Dilson Verçosa, diretor da American Airlines, revela seus destinos preferidos nos EUA e no mundo

Batemos um papo com o Dilson Verçosa, diretor da American Airlines para a América do Sul, durante episódio 9 do nosso Podcast de Viagem. Você já deve ter lido por aqui o que ele disse sobre as operações da cia no Brasil. O papo rendeu tanto, que o executivo, com 44 anos de carreira na indústria do turismo, contou também seus destinos preferidos nos EUA e no mundo. Vamos descobrir quais são? E já vou dar um spoiler: Dilson é meu cunhado e portanto, acompanho e admiro a carreira desde criança. Aproveite para ler também sobre os países abertos aos brasileiros e  retomada dos hotéis perto do Rio.

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  • Seu trabalho é viajar. Quando você tira férias para onde você vai?

Eu tenho minha lista de lugares que gosto, aliás, dividiria entre cidades grandes e cidades pequenas. Um dos meus destinos preferidos nos EUA, por exemplo, é Park City, em Utah. Outro lugar que sou fã, é Santa Fe, no Novo México. No Canadá, aquela área de Calgary, a rota dos lagos, indo até Edimontand, acho um espetáculo. Bom em todos os sentidos: você come bem, está cercado de ar puro, os lagos são lindíssimos… O Caribe acho fantástico, mas um pouco repetitivo depois de conhecer duas ou três ilhas. E na Europa, adoro Portugal e Espanha, sobretudo viajando por cidades pequenas, como a região do País Basco. Estive lá umas três vezes, nos últimos quatro anos. San Sebastian, Biarritz, na França e Andaluzia, são lugares lindos.

Dilson em Park City

Além disso, Portugal, que passou por uma transformação gigantesca nos últimos anos, em matéria de turismo, está dando um show hoje. A cidade ideal é aquela com boa gastronomia e atraente para se caminhar.

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  • Você gosta de lugares ligados à natureza, como, por exemplo, Utah, um dos seus destinos preferidos nos EUA…

Tive a chance de ir a Utah tanto no inverno quanto no verão. Acho gozado porque o brasileiro tem um certo preconceito de ir à estações de esqui durante o verão e eu acho quase tão gostoso como no inverno. Os parques ficam lindos e há shows ao ar livre à noite… Acho a área de Park City um charme! Cheguei até a fazer apresentação na câmara de comércio de lá porque queriam saber porque os brasileiros iam tanto, no auge das viagens brasileiras. E fui tantas vezes que comecei a receber ofertas de residências por lá para quando me aposentasse, rs.

Park City, um de seus destinos preferidos nos EUA

  • Nós concordamos com você, porque estivemos juntas em Aspen durante a primavera e adoramos. As montanhas esverdeadas, o encanto da cidade pequena. Vale mesmo a pena ir fora de temporada. E no Brasil, o que você indicaria?

No Brasil eu tive a oportunidade de conhecer praticamente quase todos os estados brasileiros por conta do meu trabalho. Até março, pré pandemia, eu não ficava três dias sem entrar em um avião. Minha vida era uma semana no Brasil, uma semana na América do Sul e uma nos EUA, entre Miami e Dallas e uma semana na América Central. No Brasil eu escolho um pouco pelo hotel. Você tem hotéis super charmosos que fazem com que o local onde eles estejam nem seja o mais importante. O Parque de Iguaçu, no Belmond, é um charme! Poder ir às Cataratas antes de todo mundo é o máximo! A área de Itacaré, onde fica o Txai é sensacional!

E além disso, estive em um há pouco tempo, em um hotel a duas horas de Maceió. São casas que eles alugam com todo o serviço de hotel. Todas com piscina e o mar em frente! Se chama Vila entre Chaves; um espetáculo! E ainda tem a temperatura da água do nordeste; uma delícia! E agora, o que esperamos é que as viagens domésticas tenham uma recuperação primeiro. Depois, as internacionais perto de casa, como, por exemplo, Argentina e Uruguai e só depois as de longo curso, assim que as fronteiras forem abertas. Para se ter uma ideia, não esperamos que os números voltem a ser o que eram antes de março em quase dois anos. A expectativa de recuperação é para o primeiro trimestre de 2022.

Dilson em Alagoas

  • Algum palpite de quando os brasileiros vão poder entrar nos EUA?

É muito complicado. Há eleições em novembro e o tema é político e sensível ao mesmo tempo. Tenho falado com nosso pessoal lá e eles acham que para este ano está complicado mas eu acho que depende mesmo das eleições americanas.

