Já falamos por aqui que uma das tendências de viagens pós Covid-19 será a preferência por destinos mais perto de casa e de carro. Assim como destinos com menos aglomerações, e que o turista tenha mais contato com a natureza. Mas, com a flexibilização em certas cidades e a volta (gradual) de alguns voos domésticos, será que já é hora de viajar? E se for uma viagem de negócios ou emergência familiar, quais precauções devemos ter? Portanto, pensando nisso, fizemos este post para entender quais os riscos de viajar de avião durante a pandemia – e eles são muitos. Ouvimos relatos de passageiros que viajaram recentemente e também opiniões de médicos especialistas. Confira:

Entenda os riscos de viajar de avião durante a pandemia

A situação dos Aeroportos

Neste mês de julho, a GOL Linhas Aéreas irá incrementar sua operação no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, ampliando em 167% o número de voos da companhia aérea, em relação a junho. Portanto, a estimativa é que o número de passageiros passe de cerca de 57 mil, no último mês, para mais de 185 mil em julho. Além disso, serão 18 destinos domésticos operados pelo aeroporto neste mês. Com a retomada da movimentação no terminal, o RIOGaleão colocou em prática uma série de medidas para garantir a segurança de passageiros e da comunidade aeroportuária. O Aeroporto Internacional do Rio está 100% ativo, operando 24 horas por dia, sete dias por semana.

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Enquanto isso, em Guarulhos, Aeroporto Internacional de São Paulo, o movimento está aumentando gradativamente. As companhias aéreas estão retomando as operações gradualmente, como veremos a seguir.

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Saiba Mais

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Aeroporto de Guarulhos durante a pandemia

GOL

A cada mês, a companhia aérea está retomando os voos nacionais. Do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, saem voos para Brasília todos os dias, exceto sábado, assim como para São Paulo. Já de Guarulhos, por exemplo, há voos para Foz do Iguaçu todos os dias, assim como para Maceió e Natal. A lista completa dos voos está disponível no site.

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LATAM

A companhia está operando 74 rotas pelo país, o que equivale a 18% da sua capacidade. Para este mês, por exemplo, estão programados voos de Belo Horizonte para Brasília e São Paulo, do Rio de Janeiro para Brasília e São Paulo e Porto Alegre para Brasília e São Paulo. Do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, saem voos para Belo Horizonte, Chapecó, Curitiba, Jaguaruna, Joinville, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador e
São José do Rio Preto. Você pode conferir todos os voos aqui.

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Controle de temperatura em Guarulhos

A opinião de um especialista sobre os riscos de viajar de avião durante a pandemia

Conversamos com Sergio Timerman,  diretor do Centro de Treinamento em Emergências da Sociedade Brasileira de Cardiologia, sobre os riscos de fazer uma viagem de avião neste momento. No caso de uma viagem de urgência pelo Brasil (seja por conta do trabalho, ou família), além do que já é de praxe, perguntamos quais seriam as suas recomendações, desde a hora de sair de casa até o aeroporto.

”Certamente sua segurança e bem-estar devem ser sua principal prioridade. Ou seja, a recomendação é o bom senso, seguir as autoridades sanitárias e protocolos de segurança utilizados pelas companhias aéreas. Se estiver doente, não viaje!! Ficar em casa é a melhor maneira de proteger você e as outras pessoas. Em caso de viagem de avião, é importante levar seu álcool gel para as mãos até 355 ml na sua bagagem de mão. Além disso, o momento requer cautela pela situação mundial.”, explica Sergio.

Os relatos de quem já viajou

De mudança para São Paulo durante a pandemia, a ponte aérea foi o caminho mais rápido entre as duas cidades para a empresária Jordana Garcia. ”No Santos Dumont e em Congonhas, as pessoas estão respeitando um distanciamento por empatia, porque não há marcação das concessionárias do aeroporto. O check-in presencial virou coisa do passado. Há apenas dois guichês por companhia aérea, no máximo. Na hora do embarque, as pessoas são chamadas por grupo e existe a marcação para garantir o distanciamento entre os passageiros”, conta Jordana.

Mas, uma vez dentro do avião, é questão de sorte. “A maioria dos voos sai cheio, e como a distância entre os passageiros não é delimitada pelas companhias aéreas, é possível viajar  com pessoas ao lado. O serviço de bordo está suspenso e os passageiros têm direito apenas a copos de água fechados em embalagens descartáveis. Para desembarcar, a tripulação chama por fileiras, mas os passageiros insistem em ficar de pé no corredor mesmo assim”, diz a empresária, que teve experiências de voos com a GOL e LATAM.

