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Enquanto desfruto dos meus últimos dias na Jordânia, compartilho com vocês um post sobre a cidade de Rouen, pertinho de Paris, de autoria de  Nathaly Ducoulombier.

Telhados de Paris

De Paris, você pode visitar várias cidades próximas e voltar no mesmo dia. Perfeito!
O problema é que são muitos lugares interessantes e a gente fica na dúvida. Mas escolhi Rouen, a capital da Normandia, a cidade onde Joana D’arc passou seus últimos meses de vida.

Fachada da Gare de Rouen

Para quem vai de carro, são apenas 132 km de estrada. Mas uma ótima opção são os trens de alta velocidade (train à grande vitesse), que saem em vários horários com destino à Rouen. As passagens tem um preço ótimo tanto na primeira, quanto na segunda classe.  A viagem é super confortável e dura pouco mais de 1 hora. Saímos da Gare Saint Lazare, que fica no 8 arrondissement, perto do teatro L’opera e da loja de departamentos Galeries Lafayette.

Sou particularmente fascinada pelas gares e a de Rouen (Gare Rive Droite), em estilo art nouveau, impressiona.

A bela arquitetura de Rouen

Logo que se pisa em Rouen, a sensação é de voltar no tempo. A cidade foi fundada pelos romanos, no século I d.C. Séculos depois  foi invadida pelos vikings e pelo exército inglês. até voltar a fazer parte do território francês.

A famosa torre, que já foi um castelo

A torre onde Joana D’arc ficou presa até ser queimada, no ano de 1431,  pode ser vista de vários pontos diferentes. Ela tem 35 metros de altura e dá para chegar até o alto da torre subindo a escada com cerca de 100 degraus. Na verdade, a torre foi o que restou de um castelo construído em 1204 pelo rei Filipe Augusto. Depois de um incêndio, ele foi demolido e hoje é aberto à visitação.
(Le Donjon de Jeanne Dar’c- rue Bouvreuil e rue du Donjon)

A torre ao longe

Casas em estilo normando

Como o passeio era de apenas um dia, escolhemos conhecer a parte histórica, a Vieux Rouen. As ruas são estreitas, as construções em estilo normando e pelo caminho, muitos antiquários, restaurantes, museus, igrejas.

Anúncio de café da manhã apetitoso!

O entardecer em Rouen

Comércio local típico de cidade pequena

A Catedral Notre Dame de Rouen é parada obrigatória. Em estilo gótico, tem uma fachada bem diferente, com torres de tamanhos distintos. A construção chegou a ser destruída pelos bombardeios em 1944, mas foi recuperada. Fascinado pela Catedral, o pintor Claude Monet pintou mais de 30 imagens da igreja de pontos diferentes.

Catedral de Rouen

Já estava andando para um outro ponto, quando uma outra igreja, imponente, chamou a atenção. Era a abadia Saint-Ouen, fundada no século 8, também em estilo gótico. Lá dentro, vitrais coloridos antiquíssimos, paredes e tetos cheios de detalhes e um dos órgãos mais famosos do mundo. O curioso é uma grande exposição interativa, que mostra a história da abadia desde que foi fundada.

Entrada da Abadia

Vitrais da Abadia

Abadia por dentro

Caminhar abre o apetite. Mas isso não é problema. São muitos restaurante ao longo das ruazinhas do centro histórico, cada um mais aconchegante que o outro. Para aquecer, a tradicional  soupe à l’oignon, sopa de cebola gratinada. E já que ainda tem muita caminhada pela frente, de sobremesa você pode comer sem culpa um crème brulée (creme feito com creme de leite, ovos, açúcar e baunilha).

Sopa de cebola gratinada

Creme brulée: sobremesa típica francesa

Deixamos para o final a região da Place du Vieux-Marchè (Praça do Velho Mercado), o lugar onde Joana D’arc foi queimada no dia 30/05/1431.  Exatamente nesse local foi construída uma igreja em homenagem à heroína.

Outra atração imperdível é o famoso Gros Horloge, o Grande Relógio, construído em 1389. Um dos relógios mais antigos da França, que tem no mostrador os dias da semana, as horas e até as fases da lua.


Curiosa em ver a cidade do alto, encarei a escada em caracol com degraus de pedra que dá acesso ao interior do relógio. E valeu muito a pena! Além de toda a história do Gros Horloge, o visitante pode conhecer os mecanismos usados para que ele funcionasse, os dois grandes sinos e outras engrenagens. O relógio funcionou da mesma forma até 1928, quando o mecanismo elétrico substituiu o original.

Relógio: um dos símbolos da cidade

O sol já estava quase indo embora quando chegamos às margens do Rio Sena. Do lado direito da cidade, o gramado é o ponto perfeito para se ter uma das vistas mais bonitas de Rouen.

Rouen, do outro lado do rio

Era meu aniversário, tinha passado essa data especial com minha mãe e meu irmão. E fui embora com a certeza de ter conhecido um lugar fascinante. Quero voltar a Rouen. Quem sabe no próximo aniversário?

Nathaly com o rio Sena ao fundo

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