Do Pará ao Rio de Janeiro: o premiado restaurante amazônico Casa do Saulo

Referência nacional quando o assunto é culinária amazônica, o chef Saulo Jennings construiu um verdadeiro império gastronômico a partir de um gesto simples: servir lanches artesanais após aulas de kitesurf, à beira do rio Tapajós, em Santarém. O improviso virou restaurante, e hoje a Casa do Saulo soma sete endereços, incluindo unidades no Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. Mas a alma do projeto segue intacta: valorização dos ingredientes locais, incentivo às comunidades ribeirinhas e uma cozinha que respeita e celebra o bioma amazônico. O premiado restaurante amazônico já foi eleito três vezes o melhor da Região Norte pela Prazeres da Mesa e hoje é considerado uma das grandes referências da gastronomia brasileira contemporânea.

O chef Saulo Jennings, além de comandar o projeto com formação pela escola de Laurent Suaudeau, é também Embaixador Gastronômico da ONU Turismo pelo trabalho de valorização da cultura alimentar amazônica. Portanto, entre o Tapajós, a Baía do Guajará e a Baía de Guanabara, é possível viver três versões da Casa do Saulo: a matriz em Santarém, a filial em Belém e o endereço carioca, no Museu do Amanhã. E é isso que contaremos em detalhes abaixo!

chef saulo jennings
Chef Saulo Jennings em Belém

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Casa do Saulo no Rio de Janeiro: Amazônia no Museu do Amanhã

A versão carioca da Casa do Saulo ocupa um dos endereços mais simbólicos da revitalização da zona portuária: o Museu do Amanhã. Com projeto arquitetônico de Santiago Calatrava e vista para a Baía de Guanabara, o espaço traduz visualmente a proposta do restaurante: unir regionalidade e contemporaneidade.

No cardápio de entradas, brilham o trio tapajônico (dadinho de tapioca com geleia de cupuaçu, bolinho de piracuí e isca de peixe com geleia de açaí), o carpaccio de pirarucu defumado e o homus de feijão Santarém. O tacacá, servido tanto em Belém quanto no Rio, segue fiel à tradição, sem goma e com camarão regional. Nos principais, maniçoba, pato com tucupi e tambaqui assado com banana-da-terra demonstram o compromisso da casa em manter o DNA amazônico, mesmo em outro bioma. A sobremesa? Tiramissú com bacuri, fruta amazônica de sabor único. Detalhe que revela cuidado: os acompanhamentos são servidos em pequenas porções para evitar desperdício, mas podem ser repetidos à vontade.

End: Praça Mauá, 1 – Centro

Às margens do Tapajós: a Casa do Saulo em Santarém, no Pará

Na praia de Carapanari, a cerca de 27 km da vila de Alter do Chão, fica a Casa do Saulo em Santarém. É possível chegar de carro ou táxi, mas a experiência de ir de barco pelo rio torna o passeio ainda mais especial. O restaurante original combina rusticidade com projeto consciente: amplo, arejado, em meio à mata, com direito a piscina, horta, escadas que levam à praia e uma decoração que equilibra simplicidade local com elementos de design regional. Uma verdadeira imersão na cozinha tapajônica.

No menu do premiado restaurante amazônico, peixes como, por exemplo, o tambaqui e o pirarucu são protagonistas. Destaque para a linguiça de pirarucu com jambu ao molho de tucupi e mel de melíponas do Arapiuns, e para o prato “Casa do Saulo”, que une filé de peixe com camarões rosa ao molho de castanha-do-Pará. Além do sabor, cada pedido contribui com os projetos sociais liderados pelo chef, como o “Casa do Saulo Amigo” e o “Tapajós Vivo”.

End: Rodovia Interpraias, S/N – Km 4 Curuatatuba São Francisco do Carapanari, Santarém

Casa do Saulo em Belém: premiado restaurante amazônico à beira do Guajará

No centro histórico da capital paraense, a Casa do Saulo ocupa um palacete do século 18, conhecido como Casa das Onze Janelas, que também abriga um importante museu de arte contemporânea. O cenário é imponente: mesas internas de pedra que remetem ao período colonial ou varandas voltadas para a foz do rio Guamá e para a Baía do Guajará. Uma localização que une história, cultura e gastronomia.

Entre os destaques do cardápio estão o Gin Tapajônico, preparado com cumaru, cupuaçu e a erva amazônica conhecida como orelha de macaco; o pastel de queijo do Marajó; e, claro, o tacacá, servido no estilo característico da casa — com tucupi, jambu e camarão regional, mas sem a goma. Nos pratos principais, opções como o canelone de pirarucu com queijo do Marajó reforçam o protagonismo dos ingredientes amazônicos.

End: R. Siqueira Mendes, S/N – Cidade Velha, Belém

Compromisso social e sustentabilidade

Mais do que uma experiência gastronômica, a Casa do Saulo se define também por seu compromisso social. Cada prato servido ajuda a manter iniciativas que unem educação, sustentabilidade e valorização da cultura local. Entre elas, o projeto “Casa do Saulo Amigo”, uma parceria público‑privada que colabora com a educação de 75 crianças em uma escola comunitária, e o “Tapajós Vivo”, que promove treinamentos conscientes de manejo e cultivo orgânico. Há ainda a “Cozinha Tapajós”, programa de imersão em que chefs de toda a América Latina trocam experiências com cozinheiros da região, fortalecendo a cadeia produtiva amazônica. Além disso, boa parte da matéria‑prima utilizada nas unidades fora de Santarém vem diretamente do Pará. Garantindo, assim, renda para comunidades ribeirinhas e reafirmando a importância de uma gastronomia com propósito.

Portanto, seja à beira do Tapajós, diante da Baía do Guajará ou em frente à Baía de Guanabara, a Casa do Saulo entrega a mesma essência: gastronomia amazônica com identidade e propósito.

Por Duda Vétere, Renata Busch e Daniella Cavalcanti
Fotos: Daniella Cavalcanti, Renata Busch, Divulgação

Atualizado em Setembro 2025.

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