Fundada em 1894 por dois portugueses, a Confeitaria Colombo já marca mais de um século de biografia carioca, fazendo parte do patrimônio cultural do Rio de Janeiro e sendo ponto obrigatório pra quem passa pela cidade.  A história da arte doce da Confeitaria Colombo se confunde com a dos moradores do Rio e quem tem mais de 30 anos se lembra bem da saudosa loja da N.Sra.de Copacabana, onde hoje, tristemente, funciona um banco!

Confeitaria Colombo

Recentemente nomeada como melhor estabelecimento na categoria “doce” do Prêmio Rio Show de Gastronomia, onde fui jurada, orgulha-se em dizer que tudo lá é preparado de maneira totalmente artesanal. E comandando essa cozinha está o talentoso chef Renato Freire, que une com experiência as tradições portuguesas às inovações.

Confeitaria Colombo

Confeitaria Colombo

Decoração art nouveau, mobiliário em jacarandá, bancadas de mármore italiano e ambientes grandiosos com espelhos belgas também são alguns dos destaques desse espaço tradicionalíssimo nos quesitos artístico e gastronômico do Rio.

Confeitaria Colombo

Escolhida em 2003 pela prestigiosa Saveur Magazine como um dos 100 melhores lugares no mundo para se comer, desfrutando de um ambiente deslumbrante, essa confeitaria do Centro da cidade tem fama que se espalha. Em tempos de internet e redes sociais, tem sido eleita um dos mais bonitos cafés do mundo.

Confeitaria Colombo

Confeitaria Colombo

Nesse templo histórico da gastronomia carioca, pratos tradicionais (como vatapá, bacalhau ao Brás, leitão à mineira, etc.) são servidos no restaurante principal (aberto de 2ª a sábado, de 12h às 16h), devidamente nomeado de Cristóvão. No outro restaurante – Cabral -, é servido o almoço (de 2ª a 6ª, de 11:45 às 14:45), incluindo bufê de sopas e um menu especial para o horário, e que pode ser comido na hora ou feito “pra viagem”.

Confeitaria Colombo

Já nos balcões do térreo, veem-se salgados, bolos, doces e outras delícias. Tudo com a qualidade que é a cara da Colombo e que lhe rendeu a vitória na premiação este ano!

Confeitaria Colombo

Pra completar, o Café do Forte traz a tradição do lugar junto à vista de um dos maiores cartões-postais do Rio, a Praia de Copacabana.

Café do Forte, Confeitaria Colombo

Café do Forte, Confeitaria Colombo

Novidade é que de volta à casa estão as frutas amazônicas, parte de sua história, agora nas criações bem brasileiras do chef, em três versões (lançadas no Prêmio Rio Show) do adorado “Beijinho”: Beijo de Açaí (coberto com granola, lembrando o jeito batido em que a fruta é servida em padarias e quiosques), Beijo de Cupuaçu (com cobertura de castanha de caju) e Beijo Amazônico (que tem parte dos dois, como um casadinho, explodindo sabores).

Confeitaria Colombo

Além de todas essas maravilhas, Renato Freire, depois de uma viagem a Lisboa, criou três novas versões com a mesma massa folhada dos Pastéis de Belém. O tradicional, de nata, ganha a companhia dos novos Quindim de Camisola (de massa crocante revestindo um recheio cremoso de quindim), Pastel de Avelã (feito com feijão branco, mostrando a versatilidade dos feijões, que dão uma textura cremosa) e Pastel de Caipirinha (com o creme do recheio assado feito com cachaça especial, suco e raspas de limão, dando um toque cítrico e um cheiro gostoso).

Confeitaria Colombo

Não fica dúvida: a Confeitaria Colombo dá motivos – de sobra! – para visitantes e clientes lotarem o lugar!

Fotos: divulgação

 

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