesas inspiradas nas frutas regionais, como a torta de cupuaçu com queijo cuia. À noite, o ambiente ganha um clima mais sofisticado e o serviço passa a ser à la carte, mantendo o mesmo cuidado no preparo e a elegância na apresentação dos pratos. Tudo isso em um espaço agradável, com uma das vistas mais bonitas de Belém.

End: R. Dr. Assis, s/n – Cidade Velha, Belém

Old House Belém

A casa é cuidadosamente inspirada na década de 1920, quando o mundo voltava à normalidade e à prosperidade no pós-guerra. A viagem ao tempo remete à época de ouro de Hollywood e dos bares de jazz, em cinco ambientes decorados em estilo art déco. Além da adega, com rótulos de diversos países, outro ambiente muito procurado é o cabaré, inspirado no espírito de vanguarda artística da época. Espere muito veludo vermelho, sofás e equipe trajada no estilo da época. Um dos destaques da entrada são as fatias de wagyu com pesto de ervas e espuma de taperebá. De prato principal, entre as várias opções do menu, escolhemos o espaguete negro feito na casa, tingido com lula e regado com espuma de lagostim. O prato é servido com camarões e tentáculos de polvo. Em algumas noites, a casa tem apresentação de jazz. Vale consultar a programação.

End: Av. Braz Aguiar, 716 , Nazaré

Point do Açaí

“Vou tomar um tacacá, dançar, curtir, ficar de boa…”, esse é o restaurante que aparece na letra da música “Voando pro Pará”. Por isso, o prato mais famoso da casa leva o nome de “tacacá da Joelma”. Em frente à Estação da Docas, a casa é a oportunidade de mergulhar na culinária paraense, com pratos clássicos como a maniçoba, filé de pirarucu frito com açaí, bolinhos de charque, pato no tucupi, moqueca de filhote, entre outros. Para quem quer provar várias iguarias, a dica é investir no menu degustação. Não dispense um bom suco de taperebá para acompanhar.

End: Boulevard Castilhos França, 744, Campina

Puba

Numa casa de esquina construída, em 1916, na Cidade Velha, o Puba Bar, de Thiago Castanho, utiliza produtos bem regionais para elaborar pratos contemporâneos. Conhecemos a casa numa das edições do “Puba convida”, que teve a participação do chef belga Hervé Witmeur. Na cozinha a várias mãos, que contou também com o chef do Puba, Gustavo Rodrigues, saíram delícias como o bao de atum cru com melaço de mandiocaba, maionese de agrião, dill e manga verde, babaganoush de jiló com queijo de cabra com amendoim, bobócurry de caranguejo com gohan quente e gergelim, além do cupim cozido lentamente com purê de pupunha com macaxeira, cebola marinada, coentro de farofa de couve. Além da carta de vinhos, vale explorar a carta de drinques, com delícias como o Cupuaçu Spritz.

End: Rua Veiga Cabral, 649 – Cidade Velha

Remanso do Peixe

O Remanso do Peixe é um dos restaurantes mais tradicionais de Belém quando o assunto é culinária amazônica. Aberto há anos na casa da família Castanho, foi ali que o chef Thiago Castanho deu seus primeiros passos na cozinha antes de se tornar um dos nomes mais importantes da gastronomia paraense. O espaço é simples e acolhedor, localizado dentro de uma vila tranquila, e oferece alguns dos melhores pratos de peixe da cidade. O cardápio valoriza ingredientes regionais e receitas típicas, com destaque para a Caldeirada Paraense, um clássico que combina peixe cozido, camarão rosa, tucupi e jambu — a folha amazônica famosa pela leve sensação de formigamento na boca.

End: Conj. Célso Malcher, 64 – Marco, Belém

Por Renata Busch. Outubro de 2025

Fotos: Renata Busch e Divulgação

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