  • Você também adora cruzeiros marítimos, tem alguma rota preferida?

Verdade, gosto mesmo! Tive até que cancelar um agora que ia sair de Budapeste. Há cruzeiros fantásticos! Não gosto de navios muito grandes, aqueles shows longos… Gosto de embarcar num navio que tenha um bom roteiro, que não tenha tanto tempo de oceano e que além disso, pare na cidade de manhã e saia à tarde ou no dia seguinte, para que você tenha tempo de aproveitar. Os cruzeiros de rio são bons por isso. E entre eles, fiz um que foi uma surpresa: um cruzeiro de Natal, um frio de doido! Ele saía de Colônia, na Alemanha e chegava em Basel, na Suíça. O itinerário bateu todas as expectativas. Primeiramente, porque não costumam ser muito cheios, geralmente, 50, ou 60% da capacidade.

No Cruzeiro

Da mesma maneira que é difícil convencer as pessoas a irem para as cidades de neve no verão, também é improvável que o turista se empolgue em entrar em um navio com um inverno rigoroso. Este era um Cruzeiro de Mercado de Natal. Toda a cidade que a gente passava tinha um mercado acontecendo. Muito diferente de tudo que já vi, bons restaurantes, cabines confortáveis e com a facilidade de poder andar nas cidades durante o dia. Também já fiz um na Rússia, em San Petesburgo que foi incrível!

  • O brasileiro tem certo preconceito com cruzeiro, né? A gente adora! E uma das vantagens é justamente embarcar com a mala e só tirá-la no último dia.

Eu comparo o mercado dos cruzeiros com o do esqui. Tem gente que acha caro mas não coloca na ponta do lápis para saber o que está incluído e as facilidades. Acho a Crystal’s  maravilhosa! Você come super bem, por exemplo: tem sempre um Nobu (restaurante japonês) e outro italiano. Fiz um cruzeiro que saiu de Estocolmo e foi pra Rússia, comi no Nobu quase todo dia, na hora que queria. Muito prático!

Não sou esquiador. Meu joelho já não permite mais, mas adoro o clima de cidades de esqui, a neve, as pessoas arrumadas. A vista da montanha, o vinho… Por isso Park City, um dos meus destinos preferidos nos EUA,  caiu tão bem no meu gosto. Tem muito o que fazer por lá. Não apenas de restaurantes. Já fui a Vail e Aspen mas PC foi um caso de amor!

Aspen no verão – destinos preferidos nos EUA

Eu tive que cancelar duas vezes, ainda não conheço. Sei que é uma cidade de cowboy. Aliás, talvez seja o único lugar nos EUA que ainda quero conhecer: Yellowstone. De resto, já fui a todos, é só repetir.

  •  A gente adora Jackson. Rede hoteleira fantástica, restaurantes também, sem contar a natureza, fantástica! E no mundo, onde você quer ir?

A Croácia, que eu ia conhecer este ano. Acho que só! Não tenho mais grandes vontades não…

  • Queremos saber seu top 3 de destinos pelo mundo.

De cidades grandes, Londres, em primeiro lugar. Já dos meus destinos preferidos nos EUA, diria, Washington DC, número dois da lista e Buenos Aires, em terceiro lugar, de cidades grandes. Das cidades menores, que adoro, voltaria com Park City, região da Toscana, Siena, San Geminiano e Portugal, sem entrar em detalhes. A área do Douro, logo depois do Porto é sensacional! E nossa família tem o melhor hotel daquela área, não é Renata, Quinta de São Bernardo! Esses são os lugares campeões!

Delícia de piscina na Quinta de São Bernardo, no Douro

  • Gostamos de ver Washington na lista, morei lá 12 anos (Cláudia). Esqueci de dizer, nós 3 moramos lá. (Renata) e o Dilson também!

Sim, morei em DC, tive lá ano passado no Halloween. Fui à Georgetown, fui jantar num restaurante fantástico para festa de Dia das Bruxas. Uma cidade que só melhora com o tempo, os restaurantes… e Georgetown é uma cidade pequena dentro de Washington.

Esta foi a entrevista com o Dilson Verçosa diretor da American Airlines para a América do Sul e seus destinos preferidos nos EUA e no mundo. E você, tem sua lista?

Por Renata Araújo e Claudia Saleh, Agosto 2020.

Fotos: Renata Araújo e Dilson Verçosa 

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Renata Araujo

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