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As trufas e os vinhos do Piemonte, na Itália

“Esta região é abençoada. Os queijos desta terra são maravilhosas, por causa do pasto. É o melhor clima do mundo para o cultivo de avelãs, não à toa a fábrica da Nutella está aqui. Mas o melhor do Piemonte são os vinhos. E, é claro, as trufas brancas de Alba, que só se desenvolvem aqui”, costuma dizer o ícone da enologia local, Angelo Gaja. Um dos mais reconhecidos produtores de vinho da Itália, cuja vinícola domina o vilarejo de Barbaresco. Nesta coluna Enoteca YMG, você vai descobrir tudo sobre as trufas e os vinhos do Piemonte. Aproveite para ler também sobre vinhos que harmonizam com carbonara.

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As trufas e os vinhos do Piemonte

Produzido com a uva Nebbiolo, batizada assim por conta da neblina característica da região nos meses de colheita. Esta é a grande variedade do Piemonte, responsável ainda por uma denominação ainda mais famosa, maior e cobiçada. Sim, Barolo, para muitos o maior vinho da Itália, um dos grandes de todo o mundo. Entre outubro e dezembro, às vezes chegando até janeiro, a região vive a temporada das trufas brancas. O que torna o Piemonte um dos destinos gastronômicos mais desejados do planeta e que atrai milhares de visitantes para lá. 

Piemonte

A boa notícia é que a Europa está começando a abrir as fronteiras para os brasileiros. Portanto, quem estiver com o esquema vacinal completo já pode começar a pensar em arrumar as malas e partir para lá do próximo mês em diante. Uma coisa eu posso dizer: só mesmo no Piemonte é possível perceber a grandiosidade da trufa, um sabor potente e marcante.

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As trufas

Laminar essa iguaria sobre uma simples massa puxada na manteiga perfuma todo o salão dos restaurantes em que acontece o ritual. O preço, geralmente, é cobrado em gramas. O garçom pesa a trufa na frente do cliente e diz: “Quando o senhor quiser é só dizer que paro”. Depois, ele pesa novamente e determina o acréscimo.

Massa com trufas

Aí, você pede uma taça de Barolo ou de Barbaresco. E acontece a magia: eu nunca experimentei algo mais sensacional na vida. É indescritível. De fato, é a glória em forma de casamento entre comida e bebida.

Os vinhos do Piemonte

 O Barolo e o Barbaresco são vinhos que precisam de tempo na garrafa para desenvolver o seu potencial. Lá é relativamente fácil encontrar garrafas antigas, muitas vezes vendidas em taça nos melhores restaurantes. No mundo ideal só beberíamos Barolo com pelo menos 10 anos de envelhecimento. Aos 20 costuma a começar a viver o seu apogeu. E experimentar uma garrafa com essa idade, ou mais, é um momento de meditação.

Barbaresco

Barolo é chamado de “Rei dos Vinhos e Vinho dos Reis” com toda a razão. Os hotéis da região ficam lotados no período, e reservar com certa antecedência é fundamental. Certa vez, ao voltar de lá, eu escrevi: “Quanto mais fresca a trufa, mais marcante será o seu perfume, intenso, mas delicado, lembrando terra molhada, cogumelos, mel, especiarias, alho… “. Em busca de frescor e abundância, turistas amantes da boa mesa lotam os hotéis e restaurantes no final do ano.

Época das trufas

É um caso único no mundo: a época das trufas é a alta temporada turística no Piemonte. Em nenhum outro lugar uma única iguaria é capaz de transformar um período do ano frio, úmido, nebuloso e chuvoso no momento mais concorrido do calendário entre os visitantes estrangeiros. Aliás, brasileiros são vistos em quantidades cada vez maiores.

