Costumo dizer que não há no mundo três coisas que me deixem mais feliz: comer, viajar e ouvir música. Reunindo os três seria o paraíso? Pois se você concorda comigo, arrume as malas para New Orleans, uma cidade mágica, e se prepare para nunca mais querer voltar pra casa!

Havia muito tempo que tinha vontade de visitar o berço do jazz na Lousiana, do segundo (ou primeiro, depende do ponto de vista) carnaval mais animado do mundo, de histórias riquíssimas e de uma culinária completamente diferente do que se encontra em outros lugares dos EUA.

Fiquei um mês na cidade e fiz uma imersão na vida dos new orleanians. Desvendando curiosidades que só descobrimos ao conviver com insiders. Aficcionados por futebol americano dia de jogo é sagrado! O time da cidade, New Orleans Saints tem como símbolo a flor-de-lis (também símbolo da cidade) e as cores preto e dourado, escolhidas não ao acaso pelo primeiro proprietário do time que era um magnata do petróleo, conhecido como black gold.

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O bairro de Treme, que fica localizado atrás do famoso French Quarter, foi o primeiro bairro afro dos EUA. Por lá você encontra o Parque Louis Armstrong (um dos maiores nomes do jazz mundial), que fica ao lado da Congo Square, que segundo os registros foi onde o jazz americano nasceu. Ao caminhar pelas ruas desse bairro bucólico pude observar que ainda se mantém o estilo de vida pacato, com portas das casas abertas e moradores tocando seus instrumentos e conversando nos degraus do vizinho. Ótimo ponto de partida para conhecer a cidade.

Ali pertinho fica o famoso French Quarter que é sem dúvida o mais turístico bairro da cidade, onde os prédios tem suas charmosas sacadas em sua maior parte floridas e com a bandeira do Saints pendurada, as ruas cheias de lojas de souvenirs, restaurantes e cafés – como o Cafe du Monde, o mais antigo da cidade e que prepara os beignets, típico bolinho (que lembra o nosso bolinho de chuva) coberto de açúcar de confeiteiro. No café você só encontra os bolinhos, cafés (com ou sem leite) e água, vá preparado para uma possível fila.

No coração do bairro fica a Catedral de Saint Louis, inaugurada no ano de 1727 a igreja sofreu um incêndio em 1788 que a destruiu completamente. Em 1789 foi iniciada uma nova construção ganhando então o título de Catedral, a arquitetura que permanece até hoje nos dá a sensação de estar em um conto de fadas.

Na mesma caminhada você pode aproveitar e passar pela Peaches Records, a melhor loja de discos, CDs e DVDs. Os vendedores são incríveis fontes de conhecimento da música local. A Bourbon St. é a rua mais badalada, cheia de hotéis, lojinhas, bares e restaurantes, é onde acontece a badalação e brincadeiras durante o Mardi Gras, quando das sacadas dos prédios e hotéis os homens jogam os famosos cordões coloridos em troca de um aceno (ou algo mais). A brincadeira acontece mesmo fora do período de carnaval.

A boa pedida ali é o tradicional Pt O’Brien, com diferentes ambientes e para todos os gostos a diversão é garantida, principalmente após um copo de Hurricane, o drink mais famoso e querido da cidade.

Não tem como ir a New Orleans e não ir a um show de jazz, as vezes você está passeando na rua e se depara com músicos tocando ali, sentados na calçada. Ir a um bar, sentar em uma mesinha e ouvir boa música é algo inexplicável. A Frenchmen St., pertinho do bairro de Treme, é o coração dos músicos locais e moradores. Uma rua que concentra os artistas mais tradicionais até os jovens, muitas vezes vindos de outras partes do país para tentar a vida na cidade que respira música.

A dica não é específica, apenas desça no início da rua e vá entrando nos bares que te agradam, assista um pouco em cada e depois volte para o que mais te interessou. O entra e sai é contagiante, assim como o som. Se por acaso estiver na cidade em uma segunda-feira não deixe de ir ao Maison, a partir das 22h o palco da casa vira ponto de encontro dos músicos locais que tocam para se divertirem com boa música e bons amigos. Uma experiência e tanto!

Na Mapple St, mais afastada do burburinho, também pode-se encontrar incríveis shows, como o da banda Rebirth Brass Band no bar Maple Leaf Bar todas as terças.