Enquanto isso, Paulo Ramos, administrador de empresas, viajou com a GOL para São Luís no voo SDU – GRU – SLZ e voltou com Covid-19. ” No check-in há um distanciamento social, mas quando chega na hora de entrar no finger, e dentro do avião, é todo mundo, um do lado do outro. No voo de Guarulhos, não tinha um lugar vazio. Na hora da saída, houve uma tentativa de saída ordenada, mas que ninguém obedece, ou seja, os passageiros ficam acumulados”, conta Paulo.

Insegurança dentro do avião

Passageiros que voaram pela Azul também reclamaram. Ricardo Senna, por exemplo, viajou no trecho Santos Dumont – Confins em uma aeronave ATR-72, ou seja, com 2 assentos em cada fileira. O voo estava completamente lotado, sem nenhum assento vazio ao lado. ”Embarque e desembarque sem qualquer protocolo para prevenção da covid-19. Os únicos procedimentos extraordinários foram a medição de temperatura no embarque e o uso obrigatório da mascara”, conta Ricardo.

Já a advogada Betina Vianna foi para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, encontrar o marido, que é fazendeiro. Eles não se viam desde o início de março, mas ela conta que ficou um pouco insegura, e que ainda é desconfortável viajar. ”Como o aeroporto estava vazio, não notei nada de diferente, mas quando chegou na hora de embarcar, foi um pouco tumultuado. Nenhum controle de distanciamento social, nem no embarque, nem dentro do avião. Na hora de entregar o lanche, o comissário não usa luvas ou qualquer outra proteção, somente máscara no rosto. Além disso, o voo estava completamente lotado”, conta Betina.

Voo Internacional

Juan Fidalgo, CEO da Rede Américas de Hotéis viajou nesta semana para Madri, num voo da LATAM Santos Dumont – Guarulhos – Barajas. ”No embarque, a única mudança foi a distância necessária entre pessoas. Já no desembarque do avião, todos permaneciam sentados e o comissário liberava os passageiros de duas em duas fileiras. Não houve serviço de bordo, nem mesmo água. Em Guarulhos, a sala VIP que costumo usar, da Ibéria, estava fechada. Passei rápido pelo controle de passaporte e raio X e logo me deparei com o Duty Free de Guarulhos completamente vazio. O embarque foi tranquilo, voo cheio, com poucos lugares vagos na econômica e todos ocupados na executiva”, conta Juan. Aliás, ele perguntou para a aeromoça se o assento do meio iria vazio e foi informado que essa recomendação não é usada no Brasil.

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Barreira de acrílico no Duty Free – riscos de viajar de avião durante a pandemia

”Não houve distribuição de travesseiro e cobertor. O serviço de bordo foi mais dinâmico, com apenas uma opção para o jantar, com tudo descartável, sem bandeja. No café da manhã também, um sanduíche e água em copos individuais. Descemos na pista, pegamos ônibus até o aeroporto, mediram a temperatura e entregamos o formulário”, relata o CEO.

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Aeroporto de Barajas, Madri, com sinalização no chão

O que dizem as companhias aéreas

Entramos em contato com a AZUL, que disse que limitar o embarque de clientes torna uma operação insustentável. Algumas frentes cogitaram adotar a medida de bloquear o assento do meio (que não é o caso das aeronaves que operam em Rio Preto), mas isso torna a operação absolutamente inviável, além de não ser efetivo criar uma separação de 50cm entre uma pessoa e outra. Para a companhia aérea, há diversas outras medidas mais eficazes, como, por exemplo, o uso obrigatório de máscara a bordo, que diminui as chances de contágio, principalmente por quem está assintomático. Além disso, os jatos da empresa são equipados com filtro de ar HEPA, que renovam o ar a cada minuto e são capazes de extrair 99,99% dos vírus existentes dentro do avião.

Enquanto isso, a GOL comunicou que todos os procedimentos regulares foram reforçados, além dos já rígidos padrões de sanitização da aviação civil estabelecidos pelos órgãos responsáveis. Sobre os espaços dentro da aeronave, a ampliação deles é economicamente inviável e tornaria a maioria dessas operações essenciais impossíveis de serem realizadas. A companhia aérea disse ainda que a segurança com cada um que viaja, interage e trabalha na GOL está sempre em constante evolução e atenção. Ela sempre foi essencial e agora, mais do que nunca, exige atenção especial.

Por Duda Vétere, Renata Araújo e Marcella Sobral. Julho 2020.

Fotos: Juan Fidalgo,

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