Viemos para Los Angeles para cobrir o Grammy 2015, a maior premiação da música mundial. Em sua 57a edição, oGrammyaconteceu Domingo no Staples Center, mega casa de show de LA.
Dois dias antes do Grammy, houve um tributo a Bob Dylan, o chamado Person of the Year, um evento beneficente do Music Care, fundação que ajuda artistas aposentados e/ou necessitados. Vários artistas cantaram músicas do repertório dele, como Alanis Morissette, Sheryl Crow, Norah Jones, Bruce Springsteen, entre outros, depois de um jantar, em que o ingresso custava cerca U$1.500 por pessoa.
Foram arrecadados U$7 milhões de dólares em um leilões e doações para a ONGMusic Cares e até o ex presidente Jimmy Carter, do alto dos seus 91 anos, fez discurso honrando Bob Dylan, que foi homenageado pelo conjunto de sua obra.
O Grammy 2015 foi uma premiação perfeita, um verdadeiro show de pontualidade e organização, regadas à emoção. Uma noite onde a música foi a protagonista e em que vários estilos musicais foram lembrados.
Da explosão do metal do AC/DC, à diva Madonna, que parece não envelhecer nunca, passando pela elegância da country pop Taylor Swift – que este ano saiu de mãos vazias – e a irreverência do genial Pharrell, intérprete de uma das músicas mais tocadas dos últimos tempos: “Happy” e ganhador de melhor performance solo pop.
O que mais chama a atenção, são os 3 palcos simultâneos, que funcionam perfeitamente. Cenários grandiosos são montados e desfeitos em questão de segundos com tal discrição que passa desapercebida pelo público.
A fantástica iluminação também tem um papel importantíssimo na noite, que é voltada para a transmissão de TV. E do meu lugar, pude ver vários ídolos de perto, o que é sempre divertido.
O Grammy tem a façanha de reunir novos artistas, como o inglês Sam Smith, vencedor de quatro prêmios e velhos conhecidos do público, como Paul Mc Cartney, que cantou ao lado da unipresente Rihanna e do rapper Kanye West e a exótica Lady Gaga que fez um dueto do clássico “I’m in Heaven”, com a lendário Tonny Bennet, além de Katy Perry e Beyoncé que também se apresentaram. Sem conflito de gerações.
O Grammy também provou que alguns ídolos são etenos, como Prince, há anos sumido da cena musical, mas que arrancou aplausos da platéia quase toda de pé.
Uma noite de celebrações e excelentes números musicais. A cara de Los Angeles.
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