O passeio pela Universidade de Tulane é imperdível, fundada em 1834 seu campus arborizado e suas construções em estilo neo-românico permite uma caminhada aprazível e encantadora. Podemos observar o vai e vem dos estudantes, a correria dos professores, os resquícios do Mardi Gras, e se der sorte ainda pode se deparar com uma partida de quadribol, sim o jogo dos bruxinhos de Harry Potter.

A entrada principal da universidade fica na St. Charles Avenue, uma das mais charmosas da cidade com casarões e árvores centenárias, a dica é pegar o street car para percorrer toda a extensa avenida. Entre tantos atrativos, a visita ao museu The National World War II Museum é estonteante e consegue contar toda a história com uma leveza impressionante. Outra atração turística, um tanto quanto peculiar, são os cemitérios espalhados pela cidade.

Audubon Park – as margens do rio Mississipi, delicioso para uma caminhada no final da tarde. Outra atração no mesmo parque é o Audubon Zoo, considerado um dos melhores do país.

Outros pontos para caminhar são o Canal Street – a rua dos hotéis mais badalados, muitas lojas, bares e restaurantes turísticos e por onde circula uma linha do street car ; French Market – originalmente um ponto de troca de mercadorias, hoje abriga lojas de música, souvenirs e comida e Magazine St. – uma rua arborizada, com lindas casas que concentra ótimas lojas e antiquários. Aproveite para comer um donuts no District Donuts– o melhor que já comi, além do ambiente ser uma graça!

Além da riqueza musical, NOLA, como é chamada pelos íntimos, tem também a culinária no sangue dessa gente tão alegre. Com uma comida crioula e cajun, os sabores da cidade são fortes e muitas vezes picantes. Não é a toa que a pimenta TABASCO é originária da cidade. Por ser uma cidade costeira seus pratos são ricos em frutos do mar, como o crawfish – uma espécie de mini-lagosta que é abundante na região.

Conhecida como o paraíso das ostras é possível encontrá-las de todas as maneiras – crua, na chapa coberta com queijo, cozida misturada no prato e etc. O jambalaya, prato típico feito em todas as casas, é feito a base de arroz com frango, frutos do mar e vegetais. Na verdade não existe uma receita única, cada família tem a sua.

Peche foi disparado o melhor restaurante que comi durante minha estadia na cidade, com as melhores ostras que já experimentei! Lindo, amplo, simpático (aquele que te faz querer ficar a tarde toda), comida excelente e atendimento incrível. Inaugurado em meados de 2013, foi eleito o Restaurante Revelação.

O Acme Oyster House é um restaurante muito popular entre os moradores que buscam a autêntica comida da região. Famoso também pela preparação do jambalaya em seu autêntico estilo. O Mother’s Restaurant é mais um frequentado por locais com uma cozinha deliciosa. O forte da casa é o jambalaya e os sanduíches po’boys, feitos com um pão especial.

O Café Amelie é uma bela casa construída em torno de 1830 por uma família nobre que hoje abriga o café/restaurante com um menu simples porém sofisticado. O Tableau é um restaurante super sofisticado, com uma comida deliciosa e super bem localizado na esquina do French Quarter.

Se tratando de hospedagem em New Orleans, o Hotel Monteleone tem o Carousel Bar que é super badalado, chic e com ótimos drinks! Outras dicas também são o Royal Sonesta HotelThe Ritz-Carlton e Bienville House.

Atenção: fique atento à numeração do seu destino, as ruas e avenidas são extensas e costumam cruzar toda a cidade, passando por regiões mais desertas. O google maps é um ótimo aliado fornecendo alertas em áreas que é preciso uma atenção redobrada. O transporte público, de alta qualidade, é uma ótima opção pra deslocamentos.

Deixo vocês com a trilha sonora da minha viagem, um jazz incrível que me foi apresentado na cidade por pessoas queridas. Trombone Shorty é um grupo de jovens músicos nascidos no bairro de Treme que estão conquistando o país com seu jazz moderno e sensacional. Enjoy!

Por Nina Fernandéz

Fotos: Nina Fernandéz e Divulgação

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Setembro de 2014.

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Duda Vetere

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