As trufas

A verdade é essa: para sentir a grandeza da trufa é preciso ir até lá. Mesmo em cidades como Roma, Londres e Nova York, onde chegam carregamentos diários de trufa, não se consegue perceber a grandeza desta iguaria. Afinal, é um tipo de fungo que só se desenvolve ali. Uma das curtições é fazer a caça às trufas. Quem vive disso esconde a sete chaves os locais onde elas crescem junto às raízes de árvores como o carvalho – geralmente os mesmos, ano após ano.

A caça

Cachorros treinados encontram a iguaria através do faro. São animais que custam até mais de 15 mil euros devido à sua capacidade de localizar onde estão. Numa manhã fria de outubro recebi a visita de Piernicola Bruno, da Tre Donne e da Colina Serragrilli. Ele me levou a um mirante com panorama privilegiado da região. Explicou um pouco da paisagem e do solo, importantíssimos para a qualidade dos vinhos. E perguntou: “Quer comer trufas frescas de verdade? Vamos ter que ir até Farigliano. Apesar do nome, as trufas brancas de Alba não existem mais em Alba, porque todas as suas florestas foram derrubadas para a plantação de vinhedos. Precisamos andar um pouco para chegar até as áreas que ainda têm carvalhos e neles, as trufas.

O mirante

É perto, em menos de 40 minutos estamos lá. Você vai ver, vale a pena”. Partimos, então. Fomos direto para o excelente La Speranza, cujos donos, Maurizio e Sabrina Quaranta, cuidam de tudo: cozinha e salão. Nos acomodamos. E logo aconteceu o que Piernicola (e eu) queria: entrou um homem com uma cestinha de piquenique. Tirou um pano que envolvia esta joia e ofereceu ao casal. “Acabei de pegar. Não tem nem uma hora”.

O frescor

Aí eu vi que Piernicola estava certo: faz toda a diferença comer no almoço uma trufa colhida pela manhã. De noite ela já perde parte de sua potência, processo que se acelera dia a dia. Então, depois de uma semana já não é sequer um esboço aromático do que já foi um dia. Por isso, a viagem para lá povoa os sonhos de consumo de qualquer grande apreciador da boa mesa. Vale mesmo a pena.São famosos os restaurantes locais, como, por exemplo, a Trattoria della Posta, cujos salões estão entre os preferidos dos principais produtores da região.

De fato, uma iguaria

Trufas e vinhos do Piemonte no Brasil

No Brasil, todas as grandes importadoras têm no portfólio um ou mais produtor do Piemonte. Angelo Gaja, que abre esta reportagem, por exemplo, é trazido pela Mistral, que também vende nomes como Bruno Giacosa, outro ícone de Barbaresco; e Coppo, por exemplo. Outra gigante, a Decanter, leva até a taça dos brasileiros vinícolas tão emblemáticas da Itália como Pio Cesare, cuja vinícola está junto à cidadela medieval de Alba.

Pio Cesare

Já a Grand Cru importa a mais relevante cooperativa da região, Produtori di Barbaresco. A sede, na própria vila, é uma linda construção, uma antiga igreja, onde encontramos todos, ou quase todos, os produtores locais, além de seus rótulos próprios. Mesmo na gôndolas de supermercados não é difícil garimpar Barolos e Barbarescos. Às vezes, até mesmo de grande nomes, como Elio Grasso, Renato Ratti, La Spinetta, Borgogno e Fontanafredda, por exemplo, todos encontrados na rede Pão de Açúcar.

Misto de loja e bistrô, a Bergut se tornou, no mês passado, a “casa” da Prunotto no Rio, marca que hoje pertence à gigante (mas não menos excelente) Antinori, um dos sobrenomes mais importantes do mundo do vinho.

No próximo mês o chef Nello Casesse, do Cipriani, no Copacabana Palace, vai lançar um mês piemontês. O sommelier da casa, Ed Arruda, uma das maiores autoridades em vinhos italianos do país atualmente, tem sempre excelentes rótulos em sua carta. Com muito Barolo e Barbaresco, é claro. Portanto, fica a dica.

Texto e fotos por Bruno Agostini. Setembro de 2021.

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Publicado por
Duda Vetere

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